CONCEITOS E DEFINIÇÕES NA ÁREA DA FISIOLOGIA MUSCULAR
7 pág.

CONCEITOS E DEFINIÇÕES NA ÁREA DA FISIOLOGIA MUSCULAR


DisciplinaFisiologia do Exercício11.565 materiais336.772 seguidores
Pré-visualização2 páginas
CONCEITOS E DEFINIÇÕES NA ÁREA DA FISIOLOGIA MUSCULAR
Hipertrofia Muscular: A hipertrofia muscular é o aumento da massa muscular, que provoca o crescimento visível da musculatura. O processo de crescimento é consequência da exigência física à qual é submetido o corpo ou devido aos estímulos hormonais que atuam em determinados tecidos. A prática de musculação, juntamente com o ajustado funcionamento do metabolismo do organismo, é o método mais eficaz para obter massa muscular. No entanto, os treinos devem ser acompanhados por profissional especializado, assim como a orientação no consumo equilibrado dos nutrientes necessários (carboidratos e proteínas) para a ocorrência de hipertrofia. O consumo desequilibrado de substâncias (anabolizantes e esteróides) que proporcionam o rápido aumento de massa muscular, pode representar um grave atentado à saúde.
Hipotrofia Muscular: ocorre como consequência da desenervação, lesões musculoesqueléticas, imobilização articular, repouso prolongado, tratamento por glicocorticóide, septicemia, câncer e até mesmo pelo envelhecimento. Desse modo, o desuso muscular promove redução na área das fibras musculares, bem como na densidade dos capilares. Simultaneamente, ocorre proliferação do tecido conjuntivo intramuscular tanto no perimísio quanto no endomísio, além de aumento do "turnover" do colágeno no tecido.
Atrofia muscular: a atrofia por desuso ocorre por falta de exercícios físicos. Na maioria das pessoas, a atrofia muscular é provocada pela utilização insuficiente dos músculos. As pessoas com trabalhos sedentários, condições médicas que limitam movimentos, ou a diminuição dos níveis de atividade podem provocar a perda do tônus muscular e desenvolver a atrofia. Este tipo de atrofia pode ser revertida com exercícios e uma melhor alimentação.
Eutrofia: Estado nutricional adequado. Nota: manifestação produzida pelo equilíbrio entre o consumo e as necessidades nutricionais.
Hiperplasia muscular: Hiperplasia Muscular se traduz por um aumento no número de células, neste caso as células (ou fibras) musculares em relação ao original. Apesar dos fatores responsáveis pela provável ocorrência do aumento do número de fibras musculares ainda permanecerem obscuros, sobrecargas crônicas, impostas ao músculo esquelético de várias espécies animais, parecem estimular o surgimento de novas fibras por meio de dois mecanismos: a partir das células satélites (SALLEO et al, 1980) e por meio da cisão longitudinal da fibra muscular (GONYEA et al, 1986).
Cãibras: Cãibra (ou Câimbra) é um espasmo súbito e involuntário dos músculos, de curta duração e geralmente dolorosa. Apesar de não ser algo elucidado de maneira satisfatória, sabe-se que a cãibra pode ser causada por estímulos dolorosos que entram pela medula espinhal, uma vez que esta controla as funções sensitiva e motora do nosso corpo. Esses estímulos de dor podem surgir de várias causas, embora não seja comprovado cientificamente, mas o principal fator apontado é o cansaço muscular em indivíduos com preparo físico ruim e submetidos à cargas de exercícios excessivas. Outros vilões que causam a cãibra são, o calor associado ao suor excessivo, implicando a perda de cloreto de sódio, e a circulação sanguínea inadequada aos músculos, o que pode gerar uma isquemia local. Por ser normalmente inofensiva, a cãibra não requer um tratamento, uma vez que possa ser algo esporádico durante a prática de exercícios intensos, causada por fadiga muscular. Porém, quando a cãibra passa a se tornar frequente, é necessária uma investigação médica. Essa frequência pode ter origem vascular, neuromuscular ou metabólica, causadas respectivamente por isquemia local, miopatia alcoólica, hipoglicemia ou intoxicação por cafeína.
Rigidez cadavérica: A Rigidez cadavérica (ou Rigor Mortis) é a hidrólise do ATP no tecido muscular, a fonte de energia química necessária para o movimento. Moléculas de miosina derivados do ATP se tornam permanentemente aderentes aos filamentos e os músculos tornam-se rígidos. A circulação sanguínea cessa, assim como o transporte do oxigênio e retirada dos produtos do metabolismo. Os sistemas enzimáticos continuam funcionando após algum tempo da morte. Assim, a glicólise continua de forma anaeróbica, gerando ácido láctico, que produz abaixamento do pH. Neste momento, actina e miosina, unem-se formando actomiosina, que contrai fortemente o músculo.
Fadiga Muscular: A fadiga muscular é um evento que ocorre no músculo devido ao grande esforço físico e resultao no declínio da tensão muscular. Como consequência, o glicogênio, que é reserva de carboidrato e fornece o combustível para a construção e manutenção do Sistema Muscular, deixa de ser produzido levando a ocorrência da fermentação lática. Desta forma, o pH aumenta, devido ao acúmulo de ácido lático na musculatura causando prejuízo no sistema de transferência de energia.
Fibras Musculares esqueléticas rápidas, lentas, e intermediárias: De acordo com a estrutura e composição bioquímica, as fibras musculares esqueléticas podem ser classificadas como fibras do tipo I e fibras do tipo II. As fibras do tipo I são chamadas fibras lentas e as do tipo II são chamadas fibras rápidas. De cor vermelho-escura, as fibras do tipo I são ricas em sarcoplasma, com muita mioglobina; estas fibras são adaptadas para contrações contínuas e a energia é produzida a partir da fosforilação oxidativa de ácidos graxos.  As fibras do tipo II, porém as adaptadas para  contrações rápidas e descontínuas; essas fibras contém pouca mioglobina e são de cor vermelho-clara.  As fibras do tipo II podem ainda ser divididas em tipo A, B e C. Essa classificação é feita de acordo com características funcionais e bioquímicas, como por exemplo, a estabilidade da ATPase actomiosina que elas contêm.  As fibras mais rápidas são do tipo II B e necessitam principalmente da glicólise como fonte de energia, como afirmam Junqueira & Carneiro (1990).
Receptores Musculares - Fuso Muscular: é um receptor sensorial proprioceptivo em forma de fuso composta por feixes de fibras musculares modificadas contidas dentro de uma cápsula fibrosa. Estão dispostos paralelamente às fibras musculares extrafusais (do músculo em que está inserido) e respondem às variações no comprimento (estiramento ou contração) das fibras musculares. As suas fibras, as fibras intrafusais, são do tipo fibra com saco nuclear e fibra com cadeia nuclear.Os fusos musculares captam informações sensoriais e as transmitem através de axônios do tipo 1a (localizados em sua região equatorial), os quais penetram na raiz dorsal da medula espinhal, formando sinapses excitatórias com os interneurônios e com os neurônios motores alfa do corno ventral.
- Órgão Tendinoso de Golgi: é um receptor sensorial proprioceptivo que está localizado nas inserções das fibras musculares com os tendões dos músculos esqueléticos. É uma estrutura encapsulada localizada na junção musculo-tendinosa, onde as fibras de colágeno do tendão se juntam às extremidades das fibras musculares extrafusais. É inervado por uma única fibra aferente do grupo Ib (diâmetro grande e conduta rápida). O estiramento das fibras de colágeno também estira o Órgão Tendinoso. Isto comprime e alonga as terminações nervosas, provocando a sua despolarização. Os órgãos tendinosos são muito sensíveis a alterações na tensão do músculo, ao contrário dos Fusos Musculares que são mais sensíveis a alterações do comprimento muscular. Quando o músculo contrai, como resultado da estimulação do neurônio \u3b1, a frequência de despolarização dos Orgãos Tendinosos aumenta de uma forma marcada, enquanto a dos Fusos Musculares diminui ou mesmo desaparece.
Placas Motoras: é o local em que um estímulo elétrico tem de ser transformado em movimento, através de alguns mediadores químicos, o principal dos quais a acetilcolina, permitem essa transformação. As sinapses, incluindo as placas motoras e o sistema nervoso autônomo são colinérgicos, isto é, liberam acetilcolina.
Unidade Motora: A unidade motora é o conjunto de fibras musculares ativadas