DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
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DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 
 
- O que é o DIP? (diferenças entre direito internacional privado e relações internacionais) 
- Quais são os sujeitos do DIP? 
- Quais são as funções do DIP? 
 
O FOCO DA MATÉRIA SERÁ NO DIREITO INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO. 
 
Respostas do texto: o direito internacional em um mundo de transformação. 
 
1- Estado como titular de direitos (1075). Soberania do Estado. Imperialismo, colonialismo, 
guerras, violação aos direitos humanos, pobreza crônica. 
2- O conceito da comunidade internacional de indivíduos é ligado ao conceito de solidariedade 
e não mais ao conceito de soberania. DUDH 1948 \u2013 \u201cjus cogens\u201d. Princípio da jurisdição 
universal. 
3- O Estado pode ser um indivíduo de direitos. Responsabilidade do Estado e do indivíduo. 
(1102/1092). 
4- meio ambiente, erradicação da pobreza, uso de armas nucleares, corrida armamentista, 
desarmamento, informação \u2013 novas tecnologias) DUDH, desenvolvimento humano, migração, 
superação das desigualdades econômicas entre os países e interna também. 
 
Jus cogens \u2013 parte dos autores aceita existência de um corpo de regras internacionais 
obrigatórias e que, portanto, não poderiam ser contrariadas por outros tratados. Um 
tratado que viola a regra de jus cogens não é passível de convalidação, pois o tratado nasce 
nulo, ainda que desejado pelas partes. 
 
FONTES DO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 
 
1- Art. 38, Estatuto Corte Internacional de Justiça (CIJ). NÃO EXISTE HIERARQUIA DAS 
FONTES NO DIREITO INTERNACIONAL. 
A) Tratados: principal fonte do DIP. 
B) Costumes: principal fonte do DIP. 
C) Princípios gerais de direito internacional: principal fonte do DIP. Tem base nos 
direitos internos. Irretroatividade da lei, princípio da legalidade, etc. 
D) Doutrina: interpreta e aplica as principais fontes do DIP. 
E) Jurisprudência: interpreta e aplica as principais fontes do DIP. 
2- Outros 
A) Atos unilaterais: atos que em determinadas circunstâncias terão valor jurídico 
obrigatórios. 
B) Resoluções de assembleia geral 
 
TRATADOS 
 
1- Conceitos: fontes de um juiz internacional utiliza para resolver um caso. São as formas 
que dão vida a determinadas organizações sociais. São SEMPRE escritos. \u201cÉ um acordo 
internacional celebrado, por escrito, entre Estados ou Estados e organizações sociais, 
regido pelo direito internacional\u201d \u2013 ou seja, Estados se submetem voluntariamente, 
sempre escrito, por exemplo, se o Brasil contrata uma empresa argentina para fazer 
asfalto, não é tratado internacional, porque uma das partes é uma empresa privada. Já 
a empresa do Paraguai e o Brasil com a usina de Itaipu é sim um tratado internacional, 
e a base da relação tem que ser o direito internacional. A compra de um terreno na 
China para embaixada não é tratado internacional, porque a base vai ser contrato de 
compra e venda, direito interno da China, por exemplo. Regula os mais variados 
temas. É um acordo internacional concluído por escrito entre Estados ou entre Estados 
e Organizações Internacionais, regido pelo direito internacional, quer conste de um 
instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua 
denominação específica. 
2- Características gerais 
A) Consensualismo: todo direito internacional tem como fundamento a autonomia 
da vontade das partes. Entre os Estados que voluntariamente irão concordar em 
ceder parte de sua soberania a outro Estado. Fundamenta-se sobre a autonomia 
da vontade dos sujeitos de direito internacional. Os próprios sujeitos definem as 
características do futuro tratado. 
B) Ausência de hierarquia: dos tratados, não dos países, porque todo país é 
soberano. Existem diferentes tratados, mas nenhum é mais importante que o 
outro. Não há hierarquia entre tratados. Cada fonte normativa, como os sistemas 
regionais de integração, Organizações Internacionais ou diferentes conjuntos de 
Estados sem qualquer ligação institucional pré estabelecida, cria normas próprias 
que não têm ligação hierárquica com outras normas existentes. Há duas exceções: 
as normas jus cogens, que é uma espécie de norma obrigatória a todos os Estados 
e que, portanto, se coloca acima dos demais tratados, que são algumas normas da 
DUDH, que são consideradas superiores na comunidade internacional e o art. 103 
da carta da ONU. 
C) Ausência de formalismo: tem que ser escrito, mas o formato, o tamanho, o tipo 
do artigo, por exemplo, não há procedimento específico exigido para esses 
aspectos. Os tratados devem ser realizados por escrito. No entanto não existem 
procedimentos específicos, rígidos para a redação dos tratados. 
3- Nomenclaturas 
A) Tratado: é igual acordo, convênio (não confundir com convenção), carta, pacto... 
todos têm o mesmo valor político/jurídico. Como espécie é utilizado para tratado 
solene. 
B) Declaração: é diferente de tratado, porque reúne princípios gerais, porque não 
existe um consenso entre os Estados sobre um determinado tema. Tem 
consequências se descumprir, mas não tem o poder, a força jurídica obrigatória. 
Mas pode chegar a se tornar um tratado. A exceção é a DUDH (que tem a força 
jurídica obrigatória). É um tratado que cria princípios gerais, mas não gera 
compromisso para os sujeitos de direito internacional. 
C) Estatuto: tem valor jurídico obrigatório, mas não é um tratado, somente regula as 
regras do mesmo. Também define os tratados que criam uma Organização 
Internacional, estabelecem suas normas gerais, os critérios de funcionamento... 
D) Protocolo: é um tipo de complemento de convenções, por exemplo, o protocolo 
das crianças armadas, que fica dentro da convenção de direito das crianças, pois 
trata um mesmo tema, em perspectiva diferente. O protocolo é como se fosse um 
novo tratado. 
E) Carta ou pacto: pode ser tanto um tratado solene ou outros tratados importantes 
que estabelecem direitos e deveres para as partes. 
F) Acordo: o uso mais comum em direito internacional é para tratados de cunho 
econômico, financeiro, comercial ou cultural. 
G) Convênio: tratado em matéria cultural ou de transporte. 
4- Tipos de tratados 
A) Bilaterais: entre dois Estados ou um estado e uma Organização Internacional. 
B) Multilaterais: entre muitos Estados e/ou Estados e Organizações Internacionais. 
5- Princípio \u201cpact sunt servanda\u201d: quando há poucos Estados ou Organizações 
Internacionais em negociação, o texto final precisa ser aceito por todos. Caso 
Art. 103 \u2013 No caso de conflito entre as 
obrigações dos Membros das Nações 
Unidas, em virtude da presente Carta 
e as obrigações resultantes de 
qualquer outro acordo internacional, 
prevalecerão as obrigações assumidas 
em virtude da presente Carta. 
contrário, a falta de engajamento posterior por um deles pode levar à ineficácia do 
tratado com um todo. Quando se trata de uma negociação multilateral, no entanto, 
raramente é possível chegar a um consenso sobre o texto final. Até o último momento, 
os negociadores tentam fazer valer pontos de vista na construção do texto do tratado. 
Neste sentido, a regra geral é a adoção do texto por dois terços do negociadores. A 
adesão do texto não revela compromisso algum, não há incidência do princípio pacta 
sunt servanda, que é a necessidade de agir de boa fé em relação ao texto negociado. A 
violação do princípio da boa fé no direito internacional ocorre quando o Estado 
anuncia claramente que tem a intenção de se comprometer com um tratado, 
revelando sua vontade perante a comunidade internacional, mas na prática age em 
sentido oposto. 
6- Processo de criação de tratados : 
A) Negociação: o tratado é dividido em preâmbulo (parte inicial com princípios gerais 
do tratado); dispositivo (todas as normas) e anexos (estatísticas, dados, etc.). art. 
49, CF: MRE (ministério de relações exteriores) \uf0e0 câmara dos deputados \uf0e0 
senado \uf0e0 presidente do senado promulga um decreto legislativo \uf0e0 referendo