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O QUE É A EVOLUÇÃO
 
 
Ernst Mayr
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O QUE É A EVOLUÇÃO
 
 
 
 
 
 
 
Tradução de
Ronaldo Sergio de Biasi
e Sergio Coutinho de Biasi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rocco
 
Título original
WHAT EVOLUTION IS
 
Copyright © 2001 by Ernst Mayr
 
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, exceto com a
prévia autorização por escrito do proprietário.
 
 
Direitos para a língua portuguesa reservados com exclusividade para o Brasil à
EDITORA ROCCO LTDA.
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rocco@rocco.com.br
www.rocco.com.br
 
Printed in Brazil/Impresso no Brasil
 
revisão técnica
ANDRÉ CARVALHO
 
preparação de originais
LUÍS HENRIQUE VALDETARO
 
CIP-Brasil. Catalogação na fonte.
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ.
 
Mayr, Ernst, 1904-2005
M423q O que é a evolução/Ernst Mayr; tradução de Ronaldo Sergio de Biasi e Sergio Coutinho de
Biasi. - Rio de Janeiro: Rocco, 2009.
 
 
Tradução de: What evolution is
Apêndices
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-325-2380-8
 
1. Evolução (Biologia). 1. Título.
08-3212 CDD -576.8
 CDU - 575.8
 
 
O texto deste livro obedece às normas
do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
 
SUMÁRIO
 
 
 
Introdução de Jared M. Diamond
Prefácio
Agradecimentos
 
 
Parte I
O QUE É A EVOLUÇÃO?
 
1. Em que tipo de mundo vivemos?
2. Quais são as evidências de que existe evolução na Terra?
3. O surgimento da vida
 
 
Parte II
COMO SÃO EXPLICADAS AS MUDANÇAS EVOLUTIVAS E A ADAPTABILIDADE?
 
4. Como e por que ocorre a evolução?
5. A evolução a partir de variações
6. Seleção natural
7. Adaptabilidade e seleção natural: anagênese
 
 
Parte III
ORIGEM E EVOLUÇÃO DA DIVERSIDADE: CLADOGÊNESE
 
8. As unidades de diversidade: espécies
9. Especiação
10. Macroevolução
 
 
Parte IV
EVOLUÇÃO HUMANA
 
11. Como surgiu a humanidade?
12. As fronteiras da biologia evolutiva
 
Apêndice A: Que críticas têm sido feitas à teoria da evolução?
Apêndice B: Respostas sucintas para as dúvidas mais frequentes sobre a evolução
Glossário
Bibliografia
 
INTRODUÇÃO
 
 
A evolução é a ideia mais profunda e abrangente dos últimos dois séculos. Foi descrita em
detalhes pela primeira vez em 1859, no livro A origem das espécies, de Charles Darwin, um homem
que gozou de uma vida longa e incrivelmente produtiva. Embora a carreira profissional de Darwin
tenha começado com uma longa viagem a bordo do HMS Beagle para recolher espécimes biológicos,
iniciada quando tinha 22 anos, desde criança ele já manifestava interesse pela natureza.
Muitas descobertas a respeito da evolução foram feitas desde o tempo de Darwin. Seria
maravilhoso se o próprio Darwin, um autor claro e vigoroso, além de ter sido o maior biólogo de sua
geração, pudesse escrever para nós um livro sobre a teoria da evolução nos dias de hoje. E claro que
isso é impossível, pois ele faleceu em 1882. Este livro é o que mais se aproxima disso: foi escrito
por um homem que é um dos maiores biólogos de nosso tempo, que também gozou de uma vida longa
e incrivelmente produtiva e é um autor claro e vigoroso.
Para colocar Ernst Mayr em perspectiva, relatarei uma experiência pessoal. Em 1990,
realizei o segundo levantamento das aves das montanhas Ciclopes, uma cordilheira íngreme, alta e
isolada que se ergue no litoral norte da ilha tropical de Nova Guiné. O levantamento revelou-se
difícil e perigoso devido aos riscos permanentes de escorregar nas trilhas íngremes e estreitas, de me
perder na selva, de me expor ao frio e à umidade e de entrar em conflito com os nativos, dos quais eu
dependia, mas que tinham suas próprias prioridades. Felizmente, na época, a Nova Guiné já tinha
sido \u201cpacificada\u201d havia muitos anos. As tribos locais não estavam mais em guerra umas com as
outras; os visitantes europeus eram uma visão familiar e não corriam o risco de ser assassinados.
Nenhuma dessas vantagens existia em 1928, quando o primeiro levantamento das montanhas Ciclopes
foi realizado. Não era fácil imaginar como alguém poderia ter sobrevivido às dificuldades daquele
primeiro levantamento de 1928, considerando os sérios obstáculos que enfrentei em meu
levantamento.
O levantamento de 1928 foi feito por Ernst Mayr, então com 23 anos, que acabara de realizar
a notável façanha de finalizar uma tese de doutorado em zoologia enquanto, ao mesmo tempo,
terminava os estudos na escola de medicina. Como Darwin, Ernst fora um amante da natureza quando
criança e tinha, desse modo, chamado a atenção de Erwin Stresemann, famoso ornitólogo do Museu
Zoológico de Berlim. Em 1928, Stresemann, junto com ornitólogos do Museu Americano de História
Natural, em Nova York, e do Museu Lorde Rothschild, perto de Londres, concebeu um plano ousado
para esclarecer os mistérios ornitológicos da Nova Guiné: rastrear as estranhas aves do paraíso, das
quais se conheciam apenas alguns espécimes recolhidos pelos nativos e cujo local de origem ainda
não havia sido determinado pelos colecionadores europeus. Ernst, que nunca havia saído da Europa,
foi a pessoa selecionada para este desafiador programa de pesquisa.
A missão de Ernst era realizar exaustivos levantamentos de pássaros nas cinco mais
importantes montanhas costeiras do norte da ilha, uma tarefa cujas dificuldades são impossíveis de
conceber nos dias atuais, em que observadores de pássaros e seus auxiliares ao menos não correm o
risco extremo de ser emboscados pelos nativos. Ernst conseguiu fazer amizade com os habitantes
locais; foi oficial mas incorretamente dado como morto por eles; resistiu a ataques de malária,
dengue, disenteria e outras doenças tropicais, além de ter sobrevivido a uma descida forçada em uma
cachoeira e a um quase afogamento em uma canoa virada; chegou ao cume das cinco montanhas da
ilha e reuniu grandes coleções de pássaros, com muitas novas espécies e subespécies. Entretanto, não
conseguiu descobrir nenhum espécime das misteriosas aves do paraíso. Esta surpreendente
descoberta negativa forneceu a Stresemann a pista decisiva para a solução do mistério: todos os
pássaros procurados eram híbridos de espécies conhecidas de aves do paraíso, por isso eram
extremamente raros.
Da Nova Guiné, Ernst prosseguiu para as ilhas Salomão, no sudoeste do Pacífico, onde, como
membro da Expedição Whitney dos Mares do Sul, participou de levantamentos de pássaros em várias
ilhas, incluindo a notória Malaita (ainda mais perigosa, naquele tempo, do que a Nova Guiné). Em
1930, um telegrama trazia um convite para que ele se transferisse para o Museu Americano de
História Natural, em Nova York, para identificar as dezenas de milhares de espécimes de pássaros
coletados pela Expedição Whitney em diversas ilhas do Pacífico. Da mesma forma como as
\u201cexplorações\u201d de coleções de cracas que Darwin realizou sem sair de casa foram tão importantes
para o desenvolvimento de suas ideias quanto a visita às ilhas Galápagos, as \u201cexplorações\u201d de
espécimes de pássaros em museus realizadas por Ernst Mayr foram tão importantes quanto seu
trabalho de campo na Nova Guiné e nas ilhas Salomão para o desenvolvimento de suas ideias sobre
variação geográfica e evolução. Em 1953, Ernst se mudou de Nova York e foi para o Museu de
Zoologia Comparada da Universidade de Harvard, onde trabalhou até os 97 anos, escrevendo um
novo livro a cada um ou dois anos. Para os estudiosos da evolução e da história e da filosofia da
biologia, as centenas de artigos e as dezenas de livros técnicos de Ernst vêm sendo há muito tempo
os trabalhos de referência nesta área.
Além de desenvolver novas ideias a partir de seu trabalho de campo no Pacífico e de seus
estudos de espécimes de pássaros em museus, Ernst colaborou com muitos outros cientistas para
Carlos
Carlos fez um comentário
tem ele em alguma nuvem pra download? o site não nos permite baixar
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