Resumo Harrison - Alcoolismo
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Resumo Harrison - Alcoolismo


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naprática
Respostas para as questões mais comuns
HARRISON
Alcoolismo
(Ver também Harrison Medicina Interna, 17a edição, Cap. 387.)
Definição
Alcoolismo e uso abusivo de bebidas alcoólicas.\u2022	
Uso regular e excessivo de bebidas alcoólicas, com problemas sociais, interpessoais, o
legais, ocupacionais e/ou físicos concomitantes.
Uso repetido em situações perigosas, como dirigir veículos motorizados. o
Dependência de álcool.\u2022	
Dificuldades	sucessivas	relacionadas	ao	álcool	em	pelo	menos	3	áreas	de	funcionamento	 o
que se acumulam em um período superior a 12 meses.
Uso	regular	de	bebidas	alcoólicas	que	tenha	resultado	em	tolerância	fisiológica. o
Epidemiologia
Prevalência\u2022	
Até 80% da população consomem bebidas alcoólicas em algum momento. o
Aproximadamente 20% dos pacientes sofrem de alcoolismo. o
Risco para a vida devido à dependência de álcool nos países ocidentais. o
Aproximadamente 10 a 15% dos homens e 5 a 8% das mulheres; as estatísticas ƒ
são maiores para o uso abusivo de álcool.
Distribuição\u2022	
Todos os grupos socioeconômicos e raciais. o
Fatores de risco
Fatores genéticos\u2022	
Menor risco de alcoolismo em cerca de 50% dos homens e mulheres asiáticos. o
Devido a uma forma inativa de desidrogenase alcoólica, que resulta em níveis ƒ
mais altos de acetaldeído após ingestão de álcool.
Antecedentes familiares\u2022	
Risco	quatro	vezes	maior	em	crianças,	filhas	de	alcoólatras. o
Alto risco, mesmo se adotados ao nascimento, e elevado, sem o conhecimento dos pais o
biológicos.
Presença de outros distúrbios psiquiátricos.\u2022	
Personalidade vulnerável.\u2022	
Sexo masculino.\u2022	
Fatores ambientais.\u2022	
Pressão de grupos conhecidos. o
Acesso a bebidas alcoólicas. o
Etiologia
O álcool é um depressor do sistema nervoso central (SNC), que age sobre receptores para o \u2022	
ácido \u3b3-aminobutírico (GABA), o principal neurotransmissor inibidor no sistema nervoso.
O	uso	crônico	de	álcool	acarreta	dependência	psicológica	e	fisiológica.\u2022	
2 Alcoolismo
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O	alcoolismo	é	um	distúrbio	complexo,	com	influência	genética.\u2022	
Os genes explicam cerca de 60% do risco. o
Confirmado	maior	risco	em	gêmeos	idênticos	 o versus fraternos de pais alcoólatras.
Os genes afetam a intensidade da resposta ao álcool. o
Subgrupos requerem maiores concentrações sanguíneas de álcool para que ocorram ƒ
os efeitos observados com níveis sanguíneos mais baixos em outras pessoas.
Fatores sociais, psicológicos e ambientais também contribuem para o desenvolvimento de \u2022	
distúrbios relacionados ao álcool.
Condições associadas
Distúrbios comumente associados à dependência de álcool.\u2022	
Muitos cânceres de cabeça e pescoço, esôfago e estômago. o
Hepatite e cirrose inexplicadas. o
Pancreatite. o
Neuropatia periférica provocada pelo álcool. o
Sinais e sintomas
A maioria dos pacientes com alcoolismo não tem sintomas físicos muito sérios.\u2022	
Em	vez	disso,	apresentam	dificuldades	psicossociais. o
Dificuldades	conjugais. ƒ
Problemas no trabalho (atrasos, absenteísmo). ƒ
Problemas legais resultantes de dirigir embriagado. ƒ
Os	pacientes	podem	descrever	uma	série	de	dificuldades,	mas	podem	negar	que	têm	 o
problema com o uso abusivo de álcool.
A negação é um sintoma característico de alcoolismo. o
Questionário: qualquer resposta positiva indica alta probabilidade de alcoolismo.\u2022	
Você o \u2026
Tem compulsão ou sente necessidade de ingerir bebida alcoólica? ƒ
Fica aborrecido quando alguém o critica por beber? ƒ
Tem sentimento de culpa sobre seu hábito de beber? ƒ
Ingere bebida alcoólica ao despertar de manhã? ƒ
Achados ao SNC.\u2022	
Blackouts o (ausências).
Episódio de amnésia temporária anterógrada associada ao uso de bebida alcoólica. ƒ
Ocorre em cerca de 35% dos consumidores de bebidas alcoólicas. ƒ
Distúrbios do sono. o
Deficiência	no	sono	de	movimentos	oculares	rápidos	e	no	sono	profundo	resulta	 ƒ
em sonhos vívidos e, às vezes, perturbadores no sono profundo.
Apnéia do sono. o
75% dos homens alcoólatras com mais de 60 anos de idade. ƒ
Relaxa os músculos na faringe. ƒ
Comprometimento da capacidade de discernimento e da coordenação. o
Pelo menos 50% dos pacientes com traumatismo físico têm evidência de ƒ
comprometimento relacionado com a substância.
Nos EUA, 40% das pessoas que ingerem bebidas alcoólicas em algum momento ƒ
dirigem alcoolizadas.
Neuropatia periférica. o
Altas doses crônicas de álcool; ocorre em 5 a 15% dos alcoólatras. ƒ
Degeneração cerebelar. o
Cerca de 1% dos alcoólatras. ƒ
Síndrome de instabilidade progressiva da postura e da marcha, em geral ƒ
acompanhada por nistagmo discreto.
Alcoolismo 3
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Problemas cognitivos graves. o
Comprometimento da memória recente e remota, por semanas a meses, após um ƒ
excesso alcoólico.
Síndrome da demência alcoólica. ƒ
Alterações cognitivas aparentemente reversíveis (possivelmente de diversas ƒ
causas) decorrentes do alcoolismo crônico.
Síndromes psiquiátricas\u2022	
Distúrbio do humor induzido pelo álcool. o
Tristeza intensa, que dura dias a semanas, em meio ao consumo excessivo de ƒ
bebidas alcoólicas em 40% dos alcoólicos.
Distúrbio da ansiedade induzida pelo álcool. o
Ansiedade grave temporária em 10 a 30% dos alcoólatras. ƒ
Em geral, começa durante a abstinência de álcool. ƒ
Pode persistir por muitos meses após parar de beber. ƒ
Distúrbio psicótico induzido pelo álcool. o
Alucinações auditivas e/ou ilusões paranóides com sensório claro. ƒ
Achados GI\u2022	
Esôfago e estômago. o
Inflamação	do	esôfago	e	do	estômago. ƒ
Desconforto epigástrico. ƒ
Sangramento GI. ƒ
Pâncreas e fígado. o
Incidência de pancreatite aguda (cerca de 25 em 1.000 ao ano) quase 3 vezes ƒ
maior do que na população geral.
A exposição repetida ao etanol acarreta: ƒ
Acúmulo de gordura no fígado. ƒ
Hepatite alcoólica. ƒ
Esclerose perivenular. ƒ
Cirrose (15 a 20%). ƒ
Pancreatite crônica. ƒ
Achados cardiovasculares\u2022	
Consumo maciço crônico. o
Hipertensão leve a moderada. ƒ
Miocardiopatia. ƒ
Cerca de 33% dos casos de miocardiopatia são induzidos pelo álcool. ƒ
Arritmias atriais ou ventriculares, em especial taquicardia paroxística. ƒ
Ocorre após uma farra alcoólica em indivíduos sem outra evidência de ƒ
cardiopatia: \u201ccoração de festa\u201d.
Alterações do sistema urinário; função sexual\u2022	
Agudas (dose moderada de álcool: concentrações sanguíneas de álcool o \u2264 100 mg/dL).
Em homens, o impulso sexual aumenta e a capacidade erétil diminui. ƒ
Alcoolismo crônico em homens. o
Atrofia	testicular	irreversível	com	encolhimento	concomitante	dos	túbulos	seminí- ƒ
feros,	diminuição	de	volume	de	ejaculação,	baixa	contagem	de	espermatozóides.
Ingestão repetida de altas doses de etanol por mulheres. o
Amenorréia. ƒ
Diminuição do tamanho do ovário. ƒ
Ausência de corpos lúteos com infertilidade associada. ƒ
Abortos espontâneos. ƒ
Achados musculoesqueléticos\u2022	
Miopatia alcoólica aguda. o
A condição melhora, mas não desaparece com a abstinência. ƒ
Efeitos do consumo alcoólico maciço repetido. o
Alteração no metabolismo do cálcio. ƒ
Baixa densidade óssea. ƒ
Aumento do risco de fraturas e osteonecrose da cabeça femoral. ƒ
4 Alcoolismo
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Síndrome da abstinência alcoólica\u2022	
Qualquer diminuição súbita no consumo pode acarretar sintomas de abstinência; muitos o
são o oposto daqueles causados pela intoxicação.
Tremor das mãos. ƒ
Agitação e ansiedade. ƒ
Hiperatividade do sistema nervoso autônomo, inclusive aumento do pulso, da ƒ
pressão sanguínea, da freqüência respiratória e da temperatura corporal.
Insônia, possivelmente