Resumo Harrison  - Hiperlipidemia
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Resumo Harrison - Hiperlipidemia


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naprática
Respostas para as questões mais comuns
HARRISON
Hiperlipidemia
(Ver também Harrison Medicina Interna, 17a edição, Cap. 350.)
Definição
A hiperlipidemia é caracterizada por níveis elevados de lipídios (colesterol, triglicerídios, \u2022	
lipoproteínas) no sangue.
Lipoproteínas\u2022	
Complexos de lipídios e proteínas que são essenciais para o transporte de colesterol, o
triglicerídios e vitaminas lipossolúveis.
Divididas em 5 classes principais, com base em suas densidades relativas. o
Quilomícrons. ƒ
Lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL). ƒ
Lipoproteínas de densidade intermediária (IDL). ƒ
Lipoproteínas de baixa densidade (LDL). ƒ
Lipoproteínas de alta densidade (HDL). ƒ
Apolipoproteínas\u2022	
Necessárias para montagem e estrutura das lipoproteínas. o
Ativa enzimas importantes no metabolismo da lipoproteína e medeiam ligação de o
lipoproteínas com receptores da superfície celular.
As principais apolipoproteínas incluem apoA, apoB, apoC e apoE. o
Distúrbios lipídicos\u2022	
Grupo de distúrbios caracterizado por um excesso de colesterol, triglicerídios e/ou o
lipoproteínas presentes no sangue.
Esses distúrbios podem ser primários (genéticos) ou secundários (causados por doenças o
clínicas, dieta ou fármacos).
Distúrbios primários incluem hipercolesterolemia isolada e hipertrigliceridemia o
isolada.
Hipercolesterolemia isolada. o
Hipercolesterolemia familiar (HF). ƒ
ApoB-100 defectivo familiar. ƒ
Hipercolesterolemia poligênica. ƒ
Hipertrigliceridemia isolada. o
Hipertrigliceridemia familiar (HTGF). ƒ
Deficiência	de	lipoproteína	lipase	(LPL). ƒ
Deficiência	de	apoC-II	familiar. ƒ
Hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. o
Hiperlipidemia combinada familiar (HLCF) ƒ
Disbetalipoproteinemia familiar (DBLF) ƒ
Terapia hipolipemiante\u2022	
Reduz	de	maneira	significativa	o	desenvolvimento	de	doença	cardiovascular	 o
aterosclerótica.
Colesterol LDL (LDL-C) é alvo primário da terapia. o
O	National	Cholesterol	Education	Program	(NCEP)	fornece	diretrizes	para	avaliação	de	 o
risco e tratamento.
2 Hiperlipidemia
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Recomendações	do	Adult	Treatment	Panel	III	(ATP-III)	foram	publicadas	pela	 ƒ
última vez em 2001.
Algumas recomendações foram atualizadas em um relatório intercalar em julho de ƒ
2004.
Epidemiologia
Prevalência\u2022	
Aproximadamente 50% dos adultos dos EUA apresentam nível sérico de colesterol total o
de mais de 5,2 mmol/L (200 mg/dL).
Hiperlipidemia secundária. o
Aproximadamente 22% dos americanos adultos têm síndrome metabólica ƒ
(aumento da circunferência da cintura, nível sérico de triglicerídios elevado, nível 
baixo de colesterol HDL (HDL-C), hipertensão e hiperglicemia).
Hiperlipidemia primária. o
HLCF ƒ
O distúrbio lipídico primário mais comum: aproximadamente 500 por ƒ
100.000 pessoas.
Aproximadamente	20%	dos	pacientes	que	desenvolvem	coronariopatia	(CP)	 ƒ
antes dos 60 anos de idade têm HLCF.
HF: 400 por 100.000 pessoas. ƒ
HTGF: aproximadamente 200 por 100.000 pessoas. ƒ
ApoB-100 defectivo familiar: aproximadamente 100 por 100.000 pessoas nas ƒ
populações ocidentais.
DBLF: aproximadamente 10 por 100.000 pessoas. ƒ
Deficiência	de	LPL:	1	por	100.000	pessoas. ƒ
Deficiência	de	lipase	hepática	familiar,	deficiência	de	apoC-II,	hipercolesterolemia	 ƒ
autossômica	recessiva,	doença	de	Tangier,	deficiência	de	lecitina-colesterol	
aciltransferase (LCAT) e sitosterolemia: < 0,1 por 100.000 pessoas.
Idade\u2022	
Geral o
Mais comum em homens do que em mulheres antes dos 50 anos de idade. ƒ
Mais comum em mulheres do que em homens após 50 anos de idade. ƒ
HLCF pode manifestar-se na infância, mas pode não ser completamente expressa até a o
idade adulta.
Mutações de HF bialélicas apresentam-se na infância na maioria dos pacientes. o
Distribuição\u2022	
Em todo o mundo. o
Hipercolesterolemia autossômica recessiva é um distúrbio raro, exceto na Sardínia. o
HF tem uma incidência mais alta em determinados grupos, como os africanos, libaneses o
cristãos e franco-canadenses, devido a um efeito fundador.
Deficiência	homozigota	de	proteína	transferidora	de	colesteril	éster	ocorre	 o
predominantemente no Japão.
Mecanismo
Hiperlipidemia primária
Identificação	e	caracterização	dos	genes	responsáveis	pelas	hiperlipidemias	genéticas	\u2022	
forneceram informações importantes sobre os papéis essenciais das apolipoproteínas, 
enzimas e receptores no metabolismo lipídico.
Hiperlipidemia 3
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Distúrbios do metabolismo de lipoproteína que contém apoB (etiologia conhecida)
Defeitos	de	gene	único	resultam	em	acúmulo	de	classes	específicas	de	partículas	de	\u2022	
lipoproteínas.
Mutações	nos	genes	que	codificam	proteínas	essenciais	no	metabolismo	e	depuração	das	\u2022	
lipoproteínas	que	contêm	apoB	causam	hiperlipoproteinemias,	classificadas	como	1	dos	
seguintes tipos:
Tipo I (quilomicronemia). o
Tipo II (elevações no nível de LDL) o
Tipo III (elevações no nível de IDL) o
Deficiência	de	LPL	e	apoC-II	(síndrome	de	quilomicronemia	familiar;	hiperlipoproteinemia	do	\u2022	
tipo I).
Distúrbio autossômico recessivo raro. o
Causado por inúmeras mutações diferentes nos genes o LPL e APOC2.
Deficiência	genética	de	LPL	ou	apoC-II	resulta	em	lipólise	prejudicada	e	elevações	 o
profundas nos quilomícrons plasmáticos.
Quilomícrons ricos em triglicerídios persistem durante dias em vez de serem removidos o
da circulação após as refeições.
Deficiência	de	lipase	hepática	familiar.\u2022	
Distúrbio autossômico recessivo raro. o
Causado por mutações de inativação no gene o LIPC.
Resulta em elevação dos remanescentes de VLDL, níveis plasmáticos de colesterol o
e triglicerídios (hiperlipidemia mista) causada pelo acúmulo de remanescentes de 
lipoproteínas.
DBLF (hiperlipoproteinemia tipo III ou doença \u2022	 \u3b2 ampla familiar).
Distúrbio autossômico recessivo ou dominante. o
Causado por variações genéticas na apoE que interferem na sua capacidade de ligar-se o
aos receptores da lipoproteína.
Polimorfismos	no	gene	 ƒ APOE resultam na expressão de 3 isoformas comuns: 
apoE3, apoE2 e apoE4.
apoE2	tem	uma	afinidade	menor	para	o	receptor	LDL. ƒ
Pessoas	que	são	homozigotas	para	o	alelo	E2	formam	o	subgrupo	mais	comum	de	 ƒ
pacientes com DBLF.
Apenas uma minoria destes pacientes desenvolve DBLF. ƒ
Fatores adicionais precipitam o distúrbio ( ƒ i. e., dieta, obesidade, diabetes 
coexistente).
Causa elevação dos níveis de quilomícrons e remanescentes de VLDL. o
Caracterizada por hiperlipidemia mista, causada por acúmulo de partículas o
remanescentes de lipoproteína.
HF\u2022	
Distúrbio autossômico co-dominante. o
Causada por mais de 750 mutações no gene receptor LDL ( o LDLR).
Ocorre efeito de dosagem gênica, de forma que pessoas com 2 alelos o LDLR com 
mutação são mais gravemente acometidas do que os indivíduos com 1 alelo com 
mutação.
Resulta em níveis de LDL acentuadamente elevados, causados por catabolismo tardio de o
LDL e seus precursores.
ApoB-100 defectiva familiar.\u2022	
Distúrbio autossômico dominante. o
Causada por mutações de sentido trocado ( o missense) no	gene	que	codifica	na	apoB-100	
(predominantemente	R3500Q;	mutações	adicionais	raras	também	foram	relatadas).
Mutações	resultam	em	afinidade	reduzida	de	LDL	para	o	receptor	LDL	e,	portanto,	 o
depuração reduzida de LDL.
4 Hiperlipidemia
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Hipercolesterolemia autossômica recessiva\u2022	
Causada	por	mutações	no	gene	que	codifica	uma	proteína	( o ARH) envolvida na 
endocitose mediada pelo receptor LDL no fígado.
Resulta em níveis elevados de LDL o
Doença de Wolman.\u2022	
Distúrbio autossômico