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Resumo Harrison - Hipertensão essencial

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som é ouvido. o
A PAD é o ponto imediatamente antes do desaparecimento dos sons. o
Aparência geral• 
Face redonda e obesidade truncal sugerem síndrome de Cushing. o
Desenvolvimento muscular nos membros superiores desproporcional aos membros o
inferiores sugere coarctação da aorta.
Exame fundoscópico• 
Fornece uma das melhores indicações da duração da hipertensão e do prognóstico. o
Classificação de Keith-Wagener-Barker das alterações fundoscópicas. o
Normal até retinopatia de grau IV baseia-se na presença de reflexo ƒ
arteriolar à luz, defeitos cruzados arteriovenosos, hemorragias, exsudatos e 
papiledema.
Alterações específicas em cada fundo devem ser registradas. ƒ
Exame de tórax/coração• 
Há elevação ventricular esquerda? Sua presença sugere hipertrofia ventricular o
esquerda (HVE).
Há presença de terceira e quarta bulhas? Sugere dilatação ventricular esquerda e o
HVE.
Há estertores pulmonares? o
Uma terceira bulha cardíaca e estertores pulmonares são incomuns na hipertensão o
não-complicada; sua presença sugere disfunção ventricular.
Exame de tórax também inclui busca por sopros extracardíacos e vasos colaterais o
palpáveis que podem resultar de coarctação da aorta.
Abdome• 
Ruídos causados por estenose de artéria renal quase sempre apresentam o
componente diastólico ou podem ser contínuos e são mais bem auscultados à 
direita ou à esquerda da linha média acima do umbigo ou nos flancos.
Hipertensão essencial 5
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Palpação para detecção de aneurisma abdominal e de rins aumentados da doença o
renal policística.
Vascular• 
Palpação e ausculta das artérias carotídeas, para detecção de evidências de estenose ou o
oclusão.
Palpação dos pulsos femorais. o
Se reduzidos e/ou tardios em comparação com o pulso radial, a PA nos membros ƒ
inferiores deve ser medida.
Diagnóstico diferencial
Hipertensão secundária• 
Doença renal crônica. o
Hipertensão renovascular. o
Aldosteronismo primário e outros estados de excesso de mineralocorticóides. o
Síndrome de Cushing e outros estados de excesso de glicocorticóides. o
Induzida por fármacos. o
AINE, inibidores da ciclooxigenase 2. ƒ
Cocaína, anfetaminas, outras drogas ilícitas. ƒ
Simpaticomiméticos (descongestionantes, anoréticos). ƒ
Hormônios contraceptivos orais. ƒ
Hormônios esteróides supra-renais. ƒ
Ciclosporina e tacrolimus. ƒ
Eritropoietina. ƒ
Alcaçuz. ƒ
Suplementos dietéticos selecionados e medicamentos isentos de prescrição ƒ
(p. ex., efedra, ma huang, laranja azeda).
Feocromocitoma. o
Coarctação da aorta. o
Apnéia do sono. o
Hiperparatireoidismo. o
Hipertireoidismo. o
Abordagem ao diagnóstico
História inicial, exame físico e exames laboratoriais devem ser direcionados para:• 
Revelar formas corrigíveis de hipertensão secundária. o
Estabelecer uma linha de base pré-tratamento. o
Determinar a presença de lesão de órgão-alvo. o
HVE. ƒ
Coronariopatia. ƒ
Insuficiência cardíaca. ƒ
AVC ou ataque isquêmico transitório. ƒ
Doença renal crônica. ƒ
Doença arterial periférica. ƒ
Retinopatia. ƒ
Avaliar fatores que possam influenciar o tipo de terapia. o
Determinar a presença de outros fatores de risco para doença cardiovascular o
arterioesclerótica.
Tabagismo. ƒ
Obesidade (índice de massa corporal ƒ ≥ 30 kg/m2).
Dislipidemia. ƒ
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Diabetes melito. ƒ
Microalbuminúria e/ou taxa de filtração glomerular estimada (TFG)< 60 m ƒ L/min.
História familiar de doença cardiovascular prematura (homens < 55 anos de idade ƒ
ou mulheres < 65 anos de idade).
Inatividade física. ƒ
Exames laboratoriais
Os seguintes exames laboratoriais devem ser realizados em todos os pacientes com • 
hipertensão documentada:
Exame de urina. o
Hematócritos. o
Potássio sérico. o
Glicose sérica. o
Cálcio sérico. o
Creatinina sérica e/ou uréia. o
Colesterol da lipoproteína de alta densidade de jejum, colesterol da lipoproteína de o
baixa densidade e triglicerídios.
Outros exames que podem ser úteis nos pacientes selecionados.• 
Excreção de albumina urinária ou razão albumina/creatinina > 30 mg/g, para descartar o
albuminúria.
Albuminúria, incluindo microalbuminúria, mesmo no caso de TGF normal, está ƒ
associada a um aumento do risco cardiovascular.
Proteína C reativa de alta sensibilidade. o
Marcador de inflamação. ƒ
Pessoas com níveis elevados apresentam taxas mais altas de evento ƒ
cardiovascular.
Homocisteína. o
Níveis elevados também foram ligados a risco cardiovascular mais alto. ƒ
Não tão robusto como marcador quanto a proteína C reativa de alta sensibilidade. ƒ
Exames de imagem
Ecocardiografia é indicada na hipertensão de estágio II ou de longa duração e de estágio I • 
não-tratada.
HVE sugere cronicidade da hipertensão. o
Pessoas com HVE apresentam probabilidade duas vezes maior de ter eventos o
cardiovasculares prematuros ou morte.
Procedimentos diagnósticos
Eletrocardiografia• 
Alterações de HVE podem estar presentes. o
Ondas S profundas nas derivações precordiais direitas e ondas R altas nas ƒ
derivações precordiais esquerdas [p. ex., SV1 + (RV5 ou RV6) ≥ 35 mm; ou (RV5 ou 
RV6) ≥ 25 mm].
Eletrocardiografia subestima de maneira substancial a freqüência da hipertrofia ƒ
cardíaca se comparada à aquela observada com ecocardiografia.
Monitoramento ambulatorial da PA• 
Pode ser útil em: o
Diagnóstico de hipertensão do jaleco branco na ausência de lesão a órgão-alvo. ƒ
Avaliação de hipertensão refratária e padrões circadianos de PA. ƒ
Determinação de relação entre PA e sintomas como tontura e alterações visuais. ƒ
Hipertensão essencial 7
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Classificação
Classificação do Comitê Nacional Conjunto
PA normal• 
PAS < 120 mmHg o
PAD < 80 mmHg o
Pré-hipertensão• 
PAS 120 a 139 mmHg o ou
PAD 80 a 89 mmHg o
Hipertensão• 
Estágio I o
PAS 140 a 159 mmHg ƒ ou
PAD 90 a 99 mmHg ƒ
Estágio II o
PAS > 160 mmHg ƒ ou
PAD > 100 mmHg ƒ
Abordagem ao tratamento
Indicações
PAS > 140 mmHg repetidamente• 
PAD > 90 mmHg repetidamente• 
PAD 85 a 90 mmHg em pacientes com doença vascular aterosclerótica ou diabetes • 
melito
Hipertensão do “jaleco branco”• 
Tratamento ainda é debatido o
A maioria recomenda modificação do estilo de vida o
Atualmente, os dados são insuficientes para justificar tratamento com terapia o
anti-hipertensiva, a menos que outros fatores coronarianos, como hiperlipidemia, 
diabetes ou tabagismo, estejam presentes.
Objetivo
Reduzir morbidade e mortalidade cardiovascular e renal.• 
PA < 130/80 mmHg para pacientes com diabetes ou doença renal. o
PA < 140/90 mmHg para todos os outros. o
Terapias
Modificações do estilo de vida• 
Tratamento dietético. o
Exercícios aeróbicos. o
Redução ponderal o
Controle de outros fatores de risco que contribuem para arteriosclerose. o
Terapia medicamentosa• 
Classes o
Diuréticos. ƒ
Betabloqueadores. ƒ
Inibidores da ECA. ƒ
Bloqueadores do receptor da angiotensina. ƒ
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Bloqueadores do canal de cálcio. ƒ
Vasodilatadores. ƒ
Para pacientes sem outros fatores de risco coronarianos, começar com dose baixa de o
um único agente e, se a PA não for controlada, aumentar a dose; se a PA ainda não 
atingir a meta, mudar para terapia combinada.
Para pacientes de médio a alto risco, considerar fortemente terapia de combinação de o
baixa dose como terapia inicial.
Distúrbios coexistentes devem orientar terapia medicamentosa inicial. o
Insuficiência cardíaca: inibidor da ECA, antagonista do receptor da angiotensina, ƒ