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Resumo Harrison - Hipertensão essencial

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diuréticos.
Após infarto do miocárdio: betabloqueadores, inibidor da ECA. ƒ
Coronariopatia ou alto risco: betabloqueadores, inibidor da ECA, bloqueador do ƒ
canal de cálcio, diurético.
Diabetes: inibidor da ECA ou antagonista do receptor da angiotensina. ƒ
Doença renal crônica: inibidor da ECA ou bloqueador do receptor da angiotensina. ƒ
Prevenção de AVC recorrente: diurético ou inibidor da ECA. ƒ
Se PA não for controlada com 2 agentes, indica-se uma pesquisa detalhada para uma o
causa secundária de hipertensão.
Níveis mais baixos de suspeita em pessoas diabéticas ou idosas. ƒ
Se não for encontrada uma causa secundária, a avaliação dietética ƒ
freqüentemente revelará alta ingestão de sódio.
Uma vez encontrada uma combinação de fármacos, o uso de uma formulação que o
combine os fármacos pode simplificar o esquema, aumentado a adesão ao tratamento.
Reduzir o número de vezes/dia que o paciente tem de interromper suas atividades para o
tomar o medicamento melhora a adesão.
Tratamento específico
Modificações no estilo de vida
Intervenção terapêutica sem fármacos é indicada para todos os pacientes com hipertensão • 
contínua.
Restrição de sódio• 
Recomendação: < 6 g de cloreto de sódio/dia. o
Em geral, pode ser atingida eliminando-se o sal de mesa, reduzindo a ingestão de ali- o
mentos processados e eliminando todas as adições de sal durante o preparo do alimento.
Potencializar de maneira significativa a eficácia de quase todos os agentes hipertensivos. o
Benefício direto para pacientes hipertensos sensíveis ao sal. o
Dieta• 
Aumento da ingestão de potássio e/ou cálcio pode ser útil. o
Dieta DASH (Abordagens Dietéticas para Acabar com a Hipertensão). o
Alimentos naturais com alto teor de potássio e baixo teor de gordura saturada e ƒ
total, enfatizando frutas, vegetais e laticínios com baixo teor de gordura.
PA significativamente reduzida em pessoas hipertensas ƒ borderline e de estágio 1.
O estudo DASH-sódio descobriu que a conjugação da dieta DASH com restrição ƒ
moderada de sódio levou a reduções maiores na PA do que a manipulação 
dietética isoladamente.
Perda ponderal• 
Meta ponderal: índice de massa corporal < 25 kg/m o 2.
Foi demonstrado que a perda de 10 kg reduz a PAS em 5 a 20 mmHg. o
Ingestão de álcool deve ser limitada a 15 m• L (1 dose) por dia.
Exercícios aeróbicos regulares.• 
Todos que são capazes devem fazer uma atividade física aeróbica regularmente, como o
caminhada vigorosa, por 30 min por dia na maioria dos dias da semana.
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O exercício é útil no controle ponderal e o condicionamento físico em si pode reduzir a o
pressão arterial.
O controle de outros fatores de risco que contribuem para a arteriosclerose:• 
Recomenda-se a restrição de colesterol e gordura saturada. o
Deve-se incentivar fortemente a suspensão do tabagismo. o
Técnicas de relaxamento também podem baixar a pressão arterial.• 
Terapia medicamentosa
Diuréticos
Deve ser um componente da maior parte dos esquemas anti-hipertensivos.• 
Demonstrou-se que reduz a mortalidade e morbidade em experimentos a longo prazo.• 
Particularmente eficaz nos pacientes idosos e nos afro-americanos.• 
Mecanismo de ação• 
Efeito precoce está relacionado com diurese de sódio e depleção de volume. o
Relatou-se uma redução na resistência vascular periférica a longo prazo. o
Efeitos colaterais maiores podem ser minimizados pelo uso de doses mais baixas.• 
Hipopotassemia. o
Hiperglicemia. o
Hiperuricemia. o
Hiperlipidemia. o
Diuréticos tiazídicos• 
Preferidos aos diuréticos de alça devido à duração mais longa de ação. o
Faixa de dose usual: o
Hidroclorotiazida: 12,5 a 50 mg/dia. ƒ
Clortalidona: 12,5 a 25 mg/dia. ƒ
Indapamida: 1,25 a 2,5 mg/dia. ƒ
Metolazona: 2,5 a 5 mg/dia. ƒ
Diuréticos de alça• 
Mais potentes que as tiazidas quando TFG < 25 m o L/min.
Faixa de dose usual: o
Furosemida: 20 a 80 mg 2 vezes/dia. ƒ
Bumetanida: 0,5 a 2 mg 2 vezes/dia. ƒ
Torsemida: 2,5 a 10 mg/dia. ƒ
Diuréticos poupadores de potássio• 
Também podem ser administrados juntamente com diuréticos tiazídicos para minimizar o
a perda renal de potássio.
Uma desvantagem principal é que eles podem produzir hiperpotassemia, o
particularmente em pacientes com função renal deficiente.
Faixa de dose usual: o
Amilorida: 5 a 10 mg 1 ou 2 vezes/dia. ƒ
Triantereno: 50 a 100 mg 1 ou 2 vezes/dia. ƒ
Inibidores da ECA
Inibidores da ECA são bem tolerados, com poucos efeitos colaterais.• 
Especialmente úteis na hipertensão renal ou renovascular, nos pacientes diabéticos e na • 
hipertensão acelerada.
Mecanismo de ação• 
Inibir a enzima de conversão da angiotensina I em angiotensina II, um vasoconstritor o
potente.
Retardar a degradação de um vasodilatador potente (bradicinina). o
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Aumentar a produção de prostaglandina o
Reduzir a atividade do sistema nervoso adrenérgico o
Efeitos adversos• 
Pode-se desenvolver tosse não-produtiva na evolução do tratamento em até 10% dos o
pacientes.
Hiperpotassemia, especialmente nos pacientes com insuficiência renal o
Suplementos de potássio e diuréticos poupadores de potássio devem ser usados ƒ
de maneira cautelosa com inibidores da ECA para evitar hiperpotassemia.
Angioedema, uma reação idiossincrásica o
A função renal pode deteriorar como resultado de inibidores da ECA em pacientes com • 
estenose de artéria renal bilateral.
Creatinina sérica deve ser verificada em 2 semanas após o início de um inibidor da o
ECA.
Faixa de dose usual:• 
Benazepril: 10 a 40 mg/dia. o
Captopril: 25 a 100 mg 2 vezes/dia. o
Enalapril: 5 a 40 mg 1 ou 2 vezes/dia. o
Fosinopril: 10 a 40 mg/dia. o
Lisinopril: 10 a 40 mg/dia. o
Moexipril: 7,5 a 30 mg/dia. o
Perindopril: 4 a 8 mg/dia. o
Quinapril: 10 a 80 mg/dia. o
Ramipril: 2,5 a 20 mg/dia. o
Trandolapril: 1 a 4 mg/dia. o
Bloqueadores do receptor da angiotensina
Efeitos semelhantes àqueles dos inibidores da ECA, com menos efeitos colaterais • 
(especificamente, eles não causam tosse ou angioedema).
Mecanismo de ação• 
Inibem de maneira competitiva a ligação da angiotensina II ao subtipo do receptor AT o 1 
da angiotensina II.
Faixa de dose usual• 
Irbesartana: 150 a 300 mg/dia. o
Losartana: 25 a 100 mg 1 ou 2 vezes/dia. o
Valsartana: 80 a 320 mg/dia. o
Betabloqueadores
Mostraram reduzir a morbidade e a mortalidade em experimentos a longo prazo.• 
Mecanismo de ação• 
Bloqueiam efeitos simpáticos do coração. o
Bloqueiam a liberação mediada pelo nervo adrenérgico da renina a partir das células o
justaglomerulares renais.
Labetalol e carvedilol exercem ações de bloqueio o α e betaadrenérgicos, de forma que 
agem reduzindo a resistência vascular sistêmica.
Úteis na conjunção com: o
Vasodilatadores, que tendem a evocar um aumento reflexo na freqüência ƒ
cardíaca.
Diuréticos, que podem resultar em uma elevação da atividade de renina ƒ
circulante.
Particularmente eficazes nos pacientes hipertensos jovens com circulação o
“hipercinética”.
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Contra-indicações relativas• 
Broncospasmo o
Agentes betabloqueadores cardioseletivos (chamados bloqueadores ƒ β1, por 
exemplo, metoprolol, atenolol) podem ser superiores aos betabloqueadores não-
seletivos nos pacientes com broncospasmo.
Insuficiência cardíaca congestiva descompensada. o
Bloqueio atrioventricular e bradicardia. o
Diabetes dependente de insulina “instável”. o
Faixa de dose usual• 
Atenolol: 25 a 100 mg/dia. o
Metoprolol: 50 a 100 mg 2 vezes/dia. o
Metoprolol, liberação prolongada: 50 a 100 mg/dia. o
Nadolol: 40 a 120 mg/dia. o