Resumo Harrison - Insuficiência cardíaca crônica
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Resumo Harrison - Insuficiência cardíaca crônica


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naprática
Respostas para as questões mais comuns
HARRISON
Insuficiência cardíaca crônica
(Ver também Harrison Medicina Interna, 17a edição, Cap. 227.)
Definição
Insuficiência cardíaca (IC)\u2022 
Uma anormalidade da estrutura ou função cardíaca que impede o coração de ejetar ou o
encher-se de sangue, causando dispnéia, fadiga, fraqueza e congestão circulatória
IC crônica\u2022 
Insuficiência cardíaca que se desenvolve ou progride lentamente e na qual é comum o
congestão vascular, mas a pressão arterial é bem mantida por muito tempo
Exacerbações são precipitadas por infecção, taquicardia, deixar de tomar as o
medicações, estresse emocional e arritmias
IC refratária\u2022 
Resposta inadequada ao tratamento habitual o
Formas de IC
Insuficiência sistólica \u2022 versus diastólica
Insuficiência sistólica: incapacidade do ventrículo de se contrair normalmente, com o
sintomas resultantes de débito cardíaco inadequado
Fração de ejeção: < 40 ƒ
Insuficiência diastólica: incapacidade do ventrículo de relaxar e encher-se normalmente, o
com sintomas decorrentes de pressões de enchimento elevadas
Fração de ejeção: > 50% ƒ
Na maioria dos pacientes com IC coexiste insuficiência sistólica e diastólica o
IC de baixo débito \u2022 versus de alto débito
IC de baixo débito: débito cardíaco em repouso < 2,2 o L/min/m2 (limite inferior do 
normal) e falha em aumentar normalmente durante esforço
Vista após infarto do miocárdio (IM), hipertensão, miocardiopatia dilatada e ƒ
doença valvar ou pericárdica
Em geral acompanhada por vasodilatação e extremidades quentes ƒ
IC de alto débito: débito cardíaco > 3,5 o L/min/m2 ou limite superior do normal (antes do 
desenvolvimento de IC)
Vista com hipertireoidismo, anemia, gravidez, fístulas arteriovenosas, beribéri e ƒ
doença de Paget
IC esquerda \u2022 versus direita
IC esquerda: há sobrecarga hemodinâmica no ventrículo esquerdo e/ou o
enfraquecimento dele, resultando em congestão pulmonar (dispnéia, ortopnéia)
IC direita: anormalidades que afeta primariamente o ventrículo direito, resultando em o
edema, hepatomegalia congestiva e distensão venosa sistêmica
2 Insuficiência cardíaca crônica
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Epidemiologia
Todos os tipos de IC\u2022 
Nos EUA o
Acomete 4,5 milhões de pacientes ƒ
Cerca de 500 mil novos casos anualmente ƒ
1 milhão de hospitalizações anuais ƒ
Mais de 50.000 mortes por ano ƒ
Aumento na prevalência e na incidência na América do Norte e na Europa o
Mais comum em pessoas idosas o
IC diastólica\u2022 
Mais comum em mulheres que em homens o
Vista especialmente em mulheres idosas com hipertensão o
Fatores de risco
Hipertensão\u2022 
Coronariopatia\u2022 
Diabetes melito\u2022 
Miocardiopatia dilatada ou hipertrófica\u2022 
Valvulopatia\u2022 
Cardiotoxinas\u2022 
Etiologia
Os ventrículos respondem à sobrecarga hemodinâmica crônica com o desenvolvimento de \u2022 
hipertrofia
A sobrecarga crônica por pressão acarreta o desenvolvimento de hipertrofia ventricular \u2022 
concêntrica
A proporção entre a espessura da parede e o tamanho da cavidade ventricular aumenta o
Quando é necessário volume sistólico elevado por períodos prolongados (p. ex., regurgitação \u2022 
valvar, estados de alto débito), o ventrículo dilata e desenvolve hipertrofia excêntrica
A proporção entre a espessura da parede e o diâmetro da cavidade ventricular o
permanece relativamente constante
Tanto na hipertrofia excêntrica como na concêntrica, a tensão na parede de início é mantida\u2022 
A função cardíaca pode permanecer estável por anos; de início, a progressão da IC o
costuma ser lenta, acelerando em seguida
A deterioração final da função miocárdica (ou nova lesão, como IM) acarreta IC o
O ventrículo dilata e a proporção entre a espessura da parede e o tamanho da ƒ
cavidade ventricular diminui, aumentando o estresse sob o miocárdio
O ventrículo sofre remodelamento, adquirindo um formato mais esférico, o que ƒ
aumenta ainda mais os estresses sobre a parede e, às vezes, causa regurgitação 
mitral, que pode iniciar um círculo vicioso
Sistemas neuro-hormonais endógenos são ativados, e parece que há envolvimento ƒ
de citocinas
Sinais e sintomas
Sintomas
Dispnéia ao exercício (no início) ou em repouso (tardia)\u2022 
Ortopnéia\u2022 
Dispnéia quando em decúbito; alívio ao sentar ereto ou uso de vários travesseiros o
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Dispnéia noturna paroxística\u2022 
Crises de dificuldade respiratória grave e tosse à noite; em geral desperta o paciente o
A tosse e os sibilos costumam persistir mesmo sentado ereto o
Asma cardíaca: dispnéia noturna, sibilos e tosse devido ao broncospasmo o
Fadiga e fraqueza\u2022 
Sintomas abdominais\u2022 
Anorexia o
Náuseas o
Dor e plenitude abdominal o
Sintomas cerebrais\u2022 
Alteração do estado mental devido à perfusão cerebral reduzida o
Confusão ƒ
Dificuldade de concentração ƒ
Comprometimento da memória ƒ
Cefaléia ƒ
Insônia ƒ
Ansiedade ƒ
Nictúria\u2022 
Achados físicos
Estertores pulmonares com ou sem respiração ofegante à expiração\u2022 
Edema de membro inferior\u2022 
Hidrotórax (efusão pleural)\u2022 
Ascite\u2022 
Mais comum na pericardite constritiva e na doença da valva tricúspide o
Hepatomegalia congestiva\u2022 
Refluxo abdominojugular positivo o
Distensão venosa jugular\u2022 
Terceira e quarta bulhas cardíacas: em geral presentes, mas inespecíficas\u2022 
Pressão arterial diastólica elevada\u2022 
Depressão\u2022 
Disfunção sexual\u2022 
Achados na IC tardia/grave\u2022 
Pulso alternante o
Ritmo regular com alternância na força dos pulsos periféricos ƒ
Mais comum com miocardiopatia, cardiopatia hipertensiva e isquêmica ƒ
Pressão de pulso diminuída o
Icterícia o
Débito urinário diminuído o
Caquexia cardíaca o
Diagnóstico diferencial
Doença pulmonar com dispnéia\u2022 
Doença respiratória obstrutiva o
Doença pulmonar parenquimatosa difusa o
Doença vascular pulmonar oclusiva o
Doença da parede torácica e dos músculos respiratórios o
Asma cardíaca: sibilos secundários ao broncospasmo que ocorre à noite o
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Outras condições que acarretam edema periférico\u2022 
Veias varicosas, edema cíclico, ou efeitos gravitacionais: ausência de hipertensão o
venosa jugular
Doença renal: provas de função renal e exame de urina anormais o
Elevação da pressão venosa é comum o
Cirrose hepática\u2022 
Aumento do fígado o
Ascite o
Pressão venosa jugular normal o
Refluxo abdominojugular negativo o
Abordagem ao diagnóstico
Abordagem ao paciente\u2022 
Exame clínico detalhado o
Ecocardiografia bidimensional com estudos de fluxo Doppler o
Eletrocardiografia (ECG) o
Radiografia de tórax o
Medida do peptídio natriurético cerebral (PNC) o
Critérios de Framingham para o diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva (ICC)\u2022 
Para estabelecer um diagnóstico clínico de ICC por esses critérios, são necessários pelo o
menos 1 maior e 2 menores
Critérios maiores o
Dispnéia noturna paroxística ƒ
Distensão de veia do pescoço ƒ
Estertores ƒ
Cardiomegalia ƒ
Edema pulmonar agudo ƒ
Galope B ƒ 3
Aumento da pressão venosa ƒ
Refluxo hepatojugular positivo ƒ
Critérios menores o
Edema de membro ƒ
Tosse noturna ƒ
Dispnéia ao esforço ƒ
Hepatomegalia ƒ
Efusão pleural ƒ
Capacidade vital reduzida para cerca de 33% do normal ƒ
Taquicardia (120 ou mais batimentos/min) ƒ
Critério maior ou menor o
Perda ƒ \u2265 4,5 kg com mais de 5 dias de tratamento
Exames laboratoriais
ECG\u2022 
Ajuda a determinar a etiologia; por exemplo, ondas Q anormais em IM antigo, o
hipertrofia ventricular esquerda na hipertensão
Medida do PNC\u2022 
> 200 pg/m o L confirma