terrorismo e violencia
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terrorismo e violencia


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povo. 
Nada menos que 122 emendas foram propostas. Essas emendas alcançaram o total de 12.265.854 assinaturas, o que representava, na época, nada menos do que 20% de eleitorado. 
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Eram apresentadas por entidades da sociedade civil e apoiadas por um número mínimo de assinaturas. Deveriam ser apreciadas pela Assembléia e poderiam ser defendidas em Plenário por oradores designados pelas próprias entidades proponentes.
 Milhares de integrantes de delegações circulavam pelo edifício da Assembléia para levar suas propostas e reivindicações aos constituintes. Esses "grupos de pressão" cobriam todo o espectro social da Nação: desde discretos ministros do Supremo Tribunal Federal, diretores da Febraban (Federação Bancos) e das confederações patronais, até numerosas delegações de trabalhadores, indígenas, ex-pracinhas, veteranos da "Batalha da Borracha", jangadeiros, representantes da Pastoral da Criança \u2013 uma multidão ruidosa que lotava os corredores, as salas das comissões e as galerias do Plenário, criando um clima de excitação cívica que influenciou enormemente o conteúdo do texto.
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As Emendas Populares
 A reação burguesa 
	O povo que lotava o recinto da Assembléia tinha ainda forças para colar enormes cartazes com as fotos dos constituintes "traidores do povo", nas ruas e praças das suas cidades.
 Mas a ofensiva popular não resistiu muito tempo.
 Quando os textos produzidos nas Comissões começaram a ser aprovados, na Comissão de Sistematização, os setores mais inteligentes do grande capital, temendo sofrer graves derrotas na votação em Plenário, resolveram virar o jogo. Para isto, promoveram a formação de um grande bloco de constituintes de direita denominado de "Centrão".
(Plínio Arruda Sampaio)
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Brasília, 04 de setembro de 1988
 Madrugada da sessão final da Assembleia Nacional Constituinte
Foto do portal da Câmara dos Deputados
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 Na elaboração da Constituição de 1988, o Congresso Nacional transformou-se num imenso fórum de debates, destacando-se parlamentares pertencentes às duas principais correntes de sistemas de governo: presidencialismo e parlamentarismo, cuja definição partiu do próprio povo em PLEBISCITO realizado em 21 de abril de 1993, quando prevaleceu a forma de governo republicano e sistema presidencialista. 
	O ritual das emendas populares repetiu-se nos Estados, por ocasião da discussão das Constituições Estaduais. 
	Nessa oportunidade. grandes temas populares foram novamente discutidos e particularizados no nível das unidades da Federação. 	
	
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	 Depois de exatos 8.955 dias de incertezas institucionais, a contar do dia 31 de março de 1964, o Brasil inaugurava uma nova era. 
 Foram 578 dias de trabalho, incontáveis debates em subcomissões, comissões temáticas, Comissão de Sistematização e plenário, o estudo de 61 mil emendas e dois turnos de votação. 
 A Constituinte encerrou a sua tarefa nos primeiros minutos daquela sexta-feira , 05 de outubro de 1988. Foi aprovada a nova Constituição brasileira. 
	Na sessão de encerramento, o saudoso deputado Ulysses Guimarães, presidente da Assembléia Nacional Constituinte, discursou destacando o seu caráter de Constituição Cidadã, e enfatizando a importância da participação popular em sua elaboração. 
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	Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. 
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O legado
Editada com 245 artigos e 70 disposições transitórias, a Constituição de 1988 está em vigor até os dias de hoje, contando com 70 emendas, até março de 2012.
Na prática, boa parte dos seus dispositivos ainda depende de regulamentação.
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Referências
Herkenhoff, João Baptista. Gênese dos
Direitos Humanos, Volume I.
Sampaio, Plínio de Arruda. Para além da ambigüidade - uma reflexão histórica sobre Constituição de 1988, retirado do site: www.urca.br/ered2008/CDAnais/pdf/Convidados/Plinio_SAMPAIO.pdf .
Sites interessantes:
contextopolitico.blogspot.com/2008_03_31_archive.html - 879k 
www.youtube.com/watch?v=qpks7tGDCXc
www.pstu.org.br/jornal_materia.asp?id=1755&ida=0 - 28k
www.scielo.br/pdf/rbh/v24n47/a03v2447.pdf 
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Assim concluímos
nossa sequência de encontros preparatórios para a Formação Geral do exame do ENADE.
Foi bom demais estar com vocês ao longo destas 11 semanas. 
Desejo a todos um excelente exame.
ENADE nota 5!!!