Traumatologia do Aparelho Locomotor Mão   Rames et.al
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Traumatologia do Aparelho Locomotor Mão Rames et.al


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1 Abdutor policis longus (APL) e extensor policis brevis (EPB)
Túnel 2 Extensor carpi radialis longus (ECRL) e extensor carpi radialis brevis (ECRB)
Túnel 3 Extensor policis longus (EPL)
Túnel 4 Extensor digitorum comunis (EDC) e Extensor index proprius (EIP)
Túnel 5 Extensor digiti minimi (EDM)
Túnel 6 Extensor carpi ulnaris (ECU)
Músculos extensores do punho e extrínsecos dos
dedos e polegar: 
Camada superficial : extensor radial longo do carpo,
extensor radial curto do carpo, extensor comum dos
dedos, extensor próprio do dedo mínimo e extensor
ulnar do carpo
Camada Profunda: abdutor longo do polegar, exten-
sor curto do polegar, extensor longo do polegar e
extensor próprio do dedo indicador.
1
2
3
4
5
6
Extensor longo 
do polegar
Extensor curto
do polegar
Adutor longo 
do polegar
Extensor radial
longo do carpo
Extensor radial
curto do carpo
Extensor próprio
do dedo mínimo
Extensor ulnar
do carpo
Extensor comum
dos dedos e
extensor próprio
do indicador
DORSO DA MÃO (ZONA 6)
Na zona 6 observam-se as junturas tendíneas. Normalmente existem 3 junturas: 
A \u2013 conexão facial entre o extensor comum dos dedos indicador e médio
B \u2013 conexão facial ou tendinosa entre o extensor comum dos dedos médio e anular
C \u2013 conexão tendinosa entre o extensor comum dos dedos anular e mínimo
DEDOS
Ao cruzar a articulação metacarpofalangiana, os tendões extensores extrínsecos
podem ter uma insercão mais ou menos forte ao nível da cápsula. À seguir, distalmente,
conectam-se à falange proximal através das bandas sagitais, que se originam na placa
volar da metacarpofalângica. Nesta região, o aparelho extensor divide-se em partes,
conhecidas como bandas ou bandeletas que formam o aparelho extensor (tendão exten-
sor central, lateral e terminal). O aparelho extensor recebe fibras tanto da musculatura
extrínseca como intrínseca.
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REIMPLANTE DE MEMBROS
A
B
C
MUSCULOS INTRÍNSECOS
Os músculos lumbricais originam-se
dos tendões dos flexores profundos dos
dedos ao nível da região palmar e proxi-
mal ao túnel osteofibroso. O tendão do
lumbrical passa radialmente às articula-
ções metacarpofalângicas de cada de-
do, ventralmente ao ligamento inter-
metacarpiano transverso, e se insere no
aparelho extensor, emitindo fibras que
irão compor o tendão extensor central
(BIM \u2013 Banda intrínseca medial) e outras
para o tendão extensor lateral (BIL \u2013
Banda intrínseca lateral).
Os lumbricais para o indicador e dedo
médio são inervados pelo nervo mediano
e os dos dedos anular e mínimo pelo
ulnar.
Os músculos interósseos palmares e
dorsais originam-se dos metacarpianos e
se inserem no aparelho extensor. Da mes-
ma forma que os lumbricais, emitem fibras
para o tendão extensor central e lateral
(BIM e BIL).
Todos os interósseos são inervados
pelo nervo ulnar.
No polegar, o único músculo intrínse-
co que participa na formação do mecanis-
mo extensor é o músculo adutor, inervado
pelo ulnar.
O tendão central do aparelho exten-
sor insere-se na base da falange média .
Os tendões laterais do aparelho extensor
unem-se distalmente para formar o ten-
dão extensor terminal que se insere na
falange distal. Tanto o tendão extensor
central como os laterais recebem fibras
dos tendões extrínsecos e intrínsecos. 
O aparelho extensor possui várias
conexões ligamentares que o estabilizam,
prevenindo subluxações. Ao nível da falan-
ge média os tendões extensores laterais
são mantidos unidos, até a formação do
tendão extensor terminal, pelo ligamento
triangular. Ao nível da articulação interfa-
langiana proximal, o ligamento retinacular
transverso estabiliza o aparelho extensor,
conectando-o com o túnel osteofibroso e à
cápsula desta articulação. Da mesma for-
ma, o ligamento retinacular oblíquo auxilia
na estabilização das articulações interfa-
langianas proximal e distal para a ação do
aparelho extensor. Este ligamento origina-
se no túnel osteofibroso, proximalmente à
articulação interfalangiana proximal, e se
insere nos tendões extensores laterais e
falange distal. Outro ligamento que emite
fibras para o aparelho extensor é o liga-
mento de Cleland \u2013 este ligamento é \u201c-
osteo-cutâneo\u201d; origina-se na pele da
região da articulação interfalangiana proxi-
mal e se insere nas estruturas capsulares e
ligamentares da articulação interfalangiana
proximal.
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ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
Anatomia do aparelho extensor: 
a) tendão extensor terminal 
b) tendões extensores laterais 
c) tendão extensor central 
d) ligamento triangular 
e) ligamento retinacular transverso 
f) ligamento retinacular oblíquo 
g) lumbrical 
h) interósseo 
i) banda sagital 
j) tendão extensor extrínseco 
a
c
b
h
i
j
h
g
f
e
a
d
b
c
i
h
j
h
g
Não existe um consenso para as
denominações das estruturas que com-
põem o aparelho extensor. Optamos por
aquela encontrada nos trabalhos de
Tubiana, com pequena variação ditada
pela etimologia e pela \u201cNômina Ana-
tõmica\u201d, que não fala em tiras, lâminas ou
fascículos.
A tradução de \u201cband\u201d nos leva a faixa,
cinta ou fita que não temos visto ou ouvi-
do, e que não nos parecem convenientes
pelos seus significados (Aulete/Aurélio).
Juntando à tradução, o uso e a didática,
optamos pelo uso de banda no lugar de \u201c-
band\u201d.
\u2022 Aurélio: banda = lado, faixa ou fita
\u2022 Aulete: banda = lado, parte ou fita
Há confusões também quanto ao uso
dos termo lateral e medial. Não há como
aplicá-lo em relação à linha média da mão
.Tornar-se-ia muito confuso por causa do
número de dedos. Eles são, pois, usados,
em relação à linha média do dedo.
Distalmente à banda sagital, expan-
dem-se as fibras obliquas e transversas
do capuz extensor. A terminação dos
músculos intrínsecos forma, dos dois
lados do dedo, as bandas intrínsecas,
dividindo-se cada uma em banda intrín-
seca lateral (BIL) e medial (BIM). 0 ten-
dão do músculo extensor comum dos
dedos (TEC) divide-se em duas bandas
extrínsecas laterais (BEL) e uma banda
extrínseca média (BEM). Esta última jun-
ta-se às bandas intrínsecas médias, para
formar o tendão extensor médio (TEM),
que se insere na base da falange média,
sendo seu elemento extensor. As bandas
extrínsecas laterais se unem às bandas
intrínsecas laterais formando, dos dois
lados da falange média, os tendões
extensores; laterais (TEL) que se unem,
formando o tendão extensor terminal
(TET), inserindo-se na base da falange
distal.
A inter-relação entre os músculos
intrínsecos e extrínsecos pode ser simpli-
ficada com o esquema que demonstra a
formação da figura de dois \u201cX\u201d, dorsal-
mente à IFP. Pela ação dos músculos
intrínsecos o \u201cX\u201d têm sua altura aumenta-
da ou diminuída (concentrando toda a for-
ça extensora na FD, na FM, ou dividin-
do-a). Funcionam, pois, como verdadeiros
reguladores da extensão digital.
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REIMPLANTE DE MEMBROS
a) Tendão extensor terminal
b) Tendão extensor central
c) Tendão extensor extrínseco
d) Tendão intrínseco (Lumbrical)
e) Tendão intrínseco (Interósseo)
f) Ligamento retináculo oblíquo
g) Ligamento retináculo transverso
h) Ligamento de Cleland
i) Ligamento intermetacarpiano 
transverso
j) Banda sagital
a
h
b
g f
d
e
c
j
i
Nos movimentos de um dedo várias forças agem, concomitantemente, nas articula-
ções interfalangiana distal e proximal.* A posição da articulação metacarpofalangiana (em
extensão ou em flexão) é importante no direcionamento da ação dos interósseos mas não
interfere na força dos lumbricais. 
O quadro e o diagrama abaixo resumem estas ações:
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ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
Extensão da IFD Flexão da IFD Extensão da IFP Flexão da IFP Extensão da MF Flexão da MF
Lumbricais FPD Lumbricais FPD ECD FSD
Interósseos * Interósseos * FSP FPD
ECD ECD Lumbricais
LRO Interósseos *