Traumatologia do Aparelho Locomotor Mão   Rames et.al
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Traumatologia do Aparelho Locomotor Mão Rames et.al


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tenodese. 0 novo ligamento reti-
nacular oblíquo fixado acaba tendo fun-
ção inelástica na flexo-extensão do dedo.
Azze (1991) descreve uma modifica-
ção da técnica original de Littler, criando
um ligamento retinacular oblíquo com
ação dinâmica durante a flexo-extensão
do dedo. Nesta técnica inicia-se a incisão
de pele ao nível da articulação metacar-
pofalângica, entre a região dorsal e a ven-
tral, estendendo-se obliquamente, pas-
sando pela articulação interfalângica pro-
ximal e terminando dorsalmente sobre a
articulação interfalângica distal. Atinge-se
o plano do aparelho extensor e identifica-
se as fibras do tendão do músculo intrín-
seco ipsilateral e do tendão extensor late-
ral, sendo o primeiro seccionado na sua
origem e dissecado distalmente até a
falange distal formando uma tira do apare-
lho extensor.
O ligamento triangular, que une o ten-
dão extensor lateral ulnar e radial, forman-
do o tendão extensor terminal, deverá
continuar intacto. A seguir, a tira do apare-
lho extensor é passada sob o ligamento
de Cleland . Através de uma abertura na
bainha fibrosa dos flexores, feita proximal-
mente ao ligamento de Cleland envol-
ve-se a banda ipsolateral do tendão flexor
superficial, podendo ser testada sua efi-
ciência na extensão da articulação interfa-
lângica distal. Voltando por sobre o liga-
mento, a tira é suturada em si mesma,
distalmente.
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REIMPLANTE DE MEMBROS
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ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
A) A banda intrínseca e o tendão extensor lateral
são separados de suas origens e dissecados distal-
mente até a falange distal. 
B) A bainha fibrosa dos flexores é aberta e a tira
fibrosa é passada sob o ligamento de Cleland. A
tira fibrosa envolve a lingüeta ipsolateral do tendão
do flexor superficial. 
C) A tira é suturada sobre si mesma, distalmente.
Na flexão do dedo, o ligamento de Cleland evita a
hiperextensão da articulação interfalângica distal. 
D) Na extensão do dedo, o ligamento de Cleland,
atuando como elemento de segurança elástico dos
limites da flexo-extensão, evita a hiperextensão da
articulação interfalângica proximal.
A
B
D
C
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REIMPLANTE DE MEMBROS
A) Caso clínico: deformidade em pescoço de cisne em todos os dedos. B) A tira fibrosa formada pela banda intrínseca e tendão extensor
lateral é mostrada. C) Ligamento de Cleland dissecado. D) Por uma abertura na bainha osteofibrosa dos tendões dos flexores apreende-se
a lingüeta ipsolateral do tendão do músculo flexor superficial. E) A tira, é passada por trás do ligamento de Cleland e após envolver a lin-
güeta, é testada na extensão da articulação interfalângica distal e flexão da interfalângica proximal. 0 dedo apresenta posição em botoei-
ra. F) Procedimento concluído no dedo indicador. Deformidades presentes nos outros dedos. G) término da cirurgia \u2013 todos os dedos cor-
rigidos
A B
C D
E F
A modificação da técnica de Littler,
passando a porção proximal da tira do
aparelho extensor dissecada por baixo do
ligamento de Cleland e, através da abertu-
ra na bainha dos flexores, envolvendo o
tendão do flexor superficial dos dedos foi
idealizada para introduzir elasticidade ao
assim chamado neoligamento retinacular.
0 tonos do músculo flexor superficial fun-
ciona como um contensor elástico da hipe-
rextensão da articulação interfalângica
proximal e controla dinamicamente a fle-
xão da interfalangiana distal. Há total
mobilidade do dedo que pode ser consta-
tada logo após o ato operatório. Ainda
mais, o ligamento de Cleland, dentro da
laçada formada pelo novo ligamento, atua
como fator de segurança complementar,
limitando a flexo-extensão do dedo a uma
excursão desejável.
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ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
Caso clínico: deformidade em pescoço 
de cisne em todos os dedos da mão 
A) pré-operatório 
B) pré-operatório 
C) pós-operatório \u2013 extensão 
D) pós-operatório \u2013 flexão 
E) pós-operatório \u2013 flexão
A B
C D
E
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