Traumatologia do Aparelho Locomotor Mão   Rames et.al
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Traumatologia do Aparelho Locomotor Mão Rames et.al


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anterior ao feixe vásculo-
nervoso da artéria e nervo ulnar. O pulso
da artéria ulnar pode ser palpado até a
base da eminência hipotenar. Nessa
região, o feixe vásculo-nervoso penetra
numa depressão que existe entre o osso
pisiforme e o hâmulo do hamato que é
convertido em um túnel osteofibroso. Este
canal é denominado túnel de Guyon, e é
sede frequente de patologias compressi-
vas.
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Da mesma forma que 
no punho, esses tendões
podem ser palpados ao 
nível do dorso da mão 
quando os dedos são 
Palpação do palmar longo com a flexão do punho
contra resistência.
Palpação do flexor radial do carpo com a flexão do
punho contra resistência.
Palpação do flexor
ulnar do carpo.
\u2022 Palpar Longo é mais facilmente pal-
pado com o punho fletido. Sua palpação
pode ser ainda facilitada realizando uma
pinça digital entre os dedos mínimos e
polegar. Dessa forma, o Palmar Longo
torna-se mais evidente ao nível da linha
média da face anterior do punho. Em cer-
ca de 5% a 10% da população encontra-
mos ausência do palmar longo. O tendão
do palmar longo é muito utilizado como
enxerto já que sua ausência não compro-
mete significativamente a função da mão.
\u2022 Flexor Radial do Carpo pode ser pal-
pado na região ventro lateral do punho. É
um tendão espesso e mais centralizado
em relação ao punho quando comparado
com o flexor ulnar do carpo. A artéria
radial situa-se lateralmente ao tendão
radial do carpo.
Entre o flexor ulnar do carpo e o flexor
radial do carpo, por baixo do palmar lon-
go, encontramos os tendões flexores
superficiais e profundo dos dedos, além
do nervo mediano.
Túnel do Carpo \u2013 O túnel do carpo
pode ser delimitado por quatro proeminên-
cias ósseas: proximalmente pelo pisiforme
e pelo tubérculo do escafóide; distalmente
pelo hâmulo do hamato e pelo tubérculo do
trapézio. O ligamento transverso do carpo
corre por entre essas quatro proeminên-
cias ósseas constituindo-se no teto do
túnel do carpo. O assoalho deste túnel é
formado pelos óssos do carpo, cápsula e
ligamento volares. Por este túnel passam o
nervo mediano, tendões flexores profundo
dos dedos e flexor longo do polegar. O
túnel do carpo é importante por conter
estruturas nobres, por ser sede freqüente
de patologias compressivas e por se cons-
tituir em um túnel osteofibroso revestido
por tecido sinovial. Nessa região os ten-
dões são também nutridos por embebição
pelo líquido sinovial. Na síndrome do túnel
do carpo a compressão do nervo mediano
causará uma hipoestesia no território deste
nervo, além de uma paresia com hipotrofia
ao nível da eminência tenar. A síndrome do
túnel do carpo poderá ser conseqüência de
seqüela de traumas, que alteram a anato-
mia da região, como nas fraturas de Colles
ou fraturas e luxações dos ossos do carpo
(diminuição do continente), ou ainda por
sinovites secundárias a doença reumatói-
de, patologias sistêmicas que causam ede-
ma (aumento do conteúdo), etc.. A síndro-
me do túnel do carpo é potencialmente fre-
quente em mulheres pós menopausa ou
durante a gravidez, graças à alterações
hormonais existentes. O diagnóstico da
síndrome do túnel do carpo pode ser feito
clinicamente através da história do pacien-
te, existência da hipoestesia com ou sem
hipotrofia característica, presença de sinais
especiais (Tinel e Phalen), sendo que a
eletromiografia poderá auxiliar em casos
duvidosos.
Os tendões flexores dos dedos e do
polegar podem ser palpados na região cen-
tral da mão, pedindo para o paciente realizar
a flexão dos dedos a partir da extensão total.
Dessa mesma forma pode-se palpar o flexor
longo do polegar no limite medial de emi-
nência tenar. Ocasionalmente, a primeira
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ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
Sinal de Tinel: percussão 
ao nível do nervo mediano 
e presença de choque, 
hiperestesia ou formigamen-
to no território inervado 
pelo mediano.
Sinal de Phalen: flexão dos
punhos provoca uma 
diminuição do continente do
canal do carpo e provoca
piora da compressão do 
nervo mediano. Aparece
sinais de hipoestesia ou
hiperestesia no território
inervado pelo mediano.
polia arciforme (A 1) pode se tornar estreita
para a passagem de tendões flexores dos
dedos. Nessa situação ocorrerá um trave-
mento do dedo na posição de flexão, deno-
minado dedo em gatilho (trigger finger). Pela
dificuldade em penetrar no túnel osteofibro-
so, forma-se um pseudo nódulo ao nível do
tendão flexor. Dessa forma, ao realizar a fle-
xão, o pseudo nódulo dirige-se proximal-
mente até sair do túnel osteofibroso. Ao rea-
lizar a extensão o pseudo nódulo trava o
movimento devido a dificuldade em penetrar
na primeira polia arciforme. Com algum
esforço, o pseudo nódulo consegue passar
pela polia estenosada, e aí, correr rapida-
mente pelo túnel, como se fosse um gatilho
que dispara repentinamente.
Ocasionalmente, pode-se até ouvir um esta-
lido.
Eminência Tenar \u2013 Localiza-se na
base do polegar, e é constituída por quatro
músculos que concedem mobilidade ao
polegar. Esses músculos são basicamente
inervados pelo nervo mediano, com exce-
ção do adutor do polegar e porção profun-
da do flexor curto, que são inervados pelo
nervo ulnar. Deve-se observar hipotrofia e
hipertrofia dessa região.
Eminência Hipotenar \u2013 Localiza-se
imediata e proximalmente ao dedo mínimo
indo até o punho. É formada por três mús-
culos que são inervados pelo nervo ulnar.
Deve-se observar o trofismo desses mús-
culos. A hipotrofia muscular pode aparecer
como síndrome de compressão do nervo
ulnar ao nível do Canal de Guyon ou canal
cubital no cotovelo.
Superficialmente aos tendões flexo-
res existe a aponeurose palmar, que deve
ser examinada procurando-se nódulo e
aderências, que podem ser as caracterís-
ticas da Moléstia de Dupuytren.
O aumento de volume de uma articu-
lação interfalangiana poderá traduzir uma
sinovite secundária a artrite reumatóide
(nódulo de Bouchart). Da mesma forma,
os nódulos duros e dolorosos localizados
na articulação interfalangiana distal são
característicos da osteoartrose (nódulos
de Heberden).
As polpas digitais possuem uma con-
sistência própria. Há uma grande riqueza
de terminações nervosas e vasculares.
As patologias que as comprometem
devem ser consideradas graves por afe-
tarem uma região que participa de prati-
camente todas as funções das mãos. As
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Palpação do processo estilóide do rádio. Distalmente
encontra-se o escafóide na tabaqueira anatômica.
Palpação do tubérculo de Lister. Distalmente e no eixo
do 3º metacarpo encontra-se o semilunar e o capitato.
polpas distais são particularmente sensí-
veis à infecção, por não haver espaço
para progressão de edema ou hemato-
mas. Os processos infecciosos ou tumo-
rais são dolorosos, exigindo descompres-
são.
PALPAÇÃO DE 
PARTES ÓSSEAS
Rádio \u2013 Podemos palpar o processo
estilóide do rádio na face mais lateral e
distal desse osso. Localizado mais dorsal-
mente e proximalmente ao processo esti-
lóide, palpamos outro acidente ósseo, o
Tubérculo de Lister. É neste tubérculo que
o tendão do extensor longo do polegar faz
uma verdadeira polia. Localizado distal-
mente ao processo estilóide do rádio e ao
tubérculo de Lister, notamos a tabaqueira
anatômica, que corresponde a um sulco
na face dorso-lateral do punho, cujos limi-
tes são: 
LATERAL, abdutor longo e extensor
curto do polegar; 
MEDIAL, extensor longo do polegar; 
PROXIMAL, extremidade distal do rádio.
Ulna \u2013 Na face dorso medial e distal
da ulna podemos palpar o processo esti-
lóide da ulna. Podemos notar que o pro-
cesso estilóide da ulna localiza-se em
média 5 a 8 mm mais proximal ao proces-
so estilóide do rádio. A palpação dessas
estruturas, como pontos de referência,
são particularmente importantes nas fra-
turas da extremidade distal do rádio e da
ulna. Essas fraturas são muito freqüentes
e podemos citar a fratura de Colles, onde