Traumatologia do Aparelho Locomotor Mão   Rames et.al
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Traumatologia do Aparelho Locomotor Mão Rames et.al


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vicio-
samente.
MOVIMENTAÇÃO ATIVA
É realizada pelo paciente e o exami-
nador irá testar a força muscular das
diversas unidades envolvidas no movi-
mento dado. Deve-se levar em considera-
ção os bloqueios articulares estudados
anteriormente. É possível dar notas aos
músculos: 0- músculo paralisado; 1- mús-
culo apresentando contração, porém sem
produzir movimento; 2- músculo contrai e
produz movimento incapaz de vencer a
força da gravidade; 3- músculo contrai e
produz movimento capaz de vencer a for-
ça da gravidade, mas incapaz de vencer
uma pequena resistência do examinador;
4- músculo contrai e é capaz de vencer
uma certa resistência do examinador; 5-
músculo considerado normal para o bióti-
po do paciente. Pode-se medir a força
muscular na mão utilizando diversos
modelos de dinamômetros.
EXAME NEUROLÓGICO
Pesquisar seqüelas de lesões do
SNC e a integridade de nervos periféricos
através do estudo da força muscular no
exame da movimentação ativa, do estudo
da sensibilidade e dos reflexos.
Extensor dos dedos: 
\u2013 Extensor comum dos dedos
{C7 \u2013 nervo radial}
\u2013 Extensor próprio do indicador
{C7 \u2013 nervo radial}
\u2013 Extensor próprio do mínimo
{C7 \u2013 nervo radial}
\u2022 Para testar a extensão dos dedos,
deve-se estabilizar o punho e fletir as arti-
culações interfalangianas para tirar a ação
dos músculos intrínsecos na extensão das
IF. Nessa posição pede-se para o pacien-
te realizar a extensão da MF contra uma
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ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
Teste para o flexor superficial.
Teste do extensor longo do polegar.
Teste do extensor curto do polegar.Teste para o flexor profundo.
resistência do examinador ao dorso da
falange proximal.
Flexão dos Dedos:
\u2013 Flexor Superficial dos Dedos
{mediano, C7,C8, T1}
\u2013 Flexor Profundo dos Dedos
{mediano, C7, C8, T1}
{ulnar, C8, T1}
\u2013 Lumbricais 2 Mediais {ulnar C8}
2 Laterais {mediano C7}
\u2022 É possível realizar testes separa-
dos para os tendões flexores superficial
e profundo. Mantendo os dedos em hipe-
rexrtensão a origem e a inserção do fle-
xor profundo dos dedos permanecem
afastadas. Como esse músculo compor-
ta-se como um sincício (massa muscular
única), ao bloquear um dedo, impedimos
a ação do músculo para os outros dedos.
Dessa forma, ao pedir para o paciente
fletir o dedo, somente o flexor superficial
irá agir fletindo a articulação IFP. Por
outro lado, bloqueando a IFP em exten-
são e pedindo para o paciente fletir o
dedo, apenas o flexor profundo irá agir
fletindo a IFP.
Abdução Digital:
Interósseos dorsais {ulnar C8, T1}
Abdutor do quinto dedo {ulnar C8, T1}
Adução Digital:
Interósseos palmares ulnar {C8, T1}
Extensor do Polegar:
Extensor curto do polegar {radial C7}
Extensor longo do polegar {radial C7}
Testa-se o extensor longo do polegar
pedindo para o paciente realizar a exten-
são da articulação interfalangiana do
polegar. O extensor curto age na exten-
são da articulação metacarpofalangiana.
FLEXÃO DO POLEGAR
Flexor Curto do Polegar
{porção superficial- mediano C6, C7}
{porção profunda- ulnar C8}
Flexor Longo do Polegar
{mediano C8, T1}
O flexor longo do polegar pode ser
testado pedindo-se para o paciente reali-
zar a flexão da articulação interfalangiana.
O flexor curto do polegar age fletindo a
articulação metacarpofalangiana.
Abdução do Polegar
Extensor longo do polegar
{nervo radial C7}
Abdutor curto polegar
{nervo mediano C6, C7}
Pode-se testar os abdutores do pole-
gar estabilizando a mão e realizando uma
resistência contra a abdução do polegar.
O paciente pode utilizar os extensores do
polegar para substituir a função de abdu-
ção do polegar. 
Adução do Polegar
{nervo ulnar C8}
EXAME DA SENSIBILIDADE
Sabemos que a inervação de todo o
membro superior provém do plexo bra-
quial. Este, por sua vez, é formado pelas
raízes de C5, C6, C7, C8, T1. Do ponto
de vista da sensibilidade, há uma
seqüência lógica da inervação do mem-
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Teste de Bunnell-Littler para avaliar a musculatura
intrínseca.
bro superior quanto a distribuição meta-
mérica das raízes:
Face Lateral ombro e braço = C5
Face Lateral ante braço, polegar e
indicador = C6
Dedo Médio e região palmar da mão
= C7
Dedos anular e mínimo + face medial
do ante braço = C8
Face Medial do braço = T1
Em relação aos nervos periféricos,
sabemos que a mão é suprida por três
nervos:
\u2022 Nervo Radial: inerva uma pequena
área correspondente a tabaqueira anatô-
mica e região dorsal da extremidade pro-
ximal do polegar.
\u2022 Nervo Mediano: inerva o restante do
polegar, dedo indicador e médio e a meta-
de radial da superfície volar do dedo anu-
lar.
\u2022
N e r v o
U l n a r :
inerva a metade ulnar da superfície volar
do dedo anular, a superfície dorsal do
anular e o dedo mínimo
TESTES ESPECIAIS
1 \u2013 Teste para flexor superficial dos
dedos.
2 \u2013 Teste para flexor profundo dos
dedos
3 \u2013 Teste de Bunnell- Littler- para
avaliar os músculos intrínsecos da mão.
Deve-se manter a articulação MF em
extensão e tentar fletir a articulação
interfalangiana proximal. A flexão desta
articulação indica ausência de hipertonia
dos músculos intrínsecos e mede o tono
desta musculatura. Para que este teste
possa ser realizado há necessidade de
que as articulações MF e IFP estejam
livres.
4 \u2013 Teste dos ligamentos retinaculares:
mede o tono dos ligamentos retinaculares.
Mantém-se a articulação interfalangiana
proximal em extensão e realiza-se a flexão
da articulação interfalangiana distal. A
resistência ao movimento é proporcionada
pelos ligamentos retinaculares oblíquos.
Com a articulação IFP em flexão, os liga-
mentos retinaculares se relaxam e permi-
tem a flexão da IFP com maior facilidade.
5 \u2013 Teste de Allen: o objetivo deste tes-
te é avaliar a permeabilidade das artérias
radial e ulnar. Deve-se pedir para o pacien-
te abrir e fechar a mão várias vezes, com
vigor e rapidez, enquanto o examinador
comprime as artérias radial e ulnar ao nível
do punho. Com os vasos comprimidos,
pede-se para o paciente abrir a mão e,
então, libera-se uma das artérias manten-
do a outra pressionada. O exame da perfu-
são da mão indicará se artéria examinada
está ocluida ou permeável. À seguir, proce-
de-se o exame para a outra artéria.
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ATUALIZAÇÃO EM TRAUMATOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR
Teste dos ligamentos retinaculares oblíquos.
Teste de Allen
para avaliar a
permeabilidade
da artéria 
radial.
6 \u2013 Variante do Teste de Bunnell
Littler: várias são as situações onde há
apenas alteração do tono da musculatura
intrínseca radial ou ulnar isoladamente.
Nestas situações pode-se examinar sepa-
radamente esses músculos realizando a
abdução ou adução ao nível da MF esten-
dida, relaxando um grupo de músculos e
tensionando o outro para o teste.
7 \u2013 Teste de Watson: para testar a ins-
tabilidade do escafóide. Realiza-se um
desvio ulnar no punho e, concomitante-
mente, pressiona-se o polo distal ou a
tuberosidade do escafóide. A seguir, o
punho é lentamente desviado radialmen-
te, enquanto a pressão no polo distal é
mantida, tentando impedir a sua flexão
palmar. Quando o escafóide está instável
o polo proximal subluxa dorsalmente e a
manobra torna-se dolorosa.
8 \u2013 Teste de Phalen \u2013 flexão dos
punhos causa uma diminuição do túnel do
carpo e compressão do nervo mediano.
9 \u2013 Teste de Tinel \u2013 a percussão na
região volar do punho na topografia de
nervo mediano com neuropatia compres-
siva (síndrome do túnel do carpo) causa
uma hiperestsia (choque) no território
inervado por este nervo.
10 \u2013 Teste de Filkenstein: utilizado
para as tenosinovites estenosantes do 1º
compartimento dorsal (abdutor longo e
extensor curto do polegar). Realiza-se um
desvio ulnar do punho passivo e forçado
e, se o teste for positivo, o paciente refere
uma dor intensa ao nível do 1º comparti-
mento dorsal.
Arnerican