codigo civil
375 pág.

codigo civil


DisciplinaDireito Civil I61.313 materiais668.269 seguidores
Pré-visualização50 páginas
on
st
itu
ci
on
ai
s 
pe
rt
in
en
te
s
§ 4o A lei que instituir contribuição de in-
tervenção no domínio econômico relativa às 
atividades de importação ou comercialização 
de petróleo e seus derivados, gás natural e seus 
derivados e álcool combustível deverá atender 
aos seguintes requisitos:
I \u2013 a alíquota da contribuição poderá ser:
a) diferenciada por produto ou uso;
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder 
Executivo, não se lhe aplicando o disposto no 
art. 150, III, \u201cb\u201d;
II \u2013 os recursos arrecadados serão desti-
nados:
a) ao pagamento de subsídios a preços ou 
transporte de álcool combustível, gás natural e 
seus derivados e derivados de petróleo;
b) ao financiamento de projetos ambientais 
relacionados com a indústria do petróleo e do 
gás;
c) ao financiamento de programas de infra-
estrutura de transportes.
Art. 178. A lei disporá sobre a ordenação dos 
transportes aéreo, aquático e terrestre, devendo, 
quanto à ordenação do transporte internacio-
nal, observar os acordos firmados pela União, 
atendido o princípio da reciprocidade.
Parágrafo único. Na ordenação do transpor-
te aquático, a lei estabelecerá as condições em 
que o transporte de mercadorias na cabotagem 
e a navegação interior poderão ser feitos por 
embarcações estrangeiras.
Art. 179. A União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios dispensarão às micro-
empresas e às empresas de pequeno porte, assim 
definidas em lei, tratamento jurídico diferen-
ciado, visando a incentivá-las pela simplificação 
de suas obrigações administrativas, tributárias, 
previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação 
ou redução destas por meio de lei.
Art. 180. A União, os Estados, o Distrito Fede-
ral e os Municípios promoverão e incentivarão 
o turismo como fator de desenvolvimento 
social e econômico.
Art. 181. O atendimento de requisição de 
documento ou informação de natureza co-
mercial, feita por autoridade administrativa ou 
judiciária estrangeira, a pessoa física ou jurídica 
residente ou domiciliada no País dependerá de 
autorização do Poder competente.
CAPÍTULO II \u2013 Da Política Urbana
Art. 182. A política de desenvolvimento ur-
bano, executada pelo Poder Público municipal, 
conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem 
por objetivo ordenar o pleno desenvolvimen-
to das funções sociais da cidade e garantir o 
bem-estar de seus habitantes.
§ 1o O plano diretor, aprovado pela Câmara 
Municipal, obrigatório para cidades com mais 
de vinte mil habitantes, é o instrumento básico 
da política de desenvolvimento e de expansão 
urbana.
§ 2o A propriedade urbana cumpre sua 
função social quando atende às exigências 
fundamentais de ordenação da cidade expressas 
no plano diretor.
§ 3o As desapropriações de imóveis urbanos 
serão feitas com prévia e justa indenização em 
dinheiro.
§ 4o É facultado ao Poder Público muni-
cipal, mediante lei específica para área inclu-
ída no plano diretor, exigir, nos termos da lei 
federal, do proprietário do solo urbano não 
edificado, subutilizado ou não utilizado, que 
promova seu adequado aproveitamento, sob 
pena, sucessivamente, de:
I \u2013 parcelamento ou edificação compulsó-
rios;
II \u2013 imposto sobre a propriedade predial e 
territorial urbana progressivo no tempo;
III \u2013 desapropriação com pagamento me-
diante títulos da dívida pública de emissão pre-
viamente aprovada pelo Senado Federal, com 
prazo de resgate de até dez anos, em parcelas 
anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor 
real da indenização e os juros legais.
Art. 183. Aquele que possuir como sua área 
urbana de até duzentos e cinquenta metros 
quadrados, por cinco anos, ininterruptamente 
e sem oposição, utilizando-a para sua moradia 
ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, 
32
C
ód
ig
o 
C
iv
il
desde que não seja proprietário de outro imóvel 
urbano ou rural.
§ 1o O título de domínio e a concessão de 
uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou 
a ambos, independentemente do estado civil.
§ 2o Esse direito não será reconhecido ao 
mesmo possuidor mais de uma vez.
§ 3o Os imóveis públicos não serão adqui-
ridos por usucapião.
CAPÍTULO III \u2013 Da Política Agrícola e 
Fundiária e da Reforma Agrária
Art. 184. Compete à União desapropriar por 
interesse social, para fins de reforma agrária, 
o imóvel rural que não esteja cumprindo sua 
função social, mediante prévia e justa indeniza-
ção em títulos da dívida agrária, com cláusula 
de preservação do valor real, resgatáveis no 
prazo de até vinte anos, a partir do segundo 
ano de sua emissão, e cuja utilização será de-
finida em lei.
§ 1o As benfeitorias úteis e necessárias serão 
indenizadas em dinheiro.
§ 2o O decreto que declarar o imóvel como 
de interesse social, para fins de reforma agrária, 
autoriza a União a propor a ação de desapro-
priação.
§ 3o Cabe à lei complementar estabelecer 
procedimento contraditório especial, de rito 
sumário, para o processo judicial de desapro-
priação.
§ 4o O orçamento fixará anualmente o vo-
lume total de títulos da dívida agrária, assim 
como o montante de recursos para atender 
ao programa de reforma agrária no exercício.
§ 5o São isentas de impostos federais, es-
taduais e municipais as operações de transfe-
rência de imóveis desapropriados para fins de 
reforma agrária.
Art. 185. São insuscetíveis de desapropriação 
para fins de reforma agrária:
I \u2013 a pequena e média propriedade rural, as-
sim definida em lei, desde que seu proprietário 
não possua outra;
II \u2013 a propriedade produtiva.
Parágrafo único. A lei garantirá tratamen-
to especial à propriedade produtiva e fixará 
normas para o cumprimento dos requisitos 
relativos a sua função social.
Art. 186. A função social é cumprida quando 
a propriedade rural atende, simultaneamente, 
segundo critérios e graus de exigência estabe-
lecidos em lei, aos seguintes requisitos:
I \u2013 aproveitamento racional e adequado;
II \u2013 utilização adequada dos recursos 
naturais disponíveis e preservação do meio 
ambiente;
III \u2013 observância das disposições que regu-
lam as relações de trabalho;
IV \u2013 exploração que favoreça o bem-estar 
dos proprietários e dos trabalhadores.
Art. 187. A política agrícola será planejada 
e executada na forma da lei, com a participa-
ção efetiva do setor de produção, envolvendo 
produtores e trabalhadores rurais, bem como 
dos setores de comercialização, de armaze-
namento e de transportes, levando em conta, 
especialmente:
I \u2013 os instrumentos creditícios e fiscais;
II \u2013 os preços compatíveis com os custos 
de produção e a garantia de comercialização;
III \u2013 o incentivo à pesquisa e à tecnologia;
IV \u2013 a assistência técnica e extensão rural;
V \u2013 o seguro agrícola;
VI \u2013 o cooperativismo;
VII \u2013 a eletrificação rural e irrigação;
VIII \u2013 a habitação para o trabalhador rural.
§ 1o Incluem-se no planejamento agrícola 
as atividades agroindustriais, agropecuárias, 
pesqueiras e florestais.
§ 2o Serão compatibilizadas as ações de 
política agrícola e de reforma agrária.
Art. 188. A destinação de terras públicas e 
devolutas será compatibilizada com a política 
agrícola e com o plano nacional de reforma 
agrária.
§ 1o A alienação ou a concessão, a qualquer 
título, de terras públicas com área superior a 
dois mil e quinhentos hectares a pessoa física 
ou jurídica, ainda que por interposta pessoa, 
33
D
is
po
si
tiv
os
 c
on
st
itu
ci
on
ai
s 
pe
rt
in
en
te
s
dependerá de prévia aprovação do Congresso 
Nacional.
§ 2o Excetuam-se do disposto no parágrafo 
anterior as alienações ou as concessões de 
terras públicas para fins de reforma agrária.
Art. 189. Os beneficiários da distribuição de 
imóveis rurais pela reforma agrária receberão 
títulos de domínio ou de concessão de uso, 
inegociáveis pelo prazo