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segurado.
Art. 796. O prêmio, no seguro de vida, será 
conveniado por prazo limitado, ou por toda a 
vida do segurado.
Parágrafo único. Em qualquer hipótese, no 
seguro individual, o segurador não terá ação 
para cobrar o prêmio vencido, cuja falta de 
pagamento, nos prazos previstos, acarretará, 
conforme se estipular, a resolução do contrato, 
com a restituição da reserva já formada, ou a 
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redução do capital garantido proporcional-
mente ao prêmio pago.
Art. 797. No seguro de vida para o caso de 
morte, é lícito estipular-se um prazo de carên-
cia, durante o qual o segurador não responde 
pela ocorrência do sinistro.
Parágrafo único. No caso deste artigo o se-
gurador é obrigado a devolver ao beneficiário 
o montante da reserva técnica já formada.
Art. 798. O beneficiário não tem direito ao 
capital estipulado quando o segurado se suici-
da nos primeiros dois anos de vigência inicial 
do contrato, ou da sua recondução depois de 
suspenso, observado o disposto no parágrafo 
único do artigo antecedente.
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese 
prevista neste artigo, é nula a cláusula con-
tratual que exclui o pagamento do capital por 
suicídio do segurado.
Art. 799. O segurador não pode eximir-se 
ao pagamento do seguro, ainda que da apólice 
conste a restrição, se a morte ou a incapacida-
de do segurado provier da utilização de meio 
de transporte mais arriscado, da prestação de 
serviço militar, da prática de esporte, ou de 
atos de humanidade em auxílio de outrem.
Art. 800. Nos seguros de pessoas, o segu-
rador não pode sub-rogar-se nos direitos e 
ações do segurado, ou do beneficiário, contra 
o causador do sinistro.
Art. 801. O seguro de pessoas pode ser 
estipulado por pessoa natural ou jurídica 
em proveito de grupo que a ela, de qualquer 
modo, se vincule.
§ 1o O estipulante não representa o segu-
rador perante o grupo segurado, e é o único 
responsável, para com o segurador, pelo cum-
primento de todas as obrigações contratuais.
§ 2o A modificação da apólice em vigor 
dependerá da anuência expressa de segurados 
que representem três quartos do grupo.
Art. 802. Não se compreende nas dispo-
sições desta Seção a garantia do reembolso 
de despesas hospitalares ou de tratamento 
médico, nem o custeio das despesas de luto e 
de funeral do segurado.
CAPÍTULO XVI \u2013 Da Constituição de 
Renda
Art. 803. Pode uma pessoa, pelo contrato 
de constituição de renda, obrigar-se para 
com outra a uma prestação periódica, a título 
gratuito.
Art. 804. O contrato pode ser também a 
título oneroso, entregando-se bens móveis ou 
imóveis à pessoa que se obriga a satisfazer as 
prestações a favor do credor ou de terceiros.
Art. 805. Sendo o contrato a título oneroso, 
pode o credor, ao contratar, exigir que o ren-
deiro lhe preste garantia real, ou fidejussória.
Art. 806. O contrato de constituição de 
renda será feito a prazo certo, ou por vida, 
podendo ultrapassar a vida do devedor mas 
não a do credor, seja ele o contratante, seja 
terceiro.
Art. 807. O contrato de constituição de ren-
da requer escritura pública.
Art. 808. É nula a constituição de renda em 
favor de pessoa já falecida, ou que, nos trinta 
dias seguintes, vier a falecer de moléstia que 
já sofria, quando foi celebrado o contrato.
Art. 809. Os bens dados em compensação da 
renda caem, desde a tradição, no domínio da 
pessoa que por aquela se obrigou.
Art. 810. Se o rendeiro, ou censuário, deixar 
de cumprir a obrigação estipulada, poderá 
o credor da renda acioná-lo, tanto para que 
lhe pague as prestações atrasadas como para 
que lhe dê garantias das futuras, sob pena de 
rescisão do contrato.
Art. 811. O credor adquire o direito à renda 
dia a dia, se a prestação não houver de ser 
paga adiantada, no começo de cada um dos 
períodos prefixos.
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Art. 812. Quando a renda for constituída em 
benefício de duas ou mais pessoas, sem deter-
minação da parte de cada uma, entende-se que 
os seus direitos são iguais; e, salvo estipulação 
diversa, não adquirirão os sobrevivos direito 
à parte dos que morrerem.
Art. 813. A renda constituída por título gra-
tuito pode, por ato do instituidor, ficar isenta 
de todas as execuções pendentes e futuras.
Parágrafo único. A isenção prevista neste 
artigo prevalece de pleno direito em favor dos 
montepios e pensões alimentícias.
CAPÍTULO XVII \u2013 Do Jogo e da Aposta
Art. 814. As dívidas de jogo ou de aposta 
não obrigam a pagamento; mas não se pode 
recobrar a quantia, que voluntariamente se 
pagou, salvo se foi ganha por dolo, ou se o 
perdente é menor ou interdito.
§ 1o Estende-se esta disposição a qualquer 
contrato que encubra ou envolva reconheci-
mento, novação ou fiança de dívida de jogo; 
mas a nulidade resultante não pode ser oposta 
ao terceiro de boa-fé.
§ 2o O preceito contido neste artigo tem 
aplicação, ainda que se trate de jogo não 
proibido, só se excetuando os jogos e apostas 
legalmente permitidos.
§ 3o Excetuam-se, igualmente, os prêmios 
oferecidos ou prometidos para o vencedor em 
competição de natureza esportiva, intelectual 
ou artística, desde que os interessados se sub-
metam às prescrições legais e regulamentares.
Art. 815. Não se pode exigir reembolso do 
que se emprestou para jogo ou aposta, no ato 
de apostar ou jogar.
Art. 816. As disposições dos arts. 814 e 815 
não se aplicam aos contratos sobre títulos 
de bolsa, mercadorias ou valores, em que se 
estipulem a liquidação exclusivamente pela 
diferença entre o preço ajustado e a cotação 
que eles tiverem no vencimento do ajuste.
Art. 817. O sorteio para dirimir questões ou 
dividir coisas comuns considera-se sistema de 
partilha ou processo de transação, conforme 
o caso.
CAPÍTULO XVIII \u2013 Da Fiança
SEÇÃO I \u2013 Disposições Gerais
Art. 818. Pelo contrato de fiança, uma pessoa 
garante satisfazer ao credor uma obrigação as-
sumida pelo devedor, caso este não a cumpra.
Art. 819. A fiança dar-se-á por escrito, e não 
admite interpretação extensiva.
Art. 819-A. (Vetado)22
Art. 820. Pode-se estipular a fiança, ainda 
que sem consentimento do devedor ou contra 
a sua vontade.
Art. 821. As dívidas futuras podem ser obje-
to de fiança; mas o fiador, neste caso, não será 
demandado senão depois que se fizer certa e 
líquida a obrigação do principal devedor.
Art. 822. Não sendo limitada, a fiança 
compreenderá todos os acessórios da dívida 
principal, inclusive as despesas judiciais, desde 
a citação do fiador.
Art. 823. A fiança pode ser de valor inferior 
ao da obrigação principal e contraída em con-
dições menos onerosas, e, quando exceder o 
valor da dívida, ou for mais onerosa que ela, 
não valerá senão até ao limite da obrigação 
afiançada.
Art. 824. As obrigações nulas não são susce-
tíveis de fiança, exceto se a nulidade resultar 
apenas de incapacidade pessoal do devedor.
Parágrafo único. A exceção estabelecida 
neste artigo não abrange o caso de mútuo 
feito a menor.
Art. 825. Quando alguém houver de ofere-
cer fiador, o credor não pode ser obrigado a 
aceitá-lo se não for pessoa idônea, domiciliada 
no município onde tenha de prestar a fiança, 
22 Lei no 10.931/2004.
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e não possua bens suficientes para cumprir a 
obrigação.
Art. 826. Se o fiador se tornar insolvente ou 
incapaz, poderá o credor exigir que seja subs-
tituído.
SEÇÃO II \u2013 Dos Efeitos da Fiança
Art. 827. O fiador demandado pelo pagamento 
da dívida tem direito a exigir, até a contestação 
da lide, que sejam primeiro executados os bens 
do devedor.
Parágrafo único. O fiador que alegar o bene-
fício de ordem, a que se refere este artigo, deve 
nomear bens do devedor, sitos no mesmo mu-
nicípio, livres e desembargados, quantos bastem 
para solver o débito.