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ou esbulho do 
alheio, além da restituição da coisa, a inde-
nização consistirá em pagar o valor das suas 
deteriorações e o devido a título de lucros ces-
santes; faltando a coisa, dever-se-á reembolsar 
o seu equivalente ao prejudicado.
Parágrafo único. Para se restituir o equi-
valente, quando não exista a própria coisa, 
estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo 
de afeição, contanto que este não se avantaje 
àquele.
Art. 953. A indenização por injúria, difama-
ção ou calúnia consistirá na reparação do dano 
que delas resulte ao ofendido.
Parágrafo único. Se o ofendido não puder 
provar prejuízo material, caberá ao juiz fixar, 
equitativamente, o valor da indenização, na 
conformidade das circunstâncias do caso.
Art. 954. A indenização por ofensa à liberdade 
pessoal consistirá no pagamento das perdas e 
danos que sobrevierem ao ofendido, e se este 
não puder provar prejuízo, tem aplicação o dis-
posto no parágrafo único do artigo antecedente.
Parágrafo único. Consideram-se ofensivos 
da liberdade pessoal:
I \u2013 o cárcere privado;
II \u2013 a prisão por queixa ou denúncia falsa 
e de má-fé;
III \u2013 a prisão ilegal.
TÍTULO X \u2013 Das Preferências e Privilégios 
Creditórios
Art. 955. Procede-se à declaração de in-
solvência toda vez que as dívidas excedam à 
importância dos bens do devedor.
Art. 956. A discussão entre os credores pode 
versar quer sobre a preferência entre eles dispu-
tada, quer sobre a nulidade, simulação, fraude, 
ou falsidade das dívidas e contratos.
Art. 957. Não havendo título legal à preferên-
cia, terão os credores igual direito sobre os bens 
do devedor comum.
Art. 958. Os títulos legais de preferência são 
os privilégios e os direitos reais.
Art. 959. Conservam seus respectivos direitos 
os credores, hipotecários ou privilegiados:
I \u2013 sobre o preço do seguro da coisa gravada 
com hipoteca ou privilégio, ou sobre a indeni-
zação devida, havendo responsável pela perda 
ou danificação da coisa;
II \u2013 sobre o valor da indenização, se a coisa 
obrigada a hipoteca ou privilégio for desapro-
priada.
Art. 960. Nos casos a que se refere o artigo 
antecedente, o devedor do seguro, ou da inde-
nização, exonera-se pagando sem oposição dos 
credores hipotecários ou privilegiados.
Art. 961. O crédito real prefere ao pessoal de 
qualquer espécie; o crédito pessoal privilegiado, 
ao simples; e o privilégio especial, ao geral.
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Art. 962. Quando concorrerem aos mesmos 
bens, e por título igual, dois ou mais credores 
da mesma classe especialmente privilegiados, 
haverá entre eles rateio proporcional ao valor 
dos respectivos créditos, se o produto não bas-
tar para o pagamento integral de todos.
Art. 963. O privilégio especial só compreende 
os bens sujeitos, por expressa disposição de lei, 
ao pagamento do crédito que ele favorece; e o 
geral, todos os bens não sujeitos a crédito real 
nem a privilégio especial.
Art. 964. Têm privilégio especial:23
I \u2013 sobre a coisa arrecadada e liquidada, o 
credor de custas e despesas judiciais feitas com 
a arrecadação e liquidação;
II \u2013 sobre a coisa salvada, o credor por des-
pesas de salvamento;
III \u2013 sobre a coisa beneficiada, o credor por 
benfeitorias necessárias ou úteis;
IV \u2013 sobre os prédios rústicos ou urbanos, 
fábricas, oficinas, ou quaisquer outras cons-
truções, o credor de materiais, dinheiro, ou 
serviços para a sua edificação, reconstrução, 
ou melhoramento;
V \u2013 sobre os frutos agrícolas, o credor por 
sementes, instrumentos e serviços à cultura, 
ou à colheita;
VI \u2013 sobre as alfaias e utensílios de uso 
doméstico, nos prédios rústicos ou urbanos, 
o credor de aluguéis, quanto às prestações do 
ano corrente e do anterior;
VII \u2013 sobre os exemplares da obra existente 
na massa do editor, o autor dela, ou seus le-
gítimos representantes, pelo crédito fundado 
contra aquele no contrato da edição;
VIII \u2013 sobre o produto da colheita, para a 
qual houver concorrido com o seu trabalho, 
e precipuamente a quaisquer outros créditos, 
ainda que reais, o trabalhador agrícola, quanto 
à dívida dos seus salários;
IX \u2013 sobre os produtos do abate, o credor 
por animais.
Art. 965. Goza de privilégio geral, na ordem 
seguinte, sobre os bens do devedor:
23 Lei no 13.176/2015.
I \u2013 o crédito por despesa de seu funeral, 
feito segundo a condição do morto e o costume 
do lugar;
II \u2013 o crédito por custas judiciais, ou por 
despesas com a arrecadação e liquidação da 
massa;
III \u2013 o crédito por despesas com o luto do 
cônjuge sobrevivo e dos filhos do devedor 
falecido, se foram moderadas;
IV \u2013 o crédito por despesas com a doença 
de que faleceu o devedor, no semestre anterior 
à sua morte;
V \u2013 o crédito pelos gastos necessários à 
mantença do devedor falecido e sua família, 
no trimestre anterior ao falecimento;
VI \u2013 o crédito pelos impostos devidos à 
Fazenda Pública, no ano corrente e no anterior;
VII \u2013 o crédito pelos salários dos emprega-
dos do serviço doméstico do devedor, nos seus 
derradeiros seis meses de vida;
VIII \u2013 os demais créditos de privilégio geral.
LIVRO II \u2013 Do Direito de Empresa
TÍTULO I \u2013 Do Empresário
CAPÍTULO I \u2013 Da Caracterização e da 
Inscrição
Art. 966. Considera-se empresário quem 
exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de 
bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empre-
sário quem exerce profissão intelectual, de 
natureza científica, literária ou artística, ainda 
com o concurso de auxiliares ou colaborado-
res, salvo se o exercício da profissão constituir 
elemento de empresa.
Art. 967. É obrigatória a inscrição do em-
presário no Registro Público de Empresas 
Mercantis da respectiva sede, antes do início 
de sua atividade.
Art. 968. A inscrição do empresário far-se-á 
mediante requerimento que contenha:24
24 Leis Complementares nos  147/2014 e 128/2008; 
Lei no 12.470/2011.
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I \u2013 o seu nome, nacionalidade, domicílio, 
estado civil e, se casado, o regime de bens;
II \u2013 a firma, com a respectiva assinatura 
autógrafa que poderá ser substituída pela assi-
natura autenticada com certificação digital ou 
meio equivalente que comprove a sua auten-
ticidade, ressalvado o disposto no inciso I do 
§ 1o do art. 4o da Lei Complementar no 123, de 
14 de dezembro de 2006;
III \u2013 o capital;
IV \u2013 o objeto e a sede da empresa.
§ 1o Com as indicações estabelecidas neste 
artigo, a inscrição será tomada por termo no 
livro próprio do Registro Público de Empresas 
Mercantis, e obedecerá a número de ordem 
contínuo para todos os empresários inscritos.
§ 2o À margem da inscrição, e com as mes-
mas formalidades, serão averbadas quaisquer 
modificações nela ocorrentes.
§ 3o Caso venha a admitir sócios, o empre-
sário individual poderá solicitar ao Registro 
Público de Empresas Mercantis a transforma-
ção de seu registro de empresário para registro 
de sociedade empresária, observado, no que 
couber, o disposto nos arts. 1.113 a 1.115 deste 
Código.
§ 4o O processo de abertura, registro, altera-
ção e baixa do microempreendedor individual 
de que trata o art. 18-A da Lei Complemen-
tar no 123, de 14 de dezembro de 2006, bem 
como qualquer exigência para o início de seu 
funcionamento deverão ter trâmite especial 
e simplificado, preferentemente eletrônico, 
opcional para o empreendedor, na forma a ser 
disciplinada pelo Comitê para Gestão da Rede 
Nacional para a Simplificação do Registro e da 
Legalização de Empresas e Negócios \u2013 CGSIM, 
de que trata o inciso III do art. 2o da mesma Lei.
§ 5o Para fins do disposto no § 4o, poderão 
ser dispensados o uso da firma, com a respecti-
va assinatura autógrafa, o capital, requerimen-
tos, demais assinaturas, informações relativas 
à nacionalidade, estado civil e regime de bens,