codigo civil
375 pág.

codigo civil


DisciplinaDireito Civil I60.960 materiais665.462 seguidores
Pré-visualização50 páginas
na-
cional;
XXV \u2013 registros públicos;
XXVI \u2013 atividades nucleares de qualquer 
natureza;
XXVII \u2013 normas gerais de licitação e con-
tratação, em todas as modalidades, para as 
administrações públicas diretas, autárquicas e 
fundacionais da União, Estados, Distrito Federal 
e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, 
XXI, e para as empresas públicas e sociedades de 
economia mista, nos termos do art. 173, § 1o, III;
XXVIII \u2013 defesa territorial, defesa aeroespa-
cial, defesa marítima, defesa civil e mobilização 
nacional;
XXIX \u2013 propaganda comercial.
Parágrafo único. Lei complementar poderá 
autorizar os Estados a legislar sobre questões es-
pecíficas das matérias relacionadas neste artigo.
Art. 23. É competência comum da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
I \u2013 zelar pela guarda da Constituição, das 
leis e das instituições democráticas e conservar 
o patrimônio público;
II \u2013 cuidar da saúde e assistência pública, da 
proteção e garantia das pessoas portadoras de 
deficiência;
III \u2013 proteger os documentos, as obras e ou-
tros bens de valor histórico, artístico e cultural, 
os monumentos, as paisagens naturais notáveis 
e os sítios arqueológicos;
IV \u2013 impedir a evasão, a destruição e a des-
caracterização de obras de arte e de outros bens 
de valor histórico, artístico ou cultural;
V \u2013 proporcionar os meios de acesso à cul-
tura, à educação e à ciência;
VI \u2013 proteger o meio ambiente e combater a 
poluição em qualquer de suas formas;
VII \u2013 preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII \u2013 fomentar a produção agropecuária e 
organizar o abastecimento alimentar;
IX \u2013 promover programas de construção de 
moradias e a melhoria das condições habitacio-
nais e de saneamento básico;
X \u2013 combater as causas da pobreza e os fato-
res de marginalização, promovendo a integração 
social dos setores desfavorecidos;
XI \u2013 registrar, acompanhar e fiscalizar as con-
cessões de direitos de pesquisa e exploração de 
recursos hídricos e minerais em seus territórios;
XII \u2013 estabelecer e implantar política de 
educação para a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Leis complementares fixa-
rão normas para a cooperação entre a União e 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento 
e do bem-estar em âmbito nacional.
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao 
Distrito Federal legislar concorrentemente 
sobre:
I \u2013 direito tributário, financeiro, penitenciá-
rio, econômico e urbanístico;
II \u2013 orçamento;
III \u2013 juntas comerciais;
IV \u2013 custas dos serviços forenses;
V \u2013 produção e consumo;
VI \u2013 florestas, caça, pesca, fauna, conserva-
ção da natureza, defesa do solo e dos recursos 
naturais, proteção do meio ambiente e controle 
da poluição;
VII \u2013 proteção ao patrimônio histórico, cul-
tural, artístico, turístico e paisagístico;
VIII \u2013 responsabilidade por dano ao meio 
ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de 
valor artístico, estético, histórico, turístico e 
paisagístico;
IX \u2013 educação, cultura, ensino e desporto;
X \u2013 criação, funcionamento e processo do 
juizado de pequenas causas;
XI \u2013 procedimentos em matéria processual;
XII \u2013 previdência social, proteção e defesa 
da saúde;
XIII \u2013 assistência jurídica e defensoria 
pública;
XIV \u2013 proteção e integração social das pes-
soas portadoras de deficiência;
XV \u2013 proteção à infância e à juventude;
XVI \u2013 organização, garantias, direitos e de-
veres das polícias civis.
§ 1o No âmbito da legislação concorrente, a 
competência da União limitar-se-á a estabelecer 
normas gerais.
§ 2o A competência da União para legislar 
sobre normas gerais não exclui a competência 
suplementar dos Estados.
26
C
ód
ig
o 
C
iv
il
§ 3o Inexistindo lei federal sobre normas ge-
rais, os Estados exercerão a competência legis-
lativa plena, para atender a suas peculiaridades.
§ 4o A superveniência de lei federal sobre 
normas gerais suspende a eficácia da lei esta-
dual, no que lhe for contrário.
CAPÍTULO III \u2013 Dos Estados Federados
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se 
pelas Constituições e leis que adotarem, obser-
vados os princípios desta Constituição.
§ 1o São reservadas aos Estados as compe-
tências que não lhes sejam vedadas por esta 
Constituição.
§ 2o Cabe aos Estados explorar diretamente, 
ou mediante concessão, os serviços locais de gás 
canalizado, na forma da lei, vedada a edição de 
medida provisória para a sua regulamentação.
§ 3o Os Estados poderão, mediante lei 
complementar, instituir regiões metropolita-
nas, aglomerações urbanas e microrregiões, 
constituídas por agrupamentos de municípios 
limítrofes, para integrar a organização, o pla-
nejamento e a execução de funções públicas de 
interesse comum.
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:
I \u2013 as águas superficiais ou subterrâneas, 
fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, 
neste caso, na forma da lei, as decorrentes de 
obras da União;
II \u2013 as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, 
que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas 
sob domínio da União, Municípios ou terceiros;
III \u2013 as ilhas fluviais e lacustres não perten-
centes à União;
IV \u2013 as terras devolutas não compreendidas 
entre as da União.
.................................................................................
CAPÍTULO IV \u2013 Dos Municípios
................................................................................
Art. 30. Compete aos Municípios:
I \u2013 legislar sobre assuntos de interesse local;
II \u2013 suplementar a legislação federal e a 
estadual no que couber;
III \u2013 instituir e arrecadar os tributos de sua 
competência, bem como aplicar suas rendas, 
sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar 
contas e publicar balancetes nos prazos fixados 
em lei;
IV \u2013 criar, organizar e suprimir distritos, 
observada a legislação estadual;
V \u2013 organizar e prestar, diretamente ou sob 
regime de concessão ou permissão, os serviços 
públicos de interesse local, incluído o de trans-
porte coletivo, que tem caráter essencial;
VI \u2013 manter, com a cooperação técnica e 
financeira da União e do Estado, programas 
de educação infantil e de ensino fundamental;
VII \u2013 prestar, com a cooperação técnica e 
financeira da União e do Estado, serviços de 
atendimento à saúde da população;
VIII \u2013 promover, no que couber, adequado 
ordenamento territorial, mediante planeja-
mento e controle do uso, do parcelamento e da 
ocupação do solo urbano;
IX \u2013 promover a proteção do patrimônio 
histórico-cultural local, observada a legislação 
e a ação fiscalizadora federal e estadual.
................................................................................
TÍTULO V \u2013 Da Defesa do Estado e das 
Instituições Democráticas
CAPÍTULO I \u2013 Do Estado de Defesa e do 
Estado de Sítio
SEÇÃO I \u2013 Do Estado de Defesa
Art. 136. O Presidente da República pode, 
ouvidos o Conselho da República e o Conselho 
de Defesa Nacional, decretar estado de defesa 
para preservar ou prontamente restabelecer, em 
locais restritos e determinados, a ordem pública 
ou a paz social ameaçadas por grave e iminente 
instabilidade institucional ou atingidas por ca-
lamidades de grandes proporções na natureza.
§ 1o O decreto que instituir o estado de 
defesa determinará o tempo de sua duração, 
especificará as áreas a serem abrangidas e in-
dicará, nos termos e limites da lei, as medidas 
coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes:
I \u2013 restrições aos direitos de:
a) reunião, ainda que exercida no seio das 
associações;
b) sigilo de correspondência;
27
D
is
po
si
tiv
os
 c
on
st
itu
ci
on
ai
s 
pe
rt
in
en
te
s
c) sigilo de comunicação telegráfica e te-
lefônica;
II \u2013 ocupação e uso temporário de bens e 
serviços públicos, na hipótese de calamidade 
pública,