Apostila de PPR (1)
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Apostila de PPR (1)


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Prótese Parcial Removível 
Noções básicas em componentes, planejamento 
e seqüência clínica
Luiz Renato Castellano
Marcelo Castellano
Celso Minervino Russo
ABO - Curitiba 
 
 ÍNDICE
1- Introdução - Ainda existe indicação para PPR? - 03 
2- Classificação dos espaços protéticos - 06
Componentes das PPRs
			 3.1	 Apoios - 07
					 3.2 Retentores - 16
					 3.3 Conector Maior - 23 
					 
 3.4	 Conector Menor - 27
3.5 Bases protéticas - 29 
 
 3.6 Dentes Artificiais - 29
Delineador - 30
Planejamento - 32
6-Seqüência Clínica - 41
7- Orientações de uso e higiene ao paciente - 44
8- Reparos e Reembasamentos - 44
9- PPR com encaixe - 45
10- Referências Bibliográficas - 48
1) INTRODUÇÃO - A PPR NOS DIAS DE HOJE - QUANDO INDICAR?
	
 	A despeito da evolução da Odontologia nos últimos anos com o advento dos implantes e também de técnicas e materiais para confecção de próteses fixas, a Prótese Parcial Removível ainda merece atenção. Em virtude de sua indicação bastante ampla, pode-se solucionar com a PPR , mesmo que com algumas limitações, o problema de ausência de elementos dentários nas mais variadas situações. Em ocasiões nas quais implantes ou próteses fixas não possam ser executados ou, por qualquer motivo, não sejam a melhor opção, ( ver tabela 1 ) a PPR pode ser a melhor alternativa.
	Entretanto, apesar de ser largamente utilizada, a PPR tem alguns estigmas entre os pacientes e também entre os profissionais menos informados, como o fato de que ela , com o tempo, \u201c estraga\u201d os dentes. De fato, problemas como cáries, inflamação gengival, e mobilidade dos dentes pilares comumente podem ser observados em pacientes portadores de PPRs. Contudo esses problemas ocorrem freqüentemente em virtude de falta de planejamento e também falta de preparo prévio da boca, bem como de uma orientação adequada ao paciente para higienização da prótese e dos dentes. 
Muitas vezes uma impressão inadequada ou mesmo o vazamento do gesso não imediato, podem determinar o insucesso da PPR.
	A falta de conhecimento necessário para o planejamento leva o profissional a realizar a PPR da seguinte maneira: tomada a impressão em alginato, envia ao laboratório para que o técnico faça todo o planejamento da estrutura e também já a confeccione, impedindo a realização de qualquer preparo prévio. O técnico, por sua vez, ignorando os princípios mecânicos e biológicos através dos quais se baseia o planejamento, faz a distribuição dos elementos da PPR da maneira mais conveniente, e assim se inicia uma PPR com grandes chances de insucesso.
	Apesar de ter como principal indicação o seu baixo custo, alguns profissionais, por relegarem a questão planejamento/preparo prévio, acabam por cobrar honorários excessivamente reduzidos, criando um círculo vicioso, ou seja, não se esforçam em executar uma PPR satisfatória porque têm pouco lucro, e cobram pouco porque não se esforçam com esse tipo de prótese. Provavelmente serão os mesmos profissionais que, futuramente, vão concordar com o paciente quando este levantar a hipótese que a PPR \u201cestraga\u201d os dentes.
Tabela 1 - Comparação entre PPR, PPF e Prótese sobre implante.
	
	
 PPR
	 
 PRÓTESE FIXA
	PRÓTESE SOBRE IMPLANTE
	
Custo
	
Baixo
	
Alto
	
Alto
	
Conforto
	Necessita adaptação do paciente , às vezes difícil.
	Comportamento semelhante ao dente natural
	Comportamento semelhante ao dente natural
	
Estética nos pilares
	
Desfavorável, em função dos retentores (só pode ser solucionada com encaixes)
	
Muito mais favorável
	
Mais favorável, dependendo do rebordo/tecido mole
	
Estética no espaço edêntulo
	
Pode ser conseguida
	
Depende do rebordo, às vezes necessita correção cirúrgica pré-protética
	
Depende do rebordo, às vezes necessita correção cirúrgica pré-implante.
	
Higienização
	
Facilitada
	
Dificultada
	
Dificultada ( sempre que os implantes forem unidos) 
	
Distribuição de forças
	Sempre bilateral, mais favorável, melhor distribuída, porém com elementos apenas
apoiados sobre os pilares.
	Concentrada nos pilares, pode também ser bilateral, proporciona uma esplintagem mais confiável.
	Concentrada nos pilares, pode também ser bilateral, proporciona uma esplintagem mais confiável.
	
Vida útil / Manutenção
	Dentes de acrílico sofrem desgaste oclusal, e bases necessitam reembasamento periódico em classes I e II.
	Controle periódico para higiene e intervenção em problemas localizados, bem como perda óssea.
	Semelhante à prótese fixa convencional, porém com maior enfoque sobre perda óssea e saúde gengival.
	
Estabilidade oclusal / guias de desoclusão
	
Mais difícil de ser mantida, principalmente em extremos livres.
	
Mais facilmente mantida.
	
Mais facilmente mantida.
	
Áreas edêntulas com pouco osso
	
Permite execução
	
Permite execução desde que pilares tenham bom suporte ósseo.
	
Praticamente inviabiliza execução , a menos que com enxerto ósseo prévio.
	
Suporte de tecido mole ( lábios e bochecha) / Fonética
	
Pode ser conseguido através da sela ( gengiva artificial) 
	
Difícil de ser conseguido quando a perda de rebordo for considerável.
	
Difícil de ser conseguido quando a perda de rebordo for considerável.
	
Dificuldade de execução
	
Relativamente simples
	
Relativamente complexa
	
Relativamente complexa, considerando planejamento e execução correta dos implantes.
	
Tempo de execução
	
Relativamente curto
	
Médio/Longo
	
Longo, considerando a fase de osteointegração.
	
Fator \u201cpsicológico\u201d
	
Por ser removível, o paciente normalmente tem insegurança e considera como elemento mais artificial. 
	
Proporciona maior segurança e sensação de naturalidade aos dentes.
	
Proporciona maior segurança e sensação de naturalidade aos dentes.
	A finalidade desta apostila , não é de forma alguma esgotar o assunto e solucionar todos os problemas relativos à PPR, mesmo porque muitos desses problemas são inerentes à técnica, mas, ao menos, orientar de maneira bastante sucinta o profissional para o conhecimento dos componentes das PPRs e suas funções, planejamento, seqüência clínica e acompanhamento. Desta forma esperamos que, além de contribuir para aumentar o interesse no assunto , também possamos estar contribuindo para aumentar a realização profissional e pessoal daqueles que procuram manter-se sempre atualizados e informados. 
	Ao final da apostila podem encontrar-se as principais referências onde pode-se aprofundar mais sobre o assunto, lembrando que a Odontologia, como toda ciência, é dinâmica, e com o passar dos anos , muitos dos princípios que hoje são referência, podem se tornar ultrapassados. A atualização constante se faz necessária através de periódicos ( via bibliotecas ou assinatura), ou, atualmente até mesmo via Internet.
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RELACIONAMENTO OCLUSAL
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