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questionario unidade III

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Pergunta 1
0,4 em 0,4 pontos
	
	
	
	(ENADE: 2009) A relação entre educação escolar e desigualdade social vem sendo estudada pela Sociologia há mais de um século. Diferentes autores e diversas correntes de pensamento explicam os complexos mecanismos dessa relação. Mesmo considerando as grandes diferenças existentes entre países e épocas, a escolarização progressiva da população:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	a. 
   vem acompanhada de um aumento das exigências educacionais do mercado de trabalho.
	Respostas:
	a. 
   vem acompanhada de um aumento das exigências educacionais do mercado de trabalho.
	
	b. 
  garante empregabilidade compatível com o nível de instrução.
	
	c. 
   proporciona acesso ao mercado de trabalho devido à diminuição da competitividade.
	
	d. 
  está relacionada às crises econômicas e favorece o desemprego.
	
	e. 
 gera equanimidade entre segmentos sociais e diminuição de conflitos culturais.
 
	Feedback da resposta:
	Resposta: a)
Comentário: Embora a questão mencione inicialmente a relação entre educação escolar e desigualdade social, o elemento central na questão são os movimentos de ampliação da escolarização, expressa apenas no fim do enunciado. Ambas tem relação, pois há uma expectativa social orientada a acreditar que os programas de ampliação da escolarização partem de uma preocupação em melhorar as condições sociais dos grupos menos favorecidos, mas as análises sociológicas da educação têm demonstrado que o real elemento propulsor para essas campanhas de ampliação da escolarização se encontra nas demandas do mercado. De tempos em tempos essas demandas se renovam e trabalhadores mais ajustados a elas são requeridos, de modo que essa demanda é repassada aos sistemas educacionais. Isso mostra o quanto a educação está subordinada ao mercado e o tipo de homem que se pretende formar é o homem apto a atender os interesses do mercado e não o homem culto, livre e autônomo. Essa perspectiva só é apresentada na alternativa (a), as outras todas apresentam equívocos, pois a escolarização nem sempre garante empregabilidade compatível com o nível de instrução (b), até mesmo porque quanto mais pessoas com mesma formação, maior concorrência e competitividade haverá (negando o que se afirmar em c), uma vez que se forma um exército de reserva e isso gera manipulação dessa reserva e diminuição dos salários. As campanhas de ampliação da escolarização não ocorrem em épocas de crise econômica (d), mas o contrário, como já foi dito e não geram igualdade entre os segmentos sociais e nem diminuição dos conflitos culturais (e) porque os conteúdos e as vivencias trabalhadas na escola não favorecem nem o entendimento entre os diferentes e nem a adequada apropriação e aprendizagem por parte de todos, uma vez que são impostos de acordos com os símbolos, necessidades e interesses do grupo que impõe.    
	
	
	
Pergunta 2
0,4 em 0,4 pontos
	
	
	
	. “Vou contar um caso de amor. Amor à primeira vista. Eu me apaixonei pela escola da ponte [...] Conto essas coisas da minha vida de menino para dizer que as crianças são curiosas naturalmente e têm o desejo de aprender. O seu interesse natural desaparece quando, nas escolas, a sua curiosidade é sufocada pelos programas impostos pela burocracia governamental. [...] Aí, numa manhã, ele me disse: ‘vou levar-te a conhecer uma escola diferente.’ ‘Diferente como?’, perguntei. ‘Não é possível dizer-te. Tu verás.’, chegamos à escola. Na sua frente havia um pátio arborizado. Lá estava o diretor, professor José Pacheco. [...]  Eu nunca tinha tido experiência que um diretor entregasse a uma aluna, menina de 9 anos, a tarefa de mostrar e explicar a sua escola a um educador estrangeiro.
A menina não se fez de rogada. Encaminhou-se resolutamente na direção da porta da escola e eu, obedientemente, a segui. Chegando à porta, ela parou, voltou-se para mim e disse em voz resoluta e confiante: ‘para entender a nossa escola, o senhor terá de se esquecer de tudo o que o senhor sabe sobre escolas. Não temos turmas, não temos alunos separados por classes, nossos professores não dão aulas com giz e lousa, não temos campainhas separando o tempo, não temos provas e notas’”. (Rubem Alves)
O relato transcrito é parte do texto que Rubem Alves escreveu para contar sua surpreendente experiência de conhecer de perto a “Escola da Ponte”, em Portugal.
A leitura do trecho apresentado revela uma escola que se caracteriza por ser:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	e. 
   democrática, porque tem como pressupostos a liberdade, a autonomia e o direito de participar e aprender.
 
	Respostas:
	a. 
   mercadológica, porque incentiva os alunos a serem competitivos.
	
	b. 
  anárquica, porque é contrária a qualquer noção de ordem e poder.
	
	c. 
   excludente, porque não está preparando os alunos adequadamente para competir no mercado de trabalho.
	
	d. 
  libertinosa, uma vez que seu gestor demonstra ter pouco ou nenhum compromisso em assumir o seu papel.
	
	e. 
   democrática, porque tem como pressupostos a liberdade, a autonomia e o direito de participar e aprender.
 
	Feedback da resposta:
	Resposta: Alternativa e)
Comentário: Diante do exposto, fica claro que o excerto apresentado faz menção a uma escola democrática que tem como pressupostos a liberdade, a autonomia e o direito de participar ativamente do processo de construção dos roteiros e caminhos de aprendizagem, potencializando e garantindo o direito de aprender. Esses princípios deveriam estar presentes no Plano Político Pedagógico de todas as escolas, mas não só nos documentos escritos, assim como na Escola da Ponte, devem estar presentes no dia a dia, no cotidiano das escolas, guiando todas as práticas e ações desenvolvidas no interior da escola.
	
	
	
Pergunta 3
0,4 em 0,4 pontos
	
	
	
	A sociedade atual tem sido confrontada quase que diariamente por notícias que sinalizam para um grande aumento dos casos de violência nas escolas. O quadro é assustador, as escolas têm sido retratadas como verdadeiros campos de guerra e no centro desta “batalha”, muitos professores, coordenadores e até diretores, têm se demonstrado exauridos, frustrados e decepcionados.
Neste contexto, é ponto fundamental para sociólogos e demais cientistas sociais partir do princípio de que a crescente onda de violência na escola está denunciando:
 
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	d. 
 a necessidade de humanização no contexto das relações escolares.
	Respostas:
	a. 
 a falta dos pais que não estão mais dando educação aos filhos.
	
	b. 
 a situação da atual geração que está perdida.
	
	c. 
 a falta de comprometimento de diretores e coordenadores pedagógicos.
	
	d. 
 a necessidade de humanização no contexto das relações escolares.
	
	e. 
 que os poderes públicos estão dispostos a manter o estado de caos social.
 
	Feedback da resposta:
	Resposta: d)
Comentário: Quando se ouve casos de violência na escola, as primeiras explicações que emergem do senso comum são explicações que reduzem a questão a impressões geralmente preconceituosas e que visam unicamente atribuir culpa a alguém. Deste modo, ora a culpa é (a) dos pais que não estão mais dando educação aos filhos; (b) da geração atual que estaria perdida; (c) da falta de comprometimento de profissionais da escola ou (e) do próprio Estado que não estaria intervindo. Estas, todavia, são explicações limitadoras, não só porque estão mais preocupadas em acusar alguém do que em entender e resolver o problema, mas também porque são preconceituosas e equivocadas, mesmo que em termos. Se for analisada a partir dos termos da sociologia de Durkheim, a violência poderia ser interpretada pela perspectiva da anomia, isto é, ausência de regras e valores compartilhados. Nestes termos, quanto mais comuns fossem as regras e valores, menos desentendimentos gerariam. Voltando essa

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