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apostila apicultura

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e como 
exemplos pode-se citar a cera da carnaúba, a parafina e a cera de abelhas, 
respectivamente 
 Produção pelas operárias 
 
 
A cera é secretada por quatro pares de glândulas 
localizadas do quarto ao sétimo segmentos do lado 
ventral do abdome das abelhas operarias com 
idade de 15 a 19 dias. As operárias utilizam é a 7 
kg de mel para produzir 1 kg de cera. O 
desenvolvimento das glândulas cerígenas depende 
da idade e da alimentação das operárias. 
 
 
A cera é secretada na forma liquida e solidifica em contato com o ar 
centenas de abelhas participam da edificação de um só alvéolo, sendo que cada 
operária pode manter-se em atividade num tempo médio de um minuto. 
 A cera é utilizada pelas abelhas para fabricação dos favos, operculação das 
crias e do mel. Os alvéolos são construídos num ângulo de 13 graus para cima da 
base ate a abertura, o que evita o escorrimento do mel. Pesquisas realizadas 
mostraram que o arranjo hexagonal favorece a presença de maior número de células 
por área, melhor aproveitamento do material utilizado e do espaço, assim como 
maior capacidade do armazenamento por área.Um favo pode suportar de 20 a 30 
vezes mais mel que o seu próprio peso em cera.(COUTO E COUTO 1996). 
 
 Extração e Purificação 
 
Para se extrair e purificar a cera, existem vários métodos, tais como: extrator a 
vapor, solar, prensa manual e extração por fervura. 
 A extração por fervura pode ser feita colocando os favos em um saco, que é 
colocado dentro de um recipiente com água para ferver. Esquenta-se a água até que 
a cera derreta, subindo à superfície livre de Impurezas, as quais ficarão retidas 
dentro do saco. Este método apresenta a desvantagem da perda de considerável 
quantidade de cera que permanece incorporada às impurezas. 
0 extrator solar é um aparelho cômodo e econômico, além de fornecer uma 
cera limpa, promovendo também o seu branqueamento. Consiste de uma caixa de 
madeira com as laterais pintadas de preto fosco, e coberto com uma tampa com dois 
vidros planos e paralelos, separados entre si por cerca de 1 cm. Deve conter um 
recipiente onde são colocados os favos, uma tela para segurar as impurezas e outro 
recipiente que in reter a cera (Figura 38). 
0 vidro deve distar cerca de 130 mm acima da cera. Neste tipo de extração 
observa-se perda de 1/3 a 2/3, sendo mais eficiente para favos novos ou opérculos. 
A temperatura interna pode chegar a 100o C com a externa de 33o C Após a 
extração, geralmente a cera apresenta ainda algumas impurezas. Uma das maneiras 
de se purificar , é coloca-la para ferver com um pouco de água, e depois de derretida 
e fria raspar as impurezas que se localizam sob o bloco. 
 
 
 
 
 
 Laminação 
 
A laminação é o processo que transforma a cera líquida 
em laminas lisas, que podem, posteriormente, ser 
alveoladas ou usadas diretamente nas colméias. 
Dos diversos métodos de se laminar a cera, o melhor 
deles, principalmente, para pequenos e médios 
apicultores, é o laminador simples, que pode ser 
horizontal ou vertical, constituído basicamente de dois 
recipientes retangulares de tamanhos diferentes. 
No maior é colocada água e no menor é colocada a cera que será liquefeita 
por meio de aquecimento em banho-maria. Esse aquecimento pode ser obtido 
colocando-se o laminador diretamente no fogo, no caso do laminador horizontal, ou 
com o auxílio de uma resistência elétrica no laminador vertical. 
Quando a cera estiver líquida, introduzir uma tábua com medidas medidas 
padronizadas, previamente umedecida em água fria por, no mínimo, duas horas. A 
cada imersão na cera líquida, a tábua deve ser mergulhada novamente na água fria 
para solidificar rapidamente e facilitar sua retirada. 
A espessura da lâmina depende da temperatura da cera (em torno de 70 a 
75o C), número de imersões, e do tempo (1 a 3), podendo render de 12 a 20 lâminas 
por kg de cera. 
Um outro processo, em síntese, é o de fundir os blocos de cera e passá-los 
pelo laminador de dois cilindros, obtendo-se assim as lâminas lisas para serem 
alveoladas. 
 
 Alveolação 
 
 
 A alveolagem é obtida através da passagem de 
lâminas lisas, em cilindros ou prensas com as 
matrizes dos hexágonos como base para os 
alvéolos, cuja imagem se imprime em relevo nas 
folhas lisas de cera recém-fabricadas. 
A prensa de alveolar é constituída por duas placas, cujas faces possuem 
estampas de favos. O cilindro deve ser molhado com água e sabão de coco neutro 
ou mel diluído em água para que a lâmina de cera não fique aderida. 
 
 
As vantagens do uso da cera alveolada são: limitação do nascimento de 
zangões, melhor aproveitamento do tempo das operárias e economia de mel na 
construção da base do favo. 
 Incrustação 
Os quadros devem ter 3 ou 4 arames n0 24 firmemente esticados no sentido 
horizontal (aramação). 
Após a alveolagem, processa-se a incrustação da placa de cera nos quadros. 
Para isso vários métodos podem ser utilizados: carretilha aquecida; 
Atualmente o método mais rápido e eficiente é o incrustador elétrico, ou 
acumulador comum de automóvel (bateria), já que aquece todos os arames 
simultaneamente. É importante lembrar que, para o uso do incrustador elétrico, as 
pontas do arame devem ficar separadas. 
Conservação da Cera e Favos 
A cera de favos pode ser extraída e guardada em blocos, com as vantagens 
de serem menos atacadas pela traça da cera e não ressecarem tão rápida quanto a 
cera alveolada. 
Existem alguns fatores que podem danificar a cera durante a sua extração e 
estocagem. Dentre eles, deve-se evitar: 
- Fermentação do mel no favo, que pode afetar o odor da cera; 
- Calor, especialmente se tiver própolis. A cera, quando derretida com própolis, fica 
impregnada com odor desagradável que não pode ser eliminado facilmente; 
- A presença de ácidos que podem deixar resíduo. Antigamente, utilizava-se muito 
o ácido sulfúrico. 
- Desenvolvimento da mariposa da cera. As mais destrutivas são as Galleria 
melonella e Acbroia grisella, que conseguem digerir a cera. 
Os favos devem ser bem guardados para que possam se conservar em perfeitas 
condições de uso até a próxima florada. Antes do armazenamento, deve-se deixar 
os favos em caixas empilhadas, a cerca de 100-200 metros das colônias, para que 
as abelhas possam retirar os resíduos, evitando a presença de grânulos que podem 
contaminar a próxima produção. A armazenagem deve ser feita em local coberto, 
evitando que sejam destruídos por roedores ou mariposas da cera. Local deve ter 
bastante claridade e boa ventilação, bem espaçado e com ou, no caso da 
inviabilidade desta, podem ser armazenados em caixas empilhadas e bem 
tampadas, sem frestas. 
 
 
 
 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFIA 
 
- MACHADO, J. O.; CAMARGO, J. M. F. de – Alimentação em Apis e composição 
de geléia real, mel, pólen. In: Manual de Apicultura – São Paulo: Agronômica 
Ceres. 1972. Cap.5, 252pp; 
- MARTINHO, M. R. – Produção de rainhas de abelhas: Apis mellifera Lin. 
Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v.9, n.106, p.34-36, Out.1983; 
- QUEIROZ, M. de L. – Curso de Tecnologia para a Agropecuária do Semi-
árido Nordestino . Brasília: ABEAS, 1989. P.114:118: Produtos das abelhas, 
geléia real. (módulo 9); 
- WIESE, H. – Nova Apicultura. 6ª Ed. Porto Alegre, pp.490; 
- WIESE, H. – Apicultura – Brasília, EMBRATER. 1986. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL 
RURAL DE PERNAMBUCO 
DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APICULTURA BÁSICA 
 
Prof. Maria de Lourdes

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