RESUMO LESÃO E MORTE CELULAR
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RESUMO LESÃO E MORTE CELULAR


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Ana Luíza Ingelbert - 3°P 2016.2 
Assunto: Lesão e Morte celular | PPG
LESÃO E MORTE CELULAR
A lesão e morte celular ocorrem quando as células são estressadas tão excessivamente que não são mais capazes de se adaptar. Então as células não conseguem mais manter a sua homeostase e perde suas funções especializadas. Hoje, sabe-se que os genes que controlam as funções são inativados nesse processo. 
Essas lesões podem ser:
Reversíveis \u2013 Acontece quando o estímulo for removido. Ocorre redução da fosforilação oxidativa, com consequente depleção do armazenamento de ATP e tumefação celular por causa da concentração de íons e do influxo de água. Pode haver alteração de organelas da célula também. Pode-se, assim, dizer que a célula volta a ativar os genes novamente. 
Morte celular - Existem dois tipos de morte celular: Apoptose e Necrose (que é sempre patológica). Na Necrose ocorre o rompimento das membranas e enzimas lisossômicas extravasam e digerem a célula. Na Apoptose o DNA e as proteínas celulares são lesados de modo irreparável e então a célula se suicida. Há uma dissolução nuclear, mas a integridade da membrana é mantida e ocorre remoção dos restos celulares. 
OBS.: A Necrose é sempre patológica, a Apoptose não é necessariamente patológica. 
 Primeiro alterações bioquímicas, depois estruturais, depois microscopia óptica e por fim macroscópica. 
Ex: Se as células cardíacas morrerem, tem índice elevado de troponina (comp bioquímico)
CAUSAS DAS LESÕES CELULARES:
Privação de Oxigênio (hipóxia): reduz a respiração oxidativa aeróbica. Essa hipóxia reduz o fluxo sanguíneo (isquemia), não oxigena bem o sangue, reduz o transporte de oxigênio do sangue \u2013 isso ocorre na anemia, envenenamento por monóxido de carbono ou na perda sanguínea. Além de ser importante para transcrição, produção de ATP, etc.
Agentes físicos: como os traumas mecânicos, extremos de temperatura (queimadura, frio profundo), radiação. 
Agentes químicos e drogas: sal e glicose em alta concentração podem causar perturbação do equilíbrio de eletrólitos. 
Agentes infecciosos: vírus e tênias, bactérias, etc.
Reações imunológicas: a doença autoimune e algumas reações à agentes externos também podem causar lesão celular e tecidual \u2013 as reações inflamatórias com alta concentração de radicais radioativos.
Defeitos genéticos: malformações na síndrome de Down e/ou redução do tempo das hemácias, como na anemia falciforme. Esses defeitos genéticos causam isso por defeito nas proteínas funcionais.
Desequilíbrios nutricionais: são os principais causadores. Um exemplo é a deficiência proteico-calórica (falta); excesso de colesterol causando entupimento dos vasos, causando arteriosclerose, obesidade, diabetes, câncer (excesso).
Agentes Físicos: 
Eletricidade: modifica o potencial elétrico e eleva a temperatura local.
Agentes Químicos: 
Ácidos para clareamento: ácido entra em contato com a gengiva e causa a lesão e morte das células epiteliais. 
Drogas lícitas e ilícitas: fazem metabolismo. Exemplo, metafetamina: droga por aspiração, causando perfuração da cavidade nasal.
Agentes Biológicos:
Cândida: fungo comensal (natural da cavidade oral) mas pode causar a doença quando há desequilíbrio no ecossistema oral. Por exemplo: diminuição do sistema imune e diminuição de bactérias que compõe o microambiente oral.
ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS
A primeira alteração é ao nível molecular ou bioquímico. As alterações de necrose levam mais tempo para se desenvolver do que a da lesão reversível. Necrose pode ser vista em até 4 a 12 horas após isquemia total.
Há uma alteração na membrana, causando deformidade até chegar o processo de morte, para que o sistema imune elimine os restos celulares. Na Apoptose, todos os componentes mantém a membrana e acontece uma \u201cexplosão\u201d da célula para que tenha-se restos apoptóticos espalhados para os macrófagos residuais removerem. 
Componentes importantes para que os agentes comprometam a vida da espécie:
Membrana Plasmática (internas/citoplasmática): mantém os equilíbrios intra e extracelulares, regula entrada e saída. {bolhas, perca de vilosidades, apagamento}
Mitocôndria: gerando depleção de ATP, portanto, falta de energia. Ex. Cianeto impede a produção de energia. {aparece densidades amorfas}
Retículo Endoplasmático: pode ser destacado dos ribossomos e falhar na produção proteica. Ex. Presença de mielina intracitoplasmática. 
Núcleo: Controla a atividade da célula. Pode causar danos no DNA. Ex. Radicais reativos podem transferir energia para o núcleo e modificar ligações e provocar mutações, que podem não ser compatíveis com a vida. {pode haver degradação de componentes granulares e fibrilares}
MECANISMO DE LESÃO CELULAR
INTERFEREM NO MECANISMO DE LESÃO:
A resposta depende do tipo, duração e gravidade da lesão:
Pequenas doses de uma toxina ou breves períodos de isquemia causam lesão reversível; já altas doses e isquemia prolongada causam morte instantânea ou lenta lesão celular irreversível. 
As consequências da lesão dependem do tipo, estado e adaptabilidade da célula:
Umas células de músculos esqueléticos podem ser privadas de oxigênio e sofrer isquemia por muito mais tempo que as células do músculo cardíaco e ser, portanto, preservada. 
2 indivíduos podem reagir diferente à mesma toxina, por causa das variações genéticas que influenciam na conversão da substância para manter a integridade da célula. 
O estado da célula influencia. Uma célula hipertrófica responde pior que uma célula normal.
A lesão depende de qual componente bioquímico age em qual componente celular:
Os mais atingidos: mitocôndria, membrana celular e núcleo.
Qualquer estímulo pode causar múltiplos mecanismos interconectados que lesam as células:
Ex. Diminuição de O2 pode diminuir ATP, por causa da atividade da mitocôndria.
DEPLEÇÃO DE ATP
Pode estar associado à isquemia e lesão química (tóxica).
É produzida na Fosforilase Oxidativa e na Via Glicolítica. 
Pode causar: redução do suprimento de oxigênio, danos mitocondriais e ação de toxinas.
Efeitos da redução de 5% a 10% do ATP:
Atividade da bomba de Sódio e Potássio: provocando entrada acumulativa de Sódio na célula e difusão de Potássio para fora. A entrada de soluto causa a entrada de água (tumefação/inchada) e dilatação do Retículo Endoplasmático. 
Causa respiração anaeróbia: eleva a glicose anaeróbia para gerar energia e isso resulta no acúmulo de ácido lático, diminuindo o pH intracelular, resultando agragação da cromatina, diminuindo a atividade de muitas enzimas celulares. 
Os ribossomos desprendem-se do REG, causando a redução da síntese de proteína, que causa acúmulo de lipídeos. 
DANOS MITOCONDRIAIS
Podem ser causados por aumento de Cálcio no citosol, por espécies reativas de O2 e privação de O2 através de mutação nos genes mitocondriais. 
Consequências (danos) principais:
Poro de transição de permeabilidade mitocondrial \u2013 um canal de alta condutância na membrana que leva à perda de potencial de membrana da mitocôndria, resultando na falha da fosforilação oxidativa e depleção progressiva de ATP, culminando em Necrose.
As mitocôndrias podem sequestrar várias proteínas de suas próprias membranas, que são capazes de ativar vias apoptóticas (Ex. citocromo C). Se aumentar o extravasamento da membrana externa as proteínas saem para o citosol e ocorre morte por apoptose ou necrose. 
INFLUXO DE CÁLCIO E PERDA DA HOMEOSTASIA DO CÁLCIO
Normalmente o Cálcio IC é baixo. Mas a isquemia e certas toxinas causam aumento da concentração de Cálcio no citosol. Esse Cálcio vem do Cálcio intracelular e do influxo aumentado através da membrana plasmática. Esse aumento de Cálcio entrando causa:
O acúmulo de Cálcio nas mitocôndrias abre os poros de transição de permeabilidade mitocondrial e consequente deficiência de ATP.
Ativam enzimas. Fosfolipases (danos à membrana), Proteases (Clivam proteínas da membrana