SEMINÁRIO OXIDAÇÃO DA VITAMINA C
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SEMINÁRIO OXIDAÇÃO DA VITAMINA C


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CINÉTICA QUÍMICA 
OXIDAÇÃO DA VITAMINA C 
INGRID GERDI OPPE 
LABORATÓRIO DE TERMODINÂMICA E CINÉTICA 
PROF. DR. GUSTAVO FERNANDES SOUZA ANDRADE 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA 
\uf0d8 INTRODUÇÃO 
\uf0a7 AS REAÇÕES DE OXIRREDUÇÃO SÃO AQUELAS ONDE 
OCORREM SIMULTANEAMENTE PROCESSOS DE OXIDAÇÃO E 
REDUÇÃO. A SUBSTÂNCIA QUE SOFRE OXIDAÇÃO E, 
CONSEQUENTEMENTE, PERDE ELÉTRONS E SOFRE AUMENTO 
NO NOX É CHAMADA DE AGENTE REDUTOR. 
\uf0a7 EXISTEM DIVERSOS AGENTES REDUTORES EM NOSSO 
COTIDIANO, SENDO UM DOS MAIS CONHECIDOS, A VITAMINA C 
(ÁCIDO ASCÓRBICO). ESTE, QUANDO EM SOLUÇÃO AQUOSA, 
POSSUI ENORME FACILIDADE PARA SER AGENTE REDUTOR, O 
QUE FAZ DELE UM ÓTIMO ANTIOXIDANTE. ISTO QUER DIZER 
QUE ELE PODE PROTEGER UMA SEGUNDA SUBSTÂNCIA DE SE 
OXIDAR, ATRAVÉS DE SEU PRÓPRIO SACRIFÍCIO. 
\uf0d8 INTRODUÇÃO 
\uf0a7 NA PRÁTICA EM QUESTÃO, PUDEMOS VISUALIZAR A 
OXIDAÇÃO DA VITAMINA C POR PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO, 
MEDIADA PELO PAR TRANSPORTADOR DE ELÉTRONS 
IODO/IODETO. UTILIZANDO DA CONCENTRAÇÃO DE 
VITAMINA C, FOI POSSÍVEL ANALISAR A CINÉTICA DESTA 
REAÇÃO DE OXIDAÇÃO. 
 
\uf0d8 INTRODUÇÃO 
\uf0a7 SE UM EXCESSO DE IODO FOR ADICIONADO A ESSA REAÇÃO, 
ELE REAGIRÁ COM O AMIDO E DIFICULTARÁ A DETERMINAÇÃO 
DO PONTO FINAL DA REAÇÃO. 
\uf0a7 DEVE SER ADICIONADO, PORTANTO, UMA PEQUENA 
QUANTIDADE DE I2 QUE, APÓS A OXIDAÇÃO DO ÁCIDO 
ASCÓRBICO, É REDUZIDO A IODETO QUE É ENTÃO OXIDADO 
PELO PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO, FORMANDO I2. 
 
 
 
 
\uf0a7 A CINÉTICA DA REAÇÃO SERÁ ANALISADA A PARTIR DO 
TEMPO OBTIDO APÓS A MUDANÇA DE COLORAÇÃO (DADA 
PELO AMIDO, UTILIZADO COMO INDICADOR), QUE INDICA O 
PONTO FINAL DA OXIDAÇÃO. 
 
\uf0d8 OBJETIVO E MATERIAIS 
\uf0a7 OBJETIVO: 
\uf0fa FAZER UM ESTUDO CINÉTICO DA OXIDAÇÃO DA VITAMINA C EM 
CONDIÇÕES DIFERENTES. 
\uf0fa A REAÇÃO FOI REALIZADA COM ALTERAÇÕES NAS CONCENTRAÇÕES 
PRIMEIRAMENTE PARA QUE FOSSEM ANALISADAS AS MUDANÇAS NA 
VELOCIDADE CAUSADAS PELO EFEITO DA CONCENTRAÇÃO. A OXIDAÇÃO 
FOI TAMBÉM REALIZADA EM DIFERENTES TEMPERATURAS PARA QUE 
TAMBÉM FOSSE DETERMINADO O EFEITO DA TEMPERATURA NA 
VELOCIDADE DA MESMA 
\uf0a7 MATERIAIS: 
\uf0fa 250 mL DE ÁGUA DESTILADA, PROVETAS DE PLÁSTICO, 1000 mg DE 
VITAMINA C EFEVERSCENTE (TABLETES), ÁLCOOL, TERMÔMETRO, IODO 
(2% m/v), CUBOS DE GELO, PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO (3% m/v), BÉQUER 
PARA BANHO DE GELO, SOLUÇÃO AQUOSA DE AMIDO, BANHO DE ÁGUA 
MORNA. 
 
\uf0d8 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 
 
 
\uf0a7 ESTE PROCEDIMENTO FOI DIVIDIDO EM DUAS ETAPAS, UMA 
ONDE FOI DETERMINADO O EFEITO DA CONCENTRAÇÃO NA 
VELOCIDADE DA REAÇÃO (A. TEMPO DE REAÇÃO) E OUTRA 
ONDE DETERMINAMOS O EFEITO DA TEMPERATURA (B. O 
EFEITO DA TEMPERATURA NA REAÇÃO). 
\uf0d8 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 
A. TEMPO DE REAÇÃO: 
o FOI FEITA UMA SOLUÇÃO ESMAGANDO 1000 mg DE TABLETES DE 
VITAMINA C E DISSOLVENDO-OS EM 60 mL DE ÁGUA DESTILADA. A 
SOLUÇÃO FOI ENTÃO TRANSFERIDA PARA UM RECIPIENTE DE VIDRO. 
o APÓS ESTE PREPARO, FORAM FEITAS 6 SOLUÇÕES (A1, A2, A3, B1. B2 E 
B3), SEGUINDO O QUADRO ABAIXO: 
Solução Vit. C/ mL I2 / mL Água / mL H2O2 / mL Amido / mL 
A1 5 5 30 
A2 5 5 60 
A3 5 5 90 
B1 30 15 2 
B2 60 15 2 
B3 90 15 2 
Quadro 1. Soluções da vitamina C e demais reagentes, em concentrações diferentes. 
\uf0d8 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 
o APÓS O PREPARO DE TODAS AS SOLUÇÕES, FOI VERTIDO 10 mL DA 
SOLUÇÃO A EM 10 mL DA SOLUÇÃO B (A1 COM B1, A2 COM B2 E A3 COM 
B3). ASSIM QUE AS SOLUÇÕES COMEÇARAM A SE MISTURAR, FOI DADO 
INÍCIO NO CRONÔMETRO. 
o PARAMOS O CRONÔMETRO IMEDIATAMENTE ASSIM QUE FOI 
OBSERVADA UMA MUDANÇA DE COR NA SOLUÇÃO E O TEMPO FOI 
REGISTRADO. OS RESULTADOS SEGUEM NO QUADRO 2. 
 
B. O EFEITO DA TEMPERATURA NA REAÇÃO: 
o REPETIMOS A PRIMEIRA ATIVIDADE QUE USOU 60 mL DE ÁGUA PARA 
PREPARAR AS SOLUÇÕES A2 E B2, MAS RESFRIAMOS AS SOLUÇÕES EM 
UM BANHO DE GELO, À 5ºC, ANTES DE MISTURÁ-LAS. COMEÇAMOS A 
CRONOMETRAR ASSIM QUE ELAS COMEÇARAM A SE MISTURAR E 
PARAMOS QUANDO FOI PERCEBIDA UMA MUDANÇA NA COLORAÇÃO 
DA SOLUÇÃO, COMO NA PRIMEIRA ETAPA DO PROCEDIMENTO. 
o ESTE MESMO PROCESSO FOI REALIZADO MAIS DUAS VEZES. UMA À 
TEMPERATURA AMBIENTE, 24,5ºC, E A OUTRA UTILIZANDO UM BANHO 
DE ÁGUA MORNA, À 35ºC. OS RESULTADOS SEGUEM NO QUADRO 3. 
 
\uf0d8 RESULTADOS 
Solução Conc. Vit. C 
g L-1 
Conc. Vit. C 
mol L-1 
Tempo / s Velocidade / 
g L-1 s-1 
Velocidade / 
mol L-1 s-1 
Estoque 16,67 0,0933 - - - 
A1 + B1 1,0417 0,0059 173 6,021 x 10-3 3,410 x 10-5 
A2 + B2 0,5953 0,0034 293 2,031 x 10-3 1,160 x 10-5 
A3 + B3 0,4167 0,0024 517 8,065 x 10-5 4,642 x 10-6 
Quadro 2. Velocidade de oxidação da vitamina C em função da concentração. 
Temperatura / ºC Tempo / s Velocidade 
/ g L-1 s-1 
Velocidade 
/ mol L-1 s-1 
5 1530 3,891 x 10-4 2,222 x 10-6 
24,5 293 2,032 x 10-3 1,160 x 10-5 
35 126 4,725 x 10-3 2,698 x 10-5 
Quadro 3. Velocidade de oxidação da vitamina C em função da temperatura (A2 +B2). 
\uf0d8 CÁLCULO DA CONCENTRAÇÃO DA 
VITAMINA C EM g.L-1 
 
\uf0a7 NO ESTOQUE: 
C = m/v, portanto, C = 1,0 (g)/0,06(L) 
 
\uf0a7 (A1+B1): 
C1.V1 = C2.V2 C2.V2 = C3.V3 
16,67.0,005 = C2.0,04 2,0833.0,01 = C3.0,02 
C2 = 0,0833335/0,04 C3 = 0,0208333/0,02 
C2 = 2,0833 g/L C3 = 1,0417 g/L 
C = 16,67 g/L 
\uf0d8 CÁLCULO DA CONCENTRAÇÃO DA 
VITAMINA C EM mol/L 
\uf0a7 NO ESTOQUE: 
1 mol \u2013 179 g C1 = n/V, portanto: 
x mol \u2013 1 g C1 = 0,0056/0,06 
x = 0,0056 mol 
 
\uf0a7 (A1+B1): 
C1.V1 = C2.V2 C2.V2 = C3.V3 
0,0933.0,005 = C2.0,04 0,0117.0,01 = C3.0,02 
C2 = 0,0004665/0,04 C3 = 0,000117/0,02 
C2 = 0,0117 mol/L 
 
 
C1 = 0,0933 mol/L 
C3 = 0,0059 mol/L 
\uf0d8 CÁLCULO DA VELOCIDADE EM 
g.L-1.s-1 EM FUNÇÃO DA 
CONCENTRAÇÃO 
 
\uf0a7 (A1+B1): 
 
v = C (g. L-1)/t (s) 
v = 1,0417/173 
v = 6,021 x 10-3 g.L-1.s-1 
\uf0d8 CÁLCULO DA VELOCIDADE EM 
mol.L-1.s-1 EM FUNÇÃO DA 
CONCENTRAÇÃO 
 
\uf0a7 (A1+B1): 
 
v = C (mol.L-1)/t (s) 
v = 0,0059/173 
v = 3,410 x 10-5 mol.L-1.s-1 
\uf0d8 CÁLCULO DA VELOCIDADE EM 
g.L-1.s-1 EM FUNÇÃO DA 
TEMPERATURA 
 
\uf0a7 (A2+B2) \u2013 5º: 
 
v = C (g. L-1)/t (s) 
v = 0,5953/1530 
 v = 3,891 x 10-4 g.L-1.s-1 
\uf0d8 CÁLCULO DA VELOCIDADE EM 
mol.L-1.s-1 EM FUNÇÃO DA 
TEMPERATURA 
 
\uf0a7 (A2 + B2) \u2013 5ºC: 
 
v = C (mol.L-1)/t (s) 
v = 0,0034/1530 
v = 2,222 x 10-6 mol.L-1.s-1 
\uf0d8 DISCUSSÕES 
\uf0a7 AO FIM DA PRÁTICA, PUDEMOS PERCEBER QUE NAS 
SITUAÇÕES EM QUE O SISTEMA É MAIS CONCENTRADO, A 
VELOCIDADE DA REAÇÃO É MAIOR. ISTO PODE SER 
EXPLICADO UTILIZANDO A EQUAÇÃO DE VELOCIDADE, CUJO 
VALOR É EXPRESSO PELO PRODUTO DE UMA CONSTANTE k 
PELAS CONCENTRAÇÃOS DOS REAGENTES ELEVADAS À 
ORDEM DE REAÇÃO. 
\uf0a7 PODEMOS AFIRMAR QUE ESTA REAÇÃO NÃO É DE ORDEM 
ZERO, UMA VEZ QUE CONCLUÍMOS QUE A VELOCIDADE DA 
MESMA DEPENDE DAS CONCENTRAÇÕES DOS REAGENTES E 
NÃO APENAS DA CONSTANTE DE VELOCIDADE k. PORÉM, 
NADA MAIS PODE SER DITO À RESPEITO DA ORDEM DE 
REAÇÃO DA OXIDAÇÃO DA VITAMINA C COM ESTE 
EXPERIMENTO. 
\uf0d8 DISCUSSÕES 
\uf0a7 COM RELAÇÃO À TEMPERATURA, PERCEBEMOS QUE QUANDO ESTA 
DIMINUI, A VELOCIDADE DA REAÇÃO TAMBÉM DIMINIUI. ESTE 
COMPORTAMENTO PODE SER EXPLICADO ATRAVÉS DA LEI DE 
ARRHENIUS, EXPRESSA POR: 
 
 
 
\uf0a7 MATEMATICAMENTE, PERCEBEMOS QUE SE T DIMINUI, k TAMBÉM 
DIMINUI. COMO k É A CONSTANTE DE VELOCIDADE E ESTA DEPENDE 
DIRETAMENTE DO VALOR DA CONSTANTE, SE k DIMINUI, A 
VELOCIDADE DIMINUI. 
\uf0a7 UMA DIMINUIÇÃO NA TEMPERATURA, TAMBÉM CAUSA DIMINUIÇÃO 
NA ENERGIA CINÉTICA NO SISTEMA, O QUE DIMINUI A AGITAÇÃO 
DAS MOLÉCULAS E FAZ COM QUE HAJA UM MENOR NÚMERO DE 
CHOQUES ENTRE AS MESMAS, BEM COMO SUA EFETIVIDADE. 
LOGO, A VELOCIDADE DA REAÇÃO CAI. 
\uf0d8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS