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TEORIA DO DIREITO
QUESTIONÁRIO – ESTUDO DIRIGIDO
COM RESPOSTAS
QUESTÕES:
1. Como pode ser definido o Direito?
Direito é a ciência normativa ética, cuja finalidade é dirigir a conduta humana na vida em sociedade, ordenano a convivência humana no sentido da justiça
2. Como pode ser definida a lei?
É uma norma positivada, uma regra com efeito de coercibilidade que dita como deve ser o comportamento humano em sociedade.
3. Explique os três planos que podem ser vislumbrados na Teoria do Direito:
dogmático, sociológico e filosófico.
Essa questão pode ser respondida facilmente se lembrarmos da Teoria
Tridimensional do Professor Miguel Reale: FATO, VALOR E NORMA.
DOGMÁTICA DO DIREITO
NORMA
DIREITOS SUBJETIVOS
SOCIOLOGIA DO DIREITO
A SOCIEDADE E O DIREITO
O DIREITO COMO FATO SOCIAL (SOCIOLOGIA JURÍDICA)
FILOSOFIA DO DIREITO (Philo deriva de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio)
A filosofia é o conhecimento humano universal, ilimitado, ou seja, uma ciência geral, cujo objeto de estudo são os assuntos não tratados pelas ciências particulares, em especial análise crítica dos postulados científicos. 
Objeto de estudo: SER (ontologia) / DEVER SER (deontologia – axiologia) /
CONHECIMENTO DAS CIÊNCIAS PARTICULARES (gnoseologia – espistemologia)
Segundo André Franco Montoro: Todas as ciências têm, na sua base, certos
pressupostos, postulados ou suposições que são aceitos, sem discussão ou critica,como ponto de partida nas respectivas investigações. Cabe à Filosofia – e essa é uma das suas perspectivas mais importantes – o estudos desses problemas fundamentais.
4. Quais são as fontes do Direito?
Materiais: São os fatores sociais que também abrangem os religiosos, os
demográficos, os políticos, os econômicos, os naturais (clima, relevo), os morais e os valores de cada época. São os elementos que emergem da própria realidade social e dos valores que inspiram o ordenamento jurídico.
Históricas: São todos os documentos jurídicos e coleções legislativas do passado que, devido à sua importância e sabedoria, continuam a influenciar as legislações do presente.
Formais: Lei, costume, doutrina e jurisprudência.
Para alguns doutrinadores o contrato também representa uma fonte formal, visto que é um negócio jurídico capaz de produzir efeitos entre as partes ontratantes.
A doutrina tradicional não considera esse negócio jurídico como fonte formal do direito por faltar-lhe a condição de ser geral e abstrato como as demais fontes.
5. Explique o que é o costume.
O costume é fonte do Direito e corresponde à continuidade de determinadas práticas ou comportamentos, de maneira uniforme e continuada, consideradas necessárias e, portanto, obrigatórias.
O elemento objetivo é o uso e o subjetivo é o psicológico, ou seja, a onsciência
social de que o costume é necessário para aquela sociedade.
Veja o artigo 4º da LINDB e o artigo 126 do CPC.
6. O que se entende por doutrina?
Apesar de não ter o poder de coercibilidade, é uma fonte de direito inspirada nos juristas com fundamento científico, que constrói noções de aplicabilidade de normas. È o estudo e a refelxão das leis e costumes, para um melhor entendimento e aplicação.
7. Explique como se forma a jurisprudência.
São decisões proferidas pelo poder judicário e que passam a ser tomadas como base para casos similares, de mesma natureza e ramo de direito. 
8. O que é vigência da lei?
É o período em que a lei pode ser exigida, pois passou a integrar o sistema jurídico e só deixará de ser aplicada se outra lei a revogue, ou se o seu texto determinar um prazo específico de duração.
A vigência significa a existência específica da norma.
9. O que é validade?
É o conjunto de quesitos para que uma lei tenha eficácia: Formal(vigência); social(aceitação da lei pela sociedade) e ético(fundamentação – valor que a lei protege)
10. Quais são os ramos do Direito?
Os ramos do Direito estão divididos em Direito Público e Direito Privado.
No Direito Público a relação é estabelecida entre o indivíduo e o Estado e o interesse do Estado é o fim. Exemplo: Direito Tributário.
No Direito Privado, as relações ocorrem entre os particulares. Exemplo: Direito Civil.
11. O que se entende por lei temporária?
A lei pode ser temporária, com prazo determinado, portanto com vigência temporária. O texto da lei já indica o início e término do período de vigência.
12. O que se entende por lei excepcional?
Lei excepcional, por sua vez, consiste em norma que tem por escopo atender necessidades estatais transitórias, tais como guerra ou calamidade, perdurando por
todo o período considerado excepcional.
13. Quais são as formas de revogação? Explique cada uma delas e aponte as
diferenças.
Lei excepcional e a temporária são leis ULTRA-ATIVAS e AUTO-REVOGÁVEIS.
Conceito de ultra-ativas: Consiste na possibilidade de uma lei se aplicar a um fato
cometido durante a sua vigência, mesmo após a sua revogação. Um fato praticado
sob vigência de uma lei temporária ou excepcional continuará sendo por ela regulado, mesmo após sua auto-revogação e ainda que prejudique o agente.
Conceito de auto-revogáveis: A temporária se auto-revoga na data fixada em seu
próprio texto. A excepcional, quando se encerra o período especial ou anormal. Não
sendo temporária, somente nova lei poderá revogá-la ou alterá-la. A revogação
poderá ser tácita ou expressa. Ab-rogação: revogação total da lei por uma outra
norma. Derrogação – revogação parcial.
14. Quais são as características principais do nosso sistema jurídico?
O Sistema Jurídico constitui um bloco unitário de normas com características comuns.
Alguns fatores influenciam o sistema jurídico: ambientais, históricos, étnicos,
econômicos, religiosos, políticos, sociais e filosóficos.
A Constituição estabelece a unidade e a coordenação entre os elementos da ordem
jurídica.
O sistema FECHADO: Não sofre influências externas. É autopiético = autônomo
O sistema ABERTO: Possui interdependência com o meio externo. É alopoiético =
heterônomo.
15. Qual é o fim do sistema jurídico?
Buscar a Justiça.
16. Quais dão as formas para solução das lacunas da lei?
A integração do direito consiste no processo de preenchimento das lacunas
existentes na lei, ou ainda, a completude do sistema jurídico.
Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a ANALOGIA, os
costumes e os PRINCIPIOS GERAIS DO DIREITO.
Na integração do direito aplicam-se, portanto, a ANALOGIA e os PRINCÍPIOS
GERAIS DO DIREITO, pois os costumes representam verdadeira FONTE do Direito.
17. O que é analogia?
É a forma de integração que permite estender a um caso não previsto aquilo que o
legislador previu para outro semelhante, em igualdade de razões, visto que o sistema do Direito é um todo que obedece a certas finalidades fundamentais.
18. O que se entende por antinomia e quais suas espécies?
Antinomia é a presença de duas normas conflitantes, que impossibilita, num primeiro
momento, saber qual das duas será aplicada ao caso concreto. Trata-se de uma lacuna de conflito.
A antinomia será de 1º grau quando permitir a solução do conflito por meio da utilização de um dos critérios (cronológico, hierárquico e da especialidade).
A antinomia será de 2º grau quando dois critérios deverão ser analisados, prevalecendo o mais relevante.
19. Como se forma uma relação jurídica?
A relação jurídica é aquela relação social que a ordem jurídica entende como relevante. Assim, só haverá relação jurídica se a relação social estiver normada pelo
direito. Sem norma incidente, numa relação social ou fática, essa relação não é
erigida à categoria jurídica.
20. Diferencie direito objetivo e direito subjetivo.
Direito objetivo é o conjuntode normas jurídicas que regem o comportamento
humano, prescrevendo uma sanção no caso de sua violação. Importante lembrar que existem normas que não possuem esse conteúdo sendo meramente definidoras de conceitos, como ocorre com os artigos 2º e 3º do Código de Defesa do Consumidor, que definem consumidor, fornecedor, produto e serviço.
Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou juríd ica que adquire ou utiliza produto
ou serviço como destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda
que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.
Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional
ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade
de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação,
exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.
§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóve l, material ou imaterial.
§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante
remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária,
salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.
Direito subjetivo, também chamado de direito faculdade ou direito poder é aquele de
que nos valemos diuturnamente, configurando-se como um verdadeiro poder de que
dispomos. É o direito de cada indivíduo garantido pelas normas.
21. Quando se utiliza o método de integração do Direito? Qual é o seu objetivo?
A integração será necessária para a solução de casos concretos quando a lei for
omissa. O objetivo é encontrar uma solução possível, justa e que atinja o bem
comum, conforme artigo.
Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às
exigências do bem comum.

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