Nevando em Bali - Kathryn Bonella
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Nevando em Bali - Kathryn Bonella


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"Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando
por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo
nível."
Copyright © 2012 by Kathryn Bonella
All rights reserved.
1ª edição \u2014 Outubro de 2016
Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009
Editor e Publisher
Luiz Fernando Emediato
Diretora Editorial
Fernanda Emediato
Assistente Editorial
Adriana Carvalho
Projeto Gráfico e Diagramação
Alan Maia
Preparação
Karla Lima
Revisão
Josias A. de Andrade
Livro Digital
Obliq
 
DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Bonella, Kathryn
Nevando em Bali / Kathryn Bonella ; tradução Leandro
Franz. -- São Paulo : Geração Editorial, 2016.
Título original: Snowing in Bali
ISBN 978-85-8130-360-4
1. Pena de morte 2. Repórteres e reportagens
3. Traficantes de drogas - Indonésia - Ilha de Bali 4. Tráfico
de drogas - Indonésia - Ilha de Bali
I. Título.
16-07178 CDD: 363.4509598
Índices para catálogo sistemático
1. Indonésia : Ilha de Bali : Tráfico de drogas :
Problemas sociais 363.4509598
GERAÇÃO EDITORIAL
Rua Gomes Freire, 225 \u2013 Lapa
CEP: 05075\u200b-010 \u2013 São Paulo \u2013 SP
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Telefax.: (+ 55 11) 3256\u200b-4444
E-mail: geracaoeditorial@geracaoeditorial.com.br
www.geracaoeditorial.com.br
SUMÁRIO
NOTA DA AUTORA
PREFÁCIO
CAPÍTULO UM ILHA DOS DEUSES DO SEXO
CAPÍTULO DOIS CHEGANDO AO PARAÍSO
CAPÍTULO TRÊS CHEIRE, BEBA, VIVA
CAPÍTULO QUATRO NEVANDO EM BALI
CAPÍTULO CINCO M3, O LAVA-RÁPIDO DA SUNSET
CAPÍTULO SEIS VIDA DE SONHOS
CAPÍTULO SETE NO AMOR E NA GUERRA VALE TUDO
CAPÍTULO OITO O REI DO SUCO DE LIMÃO
CAPÍTULO NOVE O ENCANTADOR DE CAVALOS
CAPÍTULO DEZ 007
CAPÍTULO ONZE MUITO QUENTE
CAPÍTULO DOZE PARAÍSO SOMBRIO
CAPÍTULO TREZE GAROTA INGLESA DESAPARECIDA
CAPÍTULO CATORZE PEGUE-ME SE PUDER
CAPÍTULO QUINZE DESTINOS
CAPÍTULO DEZESSEIS NATAL BRANCO
CAPÍTULO DEZESSETE OPERAÇÃO PLAYBOY
CAPÍTULO DEZOITO OPERAÇÃO PLAYBOY 2
CAPÍTULO DEZENOVE CONTRA AS PROBABILIDADES
CAPÍTULO VINTE A CASA CAIU
CAPÍTULO VINTE E UM DORMINDO COMO UM ANJO
EPÍLOGO
Aos turistas que pensam que estão indo para o paraíso...
Nem tudo é o que parece.
NOTA DA AUTORA
Em virtude da natureza das revelações contidas neste livro, alguns nomes
foram alterados para proteger a identidade das pessoas envolvidas \u2014 incluindo
os casos em que são citadas entre aspas em artigos de imprensa.
PREFÁCIO
Existe algo entre Bali\u2026
... E traficantes de drogas.
São um par perfeito \u2014 Bali, com sua abundância de hotéis, sol, surfe, milhões de
turistas, uma torrente interminável dos maiores traficantes de drogas do mundo e uma
forte cultura de corrupção, o paraíso das festas é o lugar ideal para brincar de vender
drogas.
Isto é, até você ser pego.
\u201cVocê está vivendo o sonho até que você roda e é atropelado pela realidade... Esse
jogo é fodido de perigoso.\u201d
\u2014 Brasileiro chefe do tráfico, preso em Bali com aproximadamente um
quilo de cocaína.
Nevando em Bali evoluiu organicamente dos meus dois outros livros, Hotel
Kerobokan e No More Tomorrows (a biografia de Schapelle Corby). Penso neles como a
minha trilogia de Bali, já que cada um foi pensado a partir do anterior e há personagens
e temas sobrepostos.
Escrever o livro sobre Schapelle \u2014 presa no aeroporto de Bali com 4,2 quilos de
maconha e condenada a vinte anos de prisão \u2014 abriu meus olhos para o insano, bizarro
mundo de Hotel K. Sentada diariamente na prisão por alguns meses para entrevistá-la,
eu vi sexo e violência em primeira mão, e a experiência de conhecer muitos dos outros
prisioneiros inspirou Hotel Kerobokan. A pesquisa subsequente e a própria escrita de
Hotel Kerobokan me deram um vislumbre da vida na ilha e do fato de que, fora das
paredes brancas da prisão, Bali compartilhava muitos dos mesmos problemas. Apesar
da imagem passada pelo filme Comer, Rezar, Amar, a corrupção era endêmica, a
violência, amplamente disseminada, e os traficantes de drogas faturavam alto, vendendo
tanto dentro da ilha quanto para fora, especialmente para a Austrália. Bali está
localizada em um ponto estrategicamente perfeito para o tráfico internacional, e seus
milhões de turistas servem como uma camuflagem ideal.
Levei aproximadamente dezoito meses para pesquisar e escrever Nevando em Bali.
Durante esse período, passei algum tempo com gângsteres, traficantes de drogas,
cafetões e prostitutas para entender o lado negro do paraíso, que se infiltra
invisivelmente em todos os lugares. Mas o mais emocionante foi o acesso que consegui
aos maiores traficantes da ilha. Não havia dúvida de que eram as histórias deles que valia
a pena contar, especialmente depois de mais e mais traficantes concordarem em
conversar comigo, participando de entrevistas individuais, muitas vezes passando vários
dias de cada vez enquanto eu gravava.
Consegui essa confiança principalmente pelo meu livro anterior \u2014 ele havia me
apresentado aos traficantes presos, que me puseram em contato com as pessoas do lado
de fora, a maioria das quais conhecia Hotel Kerobokan. Alguns tinham lido e adorado, e
um deles até tirou cópias para passar adiante. O livro também servia como prova de que
eu não era uma policial disfarçada.
É óbvio que não apoio o que fazem, mas eles eram fascinantes, a maioria muito
inteligente, educada, poliglota e culta \u2014 com uma queda pelo que há de melhor:
restaurantes top, champanhes franceses, garotas de programa de alto nível, hotéis e
condomínios de luxo, viagens em primeira classe e roupas de grife. Muitos eram
surfistas que tinham vindo a Bali em busca de ondas perfeitas e encontraram um jeito
aparentemente fácil de financiar suas vidas no paraíso.
Como você verá, os principais personagens contam as histórias em detalhes \u2014
algumas vezes sexualmente muito explícitos \u2014 de seu estilo de vida festivo e movido a
drogas, assim como explicam suas táticas secretas de movimentar drogas por aeroportos
e fugir da polícia. Assim que os traficantes começaram a se sentir confortáveis e a
confiar mais em mim, foi sensacional \u2014 eles apenas falavam e falavam sem parar,
frequentemente voltando no dia seguinte para falar mais. A maioria me contou que
estava falando sobre muitas coisas pela primeira vez \u2014 já que eu prometera não usar
seus nomes verdadeiros. Aprendi que, mesmo entre seus companheiros traficantes mais
próximos, esses caras não trocam experiências \u2014 suas vidas são cheias de paranoia,
principalmente quando usam cocaína. Eles também sabem que, se outra pessoa no
esquema das drogas cair, só poderá negociar dedurando alguém (ou subornando). Por
isso, muitos dos traficantes com quem conversei estavam morrendo de vontade de
contar suas histórias, e frequentemente tinham um brilho nos olhos enquanto
relembravam alguns momentos. Rafael, em particular, parecia querer falar como se fosse
em uma sessão em confessionário, e brincava que eu parecia ser sua psiquiatra. Eu
oferecia meus ouvidos sem prejulgamentos, essa era a chave.
Devo mencionar que, a alguns