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2.CARACTERISTICAS ANATOMICAS DENTES ANTERIORES E POSTERIORES

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separam as cúspides vestibulares das linguais, enquanto que os sulcos principais ocluso-
vestibulares e ocluso-linguais separam cúspides vestibulares ou linguais entre si. Os sulcos 
principais mésio-distais não são rigorosamente retilíneos, mas apresentam sinuosidades e, 
por vezes, até mesmo interrupções em seu trajeto, como veremos no primeiro molar 
superior. Seu posicionamento no sentido vestíbulo-lingual também é variável, o que explica 
diferenças volumétricas entre cúspides vestibulares e linguais. Nos dentes inferiores, os 
sulcos principais mésio-distais apresentam-se deslocados para lingual. Nos dentes 
superiores, apresentam-se deslocados para lingual no primeiro pré-molar, centralizados no 
segundo pré-molar e deslocados para vestibular nos molares. 
 
 
 
SULCOS SECUNDÁRIOS: Situados sobre as cúspides, partem de fossetas secundárias 
para delimitar bordas marginais ou lóbulos. São menos profundos que os primários. São 
depressões que entalham as vertentes das cúspides, com trajeto curvilíneo em relação a 
aresta transversal. São mais profundos e estreitos próximo ao sulco principal mésio-distal 
 aresta 
Aresta longitudinal 
Aresta transversal 
 Sulcos do 1º molar inferior - 36 
 
1- Sulco principal mésio-distal 
2- Sulco ocluso-lingual 
3- Sulco ocluso vestibular 
M 
D 
de onde partem e mais rasos e largos a medida que se distanciam dele. Facilitam o 
escoamento de alimentos e o deslize de cúspides durante a função mastigatória. 
 
 seta vermelha – sulco secundário 
 
CRISTA OBLÍQUA – PONTE DE ESMALTE: A ponte de esmalte é uma saliência de 
esmalte que une as cúspides disto-vestibular e mésio-lingual no primeiro molar superior, 
interrompendo o trajeto do sulco principal mésio-distal. Também é considerada uma área 
de reforço da coroa dental. O primeiro pré-molar inferior também apresenta uma ponte de 
esmalte unindo sua cúspide vestibular à cúspide lingual, porém de forma retilínea e não 
oblíqua. 
 
 
 
 
 
TUBÉRCULO: Elevação arredondada situada algumas vezes, em faces dentárias. Ocorre 
devido a maior deposito de esmalte nessa área. Destacam-se: 1° Molar superior permanente 
- Tubérculo de CARABELI (tubérculo anômalo), na mésio-lingual, outros exemplos são os 
prolongamentos de cíngulos de caninos e incisivos. Seu tamanho é variável, desde um 
pequeno sulco até ao nível da face oclusal, de onde está separado por um sulco profundo. 
- Tubérculo de ZUCKERKANDL – Encontrado no 1º molar decíduo na região cervical. 
 
 
 
 Tubérculo de carabelli 
 
FOSSETAS: Fóssetas são depressões de profundidade variável encontradas na face 
oclusal de PM e M, no trajeto do sulco principal mésio-distal e em sua intersecção com 
outros sulcos principais ou secundários De acordo com sua localização na face oclusal, são 
M 
D 
V 
L 
Cúspide disto-vestibular 
Cúspide mésio-lingual 
V 
L 
 
denominadas mesial, central ou distal. Podem também estar localizadas ao final dos sulcos 
principais ocluso-vestibulares dos molares, junto ao 1/3 médio. 
 
FOSSETA PRINCIPAL: É formada pela união de sulcos principais. 
 
FOSSETA SECUNDÁRIA: É formada pela intersecção de um sulco principal e/ou 2 
secundários. São menos amplos e profundos. 
 
 
 
 dente 37 
 
FACE OCLUSAL ANATÔMICA: Nos dentes posteriores, as estruturas de maior 
interesse se localizam nas faces oclusais. A face oclusal pode ser classificada em 
anatômica e funcional. Entende-se por face oclusal anatômica a região contida entre as 
arestas longitudinais das cúspides e as arestas das cristas marginais transversais. 
 Durante a fisiologia mastigatória não é apenas a face oclusal anatômica que participa 
do processo de trituração dos alimentos. Portanto, a face oclusal funcional corresponde à 
face oclusal anatômica acrescida dos terços oclusais das faces lingual e vestibular que 
atuam aumentando essa superfície mastigatória. 
 
 
 
 
 Face oclusal funcional dente 37 Face oclusal anatômica 
 
SULCO INTERDENTAL: Sulco interdental (ou interproximal): é o espaço que parte da 
área de contato em direção incisal/oclusal. Nos dentes posteriores, é o espaço que se 
estende da área de contato até a aresta das cristas marginais transversais, sendo formado 
pela vertentes externas de duas cristas marginais vizinhas (crista marginal transversal 
mesial de um dente e distal de seu adjacente). Nos dentes anteriores, esse sulco é formado a 
partir do contato interproximal até o ângulo inciso-proximal. 
 
 1- SULCO INTERDENTAL 
 
 Fóssula 
principal 
 Fóssula 
secundária 
 distal 
M D 
L 
M D 
ESPAÇO INTERDENTAL: é o espaço existente a partir da área de contato interproximal 
em direção à porção cervical da coroa. Este espaço situa-se entre as faces proximais de 
dentes vizinhos de mesmo arco, e normalmente é preenchido pela papila gengival 
interdentária. Tanto o espaço interdental quanto o sulco interproximal podem ser 
observados em uma vista vestibular e lingual, sendo normalmente de formato triangular. 
Nesses dois casos, a bases dos triângulos são virtuais ( base cervical e base oclusal, 
respectivamente). 
 
 2- ESPAÇO INTERDENTAL 
 
AMEIA: Ao observarmos a relação interproximal por uma vista oclusal, teremos a 
formação de outras duas áreas: 
AMEIA VESTIBULAR: é um espaço de formato triangular que parte da área de contato 
em direção à vestibular. 
AMEIA LINGUAL: é um espaço de formato triangular que parte da área de contato em 
direção à lingual. 
As ameias linguais são maiores que as ameias vestibulares devido à própria posição da área 
de contato (terço vestibular), já que as faces linguais de todos os dentes são menores que 
as faces vestibulares, com exceção do 1 molar superior. 
As paredes das ameias são formadas pelas faces proximais dos dentes e a base desse 
triângulo (vestibular ou lingual) é virtual . 
 
 
 
3- AMEIA VESTIBULAR 
 
 4- AMEIA LINGUAL

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