casos concretos 1 ao 16
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casos concretos 1 ao 16


DisciplinaDireito Penal II11.432 materiais288.172 seguidores
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SEMANA 1 
Descrição O CONCRETO Leia o caso concreto abaixo e responda às questões formuladas com base 
nas leituras indicadas no plano de aula e pelo seu professor. CARLOS, funcionário público de um 
determinado Ente Federativo, auxiliado por seu irmão SÉRGIO, vendedor autônomo, no dia 14 de 
janeiro de 2016, apropriou-se, em proveito de ambos, de alguns Notebooks pertencentes à repartição 
pública em que se achava lotado, os quais eram utilizados, diariamente, para a realização de suas 
tarefas administrativas. Levado o fato ao conhecimento da autoridade policial, instaurou-se o 
competente inquérito, restando indiciados CARLOS e SÉRGIO, sendo o primeiro como incurso no art. 
312, caput, e o segundo no art. 168, ambos do Código Penal. Pergunta-se: Está correta tal 
classificação? 
O crime de peculato é um crime próprio, onde o tipo penal exige uma situação de fato ou de 
direito diferenciada por parte do sujeito ativo , m as podem ser praticados em coautoria, na 
impede seja um c rime próprio cometido por uma pessoa que preencha um a situação fática ou 
jurídica pela l ei em concurso com terceira pessoa, sem essa qualidade, ambos respondem 
por peculato. 
Essa conclusão se coaduna com a regra traçada pelo art. 30 do código penal por ser a 
condição de funcionário público elementar do peculato, comunica-se a quem participa do c 
rim e, desde que dela tenha conhecimento. 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
1) A respeito do concurso de pessoas, assinale a opção correta. (TRE-PI 2016 ? CESPE) 
a)As circunstâncias objetivas se comunicam, mesmo que o partícipe delas não tenha conhecimento. 
b)Em se tratando de peculato, crime próprio de funcionário público, não é possível a coautoria de um 
particular, dada a absoluta incomunicabilidade da circunstância elementar do crime. 
c)A determinação, o ajuste ou instigação e o auxílio não são puníveis. 
d)Tratando-se de crimes contra a vida, se a participação for de menor importância, a pena 
aplicada poderá ser diminuída de um sexto a um terço. 
e)No caso de um dos concorrentes optar por participar de crime menos grave, a ele será aplicada a 
pena referente a este crime, que deverá ser aumentada mesmo na hipótese de não ter sido previsível 
o resultado mais grave. 
2) Sobre a participação em sentido estrito, é correto afirmar que: (Polícia Civil ? PA / 2016) a)adota-se, 
no Brasil, a teoria da acessoriedade máxima. 
b)o auxílio material é ato de participaçao em sentido estrito, ao passo em que a instigação é conduta 
de autor. 
c)assume a condição de participe aquele que executa o crime, salvo quando adotada a teoria 
subjetiva. 
d)não há participação culposa em crime doloso. 
e)na teoria do domínio do fato, participa é a figura central do acontecer típico. 
 
SEMANA 2 
Descrição Caso Concreto \u201cSÃO PAULO - Uma farmácia foi assaltada quatro vezes pelo mesmo ladrão 
em São Carlos, a 229 km da capital paulista. Nesta quinta-feira, ele foi preso. As câmeras de 
segurança da farmácia gravaram a ação. O vídeo mostra o assaltante chegando à farmácia e pedindo 
um xarope à atendente. Em seguida, ele anuncia o assalto com uma faca e pede todo o dinheiro no 
caixa. Ele fez dois assaltos seguidos à farmácia: na manhã de quartafeira e nesta quinta-feira. O cara 
virou meu sócio. Todo dia ele vem sangrar meu caixa. Eu não agüento mais - desabafou o dono da 
farmácia, Paulo César Castilho. Atos Henrique Pinto, de 26 anos, acabou preso.\u201d (Fonte: Jornal O 
Globo, 08/04/2011). Analisando a reportagem acima, podemos dizer que Atos responderá pelos 
crimes de roubo, em qual modalidade de concurso de crimes? Explique, inclusive se haverá 
exasperação ou cumulação das penas. 
De acordo com o texto, Atos praticou crimes de mesma espécie e em condições semelhantes 
de tempo, lugar e maneira de execução, o que permite afirmar que se trata de crime 
continuado, de acordo com o art., 71 do cp. Ainda de acordo com este artigo, aplicar-se a 
exasperação. 
 
Questão objetiva 
Assinale a opção correta, no que se refere ao concurso de crimes. 
a)Não se admite a suspensão condicional do processo se a soma da pena mínima com o aumento 
mínimo de um sexto for superior a um ano. 
b)Não se aplica a continuidade delitiva quando os delitos atingirem bens jurídicos personalíssimos de 
pessoas diversas, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal. 
c)O Supremo Tribunal Federal admite a continuidade delitiva entre os crimes de furto e roubo. 
d)Configura-se concurso material a ação única lesiva ao patrimônio de diversas pessoas. 
e)Conforme o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, não se aplica o princípio da 
consunção entre os crimes de falsidade e estelionato, por se tratar de caso de aplicação do 
concurso formal. 
 
 
SEMANA 3scrição 
Caso concreto. 
O Juiz da Décima Vara Criminal da Comarca da Capital do RJ condenou ANACLETO a uma 
pena privativa de liberdade que foi substituída por uma pena restritiva de direitos de perda do 
s eu automóvel Gol, ano 2010 (CP , art. 43, II), que fazia parte d e seu considerável acervo 
patrimonial. Em fase de Execução da Pena, ANACLETO vem a falecer, ocasião em que o 
Estado vem a se habilitar em seu inventário judicial. Em defesa, ANATÉRCIA, viúva de 
ANACLETO, sustentou a inconstitucionalidade da referida atividade estatal trazendo como 
fundamento constitucional que a pena estaria passando da pessoa do condenado. 
Considerando a situação hipotética, indaga-se se assiste razão à defesa de ANATÉRCIA e 
qual(is) o(s) princípio(s) a ser(em) invocado(s) ? 
 
Resp. Anatércia não possui razão, pois a condenação foi transitada em julgada antes do 
falecimento de Anacleto. 
 
Questões objetivas. 
 
1) São Princípios da pena criminal, exceto: 
a) Humanização. 
b) Individualização. 
c) Intransmissibilidade. 
d) Evitabilidade. 
 
2) No que se refere à teoria da pena, assinale a assertiva correta: 
a) o Brasil adotou a teoria absoluta. 
b) a prevenção geral é direcionada ao criminoso 
c) a prevenção especial é direcionada à sociedade 
d) o Brasil adotou a teoria eclética 
 
SEMANA 4 
Descrição CASO CONCRETO JONATAS, 28 anos, aproveitando-se do caos que se instalou no 
Estado do Espírito Santo, por conta da manifestação de greve da polícia militar, subtraiu de uma 
grande estabelecimento empresarial varejista, na cidade de Vitória, uma televisão de 40 polegadas. 
Sua atividade ilícita foi filmada por câmeras da Prefeitura e passada em Programa Jornalístico de 
grande audiência nacional. O jovem, envergonhado perante seus familiares, deliberadamente no dia 
seguinte devolve a res furtiva, sendo processado criminalmente pelo seu ato. O Juiz, no momento da 
aplicação da penal criminal, entendendo que ao caso concreto nenhuma pena seria necessária ao réu, 
considerando a vergonha que este passou, deixou de aplicar a pena tendo em vista que o CP, no seu 
art. 59 preconiza que o juiz estabelecerá conforme seja \u201cnecessário\u201d e \u201csuficiente\u201d para reprovação e 
prevenção do crime. Considerando o caso acima, aponte, fundamentadamente, a legalidade da 
decisão judicial. 
Olá! Na verdade estamos diante de um caso de suspensão condicional da pena, mais precisamente 
de um Sursis Especial, que se encontra previsto no art 78 § 2º Se o condenado houver reparado o 
dano, salvo impossibilidade de fazê-lo, e se as circunstâncias do art. 59 deste Código lhe forem 
inteiramente favoráveis, o juiz poderá substituir a exigência do parágrafo anterior pelas seguintes 
condições, aplicadas cumulativamente: 
a) proibição de frequentar determinados lugares; 
 
b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz; 
c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas 
atividades. 
Portanto, o juiz agiu corretamente e deverá
Anne
Anne fez um comentário
Semana 16. Questão 3. Está incorreta. Alternativa certa é a C.
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Daniel
Daniel fez um comentário
De cara eu já vi que caso concreto 9 esta totalmente errado. O tio tem 63 anos. nem olhei o resto.
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Fellipe
Fellipe fez um comentário
muito bom
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Verlaine
Verlaine fez um comentário
parabéns, Márcia.
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Rosane
Rosane fez um comentário
Resposta do caso concreto 15 - No parágrafo único do art. 109, CP, diz o seguinte: Aplicam-se as penas restritivas de direito os mesmo prazos previstos para as privativas de liberdade". Embora o art. 114, inciso ii, CP, apenas cita a cumulação da multa com a privativa de liberdade, podemos nos apegar ao parágrafo único do art. 109, CP. Além do mais, a pena de multa tem natureza jurídica diferente da pena restritiva de direito. Podemos observar também que o inciso i, do art. 114, CP, diz o seguinte: O prazo prescricional de 2 anos para a pena de multa for a "única aplicada ou cominada", o que não ocorre no caso em comento. A partir disso, podemos dizer que que a tese apresentada pela defesa de Adalberto não pode ser sustentada.... Veja mais
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