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para todos. Assim, os países citados comprometeram-se em cooperar 
e responsabilizar-se com as metas construídas. A partir desse documento, cada país construiu 
planos e metas para alcançar os objetivos educacionais.
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Você imagina quais foram as metas traçadas no encontro 
mundial que resultou na Declaração Mundial sobre Educação 
para Todos? 
As finalidades traçadas são: 1 Satisfazer as necessidades 
básicas de aprendizagem; 2 Expandir o enfoque; 3 
Universalizar o acesso à educação e promover a equidade; 
4 Concentrar a atenção na aprendizagem; 5 Ampliar os 
meios de e o raio de ação da educação básica; 6 Propiciar 
um ambiente adequado à aprendizagem; 7 Fortalecer as 
alianças; 8 Desenvolver uma política contextualizada de 
apoio; 9 Mobilizar os recursos; e 10 Fortalecer a solidariedade 
internacional (UNESCO, 1998).
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Políticas Públicas - Educação
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Ao encontro desse documento, o governo brasileiro inicia discussões a respeito da 
educação nacional e a construção de políticas de educação, que discorrem sobre a atualização 
de processos formativos, processos de avaliação, a formação docente, a relação aluno-
professor, a gestão escolar, o currículo escolar e a criação de projetos, de reformas e de planos. 
O PCN é um documento norteador formulado a partir dessas políticas de educação.
Assim, em 1995, a elaboração dos PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais é iniciada, 
sendo concluída somente em 1997, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. 
Fique atento, acadêmico, ao estudo desse documento, pois as políticas de educação têm 
objetivos traçados, como toda a prática docente possui.
O objetivo dos PCN (BRASIL, 1997a) é estabelecer à equipe pedagógica uma referência 
curricular e apoio na elaboração do currículo e do projeto pedagógico. Conforme os PCN, 
esse documento é o resultado de um trabalho que contou com a participação de um grupo 
de especialistas ligado ao Ministério da Educação (MEC), produzido a partir de estudos e 
do contexto das discussões pedagógicas atuais, no decurso de seminários e debates com 
professores que atuam em diferentes graus de ensino.
FIGURA 18 – CONSTRUÇÃO DOS PCN
FONTE: Disponível em: <http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/portugues/img/0056.jpg>. 
Acesso em:
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O documento dos PCN consiste em uma referência nacional para o Ensino Fundamental 
e Médio. Sua elaboração é de primeiro nível de concretização curricular, seguido de propostas 
curriculares dos Estados e municípios, que poderão ser utilizados como recurso para adaptações 
ou elaborações curriculares realizadas pelas Secretarias de Educação (BRASIL, 1997a).
O texto dos PCN tem função definidora do currículo mínimo, orienta práticas pedagógicas 
e organiza a estrutura escolar. Estabelece o plano curricular indicando conteúdos, objetivos, 
práticas educativas e sugestões de avaliação. Como é um documento de nível nacional, tenta 
abranger e ter aplicabilidade em todo o território nacional, de maneira homogênea. (BARBOSA; 
FAVERE, 2013).
Os PCN do Ensino Fundamental, do primeiro ao nono ano, são compostos de módulos 
divididos em: Volume 1: Introdução; Volume 2: Língua Portuguesa; Volume 3: Matemática; 
Volume 4: Ciências Naturais; Volume 5: História e Geografia; Volume 6: Arte; Volume 7: 
Educação Física; Volume 8: Apresentação dos Temas Transversais e Ética; Volume 9: Meio 
Ambiente e Saúde; e Volume 10: Pluralidade Cultural e Orientação Sexual.
Já os PCN do Ensino Médio são assim distribuídos: Bases legais; Linguagens, Códigos 
e suas tecnologias; Ciências da natureza, Matemática e suas tecnologias; Ciências humanas 
e suas tecnologias.
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Caro acadêmico, a Educação Infantil também tem documentos 
norteadores do currículo, que são: Referencial Curricular Nacional 
para Educação Infantil – RECNEI e Parâmetros Nacionais de 
Qualidade para a Educação Infantil. O primeiro documento pretende 
orientar o professor, além de discutir conceitos importantes como 
educar e cuidar, entre outros. O RECNEI está dividido em unidades, 
que são: Introdução, Formação Pessoal e Social e Conhecimento de 
Mundo, Identidade e Autonomia das crianças e Movimento, Música, 
Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade 
e Matemática. Já o segundo documento está disponível em dois 
volumes e apresenta recomendações para promover a igualdade 
de oportunidades educacionais.
Para conhecer melhor os documentos, respectivamente, acesse: 
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf>
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/eduinfparqualvol1.pdf>
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Uma das preocupações centrais dos PCN é o tema da cidadania, da formação cidadã. 
Mais do que o ensino de conteúdos básicos, hoje, na escola, a aprendizagem da cidadania 
é legitimada e indispensável. A disseminação dessa aprendizagem transita em documentos 
oficiais, em autores que escrevem sobre educação e em projetos pedagógicos das escolas. 
Os PCN defendem que o fundamento da sociedade democrática é reconhecer o sujeito de 
direito (BRASIL, 1997b). 
Com base na Constituição de 1988 e na LDB, os Parâmetros Curriculares Nacionais 
propõem uma educação comprometida com a cidadania, sendo pautados em princípios que 
devem orientar a educação escolar: dignidade da pessoa humana, igualdade de direitos, 
participação e corresponsabilidade pela vida social. Conforme os PCN, “a educação para a 
cidadania requer, portanto, que questões sociais sejam apresentadas para a aprendizagem e 
a reflexão dos alunos”. (BRASIL, 1997b, p. 25)
Os conteúdos dos PCN, de acordo com Barbosa (2000, p. 71), partem
do princípio de que os conteúdos de ordem cognitiva veiculados pela escola 
– de forma fragmentada, em razão da especialização do conhecimento de 
cada área – não seriam suficientes para atender às demandas da atualidade 
em relação ao perfil ideal do novo homem, para que este homem pudesse 
inserir-se no mundo do trabalho, exercer a sua cidadania e participar na cons-
trução do bem comum. A educação deveria voltar-se, a partir de então, para 
a formação integral dos alunos. Foi, assim, proposta a ampliação da concep-
ção de conteúdo escolar, que deveria agora incorporar o ensino de hábitos, 
atitudes, valores, normas e procedimentos que pudessem contribuir para o 
desenvolvimento e socialização dos alunos. 
A inclusão dos temas transversais é um assunto novo, possível na sociedade atual, 
visando uma nova formação comparada a formações anteriores, trazendo assuntos de fora, da 
sociedade, para dentro da escola. Assim, além de objetivos cognitivos, os PCN traçam objetivos 
morais e atitudinais.
Os PCN foram elaborados com a contribuição de um professor espanhol, César Coll. A 
proposta brasileira pretendeu implantar uma reforma curricular, dar direcionamento ao trabalho 
do professor, bem como o que se deve esperar do aprendizado do aluno, ou seja, o que deve 
conter no currículo escolar. (BARBOSA; FAVERE, 2013)
Os PCN pretendem atender às deliberações da Constituição Federal de 1988 e assim 
fixar conteúdos mínimos para o ensino, construindo uma formação básica e respeitando as 
especificidades regionais.
Citando Barreto (2000, p. 35), “o governo federal passa pela primeira vez, em meados dos 
anos noventa, a fazer ele próprio prescrições sobre currículo, que vão muito além das normas e 
orientações gerais que caracterizaram a atuação dos órgãos centrais em períodos anteriores”.
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