Direito internacional público  resumo
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Direito internacional público resumo


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Direito internacional público:
Conjunto de regras e princípios que regula a sociedade internacional (Estados e Organizações Internacionais). É dotado de obrigatoriedade e poderes de sanção.
Trata-se de um ramo do direito que nasce na Idade Média, com a própria formação do Estado, mas que ganha maior importância a partir da consolidação dos Estados europeus e a expansão ultramarina. Cresce com a maior interdependência global, no século XX.
Direito internacional público também pode ser chamado de \u201cdireito das gentes\u201d -> jus gentium.
Fundamentos: sem os fundamentos, não se faz as normas.
- Consentimento: vontade coletiva dos Estados.
- Pacta sunt servanda: o que foi pactuado deve ser cumprido e respeitado de boa-fé -> \u201cos acordos devem ser cumpridos\u201d.
Sujeitos do DIP: Estados e Organizações Internacionais -> capazes de ser titulares de direitos e obrigações. 
Atores internacionais: todos aqueles que participam de alguma forma das relações jurídicas e políticas internacionais -> Estados, Organizações Internacionais, organizações não governamentais, empresas, indivíduos, etc. Os atores internacionais podem ter poderes para determinados atos específicos, como celebrar contratos, recorrer a tribunais para o respeito de seus direitos (humanos ou empresariais), entre outros.
Características do DIP: são similares às dos demais ramos do direito, sendo um conjunto normativo, com obrigatoriedade e poderes de sanção. Porém, essas normas visam atingir bilhões de pessoas em todo o mundo.
- Inexistência de subordinação dos sujeitos de direito a um Estado ~> não existe um poder soberano acima dos Estados. Não existe um Estado superior aos demais. As OI\u2019s estão no mesmo nível dos Estados -> ordem descentralizada.
- Inexistência de uma norma constitucional acima das demais normas ~> não existe uma norma fundamental internacional equivalente à Constituição que existe em cada Estado. O direito internacional é guiado por milhares de tratados, com diferentes graus de normatividade, conforme atribuição pelos Estados -> rede de normas.
- Inexistência de atos jurídicos unilaterais obrigatórios, oponíveis a toda a sociedade internacional.
No direito interno a obrigatoriedade decorre de sua elaboração por uma autoridade superior, conforme as necessidades sociais se apresentam. Indivíduos se subordinam ao Estado (contrato social). Já no DIP, a obrigatoriedade decorre da vontade organizada dos Estados (coordenação e cooperação). Consentimento e boa-fé em cumprir com o que foi pactuado, interesses comuns em torno de determinada questão.
Coordenação: convivência organizada de soberanias. O interesse dos atores leva à cooperação. 
Normas imperativas de DIP (jus cogens): não admitem derrogação -> art 53, CVDT \u201c é nulo tratado que viola norma imperativa de direito internacional\u201d.
Normas juns cogens: igualdade jurídica dos Estados; princípio da não intervenção; proibição do uso da força nas relações internacionais; obrigação de solução pacífica de conflitos; autodeterminação dos povos; direitos humanos fundamentais; liberdade dos mares; direito humanitário.
Bases sociológicas: 
- Pluralidade de Estados soberanos.
- Interdependência do comércio internacional.
- Princípios jurídicos coincidentes: segurança, liberdade e propriedade.
Princípios gerais do DIP: dão organicidade e lógica ao sistema jurídico.
- Igualdade soberana -> todos os Estados são iguais perante o direito.
- Autonomia, não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados -> o Estado pode governar-se de acordo com seus próprios interesses e não pode interferir nos demais Estados.
- Interdição do recurso à força e solução pacífica de controvérsias -> os sujeitos de direito internacional devem procurar resolver suas diferenças pelos instrumentos pacíficos existentes. O uso da força apenas pode ser empregado licitamente em casos de legítima defesa ou de segurança coletiva.
- Respeito aos direitos humanos -> todos os Estados devem buscar a proteção dos direitos humanos, hoje considerado um valor comum a todos os sistemas de direito. É um pressuposto do direito internacional para o reconhecimento do próprio Estado.
- Cooperação internacional -> os Estados devem agir em conjunto, colaborando para a busca de objetivos comuns. Justifica a ação em harmonia de forma a evitar conflitos e a buscar soluções compartilhadas para os problemas comuns.
Correntes teóricas: em relação ao choque entre as normas de Direito Interno e as normas internacionais, e a relação de hierarquia entre elas.
- Dualismo: distinção clara entre os dois ordenamentos, o Interno e o Internacional, a ordem jurídica interna compreende a Constituição e demais instâncias normativas vigentes no País, e a externa envolve tratados e demais critérios que regem o relacionamento entre os diversos Estados.
- Monismo:  tanto o Direito Internacional quanto o Interno, nacional, constituem o mesmo sistema jurídico.
+ Monismo nacionalista: a CF é o parâmetro.
+ Monismo internacionalista: o DIP prevalece sobre o direito interno.
Funções do DIP:
- Definir o princípio normativo supremo de organização da política mundial.
- Estabelecer regras de coexistência e de cooperação entre os atores internacionais -> Ex: normas de restrição de violência.
- Efetuar a qualificação dos comportamentos internacionais, discriminar as competências, atribuir direitos e obrigações, bem como especificar a sua natureza e extensão.
- Mobilizar obediência em relação às regras de coexistência e cooperação.
Fontes do DIP: as maneiras pelas quais surge a norma jurídica. 
- Correntes: 
+ Positivistas: a fonte formal é a vontade comum dos sujeitos de DIP (Estados e OI\u2019s), que pode ser expressa nos tratados e tácita nos costumes.
+ Objetivistas: distinção entre as fontes materiais (criadoras) e as fontes formais, que se limitam a formular o direito. Fonte formal é simples reflexo da material. Corrente considera fatores sociais, econômicos, políticos, morais, religiosos, etc.
- Formais: forma
- Materiais: real (conteúdo)
- Art. 38, ECIJ: rol não taxativo.
\u201cA Corte, cuja função seja decidir conforme o direito internacional às controvérsias que sejam submetidas, deverá aplicar: 
a. As convenções internacionais, sejam gerais ou particulares, que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes; 
b. O costume internacional como prova de uma prática geralmente aceita como direito; 
c. Os princípios gerais do direito reconhecidos pelas nações civilizadas; 
d. As decisões judiciais e as doutrinas dos publicistas de maior competência das diversas nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito, sem prejuízo do disposto no Artigo 59.\u201d
- Fontes primárias: convenções internacionais (tratados), costumes internacionais e princípios gerais do direito.
- Fontes secundárias: são meios auxiliares -> decisões judiciais e doutrinas dos publicistas.
- Fontes terciárias: não elencadas no art 38 -> atos unilaterais (manifestação de vontade de uma pessoa de direito que produz efeitos na Ordem Internacional), decisões das OI\u2019s e a equidade.
Não há hierarquia entre as fontes!
No direito internacional contemporâneo vive-se um processo de descentralização das fontes, ou seja, a quantidade de instâncias produtoras de normas internacionais aumenta gradualmente.
Direito dos tratados:
- Tratado: acordo internacional concluído por escrito entre Estados ou entre Estados e Organizações Internacionais, regido pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica. É a principal fonte de direito internacional pois representa a vontade dos Estados ou das OI\u2019s, em um determinado momento.
A categoria tratado tem um conceito amplo. É um gênero que aceita diversas espécies, não se trata de uma classificação rígida e, na prática, é comum encontrar uma categoria com o sentido de outra.
- Categorias de Tratado:
+ Tratado: como espécie, é utilizado
Juliana
Juliana fez um comentário
Tainá, você pode por gentileza compartilhar esse conteúdo em meu e-mail juliach_andrade@hotmail.com
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Lúcia
Lúcia fez um comentário
poderia não deixar bloqueado para podermos imprimir para estudarmos em casa.
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ivan
ivan fez um comentário
mui bom
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Maysa
Maysa fez um comentário
MUITO BOM!!
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