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Resumo Direito Penal, matéria primeiro semestre UNISAL

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RESUMO PRIMEIRO SEMESTRE 2017- DIREITO 1º ANO
DIREITO PENAL
-Fonte material: Órgão encarregado de elaborar a lei penal. A constituição estabelece que compete à União (Congresso Nacional) legislar perante à mesma. 
-Fonte Formal:
a) Imediata ou Direta: LEI
b) Mediata ou Indireta: COSTUMES E PRINCIPIOS GERAIS DO DIREITO.
-Lei, classificação das leis penais:
1. Lei Penal incriminadora: aquela que descreve o crime e apresenta sanção. 
Ex: Art 121: Matar alguém:
Pena: Reclusão de 6 a 20 anos. 
Outros exemplos: 155, 157, 139, 140.
2. Lei Penal Permissiva: aquela que torna impune/licita determinada conduta, apesar dela ser típica. 
Ex: Art 22: Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem. 
Outros exemplos: 23, 24, 25.
3. Lei Penal Explicativa: Aquela que explica o conteúdo de outras ou fixa regras de aplicação. 
Ex: Art 63: Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior.
Outros exemplos: 32.
Lei Penal Incriminadora:
Ela se divide em 2: 
-Preceito primário ou comportamento ilícito;
MATAR ALGUÉM
-Preceito secundário ou sanção;
PENA: RECLUSÃO DE 6 A 20 ANOS.
Lei Penal Permissiva:
Quadro do crime (tem que ter os 3 para configurar crime)
	Fato típico
	Ilicitude
	Culpabilidade
	Fato material que se enquadra em uma lei penal incriminadora. 
	Causas de exclusão da ilicitude:
-Estado de necessidade
-Legitima defesa.
Ex: Art 23
	Causas de exclusão da culpabilidade:
-Coação moral irresistível.
Ex: Art 22
Lei Penal Explicativa:
Aquela que explica o conteúdo de outra ou que fixa regras de aplicação de pena.
Ex: Art 63: Explica o que é reincidência. 
Ex: Art 32: Explica o que são penas.
Lei Penal em branco ou incompleta:
É aquela que necessita de complemento.
Ex: Art 269: Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória:
Pena: detenção de 6 meses a 2 anos, e multa.
= Precisa de complemento, uma vez que não se sabe QUAIS doenças necessitam de notificação compulsória, apenas consultando o código sanitário.
Lei Penal completa:
É aquela que não necessita de complemento. 
Ex: Art 121: Matar alguém. 
ANALOGIA
Consiste em aplicar-se a uma hipótese não regulada por lei disposição relativa a um caso semelhante.
*Quando a lei for omissa (sem lei) o juiz decidirá de acordo com a analogia.
SEM LEI
LEI
.FATO A
FATO B
É possível aplicar analogia em Direito Penal?
Sim, menos em Leis Penais Incriminadoras, isso devido ao fato de ferir a anterioridade e legalidade. Além de só poder ser feito em Bonam Partem.
Ex: Caso – Uma mãe que estava ao transito com sua filha na cadeirinha e atende ao celular, acaba por bater em um veículo e mata a criança. No código de transito não há a previsão de perdão judicial (concedido em casos em que a atitude claramente machuca a vítima psicologicamente), porém, pode-se fazer analogia ao Código Civil, de uma lei explicativa.
LEI PENAL NO TEMPO
Tempo do crime
	Teoria da atividade
	Teoria do resultado
	Teoria mista ou da ubiguidade
	Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão (no momento da conduta)
	Considera-se praticado o crime no momento do resultado.
	Considera-se praticado o crime tanto no momento da conduta, quanto no do resultado.
No Brasil aplica-se a Teoria da Atividade no que tange o tempo do crime. 
Art 4º Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.
CONFLITOS DE LEIS PENAIS NO TEMPO
A Constituição Federal estabelece que a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.
Abolitio Criminis- O fato deixa de ser crime.
Art 2º Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos da sentença condenatória. 
Ex: Adultério e sedução. 
Novatio Legis in mellus- A nova lei é mais benéfica para o réu.
Art 2º Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. 
Ex: Lei que diz que uma reclusão de 2 a 8 anos virará de 1 a 4.
OBS: Caso a pessoa já tenha pago determinado valor perante a lei anterior que cubra o valor da pena atual, deverá ser solto. 
Novatio Legis in pejus- A nova lei piora a situação do réu.
Ex: Assassinato de Daniela Perez, na época o homicídio qualificado não era tido como crime hediondo, por uma falha do legislador, durante o processo do assassinato, passou a ser. Porém, a lei penal só retroage em benefício do réu, portanto, não alcançou este crime. 
Novatio legis incriminadora- Um fato não era crime e passou a ser. Só é punido quem está na vigência da lei, não retroagirá pois não beneficiará o réu. 
Ex fictício: Em 2001, Carla matou um cachorro, durante este tempo, este fato não era considerado crime. Em 2002, este fato passa a ser tipico, porém Carla não será punida, pois não a alcançará. 
Vacatio Legis- Período de adaptação à lei. 
LEI TEMPORARIA E LEI EXCEPCIONAL
Lei temporária: Possui prazo de vigência estabelecida na própria lei. 
Ex: Lei que durará entre 2000 e 2005.
Lei excepcional: Aquela que possui vigência durante uma situação excepcional e acaba cessadas as circunstâncias que a determinaram. 
Ex: Guerra, calamidade pública e epidemia. 
OBS DE AMBAS: 
- São feitas pela União.
- Autorrevogaveis. 
- Possuem ultratividade. 
LEI PENAL NO ESPAÇO
Princípio da territorialidade – Art 5º do CP:
Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.
Território nacional para efeitos penais – Art 5º, § 1º:
§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.
	Territorialidade Absoluta
	Territorialidade Temperada
	Aplica-se a lei penal brasileira, ao crime cometido em território nacional.
	Aplica-se a lei penal brasileira, sem prejuízo de convenções............
EXTRATERRITORIALIDADE
  Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: 
        I - os crimes: (Extraterritorialidade incondicionada)
        a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; 
        b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público; 
        c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; 
        d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; 
II - os crimes:  (Extraterritorialidade condicionada)
        a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir;
        b) praticados por brasileiro; 
        c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. 
        § 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.
        § 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: 
        a) entrar o agente no território nacional; 
        b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; 
        c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; 
        d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;