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RESUMO DIREITO ADMINISTRATIVO 1

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ligado à transparência inerente aos atos da Administração Pública e a seus Agentes. Em regra o Ato só surte efeitos após publicação.
Exceção: Pode ser restringida nos casos de relevante interesse público, segurança nacional, segredo de justiça, etc.
	Eficiência: Incluído pela EC 19/98 visando a desburocratização da Administração Pública através da implantação da Administração Gerencial. A administração Pública deve ser voltada a atender os pedidos da população com economicidade e eficiência, ou seja, utilizando o mínimos de recursos e no espaço de tempo mais curto possível, atendendo o maior número de demanda. 
Princípios Infraconstitucionais:
Autotutela ou Sindicabilidade: Consagra o controle interno da Administração Pública (independência funcional). Assim, ela não precisa recorrer ao Judiciário para anular seus atos ilegais ou revogar os atos inconvenientes que pratica. Anulação envolve ilegalidade e é dever e revogação envolve mérito do ato e é faculdade.
Tutela: O Poder Judiciário tem ampla competência para investigar a legitimidade dos atos praticados pela Administração Pública, anulando-os em caso de ilegalidade. A Administração Pública direta deve fiscalizar os atos da Administração Pública Indireta para que elas cumpram o princípio da Especialidade.
Razoabilidade: Os agentes públicos devem realizar suas funções com equilíbrio, coerência e bom senso. Atos excessivos dos agentes não condizem com o Interesse Público, finalidade principal da Administração Pública.
Proporcionalidade: Proibição de exagero no poder disciplinar e de polícia. As punições administrativas devem ser condizentes com a realidade fática, proporcional.
Motivação: Todo ato administrativo deve ter sua motivação justificada pelas razões de fato e direito que o levaram a acontecer.
Segurança Jurídica: Proibição de aplicação retroativa de novas interpretações de leis e normas administrativas. Não podem ser afetados por novas interpretações o direito adquirido, a coisa julgada, etc.
Finalidade: Não se admite outro objetivo para o ato administrativo senão o Interesse Público. A Administração Pública deve agir visando à defesa do interesse público primário, que beneficia a coletividade vedando o uso de prerrogativas para fins de favorecimento ou perseguição de terceiros. Pois essa não é a finalidade da Administração Pública. Ex.: Desapropriar por perseguição ou pra favorecer alguém.
O princípio da finalidade também diz que a Administração Pública deve praticar o ato administrativo somente com a finalidade para a qual foi criado. Ex.: Autorizar obra por decreto sendo que a lei exige licença.
Organização Administrativa:
É o estudo da estrutura interna da Administração Pública e dos Órgãos e Pessoas Jurídicas que a compõem.
Para cumprir suas competências constitucionais a Administração Pública faz uso de duas técnicas diferentes: A desconcentração e a descentralização.
Concentração e Desconcentração:
Concentração é o cumprimento das competências administrativas através de Órgão Público despersonalizado e sem divisões internas. Ausência total de repartição de tarefas entre repartições públicas.
Desconcentração as tarefas são divididas entre vários Órgãos Públicos despersonalizados pertencentes à mesma pessoa jurídica mantendo a vinculação hierárquica. Ex.: Ministérios da União, Secretarias de Estado e Municípios, Delegacias de Polícia, Receita Federal, Subprefeituras, Tribunais e Casas Legislativas.
Órgão Público: Os Órgãos Públicos são repartições internas de uma pessoa jurídica de direito público, por isso também são chamados de Repartições Públicas. Não possuem personalidade jurídica própria.
Obs: Alguns Órgãos Públicos como a Presidência e a Mesa do Senado possuem capacidade processual especial para defender suas prerrogativas em habeas data e mandado de segurança.
Obs²: O Ministério Público e a Defensoria Pública apesar de serem Órgãos Públicos possuem capacidade processual para diversas ações.
Administração Pública Direta: O conjunto da somatória de todos os Órgãos Públicos integrantes de cada Ente Federativo. Logo, pertencem a Administração Pública Direta não só a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, mas também os Ministérios da União, Secretarias de Estado e Municípios, Delegacias de Polícia, Receita Federal, Subprefeituras, Tribunais e Casas Legislativas, Prefeituras, Tribunais de Conta.
Espécies de Desconcentração:
Classificadas de acordo com o critério utilizado para desconcentração.
Desconcentração territorial ou geográfica: competências divididas delimitando em que região cada Órgão pode atuar. Assim, cada Órgão Público possui a mesma atribuição material alterando apenas a região de atuação de cada um. Ex.: Delegacia de Polícia e Subprefeitura.
Desconcentração matéria ou temática: competências divididas de acordo com a especialização de cada Órgão sobre determinado assunto. Ex.: Ministérios da União e Secretarias Estaduais e Municipais.
Desconcentração hierárquica ou funcional: competência dividida de acordo com o grau de subordinação de um Órgão ao outro. Ex.: Tribunais Administrativos em relação aos Órgãos de primeira instância administrativa.
Centralização e Descentralização:
Centralização é a técnica de cumprimento de competências realizadas por apenas uma pessoa jurídica, sendo os demais Órgãos despersonalizados. Ex.: União, Estados, DF e Municípios.
Descentralização a competência é distribuída para outras pessoas jurídicas autônomas, criadas pelo Estado para tal finalidade. Ex.: Autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.
Administração Pública Indireta: Conjunto de pessoas jurídicas autônomas criadas pelo Estado para exercer determinada competência. Ex.: Autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.
	Concentração e Desconcentração
	Centralização e Descentralização
	Número de Órgãos – apenas um (concentração) ou vários (desconcentração) - que exercem as competências jurídicas, vinculadas a apenas uma pessoa jurídica. 
	Número de pessoas jurídicas autônomas competentes para exercer tarefas públicas. Apenas uma (centralização) ou várias criadas pelo Estado com tal objetivo (descentralização).
Órgão Público:
É uma unidade com atribuição específica dentro da estrutura de organização do Estado. Composto e dirigido por agentes públicos, voltados ao cumprimento de uma atividade estatal.
Teoria da Imputação Volitiva
A atuação do Agente Público é atribuída ao Estado através da Teoria da Imputação Volitiva, ou seja, o Agente Público atua em nome do Estado titularizando um Órgão Público (conjunto de competências) e essa atuação do agente é juridicamente atribuída, imputada ao Estado.
A CRFB/88 em seu art. 37, §6º adota a Teoria da Imputação Volitiva (imputação da conduta do agente à pessoa jurídica pública) ao prever que as pessoas jurídicas de direito público ou privado que exercem função pública respondem pelos danos que seus agentes no exercício de suas funções, causarem a terceiros.
Essa teoria, por exemplo, impede que a pessoa física seja responsabilizada pelos danos causados a terceiros no exercício de sua função pública. Da mesma forma que impede a responsabilização do Estado se o dano foi causado fora do exercício da função pública. Como também, impede o uso das prerrogativas do cargo público fora do exercício da função pública. 
Teoria do Órgão de Gierke 
É a majoritária na doutrina e enxerga o Estado como o Corpo Humano onde cada Órgão (daí o nome), apesar de ligados a uma única pessoa (personalidade), possui funções próprias. Uns com funções mais importantes e outros com funções menos importantes. 
Espécies de Órgãos Públicos:
Quanto à posição hierárquica:
Independentes: Aqueles originados pela CRFB e representativo dos Poderes, não sujeitos a subordinação hierárquica ou funcional. Ex.: Casas Legislativas, Tribunais Judiciários, Ministério Público, Tribunais de Contas e Chefias