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RESUMO DIREITO ADMINISTRATIVO 1

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do Executivo.
Autônomos: Possuem ampla autonomia administrativa, financeira e técnica com competências de planejamento, supervisão e controle. Ex.: Ministérios, Secretarias e AGU.
Superiores: Possuem competências diretivas e decisórias, mas estão subordinados a uma chefia superior. Não possuem autonomia administrativa ou financeira. Ex.: Gabinetes, Procuradorias Administrativas, Coordenadorias.
Subalternos: São Órgãos comuns com atribuições predominantemente executórias. Ex.: portarias, almoxarifados, etc.
Quanto à estrutura:
Simples ou Unitários: Apenas um centro de competência. Ex.: Presidência da República.
Compostos: Constituído por diversos Órgãos menores. Ex.: Secretarias.
Quanto à atuação funcional:
Singulares: Decidem e atuam por meio de um único agente, o chefe. Possuem agentes auxiliares e apenas um único titular. Ex.: Prefeituras.
Colegiados: Decidem e atuam por meio de um colegiado de agentes, de forma conjunta e por maioria. Ex.: Tribunais administrativos.
Criação e Extinção de Órgãos Públicos:
A criação ou extinção de Órgãos Públicos deve ser feita por meio de Lei em conformidade com o art. 48, XI da CRFB. 
A CRFB/88 ainda veda expressamente a criação ou extinção de Órgãos Públicos por meio de Decreto, conforme art. 84, inciso VI, letra a.
Administração Pública Indireta
O Brasil adotou a estrutura descentralizada distribuindo a competência administrativa a outras pessoas jurídicas autônomas para exercerem tarefas específicas. A esse conjunto de personalidades jurídicas autônomas dá-se o nome de Administração Pública Indireta, que é composta por Autarquias, Agências, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.
Algumas dessas pessoas jurídicas são de direito público interno (Autarquias e Fundações) enquanto outras são de direito privado, como por exemplo, as Empresas Públicas e as Sociedades de Economia Mista.
Por não fazerem parte da Administração Pública Direta, essas pessoas jurídicas descentralizadas não gozam dos mesmos benefícios que aquelas.
As pessoas jurídicas públicas de direito privado que explorem atividade econômica, por exemplo, devem adotar o mesmo regime jurídico que as empresas privadas, de acordo com o art. 173, §1º, inciso II, CRFB.
Já as pessoas jurídicas públicas de direito público, como autarquias e fundações, não gozam de imunidade tributária total, mas apenas no que diz respeito ao seu patrimônio, renda e serviços destinados a sua finalidade essencial, art. 150, §2º, CRFB.
Criação e Extinção da Pessoa Jurídica Descentralizada:
A criação das pessoas jurídicas estatais de direito público se dá por Lei, art. 37, XIX/CRFB. Publicada a Lei, nasce a personalidade jurídica.
A criação das pessoas jurídicas estatais de direito privado é autorizada por Lei, criadas e regulamentadas por decreto e dependem de registro em cartório do ato constitutivo para sua constituição. Nos moldes do Código Civil, art. 45, legislação particular.
Autarquias:
São pessoas jurídicas de Direito Público Interno, com autonomia, patrimônio e receitas próprias, criadas por Lei para exercer funções típicas da Administração Publica que requer para seu melhor funcionamento gestão administrativa e financeira descentralizada.
Ex.: INSS, IBAMA, BACEN, CADE, INCRA e Universidades Públicas como USP e UFRJ.
Obs.: Geralmente a nomenclatura Instituto está relacionada a Autarquias.
Características:
Pessoas Jurídicas de Direito Público: Regras do regime jurídico público aplicável a elas;
Criadas e Extintas por Leis específicas: Nasce com a publicação da Lei específica para sua criação, bem como, é extinta por Lei específica para tal objetivo. Art. 37, XIX. Não pode ser criada ou extinta por Lei multitemática.
Possui autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial: Não são subordinadas hierarquicamente à Administração Pública, mas sofrem um controle chamado de supervisão ou tutela ministerial. Por isso não são independentes como os Órgãos Públicos.
Nunca exercem atividade econômica: Só podem exercer atividades típicas da Administração Pública, quais sejam: poder de polícia, serviços públicos ou atividades de fomento. Se uma atividade econômica é dada à uma Autarquia, passa a ser Serviço Público.
São imunes de impostos: Não pagam impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços. Pagam outros tipos de tributos (taxas, contribuições de melhorias, etc.).
Seus bens são públicos: Os bens das autarquias são públicos e, portanto inalienáveis, impenhoráveis e imprescritíveis.
Praticam Atos Administrativos: Os Atos praticados pelos agentes de autarquias são administrativos e são dotados de presunção de legitimidade, exigibilidade, imperatividade e autoexecutoriedade.
Celebram Contratos Administrativos: Os contratos celebrados pelas Autarquias gozam das prerrogativas dos Contratos Administrativos com Regime Privilegiado da Lei 8666/63, com a superioridade contratual da Autarquia sobre os particulares.
Possuem prerrogativas da Fazenda Pública: Apesar de terem capacidade processual própria, gozam dos privilégios da Administração pública Direta como prazos em dobro, desnecessidade de garantir o juízo, sistema de precatórios para pagar dívidas, etc. 
Responsabilidade objetiva e direta: São diretamente responsabilizadas pelos danos que seus agentes causarem e sem necessidade de comprovação de culpa. A administração pública direta pode ser acionada subsidiariamente, caso a Autarquia não tenha condições de arcar com a responsabilização sozinha.
Autarquias Especiais:
São aquelas que possuem uma maior autonomia em relação à Administração Direta.
Agências Reguladoras: São as autarquias especiais com finalidade de regular/fiscalizar determinado setor da economia. Devem ser criadas por Lei Tem poderes especiais e exigem alto conhecimento técnico e colegiado na área que atua. Seus dirigentes são nomeados pelo Presidente da República e não podem ser exonerados a qualquer tempo, pois possuem mandatos com prazos fixos só podendo perdê-los por renúncia ou determinação judicial.
Após o mandato, o dirigente deve cumprir a quarentena não podendo trabalhar por 4 meses no mesmo setor na iniciativa privada sob pena de cometer crime de advocacia administrativa.
Ex.; ANVISA, ANATEL, ANAC, ANS, ANEEL, etc.
Principais diferenças entre Autarquias comuns e Agências Reguladoras:
Dirigente estáveis: Enquanto as autarquias comuns possuem dirigentes que ocupam cargo em comissão de livre nomeação e exoneração, os dirigentes das Agências Reguladoras possuem mandato com prazo fixo não podendo ser exonerados imotivadamente (ad nuntum), mas apenas por fim do mandato, renúncia ou decisão judicial, o que permite aos dirigentes exercerem suas funções com maior independência e autonomia. Os dirigentes devem possuir conhecimento no setor.
Elevado conhecimento técnico no setor: As Agências Reguladoras possuem elevado conhecimento técnico no setor que regulam.
Poder normativo: As Agências Reguladoras possuem poder normativo dentro da sua área de atuação, mas não podem contrariar regras legais ou serem gerais e abstratos. O poder normativo das Agências possuem caráter infralegal.
Agências Executivas: É uma mera qualificação dada aos Órgãos, Autarquias, Fundações da Administração Pública Direta ou Indireta que celebrou contrato de gestão com o Ministério supervisor que estão vinculadas. Possuem maior autonomia gerencial interna, ou seja, nas atividades meio, determinadas mediante contrato conforme previsto no art. 37, §8º da CRFB. São determinadas por Ato do Poder Executivo. Inspiradas na administração gerencial, visam a eficiência.
Fundações Públicas:
Pessoa jurídica de Direito Público interno, criada por lei especifica mediante afetação de um acervo patrimonial do Estado para determinada finalidade.
Ex.: FUNAI, IBGE, FUNASA.
Revestem-se das mesmas características jurídicas das autarquias e podem exercer todas as funções típicas da Administração Pública, como poder de polícia, serviços públicos e atividades

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