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TRABALHO DE TÉCNICAS CONSTRUTIVAS 
MADEIRA: PROPRIEDADES E APLICAÇÕES 
NA ARQUITETURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ - ARQUITETURA E URBANISMO 
TÉCNICAS CONSTRUTIVAS 2017.1 - PROFº. CARLOS RODRIGO AVILEZ 
CAROLINA MESQUITA 
JULIANA PAIVA 
LARISSA MARQUES 
LUCAS PORTO 
LUÍS FERNANDO 
MATHEUS AFFONSO 
YASMIN ALMEIDA 
 
Universidade Estácio de Sá – Arquitetura e Urbanismo – 2017.01 
Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
A presente apostila foi elaborada para fins didáticos e seu download e cópia estão disponíveis para qualquer 
pessoa interessada. Contudo a alteração de seu conteúdo, a transcrição da totalidade ou parte de seu texto, 
bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
2 
Sumário 
Anatomia, Fisiologia e Extração........................................................................................5 
Anatomia e Fisiologia.............................................................................................................6 
Composição Elementar..........................................................................................................6 
Composição Molecular..........................................................................................................6 
De Onde Vem a Madeira? ....................................................................................................10 
Que Fatores Promovem a Extração da Madeireira? .................................................................11 
Madeira Legal vs. Madeira Ilegal............................................................................................12 
Ciclo de Extração da Madeira................................................................................................13 
Composição Física e Química da Madeira......................................................................15 
Composição Química...........................................................................................................16 
Substâncias Macromoleculares.............................................................................................16 
Substâncias Poliméricas Secundárias.....................................................................................18 
Propriedades da Madeira....................................................................................................19 
Propriedades Físicas...........................................................................................................20 
Heterogeneidade...............................................................................................................20 
Anisotropia.......................................................................................................................21 
Higrometricidade...............................................................................................................22 
Umidade...........................................................................................................................22 
Contração e Inchamento Volumétrico...................................................................................24 
Porosidade........................................................................................................................27 
Dureza.............................................................................................................................28 
Propriedades Organoléticas da Madeira...............................................................................28 
Textura............................................................................................................................28 
Cor..................................................................................................................................29 
Cheiro..............................................................................................................................29 
Brilho................................................................................................................................30 
Densidade.........................................................................................................................30 
Condutibilidade Elétrica.......................................................................................................31 
Condutibilidade Térmica......................................................................................................32 
Universidade Estácio de Sá – Arquitetura e Urbanismo – 2017.01 
Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
A presente apostila foi elaborada para fins didáticos e seu download e cópia estão disponíveis para qualquer 
pessoa interessada. Contudo a alteração de seu conteúdo, a transcrição da totalidade ou parte de seu texto, 
bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
3 
Condutibilidade Sonora......................................................................................................34 
Os Principais Conceitos Teóricos da Acústica.........................................................................34 
Isolamento do Som............................................................................................................35 
Durabilidade.....................................................................................................................39 
Propriedades Mecânicas e Estruturas de Madeiras.....................................................41 
Propriedades Mecânicas.....................................................................................................42 
Definição..........................................................................................................................42 
Elasticidade e Plasticidade...................................................................................................42 
Dependências Gerais das Propriedades Mecânicas e Elásticas da Madeira.................................47 
Influências Internas da Madeira.....................................................................................................47 
Influências Externas da Madeira...........................................................................................54 
Estruturas de Madeira........................................................................................................56 
Revestimentos de Paredes Internas e Externas...........................................................64 
Definição.........................................................................................................................65 
Tipos de Madeiras Utilizadas..............................................................................................66 
Fotos..............................................................................................................................79 
Revestimentos de Pisos e Forros.................................................................................90 
Considerações Gerais........................................................................................................91 
Pisos, Instalações e Acabamentos.......................................................................................92 
Vantagens.......................................................................................................................92 
Desvantagens..................................................................................................................93 
Conservação dos Pisos de Madeira de um Modo Geral........................................................104 
Forros de Madeira..........................................................................................................104Instalação......................................................................................................................105 
Manutenção..................................................................................................................105 
Cortes da Madeira, Encaixes e Aplicações................................................................106 
Introdução....................................................................................................................107 
Tipos de Encaixes...........................................................................................................107 
Materiais Para Fixação dos Encaixes.................................................................................111 
Encaixes Japoneses........................................................................................................119 
Tipos de Cortes..............................................................................................................120 
Aplicações na Arquitetura...............................................................................................125 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
4 
Vantagens e Desvantagens do Uso da Madeira e Suas Patologias.........................132 
Construção de Casas de Madeira....................................................................................133 
Vantagens...................................................................................................................133 
Desvantagens..............................................................................................................134 
Utilização em Geral.......................................................................................................134 
Vantagens....................................................................................................................134 
Desvantagens...............................................................................................................136 
Patologias Relacionadas.................................................................................................136 
Agentes Físicos.............................................................................................................137 
Agentes Biológicos........................................................................................................137 
Prevenção e Tratamento...............................................................................................138 
Tratamento de Preservação...........................................................................................139 
Medidas Curativas........................................................................................................140 
ABNT - NBR 7190......................................................................................................141 
Generalidades..............................................................................................................142 
Hipóteses Básicas de Segurança.....................................................................................143 
Ações.........................................................................................................................144 
Bibliografia...............................................................................................................146 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
5 
Anatomia, Fisiologia e Extração 
Anatomia e Fisiologia 
De Onde Vem a Madeira? 
 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
6 
Anatomia e Fisiologia 
 
Composição Elementar 
 
Os três principais elementos constituintes da madeira são o carbono, o oxigênio e o hidrogênio. A 
percentagem referente a cada elemento é dada na tabela I: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Composição Molecular 
 
A celulose, a hemicelulose e a lignina são as principais substâncias que compõem a madeira. 
A celulose é um polímero linear natural formado pela união de moléculas de glicose, um produto da 
fotossíntese. As figuras abaixo apresentam uma molécula de glicose e uma cadeia de celulose: 
 
 
 
 
Por ser formada pela repetição de monômeros de glicose, a celulose, portanto, é um 
polissacarídeo. 
Elemento 
Percentagem 
(em peso) 
Carbono 49 
Oxigênio 44 
Hidrogênio 6 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
7 
A união de cadeias de celulose adjacentes por pontes de hidrogênio forma regiões cristalinas 
denominadas microfibrilas. Cerca de 65% da celulose encontra-se nestas regiões; o resto forma 
regiões amorfas. 
A celulose, que compõe cerca de 60% da madeira, confere resistência e dá suporte aos organismos 
vegetais. 
As hemiceluloses, compondo entre 20 e 35% da madeira, possuem uma estrutura muito próxima à 
da celulose. No entanto, enquanto a celulose é um homopolissacarídeo, ou seja, um polissacarídeo 
composto de apenas um tipo de unidade básica, as hemiceluloses são heteropolissacarídeos. Por 
serem hidrófilas, as hemiceluloses contribuem para a elasticidade e as variações dimensionais da 
madeira. 
A lignina - palavra proveniente do latim lignum (madeira) - é um polímero tridimensional cuja 
unidade funcional básica é a fenil-propana. Esta substância, que constitui de 15 a 35% da madeira, 
possui como funções interligar a celulose, preencher vazios e dar à parede celular rigidez e 
impermeabilidade. 
Por último, uma pequena parte da madeira é composta por outros compostos, como extrativos 
(óleos, graxas, resinas, etc.), compostos orgânicos (ceras, ácidos, ácidos graxos, etc.) e inorgânicos. 
 
Estrutura interna: 
 
 Casca 
 Floema 
 Câmbio 
 Xilema 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Casca: é a região mais externa do tronco. Esta camada tem como funções proteger a árvore 
de fatores externos, como variações climáticas e insetos, e reter a umidade durante 
períodos secos. 
 Câmbio: é responsável pelo crescimento radial de uma árvore. Nesta região ocorre a divisão 
e a diferenciação de novas células, dando origem ao floema e ao xilema, tecidos vasculares 
secundários. 
 Floema ou Líber: localizado entre a zona cambial e a casca, é responsável pelo transporteda 
seiva elaborada. A seiva elaborada ou orgânica é produzida nas folhas durante a 
fotossíntese e é composta por água e açúcares. Após certo tempo, as células mais externas 
do floema morrem e passam a fazer parte da casca. 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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 Xilema ou Lenho: é a camada central da árvore, situada abaixo do câmbio, e possui a função 
de distribuir a seiva bruta ou inorgânica (água e sais minerais). O xilema - palavra 
proveniente do grego xylon (madeira) - é o que constitui a madeira propriamente dita. 
 
O xilema divide-se em duas regiões distintas: o alburno (sapwood) e o cerne (heartwood). O 
alburno, composto por células vivas e ativas, é mais claro, menos denso, contém mais água e é 
menos resistente mecanicamente e a insetos e micro-organismos. O cerne, por outro lado, é 
composto apenas por células mortas e inativas e apresenta maior resistência mecânica e ao ataque 
de insetos e micro-organismos. Geralmente, devido à acumulação de compostos orgânicos e à 
ausência de água, o cerne é mais escuro que o alburno. 
O tronco também possui nós, os nós são porções de ramos incluídos no tronco da planta ou ramo 
principal. Os ramos originam-se, em regra, a partir do eixo central do caule de uma planta 
(a medula) e, enquanto vivos, tal como o tronco, aumenta em tamanho com a adição anual de 
camadas lenhosas. 
Durante o desenvolvimento da árvore, a maiorias dos ramos, especialmente os mais baixos, 
morrem, mas continuam presos à árvore por algum tempo, muitas vezes por anos. As camadas de 
crescimento posteriores deixam de ser incluídas no ramo (agora morto), mas são depositados ao 
redor dele. Assim os troços de inserção dos ramos mortos dão origem aos nós, que são apenas o 
conteúdo de um furo preenchido com material oriundo do troço do ramo incluído, e podem soltar-
se facilmente quando a madeira é serrada ou seca. Para os diferentes fins de uso da madeira, os 
nós são classificados de acordo com a forma, tamanho, sanidade e firmeza com que estão presos 
ao caule. 
Os nós afetam a resistência da madeira a rachas e quebras, assim como sua maneabilidade e 
flexibilidade. Esses defeitos enfraquecem a madeira e afetam diretamente seu valor, 
principalmente para o uso em estruturas, onde a resistência é importante. 
 
Anéis de Crescimento 
 
A produção de madeira (xilema) difere de acordo com a época do ano. Na primavera, as células 
formadas são mais largas, com paredes mais finas, resultando em madeira menos densa, menos 
resistente, mais clara e mais acessível à água. Durante o verão, outono e inverno, por outro lado, as 
novas células criadas são menores e suas paredes celulares são mais espessas. Consequentemente, 
a madeira formada é mais densa, escura e resistente e menos permeável. 
Esta alternância de células menos densas e mais densas forma os anéis de crescimento. A camada 
formada durante a primavera, denominada lenho inicial, primaveril ou madeira de primavera, 
aparece como uma faixa mais clara, ao passo que a camada originada no verão, chamada de lenho 
tardio, estival ou madeira de verão, pode ser vista como uma região mais escura. Os anéis de 
crescimento são mais visíveis em árvores de regiões de clima temperado, onde as diferenças entre 
as estações são mais pronunciadas. 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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Como a alternância entre o lenho inicial e o lenho tardio ocorre de forma anual, os anéis de 
crescimento indicam a idade de uma árvore (este método é conhecido como dendrocronologia). 
No entanto, falsos anéis podem surgir devido a mudanças climáticas bruscas (secas, geadas, etc.). 
 
Classificação 
 
As madeiras costumam ser classificadas em duas categorias: as coníferas e as folhosas. Pinho, 
araucária, abeto e cipreste são alguns exemplos de coníferas; eucalipto, carvalho e álamo são 
exemplos de folhosas. As folhosas e as coníferas apresentam várias diferenças quanto às estruturas 
celulares de seus xilemas. Embora existam exceções, a madeira das folhosas geralmente é mais 
dura que a das coníferas. Por isso, as folhosas também são conhecidas como madeiras 
duras (hardwood), e as coníferas são denominadas madeiras moles (softwood). 
As folhosas são árvores da subclasse das dicotiledôneas, pertencente à classe angiosperma. Suas 
sementes são protegidas por carpelos, e suas folhas caem durante o outono e crescem novamente 
na primavera. As folhosas possuem basicamente quatro tipos de células: os vasos, as fibras, o 
parênquima longitudinal e o parênquima radial. Os vasos, células alongadas com seção transversal 
vazada, atuam na condução de seiva bruta de modo vertical. As fibras são células alongadas e 
afinadas nas extremidades, possuindo como principal função a sustentação da árvore. 
As coníferas pertencem à classe das gimnospermas. Ao contrário das folhosas, suas sementes são 
nuas (a palavra gimnosperma vem do grego gimno, que significa nu). A composição celular das 
coníferas é mais simples e uniforme. Os traqueídeos ou fibras constituem a maior parte das células 
deste tipo de árvore. Estas células possuem formato alongado e orientação vertical (paralela ao 
eixo do tronco) e são responsáveis por transportar a seiva bruta verticalmente e por dar força e 
suporte à madeira. O restante das células das coníferas são os raios, células alongadas e achatadas 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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com orientação radial (perpendicular aos anéis de crescimento). O papel dos raios é armazenar e 
distribuir a seiva bruta horizontalmente. 
 
Tipos de seções 
 
De acordo com o corte realizado em um tronco ou em uma tora, podem ser observados diferentes 
planos ou seções de madeira. A figura a seguir apresenta os três tipos de seções existentes: 
 
 A seção transversal pode ser vista ao observar a extremidade de uma tora de madeira. 
Neste plano, os anéis de crescimento aparecem aproximadamente como circunferências 
(ou arcos de circunferências) concêntricas, e os raios são vistos como linhas normais aos 
anéis. 
 O plano radial é gerado ao cortar uma tora segundo a orientação de um raio (ou seja, de 
maneira perpendicular aos anéis de crescimento). Nesta superfície, os anéis aparecem 
como um conjunto de linhas paralelas. Os raios podem igualmente ser observados como 
pequenas manchas. 
 Por último, como o próprio nome sugere, a seção tangencial refere-se à superfície que 
tangencia os anéis de crescimento, com orientação normal aos raios. 
 
 
De Onde Vem a Madeira? 
 
A madeira pode ser definida como sendo o tecido lenhoso das árvores, ele é o principal produto 
mercantil florestal. É obtida do corte das árvores, é preciso que a extração seja feita em florestas 
controladas, ondeapenas uma pequena fração das árvores é cortada para evitar o desmatamento 
em larga escala. Após o corte, as árvores têm seus galhos removidos e são cortadas novamente em 
diagonal antes de serem transportadas para tratamento adicional. Ao chegar à serralheria, os cortes 
de madeira são convertidos em pranchas de tamanho diversificado e recebem um tratamento com 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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conservantes para prolongar sua vida útil. 
A utilização da madeira em grande escala se deve à razão entre a sua resistência e o seu peso que 
são altos, por isso é um excelente material de construção. Possui propriedades como durabilidade e 
solidez que são essenciais para estruturas resistentes. Além disso, a madeira é muito fácil de ser 
trabalhada, objetos que exigem um trabalho artesanal como mobílias, instrumentos musicais, artigos 
de arte e painéis são trabalhados em madeira. 
A madeira dá origem à matéria-prima da indústria do papel: a chamada polpa de celulose, que é o 
principal ingrediente do papel. A celulose é extraída da polpa da madeira, praticamente qualquer 
árvore pode ser utilizada para produzir celulose. Além do papel, é ainda usada na obtenção de 
produtos químicos como: rayon, alcatrão, tanino e acetato de celulose, produtos usados para 
fabricar tintas e no curtimento de couro. 
Quando a celulose é tratada com ácido nítrico e sulfúrico, produz vários nitratos como, por exemplo, 
o trinitrato de celulose, também conhecido como algodão pólvora, utilizado na fabricação de 
explosivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que Fatores Promovem a Extração da Madeireira? 
 
A floresta tropical é objeto da exploração econômica pela possibilidade de extração de madeira, caça 
e matéria prima para materiais de construção. 
A derrubada de árvores está intimamente ligada à construção de rodovias e a movimentos 
migratórios. O acesso rodoviário facilita a entrada na mata e a extração seletiva de madeira. 
As áreas que foram objeto de extração seletiva têm maior chance de serem ocupadas por novos 
moradores e de sofrerem corte raso para o cultivo de pasto ou grãos. 
Por outro lado, as áreas de floresta com maior dificuldade de acesso permanecem intactas e têm 
menos chances de serem ocupadas. 
 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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Extração Ilegal na Amazônia 
 
Embora existam leis que autorizem a exploração madeireira em áreas específicas, a extração ilegal 
de madeira está amplamente difundida no Brasil e em vários países amazônicos. 
As operações extrativas ilegais acontecem em áreas florestais remotas e caracterizam-se por 
qualquer um dos seguintes aspectos: 
 
 Uso de licenças falsas. 
 Corte de qualquer árvore comercialmente valiosa, independentemente de quais árvores 
sejam protegidas por lei. 
 Corte em quantidades superiores às cotas permitidas por lei. 
 Corte fora de áreas de concessão florestal. 
 Corte dentro unidades de conservação e terras indígenas. 
 
Madeira Legal vs. Madeira Ilegal 
 
Madeira Legal 
 
Madeiras nativas de origem legal são madeiras de espécies nativas que provêm do corte autorizado 
pelo órgão ambiental competente e que possuam o documento de licença de transporte e 
armazenamento (DOF, GF, GCA ou afins), acompanhada da Nota Fiscal correspondente. 
Para exploração de madeira legal é necessária a Autorização de Exploração (AUTEX), que pode ter 
origem a partir de: 
 
 Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), 
 Autorização de Desmate para Uso Alternativo do Solo ou 
 Autorização para Supressão da Vegetação. 
 Nesses dois últimos tipos de extração, o manejo é o convencional e, apesar de legal nos 
termos da lei, não é sustentável. Por outro lado, quando a madeira é extraída de áreas com 
Plano de Manejo Florestal Sustentável, o impacto ambiental gerado é muito menor, 
garantindo a conservação das florestas e a continuidade da disponibilidade de matéria prima 
para as próximas gerações. 
 
Madeira Ilegal 
 
A exploração ilegal é aquela realizada sem autorização de exploração e se caracteriza pela sua ação 
rápida, predatória e devastadora de grandes áreas de floresta nativa. 
Muitas vezes ocorre inclusive em Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), ou 
seja, em áreas protegidas por lei. 
A exploração ilegal de madeira ainda é um grande problema no Brasil, e a Floresta Amazônica é a 
principal afetada por esta atividade. Estima-se que 80% da extração anual de madeira da região seja 
de origem ilegal. 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
13 
O Estado de São Paulo consome cerca de 25% da madeira extraída da Amazônia, e destes, 70% é 
consumido pelo setor da construção civil. 
Desta forma, o Estado de São Paulo, através do seu poder de compra e do transporte, 
armazenamento e comercialização responsável, atua como um dos principais agentes reguladores e 
indutores da preservação dos recursos florestais da Amazônia. 
 
 
Madeira Legal vs. Certificada 
 
 O termo ‘legalizada’ significa que a extração é autorizada por órgãos ambientais e, assim, o 
produto possui o Documento de Origem Florestal (DOF). Isso não determina, porém, que a 
retirada da madeira não afeta o ecossistema. É proveniente do desmatamento. 
 Já a certificada cumpre exigências desde o processo de extração até o comércio. Possui o selo 
FSC® (Conselho Brasileiro de Manejo Sustentável) e conserva a floresta, respeita os 
trabalhadores e as comunidades locais, pode ser rastreada e assegura o pagamento de 
impostos. Para minimizar este impacto, algumas medidas são tomadas, como a retirada de 
apenas duas ou três árvores a cada 30 anos numa área equivalente a um campo de futebol. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Madeira com Selo de certificação 
 
Ciclo de Extração da Madeira 
 
Após a árvore atingir o seu estado de maturidade é feita sua colheita, e logo depois de as toras 
serem cortadas em tamanhos padronizados, e delas serem extraídos os galhos, é feito o transporte 
até a fábrica de pisos, painéis MDP e MDF e revestimentos. 
O processo de produção das placas, propriamente dito, começa com as toras sendo descascadas em 
um tambor descascador, onde elas se chocam até que as cascas soltem-se naturalmente. A próxima 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte.14 
etapa é a de picagem e produção dos cavacos (pequenos pedaços de madeira que podem ter 
tamanhos variáveis entre 5 a 50mm). 
Através de uma grande peneira é feita a seleção dos cavacos que serão utilizados na produção, cuja 
dimensão é determinante já que cada tipo de produto requer tamanhos diferentes. 
Nem os cavacos não selecionados e nem as cascas são desperdiçadas: eles se tornam biomassa que 
auxilia o processo de queima das peças. Já os cavacos selecionados são cozidos em uma máquina 
específica, e em outro equipamento são desfibrados, ou seja, transforma-se em fibras e recebem 
uma resina sintética antes de serem secas com ar quente para obterem a umidade exata necessária. 
A partir daí, a matéria-prima está pronta para ser transformada em piso ou painéis. 
 
Processo produtivo do painel mdf, desde a sua extração, até a forma final 
No caso dos pisos, o processo produtivo segue exatamente as mesmas etapas, porém inclui uma a mais: a fase de usinagem do painel 
para confecção do encaixe de sistema click. Após todas essas etapas, os produtos são fabricados e prontos para entregar em suas lojas. 
 
 
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A presente apostila foi elaborada para fins didáticos e seu download e cópia estão disponíveis para qualquer 
pessoa interessada. Contudo a alteração de seu conteúdo, a transcrição da totalidade ou parte de seu texto, 
bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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Propriedades Químicas e Físicas da Madeira 
Composição Química 
Propriedades Físicas 
Heterogeneidade 
Higrometricidade 
Umidade 
Contração e Inchamento Volumétrico 
Porosidade 
Dureza 
Textura, Cor, Brilho e Cheiro 
Densidade 
Condutibilidade Elétrica 
Condutibilidade Térmica 
Condutibilidade Sonora 
Durabilidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Composição Química 
Em relação a composição química elementar da madeira, pode-se afirmar que não há diferenças 
consideráveis, levando-se em conta as madeiras de diversas espécies. 
Os principais elementos existentes são o Carbono (C), o Hidrogênio (H), o Oxigênio (O) e o Nitrogênio 
(N), este em pequenas quantidades. 
A análise da composição química elementar da madeira de diversas espécies, coníferas e folhosas, 
demonstram a seguinte composição percentual, em relação ao peso seco da madeira: 
Elemento % 
C 49 - 50 
H 6 
O 44 – 45 
N 0,1 – 1 
 
Além destes elementos encontram-se pequenas quantidades de Cálcio (Ca), Potássio (K), Magnésio 
(Mg) e outros, constituindo as substâncias minerais existentes na madeira. 
 
Substâncias Macromoleculares 
Do ponto de vista da análise dos componentes da madeira, uma distinção precisa ser feita entre os 
principais componentes macromoleculares constituintes da parede celular: 
• Celulose 
• Polioses (hemiceluloses) 
• Lignina 
Que estão presentes em todas as madeiras, e os componentes minoritários de baixo peso molecular, 
extrativos e substâncias minerais, os quais são geralmente mais relacionados a madeira de certas 
espécies, no tipo e quantidade. As proporções e composição química da lignina e polioses diferem 
em coníferas e folhosas, enquanto que a celulose é um componente uniforme da madeira. 
 
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Exemplo: 
Composição Média de Madeiras de Coníferas e Folhosas: 
Constituinte Coníferas Folhosas 
Celulose 42 ± 2% 45 ± 2% 
Polioses 27 ± 2% 30 ± 5% 
Lignina 28 ± 2% 20 ± 4% 
Extrativos 5 ± 3% 3 ± 2% 
 
O quadro anterior e o esquema a seguir, apresentam uma curta introdução à composição química da 
madeira: 
 
Em madeiras oriundas de zonas temperadas, as porções dos constituintes alto poliméricos da parede 
celular, somam cerca de 97~99% do material da madeira. Para madeiras tropicais este valor pode 
decrescer para um valor médio de 90%. A madeira é constituída de cerca de 65 a 75 % de 
polissacarídeos. 
 Celulose 
 É o componente majoritário, perfazendo aproximadamente a metade das madeiras tanto de 
coníferas, como de folhosas. Pode ser brevemente caracterizada como um polímero linear de alto 
peso molecular, constituído exclusivamente de β-D-glucose. Devido a suas propriedades químicas e 
físicas, bem como à sua estrutura supra molecular, preenche sua função como o principal 
componente da parede celular dos vegetais. 
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 Polioses (hemiceluloses): 
Estão em estreita associação com a celulose na parede celular. Cinco açucares neutros, as hexoses, 
glucoses, manose e galactose; e as pentoses: xilose e arabinose, são os principais constituintes das 
polioses. Algumas polioses contêm adicionalmente ácidos urônicos. As cadeias moleculares são 
muito mais curtas que a de celulose, podendo existir grupos laterais e ramificações em alguns casos. 
As folhosas, de maneira geral, contêm maior teor de polioses que as coníferas, e a composição é 
diferenciada. 
 Lignina: 
 É a terceira substância macromolecular componente da madeira. As moléculas de lignina são 
formadas completamente diferente dos polissacarídeos, pois são constituídas por um sistema 
aromático composto de unidades de fenilpropano. Há maior teor de lignina em coníferas do que em 
folhosas, e existem algumas diferenças estruturais entre a lignina encontrada nas coníferas e nas 
folhosas. Do ponto de vista morfológico a lignina é uma substância amorfa localizada na lamela 
média composta, bem como na parede secundária. Durante o desenvolvimento das células, a lignina 
é incorporada como o último componente na parede, interpenetrando as fibrilas e assim 
fortalecendo, enrijecendo as paredes celulares. 
 
Substâncias Poliméricas Secundárias: 
Estas são encontradas na madeira em pequenas quantidades, como amidos e substâncias pécticas. 
Proteínas somam pelo menos 1% das células parenquimáticas da madeira, mas são principalmente 
encontradas nas partes não lenhosas do tronco, como o câmbio e casca interna. 
Substâncias de Baixo Peso Molecular: 
 Junto com os componentes da parede celular existem numerosas substâncias que são chamadas de 
materiais acidentais ou estranhos da madeira. Estes materiais são responsáveis muitas vezes por 
certas propriedades da madeira como: cheiro, gosto, cor, etc. Embora estes componentes 
contribuem somente com uma pequena porcentagem da massa da madeira, podem apresentar uma 
grandeinfluência nas propriedades e na qualidade de processamento das madeiras. Alguns 
componentes, tais como os íons de certos metais são mesmo essenciais para a árvore viva. 
As substâncias de baixo peso molecular pertencem a classes muito diferentes em termos de 
composição química e portanto há dificuldades em se encontrar um sistema claro e compreensivo 
de classificação. 
Uma classificação simples pode ser feita dividindo-se estas substâncias em material orgânico e 
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inorgânico. 
O material orgânico é comumente chamado de extrativos, e a parte inorgânica é sumariamente 
obtida como cinzas. 
No que concerne a análise é mais útil a distinção entre as substâncias na base de suas solubilidades 
em água e solventes orgânicos. 
Os principais grupos químicos que compreendem as substâncias de baixo peso molecular são: 
 Compostos aromáticos (fenólicos) - as substâncias mais importantes deste grupo são os 
compostos tanínicos que podem ser divididos em: taninos hidrolisáveis e flobafenos 
condensados, além de outras substâncias como estilbenos, lignanas e flavonoides e seus 
derivados. 
 Terpenos - englobam um grande grupo de substâncias naturais, quimicamente podem ser 
derivados do isopreno. Duas ou mais unidades de isopreno constituem os mono - sesqui - di - 
tri - tetra e politerpenos. 
 Ácidos alifáticos - ácidos graxos saturados e insaturados são encontrados na madeira 
principalmente na forma dos seus ésteres com glicerol (gordura e óleo) ou com álcoois 
(ceras). O ácido acético é ligado as polioses como um grupo éster. Ácido di e hidroxi-
carboxílico ocorrem principalmente como sais de cálcio. 
 Álcoois - a maioria dos álcoois alifáticos na madeira ocorrem com componentes éster, 
enquanto que os esteróis aromáticos, pertencentes aos esteroides, são principalmente 
encontrados como glicosídeos. 
 Substâncias inorgânicas - os componentes minerais das madeiras são predominantemente 
Ca, K e Mg. 
 Outros componentes - mono e dissacarídeos são encontrados na madeira somente em 
pequenas quantidades, mas ocorrem em altas porcentagens no câmbio e na casca interna. 
Pequenas quantidades de aminas e eteno são também encontradas na madeira. 
 
Propriedades da Madeira 
A madeira é um material heterogêneo, isto é, não apresenta as mesmas propriedades em todos os 
seus pontos; também é um material anisótropo, isto é, não apresenta a mesma propriedade, com 
valores iguais, em todas as direções. 
Das várias características que diferenciam os diversos tipos de madeira, que se podem obter a partir 
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da sua extração das árvores que a produzem na natureza, temos as propriedades ditas de “físicas” e 
as propriedades “mecânicas”. 
Fundamentalmente, o que as diferencia é o fato de, no que diz respeito às primeiras (as físicas), elas 
se referirem às características intrínsecas independentemente da utilização que dela se faça, ou do 
destino que se lhe pretenda dar. No que se refere às segundas (às mecânicas), já é relevante o que 
toca às suas utilizações ou destinos, constituindo um importante meio de verificação da sua aptidão 
para ser utilizada nos mais diversos fins para que é extraída. 
Dada a sua importância como forma de a caracterizar, também, e de aferir a sua qualidade, 
dividimos o tratamento destas propriedades em duas seções autônomas. 
 
Propriedades Físicas 
Relativamente as propriedades físicas que caracterizam as “madeiras” podemos enquadrá-las num 
conjunto de treze principais e que se passa a expor (embora algumas delas se devam entender mais 
como características do que por propriedades, dado que não beneficiam o comportamento das 
madeiras): 
 Heterogeneidade 
 Higrometricidade 
 Umidade 
 Contração e Inchamento Volumétrico 
 Porosidade 
 Dureza 
 Textura, Cor, Brilho e Cheiro 
 Densidade 
 Condutividade Elétrica 
 Condutividade Térmica 
 Condutividade Sonora 
 Durabilidade 
 
Heterogeneidade 
Entende-se por propriedade da heterogeneidade da madeira, o fato de qualquer que seja a porção 
que é extraída, mesmo que seja de um mesmo tipo de árvore, ser sempre diferente o pedaço em 
questão. Tal assim é derivado da existência de, para o mesmo tipo, existirem tecidos celulares das 
árvores que são diferentes. É o caso dos tecidos dos “anéis de crescimento” na estação da Primavera 
e na estação do Outono, ou menos quando temos os tecidos do “cerne” comparados com outros 
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tecidos (do alburno, por exemplo). 
A variabilidade e a sua heterogeneidade materializam-se na diferente dureza, densidade e cor, entre 
outras características. A título de exemplo podemos ver duas porções de madeira que são 
heterogêneas, muito embora tenham sido retiradas da mesma árvore. 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.movelpratico.com.br/media/wysiwyg/corte_madeira.jpg 
 
Anisotropia 
Esta característica identifica-se com o fato de a madeira ser diferente do ponto de vista da direção 
ou do sentido em que cresceu na árvore, ou seja, as suas propriedades são diferentes para cada uma 
das três dimensões. 
Está intimamente ligada e é uma consequência de ela ter crescido mais ou menos em altura, 
qualquer que seja a árvore. Desta forma as fibras que a compõe tomam a disposição desta 
condicionante. 
Classe Valor (%) Qualidade Exemplos 
Baixa < 1,5 
Madeiras consideradas 
excelentes, procuradas 
para usos que não 
permitem deformações 
(janelas, móveis, 
instrumentos musicais). 
Cedros, zimbros, 
nogueira, aderno 
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Higrometricidade 
Esta propriedade é referente à relação que se pode estabelecer entre um pedaço extraído de 
madeira e a quantidade de umidade possuída por ela (pelo facto de estar em contato com a 
natureza antes de ser extraída da árvore que lhe deu origem). É importante referir que a maior ou 
menor umidade afeta o crescimento da árvore da qual se procedeu a extração da madeira. 
Tecnicamente, estas diferenças consubstanciam-se em dois aspectos: um que designamosde 
“empolamento” e outro que apelidamos de “retração”. 
O empolamento diz respeito ao maior corpo possuído pela madeira. Quando ela absorve umidade, 
nota-se que com muita frequência ela aumenta de volume nas fases mais iniciais do seu processo de 
crescimento (menos ou de forma insignificante na fase de maturidade). 
Por seu lado, a “retração” traduz precisamente a ideia contrária: diminuição do corpo possuído pela 
madeira quando perde umidade fazendo com que ela diminua de volume. No entanto, neste caso, 
esta retração pode ser definida como podendo ser de dois tipos diferentes: “retração transversal” 
quando atravessa o diâmetro da árvore (podendo ser o mesmo “tangencial” ou “radial”); “retração 
longitudinal” quando se refere ao comprimento da árvore em altura, por exemplo. 
 
Umidade 
Como todo o tecido vivo, a madeira contém, sempre, uma forte proporção de água. Esta água pode 
ser: 
Água de impregnação, se faz parte integrante da matéria lenhosa. Esta massa de água mantém-se 
invariável, enquanto não se faça sofrer à madeira um tratamento brutal, pelo calor ou pela ação de 
Média 1,6 a 1,9 Madeiras normais. 
Pinho bravo, 
pseudotsuga, castanho, 
plátano 
Alta ≥ 2,0 
Madeiras de baixa 
qualidade, 
inapropriadas para 
várias utilizações, mas 
algumas ainda de 
grande interesse 
comercial. 
Pinho Larício, 
criptoméria, carvalhos, 
eucaliptos 
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agentes químicos que a destruam. 
Água de embebição, que satura as paredes das células e que, por isso, também por vezes, se 
costuma chamar de saturação. 
Água livre, que se encontra no interior das células e nos espaços intercelulares, sob a forma líquida, 
que não aparece senão quando as paredes estão saturadas e não podem mais absorver o líquido em 
excesso. 
Esta propriedade identifica-se com o fato de a água estar presente como um dos elementos que a 
constituem e que é imprescindível ao seu processo evolutivo. Com efeito, a água fazendo parte do 
lenho só é possível ser eliminada se efetuar a destruição da própria madeira ou, melhor dizendo, da 
árvore da qual se extraiu. 
De um ponto de vista técnico, quando somente existe a água que faz parte intrínseca do lenho, 
então diz-se que o teor de umidade é nulo. Se a umidade for retida nas paredes das suas fibras, diz-
se que a umidade ou água é de “impregnação”. Se a umidade ou água for referente às fibras (surge 
quando as paredes que constituem estas atingiram o ponto de saturação) designa-se de água livre. 
 
 
 
 
 
 
 Fibras perdendo água 
Fonte: 
https://static.wixstatic.com/media/a8dace_07c5fd4ced364340bb2ca8f7a7230cd5.png/v1/fill/w_600,h_199,al_c,usm_0.66_1.00_0.01/a8dace_07c5fd4
ced364340bb2ca8f7a7230cd5.png 
 
Como a madeira é constituída por celulose, a sua ligação com a água é de extrema importância pois 
absorve muito desta e de forma célere. As dimensões que a madeira consegue atingir estão 
intrinsecamente associadas com a capacidade de absorver água, os valores extraídos podem atingir 
grandes magnitudes. Se as “madeiras” forem de peso mais leve, de um modo geral, retém mais água 
do que as madeiras mais pesadas. A quantidade de água que uma madeira pode absorver depende 
da sua espécie, podendo-se encontrar valores entre 30% aos 400% do seu peso. 
Quando se abate recente a umidade é muito variável, mas, em geral, as madeiras de muito baixa 
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densidade podem apresentar valores entre 200% a 300% e as espécies de alta densidade entre 40% 
a 50%. A madeira é considerada “verde” se a sua umidade ainda assume valores entre 20% e 30%. 
Por outro lado, uma madeira de umidade entre 18% e 20% já se pode classificar como 
comercialmente seca. 
Contudo, uma madeira só se encontra nas condições ideais de aplicação quando a sua umidade está 
de acordo com a do local de aplicação, o que no nosso país corresponde, a grosso modo, a 15% a 
18% no Inverno e 12% a 15% no Verão. Caso não seja este o valor da umidade no seio da madeira a 
colocar, podem advir abertura de juntas (se estiver com umidade a mais, irá perder para o ambiente, 
após a aplicação), ou empolamento (caso a madeira esteja excessivamente seca face ao local de 
emprego, o que determinará que a mesma vai receber futuramente umidade do ambiente). 
Umidade previsível da madeira face a situação ou local de aplicação: Umidade previsível da madeira 
face a situação ou local de aplicação: 
Um valor de referência para o emprego de madeiras em habitações e edifícios de serviços é de 12%. 
 
Contração e Inchamento Volumétrico 
É a propriedade que se traduz no fato de a madeira sofrer uma alteração das suas dimensões 
quando se modifica o teor de água que ela possui. Ao absorver água a madeira aumenta de volume 
(incha) e ao liberar água perde volume (contrai). 
Tal como acontece para a maior parte dos corpos sólidos, a madeira varia de dimensões com a 
temperatura. No entanto, esta variação é pequena e, na pratica, desprezível. É que, deve notar-se, a 
cada aumento de temperatura que conduz a uma dilatação correspondente, em geral, uma 
diminuição do grau de umidade e, portanto, uma retração. 
Devido a madeira ser um material anisotrópico, ocorre o desenvolvimento de defeitos em diversas 
Situações ou Locais de Aplicação da Madeira Umidade da Madeira (%) 
Contato com focos de umidade 22 – 30 
Locais abertos e descobertos 18 – 22 
Locais abertos e cobertos 15 – 18 
Locais fechados e cobertos 13 – 15 
Locais fechados e aquecidos 10 – 13 
Locais fechados e continuamente aquecidos 08 – 10 
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localizações no tronco durante a fase de secagem ou de seu recondicionamento, tais como 
rachaduras, torções, empenamentos e abaulamentos, decorrentes de contrações diferenciadas, 
conforme representadas na figura: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://static.wixstatic.com/media/a8dace_c224c77cc77d48d791ee2beed6da45ad.png_srz_600_448_85_22_0.50_1.20_0.00_png_srz 
 
Coeficiente de contração transversal: É o coeficiente de retração linear correspondente à retração na 
direção transversal. 
Coeficiente de contração radial: É o coeficiente de retração linear correspondente à retração na 
direção radial. 
Coeficiente de contração tangencial: É o coeficiente de retração linear correspondente à retração na 
direção tangencial. 
Coeficiente de inchamento volumétrico máximo: É oquociente, expresso em porcentagem, pela 
diferença entre os volumes da madeira no estado saturado de umidade e no estado absolutamente 
seco, relacionada ao menor teor de umidade. 
Coeficiente de contração volumétrica máxima: É o coeficiente dado pela diferença entre os volumes 
no estado saturado de umidade e no estado absolutamente seco, em relação ao volume da madeira 
no estado saturado de umidade. 
Coeficiente de contração volumétrica unitária: É o coeficiente de retração volumétrica total, pelo teor 
de umidade de saturação das fibras. 
Coeficiente de contração linear: É o quociente, expresso em porcentagem, da deformação linear de 
um segmento tomado sobre uma peça de madeira, devida a diminuição de umidade, pelo 
comprimento desse segmento correspondente ao menor teor de umidade. 
Os efeitos da retratibilidade podem ser atenuados, para tal existindo vários processos. Dentre eles 
destaque-se o mais simples: adotar a utilização de “madeiras” que se encontrem no estado bem 
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seco e, após serem trabalhadas, envolve-las em uma película que seja impermeável a umidade e a 
água. A ideia, em geral, é impedir a penetração da umidade na peça. 
 
Coeficiente de retratibilidade volumétrica 
Classe Valor (%) Comportamento da Madeira 
Madeira muito nervosa 1,00 a 0,75 
Madeira muito sensível a 
variações da umidade (alto 
dinamismo higroscópico – 
faia, eucaliptos) 
Madeira nervosa 0,75 a 0,55 
Madeira preferivelmente 
serrada radialmente 
(carvalhos duros, robínia) 
Madeira medianamente 
nervosa 
0,55 a 0,35 
Madeira de construção 
normal (pinhos 
heterogêneos, castanho 
bravo) 
Madeira pouco nervosa 0,35 a 0,15 
Madeira de marcenaria, 
ebanisteiria, escultura e 
torneamento (nogueiras, 
resinosas heterogêneas, 
folhas brandas, carvalhos 
moles de lento crescimento) 
 
Se o corte for radialmente consegue-se que a peça de madeira fique menos exposta a este processo 
de erosão e desgaste. Estes efeitos, para além de afetarem a qualidade, atingem igualmente a 
resistência, em particular no que se refere as tensões que ela suporta sem causar defeitos ou 
consequências na flexão paralela as fibras. A resistência da madeira a compressão é inferior quando 
ela é exercida perpendicularmente a fibra do que quando é exercida paralelamente. 
 
 
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Métodos de serragem/corte de madeira: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Efeitos da retratibilidade conforme a localização de uma peça na seção transversal. 
 
Porosidade 
É a propriedade que se traduz no fato de a madeira ser um material que deixa passar determinados 
elementos de caráter fluido através da sua superfície e saliências. O cerne é menos poroso do que o 
borne ou alburno. 
Corte Radial Cortes Paralelos Peça Inteiriça Cruz Explodida Cantibay 
Fios Paralelos Fios Encontrados Corte Holandês Corte Paralelo Corte Encartonado 
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Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ed/VeluweTreeTrunk.jpg 
 
Dureza 
Opõe-se, de certo modo e por contraposição, a porosidade, muito embora esta propriedade faça 
alusão mais a penetração de outros elementos, como sejam ferramentas, parafusos, pregos e outros 
objetos que podem ser aplicados ou com os quais a madeira possa estar em contato. Esta 
propriedade varia, com o tempo de duração ou a idade da madeira, com a espécie que estiver em 
causa e, normalmente, é maior a dureza na parte do cerne do que no borne. 
Esta propriedade reflete-se na resistência que a madeira possui, sendo um tanto proporcional a sua 
resistência em relação a sua dureza. 
 
Propriedades Organoléticas da Madeira 
As propriedades organoléticas da madeira são aquelas que impressionam os órgãos sensitivos, sendo 
elas: cor, grã, textura e desenho que se apresentam no material, bem como odor e sabor, e são 
diretamente ligadas ao seu valor decorativo e ornamental, e aos usos onde o cheiro e gosto de 
produtos armazenados/ embalados com a madeira possam ser alterados. 
 
Textura 
A textura que a madeira possui é variável e encontra-se intimamente ligada com a distribuição dos 
tecidos e das células que a compõem, assim como da porosidade. Os seguintes tipos de textura são 
apresentados, de acordo com o grau de uniformidade pela madeira: 
Cerne 
Borne 
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Textura grossa ou grosseira: apresentada em madeiras com poros grandes e visíveis a olho nu 
(diâmetro tangencial maior que 250 µm), parênquima axial abundante ou raios lenhosos largos. 
Textura média: situação intermediária entre a textura grossa e a textura fina. 
Textura fina: apresentada em madeiras cujos vasos têm dimensões muito pequenas e se encontram 
distribuídos principalmente na forma difusa no lenho, parênquima escasso e tecido fibroso 
abundante, conferindo à madeira uma superfície homogênea e uniforme. 
Cor 
A cor da madeira é originada por substâncias corantes depositadas no interior das células que 
constituem o material lenhoso, bem como impregnadas nas suas paredes celulares. Entre estas 
substâncias podem-se citar resinas, gomas, goma-resina, derivados tânicos e corantes específicos. 
A região periférica do alburno, juntamente com a do tecido cambial, apresenta coloração mais clara 
que a madeira de cerne, situado na região mais interior do fuste de uma árvore. Alguns dos produtos 
depositados no interior das células e das paredes celulares, responsáveis pela coloração da madeira, 
podem ser tóxicos a agentes xilófagos, os quais conferem a várias madeiras de coloração escura uma 
alta durabilidade em situações de uso que favorecem a bio-deterioração. Embora com menor 
frequência, madeiras com cerne de coloração clara também podem ser impregnadas com 
substâncias que as protegem contra agentes xilófagos. 
De forma geral, madeiras mais leves e macias são sempre mais claras que as mais pesadas e duras. 
Por outro lado, em regiões quentes predominam as madeiras com cores variadas e mais escurasque 
em regiões de clima frio; nas de clima frio predominam as madeiras denominadas “madeiras 
brancas”. 
Com o propósito de aumentar o valor comercial de algumas espécies de madeira, pode-se causar a 
modificação artificial da cor da madeira por meio de tinturas, descolorações ou outros meios, como 
alterações na cor por tratamentos com água ou vapor d’água, ozônio e/ou temperatura. Para escurecer 
madeiras recém cortadas no sentido de dar-lhes um aspecto envelhecido, e obviamente aumentar o seu valor 
comercial, utiliza-se com sucesso o tratamento de corrente contínua de ar quente carregado com ozônio, o 
que produz, simultaneamente, a secagem e o envelhecimento artificial da madeira, por evaporação da água e 
por oxidação das substâncias existentes no material lenhoso. 
Cheiro 
O odor típico que algumas espécies de madeira apresentam deve-se à presença de substâncias 
voláteis, concentradas principalmente na madeira de cerne. Por consequência ele tende a diminuir 
com o tempo em que a superfície da madeira fica exposta, mas pode ser realçado com a raspagem 
da sua superfície, produzindo-se cortes ou umedecendo o material a ser examinado. 
O odor natural da madeira pode ser agradável ou desagradável, valorizando-a ou limitando-a quanto 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
30 
a sua utilização. Contudo ela também pode ser inodora, característica que a qualifica para inúmeras 
finalidades, em especial na produção de embalagens para chás e produtos alimentícios. 
Brilho 
O brilho da madeira é causado pela reflexão da luz incidente sobre a sua superfície. Porém, como 
este material é constituído de forma heterogênea, ocorre variação em brilho entre as suas três faces 
anatômicas. Dentre elas a face radial é sempre a mais reluzente, por efeito de faixas horizontais do 
tecido que forma os raios da madeira. 
A importância do brilho é principalmente de ordem estética. 
Densidade 
A densidade constitui uma das propriedades mais importantes da madeira, pois dela dependem a 
maior parte de suas propriedades físicas e tecnológicas, servindo na prática como uma referência 
para a classificação da madeira. Em regra geral madeiras pesadas são mais resistentes, elásticas e 
duras que as leves. Porém, em paralelo a estas vantagens, são de mais difícil trabalhabilidade e 
apresentam maior variabilidade. 
O conhecimento da densidade serve como uma informação útil sobre a sua qualidade, e para a 
classificação de uma madeira. Essa propriedade varia de acordo com o local concreto da árvore de 
onde a madeira foi extraída, o estado de conservação da árvore, sua idade, etc. 
Classes de densidade (g/cm³) em dois grupos de árvores 
Arvores Resinosas 
Classe Valor Exemplo 
Muito Pesada > 0,70 Teixo 
Pesada 0,60 a 0,70 Zimbro comum, pinho bravo 
Moderadamente Pesada 0,50 a 0,59 
Pinhos (bravo, manso, larício, 
silvestre, de alepo) 
Leve 0,40 a 0,49 
Espruce, abeto, ciprestes, 
camecipar 
Muito Leve < 0,40 
Criptoméria, pinho branco, 
tuia 
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Arvores Folhosas 
Classe Valor Exemplo 
Muito Pesada > 0,95 Azinho, casuaria vermelha, 
oliveira 
Pesada 0,80 a 0,95 Eucalipto de cerne claro a 
negro, carvalhos duros 
(rápido crescimento) 
Moderadamente Pesada 0,65 a 0,79 Carvalhos moles (lento 
crescimento), faia, plátano, 
Austrália, castanho bravo) 
Leve 0,50 a 0,64 Vidoeiro, sicómoro, castanho 
manso, nogueiras, cerejeira, 
eucaliptos de cerne rosa 
Muito Leve < 0,50 Choupos, amieiro 
 
Acrescentando que esta propriedade é um dos índices que mais informações fornecem sobre as 
características gerais de uma madeira. A maior dureza corresponde, com efeito e quase sempre, maior 
retratilidade, maior dificuldade de elaboração e secagem, resistência mecânica mais eficiente, menor 
permeabilidade e maior durabilidade natural. 
 
Condutividade Elétrica 
Esta propriedade relaciona-se com o fato de a madeira constituir um material que permite, em 
determinados casos, efetuar um isolamento. Quando temos materiais que contém sais minerais e, 
no caso da madeira quando ela se encontra úmida, também permite ser utilizada como condutora 
de eletricidade. As suas características como fatos de isolamento podem ser aumentadas pelo 
recurso de impregnação, sujeição a resinas sobre pressão e a cobertura por baquelite, 
designadamente. Estes processos permitem, por seu lado e acréscimo, a obtenção de substanciais 
melhorias das propriedades mecânicas da madeira. 
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Se a madeira encontra-se em estado seco, referindo-se ao grau de umidade, ela constitui um bom 
material isolante para quaisquer equipamentos que possuam uma tensão elétrica baixa. A sua 
eficácia como fator de isolamento é maior se a madeira for pintada e/ou envernizada. 
 
Condutividade Térmica 
A condutividade térmica de peças de madeira é normalmente responsável por apenas uma pequena 
parcela da condutividade térmica de peças de outros materiais que compõe uma edificação, o que a 
coloca numa posição de destaque para esta finalidade. Esta propriedade assume importância onde 
se pretende o isolamento de temperatura (calor ou frio) em edificações, e também na 
industrialização da madeira onde se utilizam os processos de aquecimento, vaporização ou 
cozimento (secagem artificial, fabricação de lâminas e moldagem, etc.). 
Devido à estrutura porosa da madeira, o seu coeficiente de condutividade térmica é relativamente 
baixo (λ = 0,12), o que a caracteriza como um bom isolante de temperatura. Isto se deve à porção de 
ar existente no seu interior, este com um coeficiente λ = 0,0216, e ao fato da baixa condutividade 
térmica do próprio material lenhoso. 
Diferentemente de materiais homogêneos, o fluxo de calor pela madeira varia em cada direção 
anatômica, e também em função de irregularidades estruturais (fendas, nós, etc.) e de outras 
variáveis, como apresentadas a seguir: 
 Quanto maior for a densidade (menor é a proporção de ar por unidade de volume e maior a 
proporção de material lenhoso), maior será a sua condutividade térmica; 
 Quanto maior for o teor de umidade da madeira, maior será a condutividade térmica deste 
material (coeficiente de condutividade térmica da água = 0,5); 
Exemplos de alguns coeficientes de condutividade térmica: 
Material Kcal / m.h. °C 
Vácuo 0,00 
Ar 0,0216 
Poliestireno Expandido 0,035 
Lã de Vidro Seca (20 kg/m³) 0,05 
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Madeira Balsa 0,054 
Chapa Aglomerada 0,07 a 0,12 
Pinho do Paraná 0,12 
Tijolo Vasado 0,5 
Água 0,5 
Concreto Armado 1,75 
Cobre 50,0 
Alumínio 230,0 
Ferro 330,0 
 
Por isso a madeira é muito procurada para a construção de revestimentos isolantes e de paredes de 
espaços isotérmicos (caixas frigorificas, vagões frigoríficos, contentores, etc). 
Para atender as necessidades de uma edificação, no que concerne o isolamento térmico, suas consequentes 
vantagens econômicas e de conforto ambiental ao usuário, o coeficiente de resistência à transmissão térmica 
de uma parede é determinado como: 
 
 
Onde: 
1/K = Coef. de resistência à transmissão térmica, ou de calor/frio; 
Qi = Coef. de transmissão térmica entre o ar do ambiente interior e a superfície interior da parede 
considerada; 
d = Espessura individual da camada da parede que está sendo considerada; 
λ = Coeficiente de condutividade térmica do material que constitui a camada considerada; 
Qe = Coeficiente de transmissão térmica entre o ar do ambiente exterior e a superfície exterior da 
parede considerada. 
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As normas técnicas de construção normalmente trazem valores mínimos de 1/k, para atender as 
exigências térmicas de ambientes construídos. Como exemplos de especificações, podem-se citar os 
seguintes valores: 
1/k = 0,55 para lajes entre apartamentos; 
1/K = 0,75 para teto de porões ou de pisos. 
Condutividade Sonora 
Uma vez que a madeira é utilizada na fabricação de instrumentos musicais e no revestimento de 
paredes e assoalhos (casas, auditórios, escolas, etc.), algumas de suas propriedades acústicas são de 
elevada importância. Para entendê-las melhor, se faz indispensável o conhecimento dos conceitos 
teóricos dessa área específica de conhecimento, a saber: 
Os principais conceitos teóricos da acústica são: 
Som: O som é a impressão fisiológica produzida por vibrações de corpos e que chegam a nossos 
ouvidos por meio de ondas mecânicas, necessitando de um meio material para se propagar (ondas 
longitudinais). 
Na construção civil, o som propagado pelo ar é diferenciado do som propagado por materiais 
sólidos, como os que constituem as paredes e pisos de edificações. 
Frequência ( F ): A frequência de uma onda sonora depende do seu emissor: Enquanto ouvimos o 
som emitido por ondas nas frequências entre 20 Hz e 20.000 Hz, as emitidas com frequências 
inferiores a 20 Hz (infra sonoras) e superiores a 20.000 Hz (ultrassonoras) não provocam qualquer 
sensação no aparelho auditivo humano. 
Velocidade do som ( V ): A velocidade do som depende das características elásticas do meio em que ele se 
propaga e é dada por: 
 
 
Onde: 
V = velocidade do som; 
E = módulo de elasticidade do material ou meio de propagação; 
r = massa específica do material. 
 
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Exemplo: 
Utilizando-se uma madeira a 12%U, módulo de elasticidade paralelo às fibras igual a 160.000 kg/ 
cm2 e uma massa específica de 0,67 g/ cm3, obteremos uma velocidade de propagação de som de: 
 
 
 
4.900 metros por segundo, no sentido paralelo às fibras, quando a madeira estiver com 12%U. 
Exemplos de propagação do som em diferentes materiais: 
Ar 340 m/seg 
Cortiça 500 m/seg 
Borracha 500 m/seg 
Água 1.450 m/seg 
Cimento 4.000 m/seg 
Aço 5.000m/seg 
 
Intensidade do som ( I ): Intensidade do som é a intensidade sonora física mensurável, dada pelo 
quociente entre a energia transportada pela onda sonora e a área de uma superfície perpendicular à 
direção de propagação da onda, em unidade de tempo. Portanto, ela indica a potência da onda por 
unidade de área (l = P/A), dada em erg/ seg. x cm2 = 10-7 W/ cm2 = 1 dB (decibel). 
Isolamento do som 
Para conseguirmos adequado isolamento do som, devemos diferenciar os dois casos supracitados, 
ou seja, propagação do som pelo ar e propagação do som por materiais sólidos, levando-se em conta 
as seguintes considerações: 
 Propagação sonora no ar: a acústica de recintos depende da relação entre o som refletido 
e/ou absorvido pelos seus diferentes materiais de construção. Além disso, ela é influenciada 
pela geometria das peças, a qual repercute na frequência e no ângulo de reflexão do som; 
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O grau de absorção do som “A” depende do valor da frequência. Por tal razão a madeira tem um 
grau de absorção favorável em relação a outros materiais, por absorver mais as frequências baixas 
que as altas, resultando num efeito agradável para a audição, importantes na qualidade de som para 
salas de aula, auditórios, etc. 
 
 
 
 
 
 
Efeito de um forro acústico confeccionado de chapa de fibras de madeira perfuradas: a) penetração 
das ondas sonoras pelos buracos, e perda de energia por efeito da reflexão sucessiva nas paredes do 
espaço vazio entre o teto e o forro aplicado; b) reflexão de parte da onda sonora incidente na 
superfície da chapa de fibras; e c) absorção da onda sonora pela chapa de fibras. 
Exemplos de graus de absorção sonora de alguns materiais: 
Material 
Grau de Absorção (A) 
120Hz 2.000Hz 
Janela aberta* 1,00 1,00 
Telhas, cimento, água e vidro 0,10 0,02 
Madeira 0,10 0,08 
Chapa compensada 0,20 0,10 
Chapas isolantes 0,12 a 0,30 0,20 a 0,75 
*referência para fins comparativos com os demais materiais – não há absorção de som em 
janela aberta, o som apenas sai do ambiente. 
 
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 Propagação do som de um ambiente para outro pelas paredes: O choque de ondas sonoras 
que se propagam no ar, incidentes sobre uma parede, faz com que a parede entre em 
vibração e as propague do outro lado da parede. 
A figura abaixo apresenta,esquematicamente, a forma que o som se propaga de um ambiente para 
outro, por meio de vibração de paredes: 
 
 
 
 
 
 
 
Assim, desejando-se um bom isolamento do som que se propaga pelo ar, de um ambiente para 
outro, devemos reduzir as oscilações dos componentes da construção, pelo aumento da massa 
desses componentes. 
Relação aproximada entre o coeficiente de absorção de ruídos (isolamento acústico) de paredes 
simples, em diferentes espessuras e massas do material por m². 
Material 
Coef. de absorção de 
ruídos (dB) 
Massa do material 
(kg/m²) 
Compensado 5mm 18 2,3 
Vidro de 3 a 4 mm 17 12,0 
Vidro de 7 a 8 mm 30 27,0 
Palha caiada prensada 37 70,0 
Pedra-pome caiada 12cm 38 125,0 
¼ muro de tijolos caiado 27 cm 42 175,0 
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¼ muro de tijolos não caiado 27 cm 32 120,0 
¼ muro chapa metálica de ferro 2mm 33 160,0 
 
Devido à pouca massa constituinte da madeira, paredes simples construídas desse material 
apresentam isolamento acústico deficiente. Mesmo paredes duplas, preenchidas com tábuas ou 
chapas de madeira atingem somente uma massa de 50 a 100 kg/ m2, o que corresponde a um índice 
de isolamento de apenas 37 a 44 dB. 
Paredes compostas de várias camadas, contendo ar entre elas, diminuem consideravelmente as 
oscilações das partes sólidas constituintes. 
O isolamento acústico pode ainda ser melhorado pela incorporação de materiais absorventes de 
som, moles e porosos, como exemplificado na figura: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de paredes de madeira e qualificação quanto ao isolamento acústico: a) Parede múltipla com 
isolamento deficiente com pontes sonoras; b) parede múltipla com elevado poder de isolamento 
acústico. 
Propagação sonora por material sólido: Este tipo de som normalmente é produzido pelo ato de pisar 
sobre pisos e recintos em andares superiores, ou por queda de objetos, batidas, vibrações ou outras 
formas similares, propagando-se por intermédio do material de construção. 
Uma redução acústica satisfatória só pode ser conseguida com a incorporação de materiais 
absorventes sonoros à parte construída, moles e porosos. 
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Formas práticas de isolamento do som por materiais sólidos: a) em um teto de laje de concreto, 
acima; e b) em teto com vigamento de madeira, abaixo. 
Como exemplo de materiais absorventes de som, pode-se citar as chapas moles de fibras, lãs de 
vidro e de rocha, entre outros. 
A camada isolante de som não deve ter nenhuma interrupção para evitar a existência de “pontes 
sonoras”, as quais propagam o som sem qualquer impedimento. Exemplo dessa situação é a 
necessidade de isolamento de pinos ou parafusos utilizados na fixação de alguma máquina ou motor 
em paredes ou pisos. 
 
Durabilidade 
É a propriedade que a madeira possui de resistir, num grau maior ou menor, aos ataques dos 
organismos destruidores, tais como insetos, bolores, etc. 
Esta qualidade sobe de importância quando o emprego da madeira se faz num meio úmido, sem que 
se possa proteger ou abrigar. Tal é o caso, por exemplos, dos pilares de madeira, em contato direto 
com o solo (escoramento de minas, postes telefônicos, estaqueamento, entre outros.), as travessas 
do caminho-de-ferro, etc. Nestes casos, a durabilidade da madeira depende da presença, na sua 
estrutura, de materiais antissépticos, sejam naturais como os taninos (castanheiro, carvalho), as 
resinas (pinhos marítimos, cedro), as oleoresinas (várias essências africanas e outras); sejam 
artificiais, tais como os sais antissépticos, o creosote, etc. 
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Além disso, a madeira deve estar, o máximo possível, isenta de substancias nutritivas para os insetos 
xilófagos ou para os fungos. Estas substancias (amido, açúcares, etc) estão, geralmente, localizadas 
no berne ou alburno; assim este é muito mais vulnerável que o cerne. 
Portanto, as madeiras mais duráveis são as que possuem um cerne distinto, bem corado (entre as 
folhosas: o castanheiro, carvalho, ulmeiro; entre as resinosas: o pinheiro, cedro, lárix). 
A madeira fortemente lenhificada ou mineralizada, portanto, muito densa, terá mais possibilidade de 
durar. 
A durabilidade da madeira depende ainda das condições em que é posta em obra. A umidade é o seu 
principal inimigo, mantida seca pode conservar-se milhares de anos, como provam as madeiras das 
velhas catedrais, por exemplo. Quando completamente imersa em água doce, a madeira pode 
manter-se em bom estado durante centenas de anos, desde que não seja demasiado tensa ou muito 
porosa. 
Características de algumas espécies de árvores. 
 
 
 
 
 
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Propriedades Mecânicas e Estruturas de 
Madeira 
Definição 
Tipos de Madeiras Utilizadas 
Imagens 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Propriedades Mecânicas 
Definição 
O esforço que uma peça de madeira pode suportar é afetado de forma expressiva pela direção da 
carga aplicada em relação à direção das fibras ou traqueoides, à duração da carga, massa específica, 
teor de umidade e temperatura da madeira. 
Elasticidade e Plasticidade 
 Elasticidade é a propriedade da madeira sólida que a possibilita retomar à sua forma original, após a 
remoção da carga aplicada que causou certa deformação. As propriedades elásticas (reversíveis) são 
características de corpos sólidos, observadas quando a deformação causada pela carga aplicada se 
situa abaixo do limite proporcional de elasticidade; quando a carga se situacima deste limite, 
ocorrerão também deformações plásticas (irreversíveis), seguidas pela ruptura do material. 
Na madeira, o teor de umidade é importante, pois com altos teores pequenas deformações elásticas, 
efetuadas por dado período de tempo, poderão se tornar deformações plásticas. 
Aparentemente o limite elástico pode ser considerado um conceito arbitrário: De acordo com Bach e 
Baumann (1923), para a madeira, a relação entre a carga aplicada e as deformações elásticas até o 
limite de elasticidade é expressa pela seguinte equação (Lei de Hooke): 
ε = αD . σ 
 onde: 
 ε = Deformação relativa = ∆l / lo [ cm ]; 
 ∆l = alteração da dimensão de um corpo, por ação de uma carga (tração, compressão, etc.); 
 lo = dimensão inicial do corpo submetido ao esforço; 
 αD = coeficiente de deformação = ε / σ; 
 σ = resistência ou tensão = P / A [ Kp / cm2, Kgf / cm2, ou N / cm2 ] 
 P = Carga aplicada [ kp ou Kgf ] 
A = área sujeita ao esforço [ cm2 ] 
 
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Figura 1: Típica relação carga / deformação para testes de flexão, tração e compressão. 
 
Segundo a equação dada pela Lei de Hooke e a figura acima, a deformação relativa é diretamente 
proporcional ao esforço até o limite de elasticidade (ponto tangente definido pela parte reta do 
gráfico), descrito pelo relacionamento carga / deformação dos dados obtidos em um ensaio. O ponto 
tangente, onde deixa de existir proporcionalidade entre a carga aplicada e a deformação do corpo a 
que o esforço é submetido, denomina-se ¨Limite de proporcionalidade¨ ou simplesmente de ¨limite 
proporcional¨ (LP). 
Módulo de Elasticidade 
 Na prática, o fator αD (coeficiente de deformação) é substituído pelo seu valor recíproco, e 
denominado Módulo de elasticidade (E). 
E = 1 / αD 
O Módulo de elasticidade (E) expressa a carga necessária para distender um corpo de 1 cm2 de 
seção transversal, a uma distância igual ao seu próprio comprimento. 
Como é impossível distender a madeira nestas proporções, sem que antes ela chegue à ruptura, o 
módulo de elasticidade calculado é apenas um valor teórico, utilizado para obter facilidade em 
cálculos e como um indicador de qualidade para a classificação de peças deste material. 
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Embora o E não ofereça informações reais sobre o comportamento do material madeira, em geral 
pode-se dizer que: 
a) Quanto mais alto o E, mais alta é a resistência da madeira; 
b) Quanto mais alto o E, mais baixa será a deformabilidade da madeira; 
c) Quanto mais baixo o E, piores serão as qualidades da madeira para fins de construções 
civis. 
Na prática pode-se utilizar o módulo de elasticidade para a classificação de madeira para 
construções, determinado por meio de aparelhos especiais dotados de dispositivos para avaliar esta 
propriedade, como demonstrado esquematicamente pela figura a seguir. 
 
Figura: Esquema simplificado do sistema de classificação de madeiras, baseado no módulo de 
elasticidade E exigido para fins construtivos. 
Determinação do Módulo de Elasticidade: 
Desenvolvendo a equação dada pela Lei de Hooke ε = αD . σ, temos: 
αD = ε / σ e αD = 1 / E 
∴1 / E = ε / σ 
e E = σ / ε [ Kgf / cm2 ] 
 onde: αD = coeficiente de deformação e; 
 ε = deformação relativa. 
O E é determinado como o valor recíproco da relação entre a deformação elástica total (obtida no 
limite proporcional LP) e a carga aplicada através de ensaios de flexão estática, de tração ou de 
compressão. 
Os valores a serem utilizados em cálculos podem ser diretamente obtidos nos gráficos baseados na 
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pessoa interessada. Contudo a alteração de seu conteúdo, a transcrição da totalidade ou parte de seu texto, 
bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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relação carga/ deformação, confeccionados automaticamente pela máquina de ensaios, ou traçados 
com os dados adquiridos por leituras efetuadas em relógio deflectômetro registrador das 
deformações da peça de madeira ensaiada e das cargas correspondentes aplicadas, como 
apresentado na figura 1. 
Máquinas de ensaio também poderão ser dotadas de elementos eletrônicos que possibilitam a 
confecção automática de gráficos, a partir da carga aplicada e da deformação correspondente 
causada no corpo-de-prova ensaiado. 
O módulo de elasticidade também pode ser determinado com base na deformação de corpos-de-
prova apoiados em apenas uma das extremidades, tendo a seguinte fórmula para o cálculo da flexão 
estática: 
Ef = P . L3 / 3 . I . f [ Kp / cm2 ] 
onde: 
Ef = Módulo de elasticidade à flexão estática; 
P = Carga aplicada; 
L = distância entre o apoio e o ponto de aplicação da carga; 
I = Momento de inércia calculado - I = b . h3 / 12 , para seções transversais retangulares; 
f = deformação ou flecha ( mm ). 
 
Módulo de elasticidade dinâmico: 
O E dinâmico é obtido pelo teste de pequenas varetas de madeira, submetidas a vibrações de ondas 
ultrassonoras. Com o conhecimento da distância entre duas ondas sonoras ( ∆ t ) e do tamanho da 
peça de madeira, determina-se a velocidade do som V, como: 
V = l / t [ cm / seg.] 
Posteriormente calcula-se o módulo de elasticidade dinâmico Ed : 
Ed = r . V2 [ Kg / cm2 ] 
onde: 
V = velocidade do som e; 
r = massa específica da madeira. 
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 Figura 3: Esquema simplificado da determinação do módulo de elasticidade dinâmico. 
 
Os módulos de elasticidade determinados pelos diferentes métodos, estático (por flexão, 
compressão ou tração da madeira) ou dinâmico, apresentam variações numéricas causadas por 
influências específicas das condições dos testes (velocidade, tipo de teste, tipo de corpo-de-prova, 
tensões sobrepostas, etc.). Por este motivo deve-se sempre indicar com que tipo de teste o módulo 
de elasticidade foi determinado. 
Em geral: Ed > Ec ≅ Et > Ef 
Nota : Ed = Módulo dinâmico de elasticidade; Ec = Módulo de elasticidade obtido através do ensaio 
de compressão; Et = por meio do ensaio de tração; e Ef = por meio do ensaio de flexão. 
Enquanto uma molécula de celulose teoricamente alcançaria um módulo de elasticidade aproximado 
de 1.200.000 Kg/cm2, a madeira jamais alcançariatais valores devido aos defeitos e irregularidades 
de suas macro e micro estruturas. Desta forma, as madeiras das diferentes espécies florestais, com 
mais ou menos defeitos e irregularidades estruturais, além de outros fatores importantes como a 
massa específica, etc., terão módulos de elasticidade muito variáveis. 
A tabela a seguir, apresenta esta propriedade para algumas espécies de madeira, para podermos 
visualizar as diferenças que ocorrem entre si. Desta forma, podemos compará-las e observarmos 
que, embora algumas espécies tenham massas específicas mais altas, outros fatores afetam os seus 
módulos de elasticidade, como no caso da imbuia em relação à maioria das outras espécies. 
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Dependências Gerais das Propriedades Mecânicas e Elásticas 
da Madeira 
Influências Internas da Madeira 
A propriedade mais importante da madeira é sua massa específica. Em geral, quanto maior for a 
massa específica da madeira, maiores serão suas propriedades mecânicas e elásticas, a exemplo das 
flexões estática e dinâmica, compressões paralela e perpendicular às fibras, etc., e os módulos de 
elasticidade. Apesar da massa específica representar a quantidade de material lenhoso por unidade 
de volume da madeira, e por tal razão geralmente estar bem relacionada com a maioria de suas 
propriedades mecânicas, esta relação pode não existir pela existência de defeitos ou de variações 
anatômicas expressivas neste material. 
 
 
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Ângulo das fibras 
O ângulo das fibras, entre a direção longitudinal da peça de madeira e a direção em que as fibras 
estão orientadas nessa peça, pode ser responsável por queda acentuada da resistência da madeira. 
Nas propriedades mecânicas e elásticas da madeira, também se manifesta o fenômeno da 
anisotropia (desigualdade entre os diferentes eixos de crescimento da madeira). Porém, neste caso, 
as grandes influências da anisotropia são, principalmente, determinadas pela direção paralela ou 
perpendicular às fibras, mas quase não são observadas como quando se leva em conta os sentidos 
tangencial e radial, como ocorre no caso da contração e do inchamento da madeira. 
Já há muitas décadas Baumann (1922) demonstrou o efeito do ângulo das fibras sobre a resistência 
da madeira. A figura 47 apresenta um dos gráficos desenvolvidos pelo autor, mostrando que o 
ângulo das fibras afeta com mais ênfase a resistência à tração, depois à flexão e, por último, a 
resistência à compressão. 
Para fins práticos, considera-se madeira industrialmente prejudicada aquelas que possuem grã 
espiralada, cujas fibras dão uma volta completa em menos de 10 metros de comprimento de uma 
tora. 
Madeira com excessiva inclinação das fibras se torcerá por ocasião da sua secagem e se tornam de 
difícil trabalhabilidade. Além disto, devido a descontinuidade das fibras ao longo do seu 
comprimento, têm suas propriedades de resistência diminuídas. 
 
Figura 4. Dependência das propriedades de resistência em função do ângulo da grã, em relação à 
direção axial do corpo-de-prova. 
 
 
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Posição no tronco 
As variações da massa específica da madeira dentro do tronco de uma árvore, em função da altura 
no fuste e da distância a partir da medula, normalmente são assim observadas (coníferas e folhosas 
com porosidade difusa): 
 Quanto mais alta for a altura de obtenção da madeira no fuste de uma árvore, a partir da sua 
base, menor será a massa específica de sua seção transversal; 
 Quanto mais próxima da medula da árvore for obtida a madeira numa mesma altura em 
relação ao solo, menor será a sua massa específica dentro da seção transversal (madeira 
sem cerne). 
 Em folhosas com porosidade em anel as afirmações dos itens anteriores não são 
verdadeiras. Ao contrário: o maior volume de lenho inicial existente nos anéis da madeira 
juvenil próxima à medula, e a maior proporção de madeira juvenil com o aumento da altura 
do fuste, redundam no aumento da massa específica da madeira nas posições consideradas. 
Este fato é resultante do menor percentual de poros na madeira de lenho inicial dentro dos 
anéis de crescimento, à medida que a porção de lenho inicial aumenta dentro do anel, na 
direção casca-medula. 
Grau de polimerização da celulose 
IFJU (1964), ao analisar a influência do comprimento da cadeia de celulose no comportamento 
mecânico da madeira, demonstrou que a resistência à tração paralela não era apenas mais alta para 
o lenho tardio, mas que também entre os dois tipos de lenho havia diferença em grau de 
polimerização da celulose e em teor de umidade: A resistência da madeira com baixo grau de 
polimerização da celulose foi observada como mais sensitiva a trocas de umidade, que a com 
estruturas de cadeias mais longas. 
Porcentagem de lenho tardio e de lenho inicial 
A influência do percentual das madeiras de lenho inicial e lenho tardio em uma peça de madeira, diz 
respeito às diferenças existentes em consistência e massa específica dos lenhos individuais que a 
forma: O lenho inicial, em relação ao lenho tardio, é formado por elementos com grandes diâmetros, 
de paredes finas e mais curtos, características estas que lhe confere baixas resistências. Ao contrário, 
o lenho tardio é formado por elementos mais longos, com diâmetros pequenos e paredes espessas 
e, como consequência, forma madeira relativamente mais densa e de maior resistência. 
Em função do exposto acima, é razoável esperar que quanto menor for o percentual de lenho inicial 
em uma madeira, e consequentemente maior o de lenho tardio, melhores serão suas propriedades 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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de resistência. Contudo, considerações diferenciadas deverão ser feitas para a madeira de folhosas 
com porosidade em anel. 
Largura irregular dos anéis de crescimento 
A madeira de uma árvore que apresenta irregularidade na largura dos anéis de crescimento terá 
propriedades desiguais. Como consequência, ao secar a madeira serrada ela se torcerá, além de 
estar sujeita a se abrir em duas seçõesem alguma zona de maior fragilidade. 
As causas deste problema normalmente são os tratos silviculturais e as condições abruptas de 
crescimento da árvore (por adubação, alteração drástica do espaçamento por desbaste, etc.), que 
promovem o desenvolvimento de um anel de crescimento largo dentro do lenho adulto e com anéis 
estreitos. Outro problema é observado em peças de madeira com ambos os tipos de lenho, juvenil e 
adulto, com diferentes propriedades físicas e mecânicas. 
A grande diferença existente entre a largura dos anéis do lenho juvenil e a dos anéis de lenho adulto 
afetam sobremaneira a qualidade da madeira. Contudo esta variação dentro do fuste é inevitável, 
pois a formação do lenho juvenil é uma resposta do espaçamento inicial do povoamento florestal e 
da madeira desenvolvida a partir da medula na região da copa da árvore, de forma quase 
homogênea até que ocorra competição entre as árvores, enquanto o lenho adulto só é formado no 
fuste, longe da medula e fora da região da copa da árvore, depois de estabelecida certa competição 
entre indivíduos do povoamento florestal. 
Excentricidade dos anéis de crescimento 
O crescimento excêntrico dos anéis, de forma acentuada, é outra causa de variação nas 
propriedades da madeira. Uma das razões é a alta diferença em consistência do material formado 
em lados opostos do fuste; outra é a formação de lenho de reação em diferentes posições para o 
caso das coníferas ou de folhosas. 
Defeitos da madeira 
A influência de defeitos da madeira é acentuada em madeiras com altos teores de umidade. 
Tais defeitos podem referir-se a todo tipo de anomalias estruturais, irregularidades, modificação 
química ou de coloração observadas neste material, que prejudiquem a sua utilização ou reduzam o 
seu valor comercial. 
Um defeito deve sempre ser considerado em relação à utilização final da madeira, pois o que pode 
ser considerado indesejado em um caso poderá ser almejado em outro. A exemplo disto, pode-se 
citar a madeira com grã reversa: Ela é de difícil trabalhabilidade, mas poderá ser valorizada no ponto 
de vista ornamental, pelos desenhos e variações na reflexão da luz incidente neste material. 
Entre os defeitos mais comuns, relacionados às propriedades mecânicas e elásticas da madeira, 
temos: 
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 Nós – se tratam da porção basal de um ramo que provoca desvios no tecido lenhoso de sua 
vizinhança. Quanto a sua aderência na madeira, eles podem ser considerados como: 
 Nós vivos - Os nós que correspondem à porção basal de ramos vivos, havendo perfeita 
continuidade dos tecidos lenhosos entre esta porção com a madeira dos entrenós. Esta 
íntima ligação lhe confere estabilidade na peça de madeira; e 
 Nós mortos - Os nós que correspondem à porção basal de um ramo sem vida, que deixou de 
participar do desenvolvimento do fuste da árvore. Assim deixa de existir continuidade da 
estrutura, ficando preso à madeira apenas pela compressão periférica exercida pelo 
crescimento diametral do fuste. 
A influência e importância sobre a qualidade da madeira pela forma que os nós se apresentam 
(incluso, transverso ou repassado), são justificadas pelo fato que seus tamanhos, concentrações ou 
agrupamentos, etc., influenciam de forma significativa na sua classificação qualitativa e no valor 
comercial da madeira serrada. 
No que se relaciona à resistência, os nós depreciam as peças de madeira principalmente devido à 
presença do veio irregular que, como no caso de um esforço de compressão paralelo às fibras, fará 
que a madeira se comporte com instabilidade. A grã irregular também pode afetar a resistência das 
peças sujeitas à flexão, além de dificultar a sua trabalhabilidade e causar prejuízo às ferramentas. 
 Grã irregular ou reversa 
Esta grã é típica em madeira de árvores que apresentam fibras orientadas em mais de um sentido. 
Geralmente trata-se de uma característica genética, própria da espécie, sendo muito comum em 
espécies tropicais. 
Grã irregular também pode ser causada pelo crescimento irregular ou muito rápido da madeira, pela 
existência de um tecido de cicatrização no fuste, etc. 
Este tipo de defeito é responsável pela variação do ângulo das fibras, pela alta dilatação e 
desenvolvimento de tensões internas da madeira, tendo como consequência baixas propriedades de 
resistência. 
 Tensões internas/ rachaduras microscópicas 
As tensões internas existentes no fuste de uma árvore são consideradas muito problemáticas, pois 
uma vez que este seja cortado, elas são liberadas e normalmente rompem as fibras ao longo dos 
raios, causando rachaduras, empenamentos, etc., e consideráveis prejuízos às propriedades de 
resistência da madeira. Além da grã irregular, o crescimento rápido da madeira é responsável pelo 
desenvolvimento de madeira com baixa massa específica e elevadas tensões internas, ocasionando 
rachaduras internas neste material, como ilustrado na figura abaixo. 
 
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Representação de tensões internas e de rachaduras microscópicas dentro de um anel de 
crescimento. 
 Lenho de reação 
Árvores com fustes que se desviam da direção normal de crescimento, desenvolvem lenhos especiais 
para compensarem o esforço que lhes é submetido em decorrência de qualquer ação externa, em 
intensidade, tempo e sentido constantes. 
De forma genérica este tipo particular de lenho é denominado de lenho de reação; isoladamente ele 
poderá ser denominado como lenho de compressão ou lenho de tração, dependendo da sua posição 
ao longo do fuste da árvore. 
Estes dois tipos de lenho têm propriedades bem diferentes do lenho normal e afetam 
consideravelmente as propriedades tecnológicas da madeira, a saber: 
 
Representação da posição dos lenhos de compressão e de tração no fuste de árvores. 
 
O lenho de compressão é facilmente observado macroscopicamente pelo crescimento excêntrico do 
fuste de coníferas, com transição quase indistinta entre o lenho inicial e o lenho tardio, cor mais 
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intensa que o lenho normal e ausência de brilho. 
Microscopicamente as células do lenho inicial apresentam paredes mais espessas que a normal e um 
contorno arredondado, com espaços intercelulares entre elas, presença de rachaduras oblíquas 
quando observadas em seção longitudinal e estrutura microfibrilar espiralada. 
Quimicamente o lenho de compressão tem alto teor de lignina e baixo teor de celulose. 
As principais consequênciasda presença de lenho de compressão na madeira são: 
 Comportamento desigual da madeira; 
 Madeira quebradiça, suscetível à ocorrência de rachaduras longitudinais irregulares durante 
a secagem; 
 Maior resistência à compressão axial e perpendicular às fibras; 
 Coloração típica, normalmente depreciando o material. 
O lenho de tração, da mesma forma que o lenho de compressão, normalmente é associado ao 
crescimento excêntrico do fuste da árvore, mas de folhosas, causado por ventos dominantes, 
curvaturas geotrópicas e iluminação desigual que originam copas assimétricas, fazendo com que haja 
má distribuição de esforços no fuste. 
Macroscopicamente ele pode ser identificado por sua coloração distinta, mais clara ou escura que o 
lenho normal; microscopicamente ele é caracterizado pela presença de fibras com espessamento 
nas paredes internas anormais (gelatinosas), que conferem brilho diferenciado. 
Quimicamente as paredes das células da madeira de lenho de tração têm elevado teor de celulose e 
lignina quase ausente. 
O lenho de tração causa sérios problemas durante a secagem da madeira, promovendo o seu 
colapso e rachaduras longitudinais. 
Na fabricação de papel, apesar de se obter maior rendimento de polpa com o lenho de tração, ele 
oferece maior resistência à polpação e origina produtos de baixa resistência. 
Além do desenvolvimento de colapso na madeira maciça e da má qualidade dos produtos de polpa, 
na madeira maciça as principais consequências da existência do lenho de tração na madeira são: 
 Difícil trabalhabilidade; 
 Difícil acabamento superficial; 
 Comportamento desigual; 
 Maior resistência à tração; e 
 Depreciação do material pela coloração. 
 
 
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Bolsas de resina 
Este efeito ocorre somente em coníferas, porém, em folhosas, podem ocorrer aspectos análogos, 
denominados bolsas de goma. Trata-se de um espaço localizado dentro de um anel de crescimento 
contendo resina no estado líquido ou sólido, algumas vezes com casca inclusa. 
Bolsas de resina afetam não somente o aspecto da superfície das peças, mas também suas 
propriedades mecânicas. Além disso, o fluxo anormal de resinas origina zonas de lenho translúcido 
em tábuas de pouca espessura, onde a resina pode se liquefazer quando é aquecida, mesmo que a 
superfície das peças já tenha recebido acabamento superficial como, por exemplo, envernizamento. 
Fissuras de compressão 
Este tipo de defeito constitui sério dano na madeira, pelo fato dele muitas vezes não ser aparente, 
mas torná-la friável e quebradiça. 
A fissura de compressão apresenta-se como uma desorganização do tecido lenhoso, como linhas 
apresentando elementos estruturais quebrados, visíveis em peças de madeira serrada, de cor clara e 
dispostas perpendicularmente à grã na face de corte. Algumas vezes observa-se uma marca de 
tonalidade mais escura contornando o tecido lesionado, como resultado de um fluxo anormal de 
goma nesta região. 
Esta fissura provoca um calo cicatricial que acaba cobrindo a zona lesionada. Sendo ela muito 
extensa, há condições de observá-la pelo lado externo do fuste pela superfície rugosa deste ou pela 
presença de pequenos mamilos. 
Este defeito é resultado de traumatismos causados à madeira ainda na árvore em pé, pelo esforço 
causado pelo seu peso próprio ser superior ao que o fuste poderia suportar, ou por outras razões 
como excessivo esforço causado pelo vento, peso de neve, queda de árvores vizinhas por ocasião da 
exploração florestal, entre outros que provoquem curvaturas excessivas sem, contudo, que o fuste 
se rompa integralmente. 
 
Influências Externas da Madeira 
 a) Temperatura – De forma geral, altas temperaturas ocasionam baixas resistências à madeira, 
como consequência da dilatação e da movimentação térmica das moléculas de seus constituintes. 
Acima de aproximadamente 100 o C, mesmo que de forma acanhada, já começa ocorrer a 
degradação térmica da madeira. 
Kollmann (1940), por meio de uma série de experimentos conduzidos em temperaturas entre 119o C 
e 200o C (abaixo da faixa de temperatura que teoricamente inicia a degradação térmica), já havia 
determinado a seguinte equação para estimar a resistência à compressão, em madeira seca em 
estufa: 
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σ2 = σ1 – n . (t2 – t1) 
onde: 
σ1 = resistência à compressão, a uma temperatura t1; 
σ2 = Resistência à compressão, a uma temperatura t2, mais elevada que t1; 
n = 4,76 x r0; e 
r0 = massa específica da madeira a 0% de umidade; 
t1 = temperatura inferior considerada; e 
t2 = temperatura superior considerada. 
b) Teor de umidade - Sendo o teor de umidade da madeira dependente da temperatura e da 
umidade relativa do ar em que ela se encontra, ele é considerado uma variável dependente de 
fatores externos da madeira. 
Com exceção da melhor trabalhabilidade e da maior resistência ao choque em madeira com maior 
teor de umidade, este material fica mais fraco com o aumento de seu teor de umidade, de 0%U ao 
PSF (aproximadamente 28 %U). 
À medida que ocorre entrada de moléculas de água nos espaços submicroscópicos da parede 
celular, a madeira se torna gradativamente inchada e plasticizada, até atingir o PSF. Como 
consequência, normalmente suas propriedades mecânicas são bem correlacionadas com o teor de 
umidade. 
Acima do PSF a resistência permanece constante, em virtude do acréscimo de umidade a partir 
deste ponto se referir tão somente ao preenchimento dos espaços vazios existentes nas células da 
madeira (lumens dos vasos, canais resiníferos, fibras e traqueoides, e espaços intercelulares). 
Como exemplo do alto correlacionamento supracitado, pode-se determinar a resistência à 
compressão e o módulo de elasticidade entre 8%U e 20%U, pelas seguintes equações: 
σc2 = σc1 (32 - U2 / 32 - U1 ) 
Ec2 = Ec1 (48 - U2 / 48 - U1 ) 
Com a utilização das equações como as representadas acima, pode-se concluir que entre 8% e 20% 
de teor de umidade, a madeira tem variações em suas propriedades mecânicas nas proporções 
apresentadas na tabela abaixo: 
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Embora valores como os apresentados na tabela 16 possam ilustrar o efeito do teor de umidade 
sobre as propriedades de resistência da madeira, equações, gráficos e tabelas obtidos para espécies 
e condições específicas, não dispensam a necessidade de execução de novos ensaios, para haver 
representatividade sobre o material que se pretende avaliar.Estruturas de Madeira 
No Brasil a madeira é empregada para diversos fins, tais como, em construções de igrejas, 
residências, depósitos em geral, cimbramentos, pontes (grande utilização do Eucalipto), passarelas, 
linhas de transmissão de energia elétrica, na indústria moveleira, construções rurais e, 
especialmente, em edificações em ambientes altamente corrosivos, como à beira-mar, nas indústrias 
químicas, curtumes, etc. 
A estrutura de madeira pode ser utilizada em qualquer tipo de construção, exceto naquelas em que 
a estrutura fica exposta a intempéries sem proteção ou em contato com o solo (o uso nessas 
condições é possível com tratamentos químicos como o CCB). 
Em termos de manuseio, a madeira apresenta uma importante característica que é a baixa 
densidade. Esta equivale a aproximadamente um oitavo da densidade do aço. Um fato quase 
desconhecido pelos leigos refere-se a alta resistência mecânica da madeira. As madeiras de uma 
forma geral são mais resistentes que o concreto convencional, basta comparar os valores da 
resistência característica destes materiais. Concretos convencionais de resistência significativa 
pertencem à classe de concretos CA18, enquanto a classe de resistência de madeira começa com 
C20 e chega a C60. 
Apesar dos aspectos positivos, podem ser citadas algumas desvantagens para a utilização da 
madeira. Dentre elas podem ser citadas sua suscetibilidade ao ataque de fungos e insetos, assim 
como também sua inflamabilidade. No entanto, estas desvantagens podem ser facilmente 
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contornadas através da utilização de preservativos, que representa uma exigência indispensável para 
os projetos de estruturas de madeira expostas às condições favoráveis à proliferação dos citados 
efeitos daninhos. O tratamento da madeira é especialmente indispensável para peças em posições 
sujeitas a variações de umidade e de temperatura propícias aos agentes citados. 
Vale lembrar que a madeira tem a desvantagem da sua inflamabilidade. Contudo, ela resiste a altas 
temperaturas e não perde resistência sob altas temperaturas como acontece especialmente com o 
aço. Em algumas situações a madeira acaba comportando-se melhor que o aço, pois apesar dela ser 
lentamente queimada e provocar chamas, a sua seção não queimada continua resistente e suficiente 
para absorver os esforços atuantes. Ao contrário da madeira, o aço não é inflamável, mas em 
compensação não resiste a altas temperaturas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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As folhas de palmeira e a estrutura, feita de madeira certificada, definem a construção sustentável da Casa Río Cedro 
 
 
Inspirado na cultura espanhola, o restaurante ganha cores quentes e vibrantes que remetem principalmente à roupa de toureiros e às 
obras de grandes artistas espanhóis, como Picasso, Miró e Salvador Dalí 
 
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Construída com projeto de Arthur Casas, esta residência de veraneio combina espaços integrados e transparentes com uma bela vista 
de bosques e campo de golfe 
 
 
Com uma quadra e uma estrutura de madeira – que serve de parquinho –, o projeto é uma alternativa de convívio aos moradores de 
uma comunidade em Bancoque, na Tailândia 
 
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O sul da Noruega esbanja uma paisagem natural fascinante. Por isso, alguns proprietários das áreas rurais decidiram incentivar o 
turismo, criando uma estrutura física que serve de mirante 
 
 
Feitas de madeira e barro, as casas do projeto Holistic Living são guiadas por conceitos sustentáveis 
 
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Executada em estrutura mista, a Casa Vila del Rey possui pé-direito de quase 9 metros de altura, que é preenchido pelo elemento 
articulador dos espaços: a escada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo especialistas, não existem muitos materiais com qualidade, duração e contemporaneidade para a construção de estruturas. A 
madeira, no entanto, reúne todos esses quesitos. Em terremotos, abalos sísmicos e, até mesmo, durante incêndios, ao contrário do 
que muitos pensam, as estruturas de madeira são muito mais resistentes e demoram mais para serem abaladas. 
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As linhas sinuosas do Metropol Parasol, finalizado em março de 2011, cobrem a Plaza de la Encarnacíon em Sevilha, na Espanha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estrutura de madeira no Shopping Iguatemi Fortaleza feita pelo Carpinteria 
http://www.carpinteria.com.br/?portfolio=shopping-iguatemi-fortaleza 
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Cobertura em estrutura de madeira do museu Pompidou Metz na França, idealizada com base no chapéu de palha asiático,é o grande 
charme do projeto. Arquiteto Shigeru Ban. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desenhada pelos arquitetos do atelier DANS, esta ponte de madeira liga uma pequena aldeia eslovena Bohinjska, à 
floresta que lhe é vizinha. 
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Revestimentos de Paredes Internas e 
Externas 
Definição 
Tipos de Madeiras Utilizadas 
Imagens 
 
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Definição 
Revestimento Externo: É utilizado muitas vezes na frente da fachada de sua casa, apenas próximo a 
janela, ou uma faixa na parede da frente para dar um destaque, alguns optam por fechar a parede 
externa toda com revestimento de madeira para poder acrescentar alguns outros objetos 
decorativos. 
 
http://imguol.com/c/entretenimento/2015/01/28/em-curitiba-casa-moderna-tem-sala-exclusiva-para-abrigar-harleys-1422463468655_733x500.jpg 
 
Revestimento Interno: Pode ser utilizado em várias partes da casa como por exemplo, nas paredes da 
sala, que fica muito bonito por sinal, ao invés de optar pela velha e tradicional estante, onde antes 
colocávamos nossa televisão e porta-retratos, que até nos dias de hoje ainda se vê bastante na 
maioria das residências, onde vem sendo substituídos por esses revestimentos de madeira para 
parede, os televisores ficam centralizados nestas paredes, combinando bastante com o restante da 
casa, ainda mais se o chão for de piso laminado. 
Este tipo de revestimento pode ser utilizado sem problemas também em demais cantos da casa, 
como no banheiro, com alguns cuidados relacionados a umidade, e claro no nosso quarto, é incrível 
como esse tipo de revestimento fica tão bonito no quarto, principalmente atrás da cabeceira da 
cama, vale apena conferir as fotos abaixo e comparar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.blogbrookfield.com.br/wp-content/uploads/2014/06/6.jpg 
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Tipos de Madeiras Utilizadas 
 
 
 
Angelim Pedra 
A madeira de Angelim Pedra é bem versátil, com várias aplicações, tendo o seu custo baixo e boa 
resistência aliado à sua graça e beleza. Muito utilizada na construção civil e decoração. 
Características Gerais 
Características sensoriais: cerne e alburno distintos pela cor, cerne castanho-avermelhado claro ou 
escuro, com manchas castanhas mais escuras devido à exudação de óleo-resina, alburno castanho-
pálido; brilho ausente; cheiro e gosto imperceptíveis; densidade média; dura ao corte; grã direita a 
revessa; textura grossa, aspecto fibroso. 
 
Usos 
 Lâminas decorativas 
 Leve interna, decorativa: forros/lambris 
 
Características de Processamento 
 
Trabalhabilidade: a madeira de angelim-pedra é fácil de ser trabalhada. Acabamento de regular a 
bom na plaina, torno e broca. (IBAMA,1997a) É moderadamente fácil de serrar e aplainar; é fácil de 
pregar, parafusar e permite acabamento satisfatório. (INPA,1991) 
 
Durabilidade e Tratamento 
 
Durabilidade natural: Madeira durável a muito durável em relação a fungos apodrecedores; 
moderadamente resistente a brocas marinhas e resistente a cupins-de-madeira-seca. (IBAMA,1997a; 
SUDAM/IPT,1981) 
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Tratabilidade: o cerne é difícil de preservar e o alburno é muito fácil de preservar, em processo sob 
pressão, tanto com creosoto (oleossolúvel) como CCA (hidrossolúvel). (IBAMA,1997a) 
 
 
 
 
Cedrinho 
A madeira de Cedrinho é a alternativa com preço mais acessível. Também é utilizada em obras e 
estruturas a serem revestidas. Disponibilizada em tábuas, tem boa aceitação de corantes e vernizes. 
Características Gerais 
Características sensoriais: cerne e alburno distintos pela cor, cerne castanho avermelhado; sem 
brilho; cheiro e gosto imperceptíveis; densidade baixa; grã direita a revessa; textura média a grossa. 
Durabilidade e Tratamento 
 
Durabilidade natural: a Madeira de cedrinho apresenta baixa durabilidade ao ataque de organismos 
xilófagos (fungos e insetos). (IPT,1989a) 
Tratabilidade: o cerne e o alburno são moderadamente fáceis de preservar em processos sob 
pressão. (IBDF,1981) 
 
Usos 
 Lâminas decorativas 
 Chapas compensadas 
 Leve interna, utilidade geral: lambris/molduras/guarnições/forros 
 
Características de Processamento 
Trabalhabilidade: a Madeira de cedrinho é fácil de aplainar, serrar e lixar, pregar e colar. 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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Cedro 
A madeira de Cedro é largamente empregada em estrutura de móveis, entalhes e esculturas. 
Utilizada para interiores, de estrutura macia e leve, proporciona fácil manuseio. Tem odor agradável 
e ótima resistência a pragas, devido ao seu gosto ligeiramente amargo. É muito utilizada em 
esquadrias e acabamentos. Praticamente, aceita muito bem todos corantes e vernizes. 
Características Gerais 
 
Características sensoriais: cerne e alburno distintos pela cor, cerne bege rosado; superfície lustrosa; 
cheiro perceptível, agradável e característico, gosto ligeiramente amargo; densidade baixa; grã 
direita; textura média a grossa. 
 
Usos 
 
 Leve interna, decorativa: lambris, painéis, molduras, guarnições, forros 
 
Características e Processamento 
Trabalhabilidade: a madeira de cedro é fácil de aplainar, serrar, lixar, furar, pregar, colar e tornear. 
Apresenta bom acabamento, em alguns casos pode ocorrer exsudação de resina. 
 
Durabilidade e Tratamento 
 
Durabilidade natural: Madeira susceptível ao ataque de perfuradores marinhos, mas 
moderadamente resistente às térmitas. (Berni et al.,1979) Moderadamente resistente aos 
organismos xilófagos. (IPT,1989a) Boa resistência aos fungos de podridão parda e branca, não 
susceptível ao ataque de Lyctus e baixa a média resistência ao cupim subterrâneo. 
 
 
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Cedro Mangue 
Características Gerais 
 
Características sensoriais: cerne e alburno pouco distintos pela cor; cerne bege-rosado tendendo 
para castanho, em alguns espécimes observam-se pequenas manchas longitudinais de coloração 
castanha mais escura; cheiro e gosto imperceptíveis; densidade média; moderadamente dura ao 
corte; grã irregular; textura média; superfície lustrosa. 
 
Usos 
 
 Leve interna, decorativa: lambris, painéis, forros 
 
Características de Processamento 
 
Trabalhabilidade: A Madeira de jacareúba é relativamente fácil de ser trabalhada. Retém pregos e 
parafusos com firmeza e não apresenta grandes dificuldades na colagem. (Jankowsky,1990) Fácil de 
serrar, ocasionalmente a presença de resina pode causar problemas. É boa para faquear e 
desenrolar. Pintura e envernizamento podem ser aplicados sem problemas. (CTFT/INPA,s.d.) 
 
Durabilidade e Tratamento 
Durabilidade natural: Madeira susceptível ao ataque de perfuradores marinhos, mas moderadamente 
resistente às térmitas. (Berni et al.,1979) Moderadamente resistente aos organismos xilófagos. (IPT,1989a) 
Boa resistência aos fungos de podridão parda e branca, não susceptível ao ataque de Lyctus e baixa a média 
resistência ao cupim subterrânea. 
 
 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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Cumaru 
A madeira de Cumaru tem estruturas e finalidades semelhantes ao Ipê. Também de consistência 
dura e cerne definido, é utilizada em estruturas pesadas, onde se exige resistência a baixo custo. 
Também pode ser empregada na decoração de pisos, degraus e rodapés, revestimentos externos. 
Características Gerais 
Características sensoriais: cerne e alburno distintos pela cor, cerne castanho-claro-amarelado; brilho 
moderado; cheiro e gosto imperceptíveis; densidade alta; dura ao corte; grã revessa; textura fina a 
média, aspecto fibroso atenuado; superfície pouco lustrosa. 
Usos 
 Pesada externa: Revestimentos, pontes, postes, mourões, estacas, esteios, cruzetas, dormentes 
 Leve interna, decorativa: forros, lambris 
 Tábuas 
 
Características de Processamento 
 
Trabalhabilidade: a Madeira de cumaru é difícil de ser trabalhada, mas recebe excelente acabamento 
no torneamento. Acabamento ruim nos trabalhos de plaina e lixa, é difícil de ser perfurada. Devido à 
natureza oleosa, a Madeira apresenta dificuldade em ser colada. Aceita polimento, pintura, verniz e 
lustre. 
 
Durabilidade e Tratamento 
 
Durabilidade natural: o cerne apresenta alta resistência ao ataque de organismos xilófagos (fungos 
apodrecedores e cupins). (IPT,1989a) Em ensaios de campo com estacas em contato com o solo, 
esta espécie apresentou alta durabilidade aos organismos xilófagos (Jesus et al.,1998) e foi 
considerada com durabilidade superior a 12 anos de serviço em contato com o solo. 
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Ipê 
A madeira de Ipê é especial para madeiramentos de telhado. Pesada e dura, a madeira de Ipê 
também pode ser utilizada para esquadrias, com acréscimo de sua beleza e maior qualidade. 
Destinada a obras onde o requinte do acabamento deve ser aliado à qualidade mais nobre. Com 
ótima resistência à água, serve também para degraus de escada, portões, rodapés, decks externos 
para piscinas, tabeiras de pisos, aduelas especiais, etc. 
Características Gerais 
 
Características sensoriais: cerne e alburno distintos pela cor, cerne pardo ou castanho com reflexos 
amarelados ou esverdeados, alburno branco-amarelado; superfície sem brilho; cheiro e gosto 
imperceptíveis; densidade alta; dura ao corte; grã irregular a revessa; textura fina. 
 
Usos 
 Leve interna, decorativa: guarnições, rodapés, forros, lambris 
 tábuas 
 
Características de Processamento 
 
Trabalhabilidade: a Madeira de ipê é moderadamente difícil de trabalhar, principalmente com 
ferramentas manuais que perdem rapidamente a afiação. Recebe bom acabamento. São relatados 
problemas de colagem (Jankowsky,1990) O aplainamento é regular, é fácil de lixar e excelente para 
pregar e parafusar (IBAMA,1997a) 
 
Durabilidade e Tratamento 
 
Durabilidade natural: a Madeira de ipê, em ensaios de laboratório, demonstrou ser de alta resistência 
ao ataque de organismos xilófagos (fungos e cupins) (Berni et al.,1979; Brazolin & Tomazello,1999) 
Em experimento realizado em ambiente marinho foi moderadamente atacada por organismos 
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perfuradores (Lopez,1982) Em ensaio de campo, com estacas em contato com o solo apresentou 
vida média de 8 a 9 anos (Lopez,1982) Em observações práticas, é considerada muito resistente ao 
apodrecimento (IPT,1989a) 
Tratabilidade: em tratamento sob pressão demonstrou ser impermeável às soluções preservantes 
(IPT,1989a) 
 
 
Jatobá 
A madeira de Jatobá é particularmente dura e resistente, possui veios mesclados de grande beleza. É 
utilizada para exterior e interior, degraus de escadas, rodapés, aduelas, tabeiras de pisos, etc. 
Características Gerais 
 
Características sensoriais: cerne e alburno distintos pela cor, cerne variando do castanho-amarelado 
ao castanho-avermelhado, alburno branco-amarelado; cheiro e gosto imperceptíveis; densidade alta; 
dura ao corte; grã regular a irregular; textura média; superfície pouco lustrosa. 
 
Usos 
 Pesada externa: dormentes ferroviários, cruzetas 
 Leve em esquadrias: portas, janelas, batentes 
 Leve interna, decorativa: guarnições, rodapés, painéis, forros, lambris 
 Tábuas 
 
Características de Processamento 
 
Trabalhabilidade: a Madeira de jatobá é moderadamente fácil de trabalhar, pode ser aplainada, 
colada, parafusada e pregada sem problemas. Apresenta resistência para tornear e faquear. O 
acabamento é bom. Aceita pintura, verniz e lustre. 
 
 
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73Durabilidade e Tratamento 
 
Durabilidade natural: a espécie Hymenaea courbaril L. é considerada altamente resistente aos 
térmitas e fungos de podridão branca e parda, mas susceptível aos perfuradores marinhos. (Berni et 
al.,1979) Em contato com o solo Hymenaea stilbocarpa Hayne apresentou vida média inferior a 9 
anos sendo considerada moderadamente durável (Fosco Mucci et al.,1992) , já em ensaios de 
laboratório apresentou resistência média a alta ao ataque de organismos xilófagos. (IPT,1989a) Em 
ambiente marinho a Madeira de Hymenaea sp. ensaiada foi intensamente atacada por organismos 
perfuradores. (Lopez,1982) 
Tratabilidade: o cerne de jatobá, quando submetido à impregnação sob pressão, demonstrou ser 
impermeável às soluções preservativas. (IPT,1989a) 
 
 
Pinus 
 
Características Gerais 
 
Características sensoriais: cerne e alburno indistintos pela cor, branco-amarelado, brilho moderado; 
cheiro e gosto distintos e característicos (resina), agradável; densidade baixa; macia ao corte; grã 
direita; textura fina. 
 
Usos 
 Chapas compensadas 
 Lâminas decorativas 
 
Características de Processamento 
 
Trabalhabilidade: a Madeira de pinus-eliote é fácil de ser trabalhada. É fácil de desdobrar, aplainar, 
desenrolar, lixar, tornear, furar, fixar, colar e permite bom acabamento. (IPT,1989b) 
 
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Durabilidade e Tratamento 
 
Durabilidade natural: observações feitas pelo IPT complementadas por ensaios de laboratório, 
permItem considerar esta Madeira como susceptível ao ataque de fungos (emboloradores, 
manchadores e apodrecedores), cupins, brocas-de-Madeira e perfuradores marinhos. 
Tratabilidade: o pinus-eliote é fácil de tratar. (IPT,1989b) 
 
 
 
MDF 
Composição: Fibras, pinus ou eucalipto, triturados, aglutinados e compactados com uma resina sintética à 
alta pressão e calor. 
Aparência Final: Placas uniformes e lisas, que possibilita um acabamento envernizado, pinturas de todos os 
tipos e aplicações de revestimentos como tecidos e papel de parede, lâminas de madeira e PVC. 
Permite o corte das chapas em qualquer sentido por ser constituído por fibras não orientadas. 
Dimensões: Mais comum são chapas de 2,75 x 1,83 m, com espessuras variadas, entre 2,5 e 30mm. 
Vantagens: 
 Não possui nós, veios ou imperfeições, o que permite junções entre placas; 
 Quase equivalente à madeira em termos de trabalhabilidade, como: baixo-relevo, entalhes e 
usinagens (cortes bem acabados proporcionando diferentes formatos aos móveis); 
 Resistente à abrasão (desgaste por atrito); 
 Ecologicamente correto: produzido com madeira reflorestada; 
 
 
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Desvantagens: 
 Vulneráveis a ambientes úmidos. Para utilizá-los nessas condições, deve-se recobrir ou proteger as 
superfícies através de revestimentos melamínicos, esmaltes ou vernizes poliuretanos, para que não 
apresentem problemas. 
 
 
 
MDP 
 
Composição: Mesma composição do MDF. Formadas por duas camadas de partículas finas nas 
extremidades e uma terceira camada, no centro, por partículas maiores. É a chamada “madeira 
padrão” associada ao nome da madeira natural que representa (“madeira padrão” mogno). 
 
Tipos de revestimento: Permite pinturas comuns e laqueadas, laminados e impressões. 
 
Dimensões: Comumente encontradas em placas de 2,75 x 1,84 m. As espessuras variam de 9 a 28 
mm. 
 
Vantagens: 
 Boa fixação das ferragens, devido às partículas grossas no centro; 
 Chapas mais baratas. Isto ocorre principalmente pelo MDF ser composto por partículas de 
madeira reflorestada, ao invés de fibras; 
 Assim como MDF, aproveita-se melhor a madeira, reduzindo custos. Por este motivo grandes 
fábricas e lojas de modulados preferem este material. 
 
 
 
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Desvantagens: 
 Devido à sua heterogeneidade não permite entalhes profundos, cantos arredondados ou 
usinagem 
 
 
 
 
 
Aglomerado 
Composição: Painel de partículas de pinus, resíduos de madeira como pó e serragem, aglutinados 
com adesivo sintético. Hoje perdeu lugar para o MDP. 
A má fama deste produto originou-se da utilização indevida de ferragens para madeira maciça, que 
podem rachar as placas, por possuir espaços ocos internamente, este tipo de madeira exige 
ferragens especiais. 
 
Tipos de revestimento: Permite pinturas e vernizes, mas não laminados, pois sua superfície não é tão 
lisa. 
 
Dimensões: Placas comumente encontradas com 2,75 x 1,83 m. Suas espessuras variam de 8 a 40 
mm 
 
Vantagens: 
 Recebe menos pressão na fabricação e por esse motivo tem menos chances de empenar que 
o MDF ou MDP. 
 
Desvantagens: 
 Não suporta tanto peso quanto o MDP; 
 Em sua fabricação ainda são usadas madeiras tropicais provenientes de florestas nativas. 
 
 
 
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Compensado 
Composição: Composto por lâminas de madeira, pinus ou de virola, unidas por adesivos e resinas 
através de pressão e calor. 
 
Tipos de compensado: o multilaminado (foto esquerda), composto por lâminas sobrepostas e 
cruzadas, e o sarrafeado (foto direita), que possui a mesma estrutura nas superfícies, mas no 
interior, possui uma espécie de tapete composto por madeira serrada. O sarrafeado é mais caro 
devido ao processo de fabricação e à pequena procura. Este tipo de painel possui menor tendência 
ao empenamento. 
 
Aparência: O multilaminado é uniforme nas laterais, já o sarrafeado mostra um miolo diferente das 
lâminas externas. 
 
Tipos de revestimento: Podem receber pinturas e vernizes. O laminado com o tempo pode 
apresentar algumas bolhas. 
 
Dimensões: Chapas de 2,20 x 1,60 m. Podem variar de 3 a 18 mm 
 
Vantagens: 
 As lâminas compensam as tensões no sentido contrário uma da outra 
 
Desvantagens: 
 40% do compensado brasileiro ainda é produzido com matéria-prima proveniente de floresta 
nativa. 
 
 
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OSB (Oriented Strand Board – Painel de Tiras de Madeiras 
Orientadas) 
Composição: Lascas de madeira prensadas em três camadas perpendiculares e unidas com resina, 
resistente a intempéries, aplicada sob alta pressão e temperatura, aumentando sua resistência 
mecânica, rigidez e estabilidade. 
 
Aparência: Lascas ficam evidentes. 
 
Tipos de revestimento: Normalmente são utilizados sem acabamento. Aceita vernizes e tintas, mas 
não aderem bem ao laminado. 
 
Dimensões: Placas de 2,20 x 1,10 m e 2,44 x 1,22 m, com espessuras que variam de 6 a 30 mm 
 
Vantagens: 
 100% proveniente de reflorestamento, ecologicamente mais eficiente; 
 Alta resistência físico-mecânica, semelhante ao MDF e MDP; 
 Resistente às intempéries, ótima opção para o mobiliário externo; 
 Maior resistência ao empenamento (boa apresentação visual); 
 Qualidade consistente e uniforme; 
 Sem problemas de laminação; 
 Sem vazios internos e nós soltos; 
 Processo de produção 100% automatizado e rastreável; 
 Preço competitivo. 
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Revestimento de Pisos e Forros 
Considerações Gerais 
Pisos, Instalações e Acabamentos 
Tipos de Madeiras Utilizadas 
Conservação 
Forros e Instalação 
 
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Considerações Gerais 
 
Itens a serem considerados na hora da escolha do seu revestimento para o piso; 
 Resistência ao desgaste ao trânsito; 
 Apresentar atrito necessário do trânsito; 
 Quanto a higiene necessária; 
 Fácil conservação; 
 Inalterabilidade (cor, dimensões, etc.); 
 Função decorativa; 
 Econômica. 
Considerações gerais quanto aos cuidados na execução de pavimentações: 
 Para a execução de uma pavimentação, devemos considerar os procedimentos de preparo da 
base que pode ocorrer sobre o solo ou em lajes de concreto armado; 
 Na pavimentação em que a base é o solo, deve-se ter o cuidado com a compactação do 
aterro, execução de lastro para drenagem e impermeabilização do contra piso. 
 Deve-se ter o cuidado de planejar as declividades das superfícies externas, na execução dos 
contra pisos ou lastro de regularização, de acordo com a orientação de captação d’água, do 
projeto hidráulico; 
 Nas áreas de garagens, não deixar de executar declividades mínimas para o escoamento 
natural d’água. 
 Se possível, a cota do piso interno de uma edificação deve estar sempre elevada em relação 
ao piso externo; 
 Antes da execução do contra piso, deve ser executado o assentamento das redes de esgotos 
sob o piso; 
 Nos trabalhos de assentamento de piso conjugado, madeira e rochas polidas, deve-se 
executar primeiro o assentamento das pedras, para evitar que a água de amassamento 
infiltre na madeira, provocando distorção nas peças. 
 A pavimentação com placas ou réguas de laminado plástico termoestável – laminado 
fenólico- melamínico – devem ser executados sobre base de cimento plastificado (argamassa 
de cimento 1:3 adicionado de acetato de polivinila – PVC), para um perfeito nivelamento da 
superfície aplicado com desempenadeira metálica; 
 Na execução de pisos e contra pisos em concreto em concreto não se deve esquecer de 
dimensionar o número de juntas e suas locações. 
 
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Pisos, Instalações e Acabamentos 
Temos o piso de madeira (assoalho, taco e parquet), carpete de madeira e piso laminado, em 
comum tem a madeira natural em toda a sua composição ainda que de diversas espécies diferentes. 
A diferença entre eles tem a ver com a espessura e largura das ripas (tábuas de madeira) que 
compõem o piso. 
 
 
Alguns tipos de assoalhos e tacos de madeiras diferentes; Decks e Rodapés 
 
Vantagens 
Versatilidade – O piso de madeira fica bem em qualquer ambiente, seja na sala de estar, jantar, ou 
até mesmo no quarto, sendo, por isso, um excelente complemento à decoração da casa. Além disso, 
um bonito piso de madeira dá um aspecto intemporal perfeito para qualquer projeto de decoração 
de interiores. Combina também na perfeição com tapetes de todos os tamanhos e formatos. 
Fácil manutenção – Muitas pessoas ficam surpresas com o quão fácil é limpar pisos de madeira e 
mantê-los com uma aparência de novos. Na verdade, tudo o que é preciso é uma aspiração rápida 
ou uma simples vassoura, e depois aplicar um produto de limpeza adequado para limpeza de chão 
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em madeira. Uma limpeza rápida, simples e sem problemas, especialmente em relação a outros 
pisos, como é o caso de carpete, que exige maiores cuidados de manutenção. 
Benefícios para a saúde e ambiente – Outra grande vantagem dos pisos de madeira é que são 
hipoalérgicos e completamente naturais. Poeira e outros detritos que possam causar irritações e 
alergias, tais como pelo de animais, não são tão problemáticos como em outros tipos de piso, como 
é o caso de carpetes. Além disso, pisos de madeira não necessitam de produtos químicos demasiado 
caros ou agressivos para se manterem limpos, produtos esses que podem ser potencialmente 
perigosos tanto para a saúde como para o meio ambiente. 
Duráveis – O piso de madeira é mais durável que outro tipo de piso, necessitando no entanto de uma 
manutenção regular. 
 
Desvantagens 
Fraca resistência a umidade – Pavimentos em madeira são muito vulneráveis à humidade. Mesmo 
uma pequena quantidade de humidade pode deteriorar a madeira. Por isso, é necessário ter muito 
cuidado, para não derramar qualquer tipo de líquido no chão. 
Preço mais elevado -O piso de madeira é mais dispendioso que outros tipos de pavimentos, ao qual 
ainda é adicionado uma instalação, também ela mais dispendiosa. 
Manutenção – Apesar de os pisos de madeira serem fáceis de manter, exigem alguns “retoques” 
frequentes, para garantir que o seu brilho dure por um longo tempo. Encerar este tipo de piso será 
uma prática recorrente. Mais uma vez, este tipo de manutenção pode vir a custar-lhe algum 
dinheiro. 
Limitações – O piso de madeira pode não ser o mais adequado para todos os ambientes da casa. No 
banheiro ou lavanderia, por exemplo, onde a humidade e vazamentos são inevitáveis, este tipo de 
pavimento pode estragar facilmente. 
 
Características Gerais 
As madeiras destinadas a pisos de tacos ou tábuas devem ser convenientemente secas, por 
exposição demorada ao ar ou por processo acelerado em estufa adequada. O volume da madeira 
varia conforme a temperatura e umidade. 
Quanto à cor do assoalho, as madeiras mais escuras são mais duras, portanto mais resistentes ao 
tráfego, já as mais claras, amassam com mais facilidade, portanto deve-se evitar impactos 
pontiagudos. 
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A variedade de tons não é um defeito, nunca haverá tábuas de uma mesma madeira com tons iguais. 
A existênciade peças curtas não é um defeito, e sim uma característica, pois o comprimento é 
determinado em função da retirada maior ou menor de defeitos naturais durante a sua fabricação. 
A madeira é um produto natural que sofre com as alterações climáticas. Assim, nos períodos do ano 
em que a umidade do ar torna-se muito baixa ou muito alta, o piso pode sofrer alguma retração ou 
expansão. 
A madeira não deve ser molhada em hipótese alguma e não permite o trabalho com argamassas, 
cimento, cal e outros produtos nocivos. A absorção de água promove o afastamento das fibras e a 
madeira se entumece. 
As peças de madeira muito secas podem sofrer empenos durante os períodos chuvosos, já que 
tendem a absorver a umidade, já as peças de madeira com umidade excessiva ( acima de 12%) 
podem, em períodos muitos secos, sofrer retração, diminuindo as suas dimensões. A umidade 
recomendada é cerca de 10%. 
 
As madeiras normalmente usadas em pisos de tacos ou assoalhos: 
 IPÊ - Sua cor é castanho claro, destinada às obras, onde o requinte do acabamento deve ser 
aliado à qualidade mais nobre. Madeira muito dura, o que a torna altamente resistente a 
fungos e cupins, proporciona ótimo acabamento e resistência a riscos a amassamento. 
 
 JATOBÁ - Sua aparência com veios mesclados. Madeira dura e resistente 
 
 CUMARÚ - A madeira de Cumarú tem estruturas e finalidades semelhantes ao ipê, também 
de consistência dura, utilizada em estruturas pesadas onde exige-se resistência a baixo custo. 
 
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 MARFIM - A madeira de Marfim é rara. Decorativamente aprovada, utilizada só para 
interiores como acabamento final, devido ao seu alto custo. 
 
 CEDRINHO - A madeira de Cedrinho é alternativa pelo preço mais acessível. Tem boa 
aceitação de corantes e vernizes, porém baixa resistência ao ataque de cupins. 
 
 
 
Pisos de Tábuas (Assoalho/Soalho) 
O assoalho de madeira além de belo é extremamente aconchegante, muito procurado para 
ambientes interiores. 
Uma de suas vantagens é a incrível variedade de opções de madeira como ipê, jatobá, garapeira, 
marfim, sucupira, muiracatiara, cumarú e assim por diante.O assoalho é composto por tábuas 
corridas que tem de um lado a fêmea e do outro lado o macho, ocasionando o encaixe com maior 
firmeza, consequentemente maior durabilidade. As tábuas deverão apresentar superfície aplainada e 
lixada, e ter bitola uniforme. 
 
As dimensões usuais das tábuas corridas são: 
Largura: de 10cm a 20cm 
Espessura: 20mm 
Comprimento: de 1,5m a 5,5m 
 
 
 
 
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Tábuas corridas não precisam necessariamente ser tábuas paralelas, elas podem ser tábuas em 
diagonal sem tabeira, tábuas em diagonal em quatro painéis com tabeiras, tábuas em diagonal com 
tabeira e tábuas em espinha de peixe. Conforme as figuras abaixo: 
 
 
 
Instalação dos Assoalhos 
Os produtos só devem ser instalados após a colocação das janelas, vidros, soleiras e portas. 
A instalação do piso de madeira deve ser feita após a secagem total do contrapiso. 
Recomenda-se a proteção das janelas com jornal para evitar a insolação direta sobre a madeira. 
Deve-se verificar o nivelamento do piso para que não se tenha problemas posteriores. 
Colocação dos barrotes( vigas, caibro de madeira que são fixadas no contrapiso onde serão pregadas 
ou parafusadas as tábuas), com dimensões de 50cm x 50 cm. 
Devem ser colocados da seguinte forma: Chumbar com espaçamento máximo entre de 35 cm entre 
si, perfeitamente alinhados, nivelados e os espaços devem ser preenchido com cimento cobrindo 
tudo, deixando apenas um centímetro para que a tábua tenha uma ventilação, ou com lã de vidro, 
areia seca, isopor e etc. Deve-se tomar cuidado para que a argamassa não entre em contato com a 
face inferior das tábuas. Esse preenchimento evita ruídos. 
 
Existem dois métodos para colocação do assoalho, pregado ou parafusado. 
Para a colocação do método pregado o importante é que as tábuas fiquem bem prensadas umas nas 
outras. Usa-se uma ferramenta chamada barra T para prensar melhor, depois é só pregar. A fixação 
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das tábuas se faz em um único lado, no encaixe da fêmea ou pode ser em cima das tábuas com 
prego sem cabeça e rebaixado para que a tábua seguinte possa ser encaixada. As tábuas devem ser 
pregadas em tarugos trapezoidais, pintados com tinta à base de asfalto, que para melhor fixação é 
recomendável ferro 3/16” de 50 em 50 cm. 
Para a colocação do método parafusado, primeiro se faz um furo com a furadeira para o parafuso e 
depois um furo para cabeça do parafuso, já que a cabeça ficará na parte interna do assoalho, o 
próximo passo é colocar a bucha e no barrote ou pode ser sem bucha, parafusa-se direto no barrote, 
feito isto com a cabeça do parafuso dentro do assoalho pegaremos uma cavilha( pequena peça de 
madeira que tem a finalidade de tampar a cabeça do parafuso ) e tampar o buraco dando 
acabamento com a lixa 
 
 
O rodapé deve ser feito com o mesmo material utilizado nas tábuas, e fixado na parede com prego 
sem cabeça parafusado no taco de madeira que deve ser deixado no assentamento de alvenaria. 
Para saber onde fica o centro do taco embutido, um prego semienterrado deve ser deixado até a 
fixação do rodapé e então é removido. 
Para esconder a fresta entre o pavimento e o rodapé utiliza-se um cordão ¼ de círculo de madeira. 
 
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Após a instalação é comum uma pequena movimentação das peças, provocando abertura de frestas 
e um pequeno desnível que será corrigido na raspagem, calafetação e aplicação do verniz de 
acabamento. Com a raspagem do piso as eventuais emendas em tábuas passam despercebidas, 
porém uma raspagem muito grossa inicial diminui a espessura final. A raspagem não remove as 
manchas. 
 
 
Piso de Tacos de Madeira 
São pisos de madeira(tacos) fixados diretamente no contra piso, através de colas para tacos de 
madeira, são peças maciças e com tamanhos iguais. A grande preocupação do Taco é a umidade, 
porque quando volta a secar, tende a deformar e soltar, isso por efeito da dilatação, quando há mais 
umidade, ou seja, a madeira por ser um material orgânico interage com o ambiente e se move 
constantemente e é esse movimento que chamamos de dilatação: é o movimento de contração é 
quando o clima é seco. 
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Por isso a importância dos espaços entre os tacos e tábuas é essencial, eles permitem que a 
expansão aconteça, pois caso ao contrário, na hora da dilatação se não houver um espaço, essa 
dilatação resultará no descolamento dos tacos e tábuas e com isso eles tendem a soltar. 
A grande vantagem dos tacos em relação ao assoalho, é que os tacos não precisam de barrotes 
(vigas, caibro ou uma peça em formato de trapézio de madeira que são fixadas no contra piso onde 
serão pregadas ou parafusadas as tábuas). 
Os tacos são assentados conforme desenho preestabelecido, sendo os mais usuais os apresentados 
na figura abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
O importante que temos que ressaltar é que no caso do taco o contra piso, é praticamente o espelho 
do piso, então é necessário um ótimo nivelamento e o tempo de cura (tempo que o cimento leva 
para ficar seco) deve ser respeitado segundo a norma ABNT (no caso do CPII é de 28 dias) e uma boa 
limpeza no piso para que não tenha poeira, o que pode prejudicar na hora da colagem. 
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Instalação 
 Contra piso: Deve ser feito com bastante cuidado como já foi dito anteriormente. 
 Cola: A cola utilizada deve ser cola branca especial para colagem de tacos. A quantidade de 
cola utilizada é em média de 1kg para cada 1m² de piso. Após serem colados, os tacos devem 
permanecer por no mínimo 15 dias para adaptação e secagem da cola. 
Acabamento 
 Lixamento: é feito no mínimo de 15 dias após a conclusão da instalação. Quanto mais tempo 
esperar melhor, pois a madeira precisa se adaptar ao novo ambiente. 
 Pintura: a pintura é o última etapa do processo, sendo feita após o lixamento. A quantidade 
utilizada de synteko e de verniz depende de quantas camadas serão aplicadas. Geralmente 
são aplicadas duas camadas de synteko e uma camada final de verniz para dar brilho, com 
intervalos de 6 horas entre uma aplicação e outra. Após as aplicações, os ambientes devem 
permanecer fechados por um dia (24 horas) para ficarem protegidos de poeira e outras 
sujeitas. 
 Calefação: é colocado entre as rejuntas e falhas da colocação dos assoalhos uma massa feita 
do pó da própria madeira raspada misturada com a cola branca e o verniz espalhada por todo 
o piso. 
 
Carpete de Madeira 
 
Este piso trata-se de uma folha de madeira natural, bastante fina, colada e prensada a uma base de 
madeira processada como compensado, aglomerado, MDF ou similares. Tem em torno de cinco a 
sete milímetros de espessura. É instalado com bastante facilidade ao contra piso e funciona como 
um piso flutuante, apenas colocado sobre uma manta de separação e preso um ao outro por meio 
de encaixes do tipo macho fêmea. É rápido para instalar e o preço é atrativo, as desvantagens estão 
relacionadas à baixa durabilidade em relação a outros pisos, ruídos característicos e péssima 
resistência a água. 
É um piso constituído de lâminas de madeiras em larguras e comprimentos variados, composta de 
aglomerados HDF. A camada superior exibe a estampa decorativa artificial e vem protegida pelo 
overlay (resina de melamina). 
É importante saber que quanto mais denso for o substrato, mais resistente será o produto final. É 
funcional como isolante térmico, e principalmente acústico. 
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Vantagens com relação ao carpete de madeira e pisos maciços: 
 Custo menor, 
 Ecologicamente correto: o substrato é fabricado em madeira de eucalipto, proveniente de 
florestas certificadas, 
 Fácil instalação: encaixe macho-fêmea, com cola à base de PVA D3 (cola branca); 
 Não necessita acabamento: lixamento, verniz ou calefação; 
 
PARQUET 
Soalho de parquet são placas ou taliscas de madeira de lei, formando espécies de mosaicos, que são 
fixados em peças de 50x50cm ou 25x25cm. 
O soalho de parquet é equivalente as pastilhas de cerâmica, que vem com uma estrutura montada 
em placas, facilitando assim sua instalação, porém não é muito utilizado em revestimento de 
paredes e também não pode ser utilizado em áreas molhadas devido ao material do qual é 
constituído. 
 
 
Instalação 
Essas 
peças são 
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assentes da mesma forma que os tacos, com cola, tendo sua superfície já acabada, não necessitando 
de uma raspagem grossa como as dos tacos, como já citado acima, usa-se somente uma lixa fina 
com o objetivo de regularizar as juntas e remover o excesso de cola que surge nas juntas das placas, 
assim como a remoção do papel que fixa a placa, a exemplo das pastilhas cerâmicas também, que 
contém uma espécie de tela, que orienta a sua colocação, porém na maioria dos soalhos de parquet 
esse papel é fixo na face frontal, enquanto das pastilhas é fixo na face posterior. 
Nesse tipo de pavimento não é aconselhado o uso de solventes, pois sua fixação se dá pelo uso de 
cola, podendo o solvente à dissolver e provocar tração nas peças após sua evaporação, aconselha-se 
então utilizar verniz ou somente cera comum para sua limpeza e manutenção. O acabamento é 
realizado da mesma maneira como nos tacos e os desenhos aos quais podem ser realizados são bem 
similares também, portanto o acabamento é feito com rodapé e cordão, também podendo ser 
abstraído o uso do cordão dependendo do padrão de acabamento a ser utilizado. 
DECK 
Colocados em áreas abertas e expostas as intempéries (chuvas, umidade constante, luz solar) como 
piscinas, Hidro spa, áreas a beira mar, áreas de difícil acesso como na lateral ou fundos de uma casa 
com terrenos mais íngremes. 
Também é usado em stand de feirasexpositivas como instalação provisórias. 
Em muitas referências e catálogos de empresas especialistas em soalhos de madeira um deck pode 
ser aplicado diretamente sobre o contra piso regular e pisos com acabamento ou no próprio terreno 
sem resíduos orgânicos, compactado e preparado com uma camada de material drenante como a 
brita 0. 
A execução deve ser feita por uma equipe especializada, que domine as boas práticas de carpintaria 
e saibam ler os projetos e seus detalhamentos. 
 
 
 
 
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A presente apostila foi elaborada para fins didáticos e seu download e cópia estão disponíveis para qualquer 
pessoa interessada. Contudo a alteração de seu conteúdo, a transcrição da totalidade ou parte de seu texto, 
bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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Instalação 
 Primeiro passo; é limpeza do terreno ou local a ser construído o deck removendo todo o 
resíduo orgânico do local. 
 Segundo passo; preparação do local prevendo os pontos de drenagem colocando uma manta 
e uma camada de pedra brita em cima para facilitar a drenagem e impedir plantas invasoras 
cresçam. 
 Terceiro passo; locação das fundações quando suspensas ou das vigas quando diretamente 
ao solo e dos sarrafos quando diretamente sobre o contra piso. Sempre verificando o 
alinhamento, prumo e esquadro. 
 Quarto passo; fixação das longarinas e transversinas com pregos inoxidáveis e conectores 
metálicos zincado, sempre respeitando as especificações de projeto. 
 Quinto passo; Execução de escada se existir. 
 Sexto passo; fixação das réguas respeitando o espaçamento entre as mesmas de 3 a 6mm 
dependendo do tipo de madeira e seus coeficientes de dilatação térmica de cada região, 
 Sétimo passo; construção das grades de proteção laterais respeitando as normas de 
segurança. 
 Oitavo passo; proteção da superfície ou acabamento com pintura com verniz. 
 
Madeiras e Materiais Para Decks 
 Madeiras nobres (dicotiledóneas) tratadas ou não. 
 Madeiras Coníferas tratadas. 
 Madeiras recicladas com plásticos, composição 70% de serragem de madeira certificada e 
30% de resíduos industriais de plástico. 
 Madeira de demolição (dormentes) 
 Madeiras modulares com encaixe fácil; deck modular de madeira para ambiente externo 
jardim, piscina, varanda, sacada, pátio, terraço, fachada. 
 Ferragens de fixação com tratamento anticorrosivo por zincagem a quente bem como pregos 
e parafusos de aço inox. 
 Bambu 
 
 
 
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Conservação dos Pisos de Madeira de um Modo Geral 
Para que o piso de madeira seja conservado, algumas regras devem ser seguidas: 
 
• A limpeza do piso de madeira deve ser apenas com um pano seco, aspirador ou vassoura de pêlo. 
Pois a limpeza com pano úmido provoca movimentação da madeira, remove o rejunte das tábuas e 
etc. Nas madeiras mais claras, a umidade do pano pode provocar manchas pretas no rejunte e em 
pequenas fissuras na camada de verniz. 
• Os fatores de umidade e calor são os principais responsáveis por variações nas dimensões dos 
pisos de madeira. Por isso não é aconselhável lavar o piso de madeira com água corrente ou pano 
molhado, nem expor o piso à insolação direta. 
• Não é aconselhável o uso de produtos de limpeza com álcool, querosene ou outros solventes. 
Esses líquido afetam a madeira e o verniz de acabamento. 
• Dependendo da temperatura e da umidade do ambiente podem surgir aberturas no rejunte das 
tábuas ou tacos. Esse é um fenômeno natural da madeira que nunca poderá ser eliminado. Por isso 
se deve raspar o piso de tempos em tempos. 
• Deve-se proteger os pés e bases dos móveis com feltro ou borracha para evitar marcas. Não 
arraste móveis pesados sem alguma proteção. 
• A exposição direta e intensa de raios solares sobre o piso deve ser controlada, evitando assim 
deformações físicas na madeira e/ou alterações na coloração. 
 
Forros de Madeira 
Réguas de cedrinho, angelim, perobinha, jatobá são boas opções para forros, pois têm elevada 
resistência ao ataque de cupins. 
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Instalação 
As réguas são fixadas com pregos ou parafusos na estrutura do telhado, que pode ficar embutida ou 
aparente. Para garantir o desempenho do forro, as vigas e os caibros devem ser travados 
adequadamente, tendo os tarugos bem nivelados as peças têm encaixe saia-e-blusa ou de encaixe, o 
mais usado, chamado macho-e-fêmea, em que uma peça de saliência contínua se encaixa em outra 
com reentrância. 
 
Tipos de encaixes para montagem dos forros 
 
Manutenção 
Recomenda-se a aplicação de verniz, stain ou tinta a cada dois anos. 
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Cortes da Madeira, Encaixes e Aplicações 
Introdução 
Tipos de Encaixes 
Materiais Para Fixação dos Encaixes 
Encaixes Japoneses 
Tipos de Cortes 
Aplicações na Arquitetura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Introdução 
A união entre duas ou mais peças de madeira pode ser feita de algumas formas, que muitas vezes se 
associam para garantir maior resistência e durabilidade à essa união. A primeira e mais tradicional é 
a dos encaixes, como espiga ou rabo de andorinha, entre outros. Esta forma de união tem excelente 
durabilidade, pois independe de outros materiais para garantir eficiência. Outra forma utilizada é a 
união através de componentes metálicos, como pregos e parafusos. 
 
 
Tipos de Encaixe 
Meia-madeira: são encaixes simples usados especialmente nas estruturas leves, em que o ponto de 
junção não é submetido à pressão. Diz-se que é meia madeira a junção que consiste em remontar 
parte de uma peça na outra, por meio de rebaixos feitos em faces opostas à outra. 
 
 
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Furos e espigas: é a mais utilizada dentro de uma marcenaria. É especialmente usada para peças que 
exigem grande resistência como cadeiras, mesas, camas, portas, janelas. Ela é formada por uma 
cavidade (fêmea ou furo), na qual é encaixada a ponta (macho ou espiga) moldada da outra peça. 
 
 
 
Junta com alma: auxilia quando queremos unir duas peças extensas, tornando-a mais larga; é o caso 
de um tampo de mesa com 2,0 m de comprimento por 1,0 m de largura, pois, além de falta 
de madeiras desse tamanho, há possibilidade de empenamentos. 
Junta com cavilhas: as cavilhas são peças cilíndricas, cuja superfície pode ser lisa ou estriada. São 
feitas de madeiras duras e bem secas, pois essas características físicas a tornam bastante resistentes. 
As cavilhas com estrias são mais indicadas, pois as ranhuras permitem a saída do ar e da cola em 
excesso, com facilidade, tornando a colagem mais eficiente. Utiliza-se na sua fixação cola do tipo 
branca (PVA). 
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Meia-esquadria: são usadas em molduras onde as partes são unidas em 45º nos cantos da peça, 
formando um ângulo reto (90º). São muito usadas em molduras de porta-retratos, de quadros e de 
portas. Essa junta é feita usando-se cavilha ou espiga postiça entre as duas partes. 
 
 
Malhete: é um encaixe com a forma de um trapézio, também chamado de “rabo de andorinha” por 
causa do formato. Esse tipo de encaixe oferece grande resistência, especialmente em peças sujeitas 
e esforços frequentes de deslocamento, a exemplo das gavetas. 
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Materiais Para Fixação dos Encaixes 
Estruturas de madeira são utilizadas para a construção de habitações, pontes e partes de veículos de 
transporte. O estudo das estruturas é importante para que seja garantida a segurança da vida 
humana que se utiliza desses tipos de emprego da madeira. Mas existem estruturas de madeira que 
precisam ser instaladas em grandes espaços, podendo acontecer de as peças utilizadas não cobrirem 
as distâncias necessárias. Logo se faz necessário o emprego e ligações em peças de madeira 
utilizando elementos de ligação, os quais podem ser: anéis metálicos, cavilhas, chapas denteadas, 
parafusos e pregos.
 
 
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Prego: Com o advento do aço, começou-se a utiliza-lo em forma de pregos nas estruturas de 
madeira. Os pregos são os elementos de ligação mais comuns de serem utilizados e provavelmente 
os mais tradicionais. São fabricados com arame de aço. O mais comum a se utilizar é o prego com 
cabeça de fuste cilíndrico circular, porém existem diversos tipos de pregos no mercado, cada qual 
com sua função específica. 
Fatores de resistências de ligações pregadas : 
a) Relativas aos pregos : 
- Forma e dimensão 
- Carga Admissível 
- Deformação do prego por flexão 
b) Relativos à madeira : 
- Enfraquecimento da seção, provocada pelo furo 
- Fendas ocasionadas pela penetração 
- Esmagamento do prego contra a madeira nas paredes dos furos 
- Disposição dos pregos 
- Estado de umidade da madeira (retração provoca afrouxamento dos furos) 
c) Relativos à mão de obra : 
- Carpinteiros experientes que não “entortam” o prego ao martelar 
 
Parafuso: Usar as técnicas certas traz várias vantagens tais como a redução do esforço na entrada do 
parafuso, principalmente para madeiras maciças, menor risco de rachaduras na madeira e maior 
chance que o parafuso entre no ângulo correto, fortalecendo a fixação. Para escolha do parafuso 
correto, o mesmo deve atravessar a primeira peça e penetrar o suficiente na segunda peça de modo 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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a garantir a fixação sem sair do outro lado. Exemplo: se a primeira peça de madeira a ser parafusada 
tiver 15 mm de espessura, o parafuso deve ter pelo menos 30 mm de comprimento. 
 
 
Cavilhas: As cavilhas são pinos cilíndricos confeccionadas com madeira dura e são introduzidas por 
cravação em furos sem folga nas peças de madeira. De acordo com a NBR7190 as cavilhas deverão 
ser de madeiras da classe C60 ou com madeiras macias impregnadas por resina para aumento de 
capacidade resistente. Para estruturas são consideradas apenas cavilhas com 16mm (5/8”), 18mm 
(3/4”) e 20mm (1”) e os furos devem ser exatos. A cavilha deve estar perfeitamente seca, caso 
contrário há retração após sua colocação provocando folgas. As ligações estruturais com cavilhas 
devem ser aplicadas somente quando submetidas à corte duplo. À corte simples apenas em ligações 
secundárias. Atualmente só é permitido o uso de cavilhas juntamente com colas. 
 
 
 
 
 
 
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Cavilhas ou pinos metálicos: Os pinos são eixos cilíndricos de aço e são colocados nos furos feitos à 
máquina nas ligações. Esses furos possuem diâmetro ligeiramente inferior aos dos pinose assim são 
instalados sem folga, de modo a entrarem em carga sem haver deformação relativa das peças 
ligadas. 
 
Barras roscadas: As barras roscadas são vergalhões fabricados com aço SAE 1020 com rosca infinita, 
comumente comprados por metro linear. A grande vantagem de sua utilização é o corte em obra do 
tamanho exato de barra que se necessita para efetuar as ligações, evitando a compra de parafusos 
de tamanhos específicos. Possui limite de escoamento de 210 MPa (inferior à recomendada pela 
norma de 240 MPa). Limite de resistência à tração de 380 MPa. Como possuem a rosca em toda sua 
extensão, o cálculo deve ser feito com o diâmetro líquido da barra, ou seja, descontando-se o fio da 
rosca. 
 
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Anéis Metálicos: Como a resistência das ligações com pinos metálicos é limitada pela tensão de apoio 
do pino na madeira e pela sua flexão, foram criados peças rígidas para evitar estas limitações. Os 
conectores em forma de anel são peças metálicas, colocadas em entalhes nas interfaces das 
madeiras e mantidas em posição por meio de parafusos passantes colocados dentro do anel. Fura-se 
a face da madeira com uma serra-copo do diâmetro do conector, sem retirar o miolo da madeira. 
Apesar de existirem inúmeros tipos destes conectores a NBR7190 só admite o emprego de 
conectores metálicos estruturais em forma de anéis simples, com diâmetros internos de 64mm (2 
1/2”) ou de 102mm (4”). Esses conectores devem ser acompanhados de parafusos de 12mm (1/2”) e 
19mm (5/8”) respectivamente. A espessura das paredes dos conectores deve ser igual ou maior que 
4mm para Ø=64mm e de 5mm para Ø=102mm. 
 
 
Colas: As colas constituem um dos processos mais modernos de ligação. A eficiência da ligação 
depende basicamente da qualidade da cola, porém a técnica de execução da colagem é um fator 
importante, pois até hoje não se pode efetuar boas ligações coladas a não ser com processos 
industrializados. A NBR7190 permite utilizar ligações coladas apenas em juntas longitudinais de 
madeira laminada e colada e madeira seca ao ar livre ou em estufa. 
Existem diversos tipos de cola: colas de origem animal (de proteína, albumina ou caseína), colas de 
origem vegetal (de amido ou proteína de soja), colas sintéticas (de polivinil brancas e amarelas ou de 
formaldeídos como o resorcinal e a melamina) e as mais modernas, de Poliuretano, com colagem à 
prova d'água e instantânea. 
 
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Chapas de dentes estampados: Os esforços são absorvidos na chapa constituídos por um grupo de 
dentes e essa mesma chapa transfere os esforços para outro grupo de dentes. Utilizadas em treliças 
pré-fabricadas. 
 
Cantoneiras: Cantoneiras de uso geral, são utilizadas como componentes auxiliares na montagem de 
estruturas de madeira, metais e na fixação de colunas, caibros e perfis na alvenaria. 
 
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Mão francesa: Em geral, em formato triangular, serve principalmente para fixação de prateleiras 
diretamente na parede. Pode ser metálica, plástica ou em madeira. 
 
 
Outros tipos de encaixe: 
Alguns encaixes em madeira para fabricação de móveis: 
(1) Espiga 
(2) Espiga com detalhe em 45º 
(3) Cavilha 
(4) Conexão cavilha curva 
(5) Malhete rabo de andorinha. 
(6) Cunha encravado 
(7) Espiga dupla 
(8) Encaixes com pinos 
(9) Para um pé o buraco e preso a uma espiga. 
 
 
 
 
 
 
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Encaixes Japoneses 
A arte de construir objetos, templos e casas sem usar um prego sequer. De trabalhadores em 
templos, que construíram algumas das mais duradouras estruturas de madeira no mundo, a 
artesãos, que estilizaram copos e tigelas de beleza e utilidade elegantes, os daiku japoneses -ou 
carpinteiros- são altamente respeitados pela simplicidade complexa de suas criações. Eles têm dois 
segredos comerciais. O primeiro é que têm ferramentas perfeitamente adequadas para cada tarefa, 
e as mantêm afiadas. O segundo é que eles cuidam de cada tarefa com meticulosa atenção aos 
detalhes. 
 
Alguns modelos de encaixe seguindo a técnica japonesa 
 
 
 
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Tipos de Cortes 
A madeira é uma matéria prima relativamente barata, de uso fundamental, ótima durabilidade, mas 
precisamos lembrar que ela se desenvolve ao longo dos anos sob diversas condições climáticas, com 
localidades variadas, etc. Cada espécie de madeira tem suas peculiaridades e os marceneiros 
profissionais sabem lidar muito bem com cada uma delas. Porém, as técnicas de corte que 
mostraremos a seguir seguem um parâmetro que pode ser usado na maioria das espécies e 
proporcionam um excelente resultado. 
 
 
 
 
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Toda madeira tende a empenar perante à curva dos anéis formados no cerne. Portanto, quanto mais 
irregularidades e curvas estiverem presentes em uma peça, menor sua durabilidade, solidez e 
resistência. 
 
 
As técnicas de corte da madeira podem ser feitas em três diferentes formas: 
1. Corte plano (Plain-Sawn) 
2. Corte em rasgo (Rift-Sawn) 
3. Corte em quartos (Quarter-Sawn) 
 
Corte Plano ou Plain Sawn/ Flat Sawn 
É o tipo mais comum e requisitado em projetos (e também o mais barato). Este tipo de corte se 
estende de uma extremidade a outra do tronco, em cortes retos (ignorando as curvas da formação 
natural da madeira). A madeira é uma matéria prima irregular e este tipo de corte deixa explícita 
esta irregularidade, o que torna visualmente bem atraente e industrialmente bem lucrativo, é o 
corte com menos desperdício possível. O corte plano é o que causa mais efeitos visuais possíveis, 
com uma textura muito atraente acaba sendo muito utilizado em portas e móveis. 
 
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Corte em rasgo ou Rift –Sawn 
O corte em rasgo é o tipo de corte mais preciso quando se trata de captar proporcionalmente os 
cernes, tendo a menor variação entres os outros tipos de cortes (30/60 graus). Com precisão 
cirúrgica da extremidade ao centro, fica claro que não é possível fazer muito aproveitamento da 
madeira. Para compensar o desperdício, é o tipo de corte que contem menos irregularidades, menos 
efeitos visuais, porém a maior solidez possível na peça cortada e textura bem homogênea, o que a 
torna extremamente interessante para móveis onde a linearidade da peça é requisitada. O rift-sawn 
pode substituir o quarter-sawn devido custo elevado deste. 
 
 
 
 
 
 
 
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Corte em quartos ou Quarter Sawn 
O corte em quartos segue segmento a segmento da formação natural do tronco. Fica nítido que a 
intenção do corte é se estender sempre da medula do tronco à extremidade e alternado, o que 
torna este corte mais complexo. A madeira cortada em quartos custa praticamente o dobro em 
relação a madeira com corte plano, por proporcionar mais durabilidade onde for 
aplicada. Diferentemente do corte em rasgo, que busca cruzar o corte através dos cernes de forma 
regular, possui uma variação um pouco maior dos cernes (60/90 graus). Este tipo de corte é muito 
utilizado em instrumentos musicais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Diferenças entre as técnicas de cortes em madeira 
 
 
 
 
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Aplicações da Madeira na Arquitetura 
A estrutura de madeira pode ser utilizada em qualquer tipo de construção, exceto naquelas em que a 
estrutura fica exposta a intempéries sem proteção ou em contato com o solo (o uso nessas condições 
é possível com tratamentos químicos da madeira). 
A aplicação mais comum é na cobertura de edificações, pontes de estradas vicinais e estruturas de 
fôrmas e cimbramentos para edifícios de concreto (nesse caso, associada ao aço). Mas ela também 
tem aparecido cada vez mais em residências. 
 
 
 
 
 
 
 
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A presente apostila foi elaborada para fins didáticos e seu download e cópia estão disponíveis para qualquer 
pessoa interessada. Contudo a alteração de seu conteúdo, a transcrição da totalidade ou parte de seu texto, 
bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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Pergolados de madeira: O pergolado de madeira é uma boa alternativa para criar ambientes mais 
rústicos e aconchegantes. As principais vantagens dos pergolados são a rápida construção, baixo 
custo e design atraente. Podemos instalar o pergolado de madeira em diversos locais como jardins, 
garagens, corredores, área de lazer e jardins de inverno, claro que tudo depende do seu espaço. Seu 
efeito estético atrai os olhares de diversas pessoas, principalmente quando feito de madeira. A 
estrutura consiste na utilização de pilares e vigas dimensionadas de acordo com o projeto 
arquitetônico. 
 
O custo de um pergolado vai variar dependendo da área em que será instalada, as dimensões e o 
tipo da madeira. Em geral, o preço mínimo é de R$ 600,00, a média de custo é de R$2.352,00 
chegando até R$5.304,00 incluindo a mão de obra. 
 
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Encaixe de um pergolado de madeira 
 
 
Escadas em madeira: Esses tipos de escadas já estiveram em alta há, aproximadamente, duas 
décadas. Hoje não são a primeira opção pela necessidade de mão de obra especializada junto ao 
custo elevado. Há, entretanto, algumas razões para se considerar a madeira na execução de escadas 
para ambientes internos. A estética que ela confere aos projetos é marcante por ser um material 
nobre, acaba se transformando em um item de decoração, enriquecendo o ambiente. A madeira 
resiste bem aos esforços de tração, compressão, torção e cisalhamento além de agregar conforto 
térmico. 
 
 
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O custo mínimo para construção de uma escada em madeira é de R$ 500,00, o preço médio é de R$ 
2.399,00 chegando ao máximo de R$ 6.000,00 incluindo a mão de obra. Os valores podem sofrer 
alterações dependendo do material e mão de obra. 
Segue abaixo uma comparação de uma mesma escada reta com 2,80m de desnível em três materiais 
diferentes, é possível observar o custo da escada de madeira em relação aos demais: 
 
Coberturas em Madeiras: A cobertura em madeira ajuda a proteger da chuva e do sol acompanhado 
de um forro pode esconder de maneira sutil as instalações elétricas e hidráulicas. Ele é muito mais 
do que um acabamento para teto, ele controla a temperatura e também traz beleza ao ambiente. 
São painéis para revestimento com qualidade estética e acústica, ideais para estabelecimentos como 
auditórios, teatros, salas de reunião, escritórios e hotéis. A sua instalação é feita de forma simples, 
pois suas peças são compostas por encaixes do tipo macho e fêmea que podem ser pregados ou 
parafusadas em uma estrutura de madeira auxiliar ou diretamente na laje. 
 
 
 
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Telhado: É a cobertura de uma casa, o que dá segurança térmica (sol), acústica e referente 
à umidade. A estrutura geralmente é feita de madeira, porém, o ferro tem tomado o lugar muito 
grande nas novas construções. 
 
Abaixo a estrutura de um telhado com 2 águas: 
 
 
Pendural: Peça vertical da Tesoura. Recebe as cargas das peças diagonais. 
Diagonal: Tem esse nome devido a sua posição diagonal na Tesoura. Responsável por receber as 
cargas das terças. 
Terças: Peças que estão posicionadas na longitudinal dos telhados. Responsável por unir as Tesouras 
do telhado e por receber a carga dos caibros e distribuir para as Tesouras. 
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Caibros: Tem a posição transversal em todo o telhado. Responsável por receber as cargas das ripas e 
transferir para as terças. 
Ripas: Tem a posição longitudinal nos telhados, como as terças. Nas ripas que são apoiadas as telhas 
cerâmicas. São responsáveis, também, por transferir a carga (peso) das telhas e transferir para os 
caibros. 
Chapuz ou Calço: Responsável por travar as Terças nas Diagonais. 
Linha: Peça inferior da Tesoura. Tem a função de distribuir as cargas da tesoura para a viga ou pilar 
ou peça estrutural que ela estiver apoiada. 
Cumeeira: Parte superior do telhado. É o divisor de águas do telhado. A telha que vai sobre a 
cumeeira é chamada de Selote. 
Rincão: Quando duas águas do telhado se encontram em uma parte baixa, chama-se rincão ou água 
furtada. Essas águas estão sempre perpendiculares uma com a outra, ou seja, estão a 90° uma com a 
outra. 
Beiral: Parte do telhado que se projeta além das paredes externas da edificação (casa, prédio, 
edícula, área pra churrasqueira, etc). 
Testeira: Acabamento do telhado em madeira, geralmente peça com 15cm de largura. 
O custo de um telhado varia em função da estrutura e da quantidade de água, o material pode 
custar entre R$ 46,00 e R$88,00 chegando a uma média de R$67,00/m³. 
Deck de madeira: Os decks de madeira são muito utilizados em áreas externas, sobretudo por serem 
feitos de um material que tem o poder de trazer vida e beleza para varandas, piscinas e jardins. Eles 
formam caminhos entre o verde nos jardins, ou delimitam áreas que podem funcionar como 
playgrounds para as crianças, áreas para mesas etc. Eles podem ser encomendados sob medida, ou 
podem ser comprados em placas que são posicionadas sobre um piso ou contrapiso existente. 
Realizada sobre uma estrutura de madeira (barrotes), travada e fixada no contrapiso, as réguas do 
deck são fixadas nos barrotes através de pregos ou parafusos. Em espaços abertos de clima quente, 
por exemplo, a madeira pode funcionar como sombreador. Entretanto, esse tipo de material 
necessita de ventilação e não pode estar tão próximo ao chão, já que a retenção de água poderia 
gerar o apodrecimento da mesma. Outro fator importante sobre o deck de madeira é que ser 
considerada a necessidade de constante manutenção, fundamental para evitar empenamentos, 
descoloração e desgaste com a intempérie. 
O levantamento do custo de um deck é feito por m², o preço médio oferecido pelo mercado é de R$ 
230,00/m² lembrando que pode haver variações em função do material, da metragem e da mão de 
obra. 
 
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Vantagens e Desvantagens da Utilização da 
Madeira e Suas Patologias 
Construção de Casas de Madeira 
Utilização em Geral 
Patologias Relacionadas 
Prevenção e Tratamento 
 
 
 
 
 
 
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Construção de Casas de Madeira 
 
 
 
Vantagens 
• Aconchego - As casas de madeira passam toda uma sensação de aconchego e acolhimento, pois a 
cor da madeira é quente e remete ao campo e à natureza. É uma ótima aposta para quem gosta de 
rusticidade e um ambiente caloroso. 
• Baixo custo - Em certos casos, as casas de madeira podem ser até 60% mais baratas que as casas 
de alvenaria. Isso porque ela dispensa o uso de cimento, tijolos, tintas, pedreiros, arquitetos e tantos 
outros detalhes necessários à sua construção. 
• Tempo de construção - O tempo de construção é bastante inferior à de uma casa de alvenaria. Em 
poucos meses é possível vê-la completamente erguida, pronta para os novos moradores. 
• Isolamento térmico - A madeira é um ótimo isolante térmico e mantém a casa em uma 
temperatura neutra, nem tão quente noverão e nem tão fria no inverno. Para os “friorentos “ou 
“calorentos” essa pode ser uma ótima opção. 
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• Durabilidade - Quando feita com madeira de boa qualidade e ganhando tratamento adequado ao 
longo dos anos, as casas podem durar muitos anos. É um mito a idéia de que as casas de madeira 
duram menos que as convencionais. 
 
Desvantagens 
• Manutenção - Para que tenha durabilidade e resistência, as casas de madeira devem receber um 
tratamento especial na área externa e interna. Recomenda-se passar verniz de base aquosa de 4 em 
4 anos para a parte externa e 20 em 20 anos para a parte interna. Além disso, é necessário tratar o 
solo do terreno antes de receber a casa para evitar a infestação de cupins. 
• Riscos - Em locais com riscos de desastres naturais, como enchentes, furacões e deslizamentos, as 
casas de madeira podem não oferecer a estabilidade e força necessária para suportá-los, sendo 
preferida, nesses casos, as casas de alvenaria. 
• Ruídos - Pode ser que certas construções apresentem os rangidos típicos da madeira, chegando ao 
ponto de incomodar os seus moradores. Ao pisar em certos pontos, ou abrir portas e janelas, esses 
ruídos podem persistir e se tornar um problema para os moradores que apreciam o silêncio. 
 
Utilização em Geral 
Vantagens 
• Produção Natural - A madeira é um produto de origem natural e renovável, cujo processo 
produtivo em relação a outros produtos industrializados, exige baixo consumo energético e respeita 
a natureza. No caso de construções de madeira o consumo energético por metro quadrado é duas 
vezes menor que a de alvenaria. A madeira de uso corrente não é tóxica, não liberta odores ou 
vapores de origem química, sendo portanto segura ao toque e manejo. Ao contrário de outras 
matérias-primas a madeira quando envelhece ou deixa de desempenhar a sua função estrutural, não 
constitui qualquer perigo para o meio ambiente, já que é facilmente reconvertida. 
• Economia de recursos hídricos - É possível considerar uma economia de 100%, pois a água não é 
empregada em nenhuma etapa de seu processo industrial. 
• Renovável - Fazemos uso da madeira como matéria-prima há milhares de anos. No entanto este 
recurso continua disponível e a crescer em novos povoamentos florestais. Enquanto novas árvores 
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forem plantadas de forma conscienciosa e sem comprometer os recursos naturais e, repor as 
abatidas, a madeira vai continuar a estar disponível. 
• Armazéns de Carbono - Para a formação da madeira, as árvores captam o carbono da atmosfera, e 
libertam oxigénio. Ao fazermos uso da madeira, estamos a armazenar o carbono absorvido durante o 
tempo de vida da obra ou edifício no estado sólido e portanto, a evitar que este se liberte para a 
atmosfera e, agrave o problema ambiental do efeito de estufa. 
• Excelente Isolante - O isolamento é um aspecto importantíssimo para a redução da energia usada 
no aquecimento e climatização de edifícios. A madeira é um isolante natural que pode reduzir a 
quantidade de energia necessária na climatização de espaços especialmente quando usada em 
janelas, portas e pavimentos. Apresenta boas condições naturais de isolamento térmico e absorção 
acústica. 
• Fácil de Trabalhar - Trata-se de uma matéria-prima muito versátil que pode ser usada de forma 
muito variada e que cumpre com certas e determinadas especificações, de acordo com o tipo de 
aplicação pretendida. Permite ligações e emendas fáceis de executar. 
• Durabilidade - Os arqueólogos pesquisam peças antigas ainda existentes em madeira tais como: 
sarcófagos, embarcações, esculturas, utensílios domésticos, armas, instrumentos musicais, 
elementos de construções. É possível observar-se algumas dessas peças em perfeito estado. 
• Segurança - A madeira não oxida. O metal quando é levado a altas temperaturas pela ocorrência de 
fogo deforma-se, perdendo a função estrutural. Naturalmente, se o ferro do betão armado não 
estiver com o revestimento adequado, também este perde a função estrutural quando submetido a 
altas temperaturas. A madeira na natureza já desempenha uma função estrutural. Depois de 
serrada, quando utilizada como estrutura de um edifício, funciona como um elemento pré-moldado, 
de fácil montagem (leve, macio), que não passou por processos de fabrico que determinem sua 
resistência. O que determina a sua resistência é apenas a sua espécie. 
• Versatilidade de uso - Pode ser produzida em peças com dimensões estruturais que podem ser 
rapidamente desdobradas em peças pequenas, de uma delicadeza excepcional. 
•Reutilizável - Capacidade de ser reutilizada várias vezes. 
• Propriedades físico-mecânicas - Foi o primeiro material empregue, capaz de resistir tanto a 
esforços de compressão como de tração. Tem uma baixa massa volúmetrica e resistência mecânica 
elevada. É importante destacar que existem produtos variados de madeira com diversas capacidades 
de resistência, sendo que alguns deles, como a madeira laminada colada, possuem alta resistência 
mecânica podendo ser comparada ao concreto e sua resistência à flexão pode ser cerca de dez vezes 
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superior ao concreto, assim como a resistência ao corte além de não se desfazer quando submetida 
a choques bruscos que podem provocar danos em outros materiais de construção. 
• Textura - No seu aspecto natural apresenta grande variedade de padrões. 
 
 
Desvantagens 
• Variabilidade - É um material fundamentalmente heterogéneo e anisotrópico (assume posições 
diferentes em resposta à ação de estímulos externos). Mesmo depois de transformada, quando já 
empregue na construção, a madeira é muito sensível ao ambiente, aumentando ou diminuindo de 
dimensões com as variações de humidade. 
• Vulnerabilidade - É bastante vulnerável aos agentes externos, e a sua durabilidade é limitada, 
quando não são tomadas medidas preventivas. 
• Combustível 
• Dimensões - São limitadas: formas alongadas, de secção transversal reduzida. 
 
Patologias Relacionadas 
Entre as patologias mais comuns em madeira, estão: 
 Alterações nas características físicas e químicas dos elementos de madeira ou derivados. 
o Ex.: Degradação superficial por apodrecimento, mudança de cor da superfície exposta 
ao sol, empenos de peças por secagem não controlada, entre outros. 
 Perda de aptidão para uso estrutural, devido à degradação dos materiais ou por alterações 
de projeto ou mudança na utilização destes. 
o Ex.: Seção insuficiente, deformações ouvibrações excessivas, falhas de ligações, 
ausência de contraventamentos, sobretudo em estruturas muito leves e sujeitas a 
ações do vento. 
 Degradação do funcionamento do elemento construtivo como um todo (porta, janela) 
associada ao envelhecimento, deficiência de limpeza/manutenção, e as vezes deficiente 
utilização. 
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o Ex.: Desafinação frequente das ferragens das portas interiores, a perda da 
estanqueidade à água dos elementos de junta em portas ou janelas. 
A madeira em uso pode estar sujeita ao ataque de vários agentes deterioradores destacando-se os 
agentes químicos físicos e biológicos. De maior importância econômica estão os agentes biológicos. 
 
Agentes Físicos 
Representado principalmente pela ação combinada dos raios ultravioletas (UV) e a umidade, 
causando deterioração superficial da madeira, conhecida por intemperismo ou Weathering. A 
madeira atacada torna-se rugosa com microfissuras e levantamento da grã. A superfície torna-se 
acinzentada comprometendo o seu aspecto e facilitando a instalação de fungos apodrecedores. 
 
Agentes Biológicos 
São os mais importantes em termos econômicos, causados por fungos e insetos. 
Fungos: No grupo dos fungos existem os superficiais causadores de bolores e manchas e o grupo dos 
fungos apodrecedores. Os fungos causadores de bolores e manchas não afetam a estrutura celular 
das madeiras. Alimentam-se de substâncias depositadas no lúmen das células e, no caso dos 
manchadores, causam danos irreversíveis (mancha azul ou blue-stain). No grupo dos fungos 
apodrecedores já ocorre a deterioração das paredes celulares. Existem os fungos de podridão mole, 
parda e branca, cada qual apresentando características peculiares quanto ao aspecto e modo de 
ação. 
Insetos: Vários grupos de insetos utilizam a madeira como fonte de alimento. Os principais deles são: 
as brocas (Coleoptera) e os cupins (Isoptera). As brocas são insetos não sociais apresentando em 
geral a fase larval e adulta. É durante a fase larval que se alimenta da madeira podendo causar 
grandes prejuízos. São 5 principais grupos de famílias que apresentam gêneros e espécies que 
podem atacar madeiras: Cerambycidae, Scolytidae / Platypodidae, Bostrychidae / Lyctidae e 
Anobiidae. O ataque desse tipo de inseto é dependente do tipo de madeira e do teor de umidade 
das mesmas. Os cupins são insetos sociais que, em termos práticos, podem ser divididos em 2 
grupos: cupins-de-madeira-seca e cupins subterrâneos. Os primeiros formam suas colônias, com 
alguns milhares de indivíduos, dentro de peças de madeira susceptíveis a esse tipo de ataque. Vivem 
exclusivamente dentro da madeira e vão cavando galerias. São organizados em castas representadas 
pelos reprodutores, operários e soldados. Já os cupins subterrâneos desenvolvem suas colônias 
sobre o solo, e até mesmo sobre árvores, paredes estruturas de telhado, etc, sempre dependentes 
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do solo. Uma colônia pode apresentar milhões de indivíduos divididos em castas (reprodutores, 
soldados e alados) e os prejuízos causados são enormes. Ambos os grupos apresentam indivíduos 
alados (com asas) que são reprodutores que em determinada época do ano são liberados das 
colônias para formarem casais e desenvolverem novas colônias. São conhecidos popularmente como 
“siriris” ou “aleluias” que se concentram em pontos de luz em geral na primavera, no início de noites 
quentes após chuvas. 
 
 
 
 
 
 
 
Ciclo de desenvolvimento da Broca dentro da madeira; Infestação de cupins em piso de madeira 
Na execução das estruturas de madeira, devem ser empregadas espécies que apresentem boa 
resistência natural à biodeterioração ou que apresentem boa permeabilidade aos líquidos 
preservativos e que sejam submetidas à tratamentos preservativos adequados e seguros para as 
estruturas. 
A escolha do produto e do processo depende do tipo de madeira e da condição de utilização da 
mesma (vide NBR 16.143) Preservação de Madeiras – Sistema de Categorias de Uso). Simples 
detalhes construtivos podem ser suficientes para evitar a deterioração, assim como, pode haver a 
necessidade de tratamentos mais elaborados para fazer com que a madeira dure mais. 
 
Prevenção e Tratamento 
É todo e qualquer procedimento ou conjunto de medidas que possam conferir à madeira resistência 
aos agentes de deterioração, 
proporcionando maior durabilidade. Considerando a Lei nº 4.797 de 1965 e as instruções nor
mativas conjuntas IBAMA e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) o tratamento preserva
tivo de madeira é obrigatório para peças ou estruturas de madeira tais 
como: dormentes, estacas, vigas, vigotas, pontes, pontilhões, postes, escoras de minas e taludes ou 
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quaisquer estruturas de madeira que sejam usadas em contato direto com o solo ou sob condições 
que contribuam para a diminuição de sua vida útil. 
Só após a identificação e a resolução dos problemas, incluindo a secagem dos materiais e o eventual
 tratamento preservador das madeiras, é que as reparações e substituições deverão ser realizadas. 
O tratamento da madeira deve ser realizado para prevenir sua deterioração, ampliando assim 
seu tempo de vida útil. O tratamento comumente utilizado é o químico, 
no qual ocorre a fixação de elementos preservativos na madeira, tornando-
a mais resistente à ação de fungos e insetos, 
principalmente se a madeira ficar em contato direto com a água ou com o solo. 
A água é o principal inimigo das estruturas de madeira e as regras fundamentais a seu 
respeito são as seguintes: 
1. A água não deve preferencialmente entrar em contato com a madeira, 
mas se esse fenômeno ocorrer, ela deve ser eliminada rapidamente por escoamento ou venti
lação; 
2. No exterior e no interior devem eliminar‐
se as infiltrações e acumulações de água e todo o tipo de causas de potenciais condensações 
superficiais. 
 
Tratamento de Preservação 
Tratar a madeira com preservantes químicos antes de usá-la aumenta sua resistência aos ataques de 
organismos que causam a deterioração e garante sua durabilidade. Estes preservantes podem ser de 
três tipos: oleosos, derivados do alcatrão de hulha, oleossolúveis, que contêm misturas complexas 
de agentes fungicidas e/ou inseticidas e hidrossolúveis, produtos contendo misturas de sais 
metálicos. 
A forma de aplicação do produto preservante pode ser sem ou com pressão. Os métodos sem 
pressãoimpregnam a madeira superficialmente e podem ser aplicados de três formas: por aspersão, 
com o uso de pulverizadores; por imersão, quando a madeira é imersa totalmente em um tanque 
que contém preservantes por alguns segundos ou minutos; ou por pincelamento do produto. O 
método de aplicação do preservante com pressão faz com que a madeira fique profundamente 
impregnada pela substância, e deve ser executado em uma autoclave, equipamento de grandes 
dimensões disponível em usinas de tratamento de madeiras. 
 
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Medidas Curativas 
Quando a madeira já está infestada por cupins ou brocas-de-madeira é preciso adotar medidas 
curativas para interromper a ação do organismo que está causando a deterioração. Para isso são 
usados produtos biocidas. Estes produtos são aplicados na forma de gases tóxicos, de pó ou de 
soluções inseticidas e fungicidas 
A fumigação é um tratamento em que se usa um gás tóxico por tempo suficiente para atuar contra 
os insetos. O gás penetra profundamente na madeira e atinge os insetos em seu interior. Como o gás 
não possui ação residual, é necessário utilizar-se uma solução inseticida para evitar a reinfestação na 
peça. 
O tratamento com solução inseticida contra cupins e brocas-de-madeira pode ser executado com 
seringa, pincelamento ou aspersão. Quando a solução é aplicada por injeção a impregnação é mais 
profunda. A injeção é aplicada através dos orifícios produzidos pelos insetos ou por pequenos 
orifícios auxiliares abertos com furadeiras. Para tratar partes de um prédio, como rodapés, batentes 
e guarnições de portas e janelas, por exemplo, são usados pulverizadores, que atingem áreas 
maiores. O tratamento com solução fungicida é indicado para a peça de madeira atacada por fungos 
apodrecedores. 
A presença do químico é importante em todos os processos que envolvem tratamento de madeiras 
e aplicação dos produtos químicos, seja para prevenir a ocorrência, seja para eliminar insetos e 
fungos que já estejam instalados. O químico atua na formulação dos produtos que são utilizados 
nestes processos, e deve ser o responsável técnico nas empresas que atuam nesta área. 
Sulfato de cobre, para conferir ação fungicida, dicromato de potássio ou de sódio, para ação 
fixadora, ácido bórico, responsável pela ação inseticida, e ácido acético glacial ou vinagre, por sua 
ação acidificante. Estes são os ingredientes indicados pela Coordenadoria de Assistência Integral da 
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo para a fabricação caseira de um 
produto indicado para o tratamento de madeira de eucalipto. Nada mais é do que uma fórmula 
química, que permite ao agricultor elaborar um tratamento preservante para a madeira que irá 
compor a cerca de sua propriedade, e mais uma comprovação de que a química está presente em 
diversas situações do nosso cotidiano. 
 
 
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ABNT – NBR 7190 
Generalidades 
Hipóteses Básicas de Segurança 
Ações 
 
 
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ABNT – NBR 7190 
Esta Norma entrou em vigor em 29 de Setembro de 1997 e substitui a NBR 7190 de 1982, essa 
transição traz profundas alterações nos conceitos relativos ao projeto de estruturas de madeira. 
De uma norma determinista de tensões admissíveis passa-se a uma norma probabilista de estados 
limites. O projeto de estruturas de madeira passa a seguir os mesmos caminhos que os trilhados pelo 
projeto de estruturas de concreto e de aço. 
Portanto, esta Norma fixa as condições gerais que devem ser seguidas no projeto, na execução e no 
controle das estruturas correntes de madeira, tais como pontes, pontilhões, coberturas, pisos e 
cimbres. Além das regras desta Norma, devem ser obedecidas as de outras normas especiais e as 
exigências peculiares a cada caso particular. 
Generalidades 
Projeto 
As construções a serem executadas total ou parcialmente com madeira devem obedecer a projeto 
elaborado por profissionais legalmente habilitados. 
O projeto é composto por memorial justificativo, desenhos e, quando há particularidades do projeto 
que interfiram na construção, por plano de execução, empregam-se os símbolos gráficos 
especificados pela NBR 7808. 
Nos desenhos devem constar, de modo bem destacado, a identificação dos materiais a serem 
empregados. 
Memorial Justificativo 
Este memorial deve conter os seguintes elementos: 
a) descrição do arranjo global tridimensional da estrutura; 
b) ações e condições de carregamento admitidas, incluídos os percursos de cargas móveis; 
c) esquemas adotados na análise dos elementos estruturais e identificação de suas peças; 
d) análise estrutural; 
e) propriedades dos materiais; 
f) dimensionamento e detalhamento esquemático das peças estruturais; 
g) dimensionamento e detalhamento esquemático das emendas, uniões e ligações. 
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Madeira: Propriedades e Aplicações na Arquitetura 
 
 
A presente apostila foi elaborada para fins didáticos e seu download e cópia estão disponíveis para qualquer 
pessoa interessada. Contudo a alteração de seu conteúdo, a transcrição da totalidade ou parte de seu texto, 
bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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Desenhos 
Os desenhos devem ser elaborados de acordo com o anexo A e com a NBR 10067. 
Nos desenhos estruturais devem constar, de modo bem destacado, as classes de resistência das 
madeiras a serem empregadas. As peças estruturais devem ter a mesma identificação nos desenhos 
e no memorial justificativo. 
Nos desenhos devem estar claramente indicadas as partes do memorial justificativo onde estão 
detalhadas as peças estruturais representadas. 
Plano de Execução 
Do plano de execução, quando necessária a sua inclusão no projeto, devem constar, entre outros 
elementos, as particularidades referentes a: 
a) sequência de execução; 
b) juntas de montagem. 
Notações 
A notação adotada referente a estruturas de madeira inclui a utilização de letras romanas maiúsculas 
e minúsculas; letras gregas minúsculas; as letras do nosso próprio alfabeto que representam os 
índices gerais, especiais, abreviações e, por fim, as simplificações. Todas essas notações estão na 
Norma detalhadamente no item de número 3.5 da pág. 3. 
 
Hipóteses Básicas de Segurança 
 
1. Com situações previstas de carregamentos, toda estrutura deve ser projetada e construída de modo a 
satisfazeraos seguintes requisitos básicos de segurança: 
 
 com probabilidade aceitável, ela deve permanecer adequada ao uso previsto, tendo-se em vista o 
custo de construção admitido e o prazo de referência da duração esperada; 
 com apropriado grau de confiabilidade, ela deve suportar todas as ações e outras influências que 
podem agir durante a construção e durante a sua utilização, a um custo razoável de manutenção. 
Na eventual ocorrência de ações excepcionais, como explosão, impacto de veículos ou ações humanas 
impróprias, os danos causados à estrutura não devem ser desproporcionais às causas que os provocaram. 
Os danos potenciais devem ser evitados ou reduzidos pelo emprego de concepção estrutural adequada e de 
detalhamento eficiente das peças estruturais e de suas uniões e ligações 
2. A aceitação da madeira para execução da estrutura fica subordinada à conformidade de suas 
propriedades de resistência aos valores especificados no projeto. 
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bem como a tradução total ou parcial não estão autorizadas, exceto se devidamente citada a sua fonte. 
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Satisfeitas as condições de projeto e de execução da Norma, a estrutura poderá ser aceita 
automaticamente por seu proprietário. Quando não houver a aceitação automática, a decisão a ser 
tomada será baseada na revisão do projeto e, eventualmente, em ensaios dos materiais empregados 
ou da própria estrutura. 
3. Estados limites de uma estrutura são estados a partir dos quais a estrutura apresenta desempenhos 
inadequados às finalidades da construção. O Estado Limite de Utilização que por sua ocorrência, 
repetição ou duração causam efeitos estruturais que não respeitam as condições especificadas para o 
uso normal da construção, ou que são indícios de comprometimento da durabilidade da construção. 
No projeto, usualmente devem ser considerados os estados limites de utilização caracterizados por: 
 Deformações excessivas, que afetem a utilização normal da construção, comprometam seu aspecto 
estético, prejudiquem o funcionamento de equipamentos ou instalações ou causem danos aos 
materiais de acabamento ou às partes não estruturais da construção; 
 Vibrações de amplitude excessiva que causem desconforto aos usuários ou causem danos à 
construção ou ao seu conteúdo. 
 
Ações 
As ações são as causas que provocam o aparecimento de esforços ou deformações nas estruturas. As forças 
são consideradas como ações diretas e as deformações impostas como ações indiretas. As ações podem ser: 
 Ações permanentes, que ocorrem com valores constantes ou de pequena variação em torno de sua 
média, durante praticamente toda a vida da construção; 
 Ações variáveis, que ocorrem com valores cuja variação é significativa durante a vida da construção; 
 Ações excepcionais, que têm duração extremamente curta e muito baixa probabilidade de ocorrência 
durante a vida da construção, mas que devem ser consideradas no projeto de determinadas 
estruturas. 
Cargas Acidentais 
As cargas acidentais são as ações variáveis que atuam nas construções em função de seu uso (pessoas, 
mobiliário, veículos, vento, etc). 
Carregamento Normal 
Um carregamento é normal quando inclui apenas as ações decorrentes do uso previsto para a construção. 
Admite-se que um carregamento normal corresponda à classe de carregamento de longa duração, podendo 
ter duração igual ao período de referência da estrutura. Ele sempre deve ser considerado na verificação da 
segurança, tanto em relação a estados limites últimos quanto em relação a estados limites de utilização. Em 
um carregamento normal, as eventuais ações de curta ou média duração terão seus valores atuantes 
reduzidos, a fim de que a resistência da madeira possa ser considerada como correspondente apenas às ações 
de longa duração. 
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Carregamento Especial 
Um carregamento é especial quando inclui a atuação de ações variáveis de natureza ou intensidade especiais, 
cujos efeitos superam em intensidade os efeitos produzidos pelas ações consideradas no carregamento 
normal. 
Carregamento Excepcional 
Um carregamento é excepcional quando inclui ações excepcionais que podem provocar efeitos catastróficos. 
Classes de Carregamentos 
Classes de Carregamento 
Ação variável principal da combinação 
Duração acumulada 
Ordem de grandeza da duração 
acumulada da ação característica 
Permanente Permanente Vida útil da construção 
Longa duração Longa duração Mais de seis meses 
Média duração Média duração Uma semana a seis meses 
Curta duração Curta duração Menos de uma semana 
Duração instantânea Duração instantânea Muito curta 
 
Neste capítulo foram apresentados alguns tópicos da norma de forma reduzida, para informações mais 
detalhadas deve-se consulta-la, pois nela têm todas as informações necessárias para que a madeira seja 
utilizada e representada de forma correta em projetos. Além dos pontos citados, também existe na norma 
detalhes sobre o dimensionamento estrutural, esforços internos, propriedades físicas, ligações, representação 
gráfica da madeira, entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Bibliografia 
 
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http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfpJgAG/madeiras 
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http://casaeconstrucao.org/revestimentos/revestimento-para-muro/ 
http://www.cpt.com.br/dicas-cursos-cpt/marcenaria-tipos-de-juntas-e-encaixes 
http://www.moritoebine.com/Encaixes.pdf 
http://www.if.ufrrj.br/inst/monografia/2005II/Monografia%20Igor%20Brum.pdf 
http://www.montevocemesmo.com.br/single-post/2015/09/04/4-dicas-para-voc%C3%AA-parafusar-
madeira-como-um-marceneiro-profissional 
http://estruturasdemadeira.blogspot.com.br/2013/02/ligacoes-em-estruturas-de-madeira.html 
http://pauleira.com.br/materias/tipos-de-cortes-de-madeira/ 
https://blog.construbasico.com.br/um-segredo-que-os-marceneiros-nao-te-contam/ 
https://papodehomem.com.br/as-fantasticas-tecnicas-de-encaixe-em-madeira-japonesas/ 
http://www.casasmodernas.com.br/pergolado-de-madeira-50-ideias/ 
https://www.habitissimo.com.br/orcamentos/pergolado-de-madeira 
https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/escadas-de-madeira-por-que-usar_12114_10_0 
https://www.habitissimo.com.br/orcamentos/construir-escadas-madeiraUniversidade Estácio de Sá – Arquitetura e Urbanismo – 2017.01 
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madeira-ferro-e-concreto/ 
http://www.custodaconstrucao.com/etapas-obra-e-valor/telhado/ 
http://www.colegiodearquitetos.com.br/dicionario/2009/02/o-que-e-deck/ 
http://www.jornaldaorla.com.br/noticias/41-decks-qual-e-a-melhor-opcao/ 
http://br.piscinas.com/artigos/decks-em-madeira-e-pvc-dividem-opinioes 
http://www.estgv.ipv.pt/paginaspessoais/jqomarcelo/tim3/Madeira%20Ens%20Mecanicos.pdf 
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http://usuarios.upf.br/~zacarias/Notas_de_Aula_Madeiras.pdf 
https://docente.ifrn.edu.br/marciovarela/disciplinas/estruturas-metalica-e-madeira/estrutura-de-
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http://www.galeriadaarquitetura.com.br/projetos/referencias-ambientes-d/120934/105/3194/1/ 
https://moodle.ufsc.br/pluginfile.php/1313798/mod_resource/content/0/Apostilamadeiras2015-
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http://brasilescola.uol.com.br/quimica/madeira.htm 
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http://casa.abril.com.br/materiais-construcao/como-instalar-e-manter-forros-de-madeira-gesso-
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http://www.melhoramiga.com.br/2012/04/vantagens-e-desvantagens-de-ter-piso-de-madeira/ 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAgu_cAI/aula-9-estruturas-madeira 
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http://www.secovipr.com.br/Casas+de+madeira+quais+as+vantagens+e+desvantagens+104+2251.s
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http://portaldamadeira.blogspot.com.br/2008/12/vantagens-e-desvantagens.html 
file:///C:/Users/EscritorioII/Downloads/N%C2%BA%2024%20Aplica%C3%A7%C3%A3o%20da%20ma
deira%20na%20constru%C3%A7%C3%A3o%20civil%20(1).pdf 
http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/madeiras-usos/ 
http://www.abpm.com.br/faq 
http://www.crq4.org.br/quimicaviva_tratamento_de_madeiras

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