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TRABALHO DE EMBALAGEM

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vez que o tipo de soluções a aplicar na paletização é variado o que faz com que seja possível alcançar diversas combinações possíveis para paletizar (MANOEL, 2012).
EMBALAGEM CARTONADAS
A aplicação das embalagens cartonadas no acondicionamento de bebidas concentra-se principalmente no segmento de leite fluido e sucos de frutas e chás prontos para beber. As principais evoluções verificadas neste segmento são a introdução de novos formatos e a implementação de acessórios para fácil abertura da embalagem e refechamento (PRIA, 2000).
Além da conservação dos alimentos por períodos prolongados, o uso das embalagens cartonadas representa uma economia de energia elétrica, já que a maioria dos produtos não necessita de refrigeração enquanto fechados, seja no transporte ou no armazenamento (MOURA, 2007).
Apesar disso, o processo de fabricação do papel é extremamente impactante ao ambiente e a possibilidade de reciclagem das embalagens cartonadas é bastante atraente, tanto do ponto de vista econômico quanto do ambiental (MOURA, 2007). 
Segundo Moura (2007) as embalagens cartonadas são constituídas por multicamadas de papel, plástico e alumínio e variam em tamanho, forma e maneira de abertura, as quais são escolhidas de acordo com o produto a ser envasado. Em sua constituição, o papel representa 75% em massa da embalagem, enquanto o alumínio e o plástico representam 5% e 20%, respectivamente. Esses materiais, dispostos em ordem determinada, passam por um processo de laminação, que consiste, simplificadamente, em realizar uma compressão sobre as folhas dos diversos constituintes.
 O papel cartão utilizado nas embalagens cartonadas, também chamadas de papel duplex, por ser formado por duas camadas unidas sem cola, oferece suporte mecânico e resistência à embalagem, além de receber a impressão dos rótulos. O alumínio utilizado nas embalagens atua como uma barreira à entrada de luz e oxigênio. As embalagens apresentam apenas uma camada de alumínio que se encontra entre outras de polietileno (MOURA, 2007). 
O polietileno é um polímero, um material macromolecular resultante da união de muitas subunidades que se repetem. Como possui maior porcentagem de cadeias laterais, o PEBD é menos cristalino e menos denso que o polietileno de alta densidade (PEAD). Isso o torna razoavelmente flexível e permite que ele seja usado na produção de filmes plásticos.O polietileno de baixa densidade empregado em embalagens cartonadas possui basicamente quatro camadas, a externa interna e intermediária, cujas funções são isolar o papel da umidade, impedir o contato direto do alumínio com os alimentos e promover a adesão entre os outros materiais, respectivamente. (MOURA,2007). 
Segundo a Resolução RDC n. 51/2010. Da ANVISA 2014 o teste de migração deve ser realizado com todas as camadas juntas, caso essa seja a forma como a embalagem estará em contato com o alimento.
EMBALAGEM DE METÁLICAS
As embalagens metálicas destinadas a alimentos têm como objetivo principal proteger o alimento de ações físicas, químicas e biológicas. Suas propriedades fundamentais são a resistência à corrosão e a resistência mecânica. O produto enlatado deve ser conservado de modo adequado, evitando assim a alteração da cor e do sabor do alimento (CABRAL et al., 1984). 
As embalagens metálicas são utilizadas para acondicionamento de cervejas, refrigerantes, sucos de frutas prontos para beber e concentrados, chás, água e bebidas isotônicas e energéticas. A grande maioria das embalagens metálicas para bebidas é representada pelas latas de duas peças produzidas pelo processo drawnandironing (DWI) em alumínio na sua maioria e em aço em pequena proporção (PRIA, 2000).
O metal oferece propriedades de proteção física e de barreira, reciclagem e é também muito bem aceita pelo consumidor devido sua versatilidade. As latas de metal fechadas hermeticamente suportam altas e baixas temperaturas de processamento, são impermeáveis à luz, umidade, odor e microrganismos, o que confere proteção ao seu conteúdo (LANDIM, 2005).
Possui como desvantagem sua baixa resistência a alimentos ácidos; menor resistência mecânica; custo elevado e problemas com soldagens de latas de duas peças (JORGE, 2013 apud CABRAL et al1984). 
Dentre os metais, o mais reciclado é o alumínio, que pode ser reciclado infinitas vezes sem perder suas características no processo de reaproveitamento. O alto valor do mercado de sucata de alumínio, como latas prensadas e latas soltas, e o elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico oriundo de bauxita, são importantes fatores que fazem com que este metal possua um alto índice de reciclagem. Uma lata de alumínio pode ser comprada no supermercado, utilizada, coletada, reciclada e voltar às prateleiras para o consumo em aproximadamente 30 dias. Outra tecnologia empregada em latas de metais é a redução do peso da lata para que sejam gerados menos resíduos pós-consumo (LANDIM,2016).
Segundo Coltro (2017) o processo de produção das latas de duas peças em alumínio inicia-se com o corte da bobina de alumínio em discos. Em seguida, estes discos sofrem estampagem e estiramento, onde a altura é aumentada até um valor superior aquele requerido por meio do afinamento do material por uma punção e duas ou três matrizes de estiramento. A altura final da lata é alcançada com o corte do material excedente ao estiramento, no processo chamado refilamento, sendo esse realizado após a formação da lata e de sua lavagem para a remoção do lubrificante e do líquido refrigerante necessários ao processo devido ao intenso efeito do estiramento sobre o metal e o calor gerado nesta operação. Logo após o estiramento, o fundo da lata é formado em formato de domo, de forma o suportar a pressão interna inerente ao acondicionamento de bebidas (COLTRO, 2007).
Os rótulos são impressos por um sistema de flexografia em várias cores simultaneamente. Em seguida, como proteção, é realizado o envernizamento interno por processo spray, seguindo da cura do verniz. As latas são, então, direcionadas às operações de formação de pescoço e de flangeamento (ABRALATAS, 2007). 
O processo de produção de tampa de fácil abertura para latas de duas peças em alumínio envolve o envernizamento de ambas os lados da chapa e a cura do verniz. Da chapa envernizada são cortados discos que são introduzidos numa prensa para a estampagem da tampa em matriz e punção com desenhos apropriados ao uso, recebem o composto vedante e então são colocados em uma prensa de alta precisão para a formação e fixação dos anéis. O anel de tampa de fácil abertura é produzido em paralelo, partindo-se de folhas não envernizada. Depois de prontas e inspecionadas, as tampas são armazenas para embalagem ou transporte (COLTRO, 2017).
A migração de compostos da embalagem metálica para o alimento pode ter origem no verniz que está em contato direto com o produto, ou em menor escala, pode haver doação dos metais constituintes da lata (JORGE, 2013).
A embalagem primária, como a lata, está em contato direto com o produto e é normalmente responsável pela conservação e contenção do produto. A embalagem secundária, como é o caso das caixas de cartão ou cartolina, contém uma ou várias embalagens primárias e é normalmente responsável pela proteção físico-mecânica durante a distribuição. A embalagem secundária é, muitas vezes, também responsável pela comunicação, sendo o suporte da informação, principalmente nos casos em que contém apenas uma embalagem primária. A embalagem terciária agrupa diversas embalagens primárias ou secundárias para o transporte, como caixas de papelão ou grades plásticas para garrafas de bebidas (JORGE, 2013).
EMBALAGEM DE PLÁSTICO
As embalagens plásticas são obtidas a partir de polímeros orgânicos ou inorgânicos de alto peso molecular, constituídos de unidades estruturais unidas entre si por ligações covalentes, formando cadeias lineares ou modificadas. O plástico é um material que tem a capacidade de ser moldado em condições especiais de calor e pressão (TRIBST; SOARES; AUGUSTO, 2008).

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