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TRABALHO DE EMBALAGEM

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A maioria das indústrias nas últimas décadas, principalmente de bebidas e alimentos, está substituindo as embalagens de vidro e latas pelas de plástico PET. Esta medida está sendo tomada devido à resistência e economia do material. O PET está presente em diversas embalagens de sucos, águas, refrigerantes, óleos, entre outros (KELLER, 2014).
São utilizadas as garrafas de plástico quando o produto é armazenado por períodos curtos, de até três semanas. As garrafas feitas com PET podem ser utilizadas para armazenamento por períodos maiores, de até doze meses, mas apesar do custo mais baixo oferecem barreiras ao ar e luz menores que os outros tipos (GESTÃO NO CAMPO, 2017).
As embalagens plásticas têm como vantagens o seu baixo peso, baixo custo, grande resistência mecânica e química, flexibilidade, possibilidade de aditivação e reciclabilidade. A principal desvantagem é a permeabilidade à luz, gases, vapores e moléculas de baixo peso molecular (LANDIM, 2015). 					Não serem biodegradáveis e levarem mais de 100 anos para serem completamente degradados pela natureza são outras desvantagens. Além disso, sua produção geralmente emite gases poluentes ao meio ambiente e é dependente do petróleo, um recurso natural não renovável (LANDIM, 2015).
A Norma Técnica ABNT MB-3092, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (1989), assim como a resolução RE-105/99 da ANVISA (1999) estabelecem critérios para determinação de migração de substâncias presentes em materiais poliméricos que tem contato com alimentos. Essas publicações estabelecem que, para avaliar a migração, a relação da área superficial da amostra exposta à migração (em cm2) por volume do solvente simulante (em mL) deve estar compreendida entre 0,5 e 2,0 (SOARES, 2008).
Na fábrica os engarrafadores de suco recebem o produto (suco concentrado ou não concentrado), desempenham os processos de reconstituição e pasteurização necessários e põem o produto em embalagens para o consumidor final. A linha de produção que vai do recebimento do suco até a embalagem final envolve várias etapas, que dependem do tipo de suco que será recebido na primeira etapa e dos produtos finais que sairão da fábrica (GESTÃO NO CAMPO, 2017).
EMABALAGEM INOVADORA
A embalagem bag-in-box é constituído por uma bolsa de laminado plástico dentro de uma caixa de papelão ondulado (ou de papel cartão), o que a torna atraente em termos mercadológicos pelo apelo de economia. A bag-in-box é mais utilizadas para o mercado vinícola. No Brasil a bag-in-box não é uma novidade, mas pelo fato do vinho não ser uma paixão dos brasileiros a embalagem não tenha sido tão consumida (EMBALAGENS, 2016).									Em um supermercado de São Paulo, o exemplar oferecia uma economia de cerca de 20% em comparação com quatro garrafas de 1 litro. A conservação do conteúdo por até um mês, após a abertura, pois o líquido é embalado a vácuo o torna atraente. A torneirinha plástica integrada à embalagem, para extração do suco, também era interessante, com vazão controlada e sem provocar respingos. As dimensões da caixa tornam fácil o armazenamento na geladeira (EMBALAGENS, 2016).
CONCLUSÃO
Ao longo deste trabalho foi possível contemplar os diversos tipos de embalagens utilizadas em sucos, originados por diferentes processos de fabricação que atribuem características particulares a cada um. As embalagens mais utilizadas para este fim são as latas de alumínio, as garrafas de plástico, as cartonadas e as garrafas de vidro. Essas embalagens buscam garantir que os produtos nelas contidas cheguem ao consumidor com a mesma qualidade e sabor que possuía no momento em que foi produzido.
A escolha da embalagem deverá ser baseada nas necessidades durante o processamento e pós-processamento do produto, tomando por base a vida útil desejada e o custo final possível para tornar o produto competitivo no mercado. Com a grande variedade de embalagens de sucos disponíveis no mercado pode-se concluir que os produtores de alimentos contam com diversas opções para envase e diferenciação dos seus produtos
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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