A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
203 pág.
Guia de Bolso de Procedimentos de Enfermagem

Pré-visualização | Página 6 de 29

→ Estas acções permitem 
avaliar o “status” ventilatório 
da pessoa e fornecem uma 
linha de base para posterior 
avaliação da eficácia do 
 
41 
procedimento 
→ Explicar o procedimento à 
pessoa e outros 
significativos 
→ Diminui a ansiedade e 
melhora a colaboração da 
pessoa 
→ Posicionar a pessoa 
optimizando a ventilação 
→ Se possível, a pessoa é 
colocada em posição de semi 
– Fowler, Fowler ou Fowler 
elevado, de forma a facilitar a 
expansão diagramática, 
melhorando a ventilação e 
assim a distribuição das 
partículas aerossolizadas por 
todas as regiões pulmonares. 
→ Preparar e colocar 
nebulizador 
 
→ Incentivar inspirações 
profundas 
→ As inspirações profundas 
facilitam a dispersão das 
partículas aerossolizadas. 
→ Incentivar pessoa a tossir 
(salvo contra-indicação) 
 
→ Registar o procedimento → O registo do procedimento 
poderá incluir: 
→ Aerossol, tempo e 
quantidade da administração 
→ Tolerância e colaboração do 
doente. 
→ Resposta ao procedimento 
 
NOTAS: 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
 
42 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
 
 
ENTUBAÇÃO NASOGÁSTRICA 
 
DEFINIÇÃO 
Consiste na introdução de uma sonda através do nariz até ao estômago, 
para estabelecer a comunicação deste com o exterior. 
É uma técnica limpa e invasiva, considerada uma intervenção 
interdependente, isto é, depende da prescrição de outros técnicos de 
saúde (médicos), mas que resulta da mesma forma do juízo diagnóstico 
do enfermeiro face a uma determinada circunstância ou conjunto delas, 
que requeiram a sua intervenção, por exemplo, vómitos incoercíveis ou 
incapacidade de deglutir e, consequentemente de se alimentar. 
 
OBJECTIVOS 
• Alimentar o doente; 
• Hidratar o doente; 
• Drenar conteúdo gástrico; 
• Prevenir náuseas e vómitos; 
• Aliviar náuseas e vómitos; 
• Diminuir ou prevenir a distensão abdominal; 
• Realizar a lavagem gástrica; 
• Monitorizar e tratar a hemorragia digestiva; 
• Prevenir a bronco aspiração; 
• Administrar fármacos; 
• Colher espécimes para análise. 
 
43 
 
INFORMAÇÕES GERAIS 
• O material a utilizar varia consoante a finalidade da entubação 
naso-gástrica e o tipo de drenagem (passiva ou activa). 
• Para facilitar a progressão da sonda pode colocá-la no 
frigorífico (congelador) de forma a ficar mais rígida. 
• Substituir a sonda de 7 em 7 dias (dependendo do tipo de 
sonda), alternando as narinas. 
• Seleccionar o calibre da sonda de acordo com o objectivo da 
entubação. 
• Se verificar a existência de vapor de água no interior da sonda 
ou se o doente ficar nauseado, a sonda estiver enrolada na 
boca, se sentir muita resistência deverá retirar a sonda até à 
oro faringe, ou mesmo suspender a intervenção. 
• Presença de sangue pode indicar lesão ulcerativa. 
• Presença de laivos sanguíneos sugere traumatismo da 
entubação. 
• Cheiro fecalóide pode indicar fístula gástrica ou obstrução 
intestinal. 
• Líquido com resíduos alimentares não digeridos pode sugerir 
estase gástrica ou obstrução pilórica. 
 
MATERIAL 
• Tabuleiro inox com: 
• Sonda naso-gástrica (2); 
• Luvas de protecção não esterilizadas; 
• Seringa de 100cc; 
• Compressas; 
• Lubrificante hidrossolúvel; 
• Estetoscópio 
• Resguardo; 
 
44 
• Tesoura; 
• Adesivo; 
• Recipiente para sujos; 
• Tampa da sonda; 
• Saco colector não esterilizado, se necessário. 
 
 
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM 
Intervenções Justificação 
→ Identificar o doente; 
→ Proceder à lavagem 
higiénica das mãos; 
→ Preparar o material e 
transportá-lo para junto do 
doente; 
→ Explicar ao doente o 
procedimento; 
 
→ Isolar o doente; 
→ Colocar o doente em 
posição de fowler, se a 
sua situação o permitir; 
→ Colocar resguardo 
impermeável absorvente, 
sobre o tórax do doente; 
→ Fornecer ao doente lenços 
para que este realize 
limpeza das fossas nasais 
ou proceder à higiene 
nasal; 
→ Evitar erros; 
→ Prevenir infecções 
cruzadas; 
→ Economizar tempo; 
 
 
→ Diminuir a ansiedade e 
obter a sua colaboração; 
 
→ Respeitar a privacidade; 
→ Proporcionar conforto e 
facilitar a progressão da 
sonda; 
→ Evitar gastos 
desnecessários de roupa; 
 
→ Facilitar a progressão da 
sonda e evitar a obstrução 
por secreções; 
 
 
 
45 
→ Pedir ao doente que tape 
uma narina de cada vez e 
expire (se possível); 
→ Fornecer ao doente saco 
ou recipiente para utilizar 
em caso de vómito; 
→ Calçar luvas de uso único 
não esterilizadas; 
→ Calcular a porção de 
sonda a introduzir; 
→ Colocar a cabeça do 
doente em flexão anterior; 
 
 
 
→ Lubrificar com água ou 
lubrificante hidrossolúvel a 
extremidade da sonda; 
 
 
→ Introduzir a sonda 
orientando-a na direcção 
da orelha do doente 
pedindo-lhe para: a) 
inspirar profundamente; ou 
b) ) fazer movimentos de 
deglutição se o doente 
ingerir líquidos. 
→ Aspirar conteúdo gástrico, 
ou introduzir 5 a 10 ml de 
ar através da sonda 
→ Detectar qual a narina mais 
permeável; 
 
→ Prevenir contaminação da 
roupa e proporcionar 
conforto; 
→ Prevenir infecção 
nosocomial; 
→ Adequar a porção de sonda 
a introduzir; 
→ Facilitar a progressão e 
prevenir a entrada da sonda 
na árvore traqueobrônquica; 
→ Reduzir o atrito e facilitar a 
progressão; 
→ Facilitar a progressão, 
introduzir a sonda com o 
mínimo de traumatismo e 
facilitar o relaxamento 
prevenindo o vómito; 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Verificar localização e 
permeabilidade da sonda; 
 
 
46 
auscultando 
simultaneamente a região 
epigástrica (aspirar de 
seguida) ou, ainda, colocar 
a extremidade livre da 
sonda junto do ouvido e 
verificar a ausência de 
sons respiratórios; 
→ Colocar a tampa, adaptar 
saco colector ou aspirador 
de baixa pressão; 
→ Proceder à fixação da 
sonda; 
→ Proceder à fixação do 
sistema ao lençol 
permitindo a mobilidade do 
doente; 
→ Fazer higiene oral e nasal 
se necessário; 
→ Recolher e dar destino 
adequado a todo o 
material e equipamento 
→ Proceder à lavagem 
higiénica das mãos; 
→ Proceder aos respectivos 
registos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Dar cumprimento ao 
prescrito; 
 
→ Evitar deslocações; 
 
→ Evitar o desconforto e evitar 
deslocação da sonda; 
 
 
→ Proporcionar o conforto e 
prevenir infecção; 
→ Prevenir a contaminação do 
ambiente 
 
→ Prevenir infecção cruzada; 
 
→ Assegurar continuidade de 
cuidados e dar visibilidade 
da intervenção 
desenvolvida; 
 
REGISTOS 
Estes devem conter os seguintes elementos: 
 
47 
Procedimento (data e hora); 
Local de colocação da sonda; 
Reacção do doente; 
Líquido aspirado/drenado e suas características; 
Mencionar eventual colheita de espécimes; 
 
 
 
NOTAS: 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
 
 
 
ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA 
 
DEFINIÇÃO 
É um conjunto de acções que visam proporcionar um meio de nutrição 
quando a via oral é impraticável, manter e repor o equilíbrio hidro-
electrolítico e prevenir complicações. 
 
OBJECTIVOS

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.