A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
203 pág.
Guia de Bolso de Procedimentos de Enfermagem

Pré-visualização | Página 7 de 29

• Proporcionar um meio de nutrição quando a via oral é 
impraticável. 
• Manter o equilíbrio hidro-eletrolítico. 
 
48 
• Repor o equilíbrio hidro-eletrolítico. 
• Prevenir complicações. 
 
INFORMAÇÕES GERAIS 
• A alimentação entérica pode ser administrada em perfusão 
contínua, em perfusão intermitente e em bólus, aconselhando-
se uma pausa nocturna, não superior a 4/6 horas. 
• A alimentação por bólus provoca frequentemente náuseas, 
vómitos, diarreia e cólicas, devendo por isso ser evitada. 
• A alimentação contínua deve usar-se em doentes 
hemodinâmicamente instáveis e em doentes com 
duodenostomia ou jejunostomia, diminuindo o risco de 
aparecimento de náuseas, vómitos, diarreia e cólicas. 
• O peso do doente deve ser avaliado antes de se iniciar a 
alimentação entérica e 2 vezes por semana (se possível). 
• Para avaliar a presença de ruídos peristálticos deve ser feita 
auscultação abdomina1 a fim de ser ou não iniciada a 
alimentação entérica. Para estimular o peristaltismo podem 
ser administrados pequenos bólus de alimentos (10 - 20CC), 
se a situação do doente o] permitir. 
• O controlo da existência de conteúdo gástrico deve ser 
efectuado antes de cada, refeição e, de 4 em 4 horas quando 
a alimentação é contínua. Nos doentes ventilados, durante a 
pausa nocturna e após ter sido digerido o conteúdo alimentar, 
o sistema de alimentação deve ser colocado em drenagem 
passiva, para se prevenir a distenção gástrica. 
• Se o doente estiver nauseado e se existir conteúdo gástrico 
superior ou igual da quantidade de alimentos administrados 
na refeição ou hora anterior, deve retardar-se uma hora a 
nova administração, ou suspender durante uma hora a 
alimentação contínua! Procedendo a nova verificação do 
 
49 
conteúdo gástrico. O conteúdo residual aspirado deve ser 
sempre reintroduzido, para prevenir perdas excessivas de 
electrólitos. 
• Se o doente tiver diarreia (fezes líquidas ou semi líquidas e/ou 
um número de dejecções superior ao seu padrão habitual) 
deve aumentar-se a pausa alimentar ou diminuir--se o débito 
de administração. Nunca substituir a fórmula alimentar 
seleccionada por leite, chá, sopa ou outro alimento líquido, 
excepto se indicação médica. 
• Verificar se os alimentos se encontram à temperatura 
ambiente antes da sua administração. 
• Antes de alimentar o doente, e desde que a sua situação o 
permita, deve-lhe ser administrado por via oral, uma pequena 
quantidade de alimentos, para que a salivação] seja 
estimulada, a digestão facilitada e prevenida a parotidite. 
• Deve dar-se ao doente pastilha elástica, rebuçados ou gelo, 
no intervalo das refeições se a sua situação clínica permitir, 
para estimular o reflexo de mastigação, sucção e deglutição e 
prevenir parotidites. 
• Na alimentação contínua devem preparar-se os alimentos, 
numa quantidade que não ultrapasse as 3 horas de 
administração, para prevenir o desenvolvimento bacteriano. 
 
MATERIAL 
• Tabuleiro inox com: 
o - Seringa 100cc. 
o - Copo plástico de uso único com água. 
o - Guardanapos de papel ou similar. 
o - Spigot /clamp (se necessário). 
o - Recipiente com alimentação. 
 
50 
• Sistema para alimentação entérica ou sistema de soro sem 
filtro. 
• Bomba de alimentação entérica ou bomba infusora. 
• Material para higiene oral. 
 
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM 
Intervenções Justificação 
→ Identificar o doente e 
conferir a rescrição: tipo de 
alimentação, forma e 
duração da administração. 
→ Proceder à lavagem 
higiénica das mãos. 
→ Preparar o material e 
transportá-lo para junto do 
doente. 
→ Explicar ao doente todos os 
procedimentos. 
→ Proporcionar um ambiente 
calmo, sem cheiros 
desagradáveis e apresentar 
os alimentos em recipientes 
adequados. 
→ Aspirar o conteúdo gástrico 
e reintroduzi-lo, excepto se 
contra-indicado. 
 
 
 
→ Introduzir 2cc (em crianças) 
→ Evitar erros. 
 
 
 
→ Prevenir infecção cruzada. 
 
→ Economizar tempo. 
 
 
→ Diminuir a ansiedade. Obter a 
sua colaboração. 
→ Facilitar a ingestão dos 
alimentos 
 
 
 
→ Verificar a posição e 
permeabilidade da sonda. 
→ Avaliar a quantidade de 
conteúdo gástrico residual. 
→ Prevenir perdas excessivas 
de electrólitos 
→ Verificar a localização e 
 
51 
a 10cc de ar auscultando 
simultaneamente a região 
epigástrica (aspirar de 
seguida), se não existir 
conteúdo gástrico residual. 
→ Posicionar o doente em 
semi-Fowler. 
 
 
 
→ Verificar a temperatura dos 
alimentos a administrar. 
→ Preparar e conectar o 
sistema de alimentação à 
sonda. 
→ Regular o ritmo da 
administração de acordo 
com a prescrição. 
→ Lavar a sonda injectando 5 
a 30CC de água após 
terminar a administração. 
→ Lavar o sistema de 
alimentação após cada 
utilização. Reutilizá-lo 
apenas durante 24 horas. 
→ Proporcionar higiene oral 
uma vez por turno e SOS. 
 
 
→ Manter o doente com a 
cabeceira elevada pelo 
permeabilidade da sonda. 
 
 
 
 
→ Prevenir desconforto e 
distensão abdominal. 
→ Facilitar a progressão dos 
alimentos. Prevenir a sua 
regurgitação e aspiração. 
→ Prevenir complicações. 
 
→ Iniciar a alimentação 
 
 
→ Prevenir complicações. 
 
 
→ Despistar sinais de 
intolerância gástrica. 
 
→ Prevenir obstrução da sonda. 
→ Prevenir obstrução do 
sistema. 
→ Prevenir complicações. 
→ Proporcionar conforto. 
→ Prevenir secura e fissuras da 
mucosa oral. Prevenir 
infecção. 
→ Favorecer o esvaziamento 
gástrico. 
 
52 
menos a 30°, em decúbito 
lateral direito ou decúbito 
semi-dorsal direito, durante 
30' após a alimentação. 
→ Recolher e dar o destino 
adequado a todo o material 
→ Proceder à lavagem 
higiénica das mãos. 
→ Prevenir a regurgitação e 
aspiração dos alimentos. 
 
 
→ Prevenir a contaminação do 
ambiente. 
→ Prevenir infecção cruzada. 
 
REGISTOS 
• Procedimento (data/hora). 
• Tipo de alimentação. 
• Quantidade. 
• Duração. 
• Reacção do doente. 
• Data de substituição do sistema. 
• Complicações. 
 
NOTAS: 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
 
 
 
53 
 
ALGALIAÇÃO (INSERÇÃO DE CATÉTER VESICAL) 
 
DEFINIÇÃO 
Consiste na introdução de um cateter da uretra até á bexiga. É uma 
técnica asséptica e invasiva. Sendo uma intervenção interdependente, 
isto é, depende da prescrição de outros técnicos de saúde (médicos), 
resulta do juízo de diagnóstico do enfermeiro face a uma determinada 
circunstância ou conjunto delas, que requeiram a sua intervenção. O 
doente com cateter vesical deve ser alvo de um conjunto de cuidados 
que promovam o bem-estar, bem como, que permitam a manutenção da 
drenagem em condições de segurança, evitando posteriores 
complicações, como por exemplo infecções secundárias. 
 
OBJECTIVOS 
• Esvaziar a bexiga em caso: 
o De retenção urinária 
o Antes da cirurgia em estruturas circunjacentes 
o Facilitar a cicatrização, após intervenção cirúrgica, a 
nível do aparelho urinário. 
• Determinar o volume residual 
• Monitorizar o débito urinário 
• Permitir a execução de exames auxiliares de diagnóstico e 
terapêutica 
• Prevenir complicações 
 
INFORMAÇÕES GERAIS 
• Utilizar técnica asséptica 
• Confirmar o objectivo da algaliação de modo a seleccionar 
correctamente o material 
 
54 
• A principal causa de infecção urinária adquirida no hospital é a 
algaliação

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.