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743 manual sinalizacao rodoviaria

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v ≥ 80 0,15*** 
1 : 3 3 9 
1 : 3 4 12 
* situação restrita a ciclovias 
** pode ser utilizada largura maior, nos casos em que estudos de engenharia indiquem a necessidade, por questões de 
segurança. 
*** a largura deve ser definida em projeto, levando-se em consideração a velocidade, o volume e a composição do 
tráfego e a largura da pista de rolamento. 
Nas aproximações das linhas de proibição de ultrapassagem, a LFO-2 passa a ser tracejada na 
proporção de 1:1, numa extensão de 152 metros, mantendo o comprimento do traço do trecho 
precedente. 
3.3.1.6. Linha dupla contínua (LFO-3) 
É a linha de divisão de fluxos opostos aplicada sobre o eixo da pista de rolamento com o objetivo de 
delimitar o espaço reservado para a circulação de cada um dos fluxos de veículos e regulamentar a 
proibição de ultrapassagem, nos dois sentidos de circulação. É utilizada em rodovias de pista simples, 
com largura igual ou superior a 7,00 m. 
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MT/DNIT/IPR 
A largura (l) de cada uma das linhas pode variar entre 10 cm e 15 cm, assim como a distância (d) 
entre elas. 
Figura 226 – Linha dupla contínua (LFO-3) 
 
3.3.1.7. Linha dupla contínua/tracejada (LFO-4) 
É a linha de divisão de fluxos opostos aplicada sobre o eixo da pista de rolamento, com o objetivo de 
delimitar o espaço reservado para a circulação de cada um dos fluxos de veículos e regulamentar a 
proibição de ultrapassagem em um dos sentidos de circulação e a proibição no sentido contrário. 
A largura (l) de cada uma das linhas pode variar entre 10 cm e 15 cm, assim como a distância (d) 
entre elas. 
A Tabela 20, a seguir, apresenta as dimensões recomendadas, tendo em vista a observação quanto à 
cadência na aproximação de trechos com ultrapassagem proibida, descrita para a LFO-2. 
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MT/DNIT/IPR 
Tabela 20 – Dimensões recomendadas para LFO-4 
VELOCIDADE 
v 
(km/h) 
LARGURA 
l 
(m) 
CADÊNCIA 
t : e 
TRAÇO 
t 
(m) 
ESPAÇAMENTO 
e 
(m) 
v < 60 
0,10* 1 : 1* 1* 1* 
0,10 
1 : 1 2 2 
60 ≤ v < 80 0,10** 
1 : 1 3 3 
1 : 1 4 4 
1 : 1 2 2 
v ≥ 80 0,15*** 
1 : 1 3 3 
1 : 1 4 4 
* situação restrita a ciclovias 
** pode ser utilizada largura maior, nos casos em que estudos de engenharia indiquem a necessidade, por questões de 
segurança. 
*** a largura deve ser definida em projeto, levando-se em consideração a classe da rodovia, o volume e a composição 
do tráfego e a largura da pista de rolamento. 
3.3.2. Linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS) 
As linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido separam os fluxos de tráfego de mesmo sentido e 
regulamenta a mudança de faixa. São sempre na cor branca e podem vir acompanhadas de tachas 
monodirecionais com elemento retrorrefletivo branco. Os tipos de LMS utilizadas nas rodovias são: 
LMS-1: linha simples contínua; e 
LMS-2: linha simples tracejada. 
3.3.2.1. Linha simples contínua (LMS-1) 
É a linha de divisão de fluxos aplicada sobre o limite entre as faixas de rolamento, com mesmo 
sentido de tráfego, com o objetivo de regulamentar as manobras de proibição de mudança de faixa e 
ultrapassagem. 
 
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MT/DNIT/IPR 
A largura mínima recomendada para a LMS-1, em função da velocidade, é apresentada na Tabela 21, 
a seguir: 
Tabela 21 – Larguras recomendadas da LMS-1 
VELOCIDADE 
v 
(km/h) 
LARGURA DA LINHA 
l 
(m) 
V < 80 0,10 
V ≥ 80 0,15 * 
* a largura deve ser definida em projeto, levando-se em consideração a classe da rodovia, o volume e a 
composição do tráfego e a largura da pista de rolamento. 
Aplica-se em segmentos onde a manobra de mudança de faixa venha a representar risco de acidentes, 
tais como: 
Nas aproximações de locais de travessia de pedestres; 
Nas aproximações de cruzamentos em nível; 
Na passagem por postos de Polícia Rodoviária ou de Fiscalização em geral; 
Em pontes e viadutos estreitos, excedendo os limites da OAE em, pelo menos, 15 m antes e 
depois; 
Em segmentos de supressão de faixa, ao longo da extensão correspondente ao têiper. 
Deve ter extensão mínima de 15 metros, com extremidade situada na Linha de Retenção (LRE), 
quando a LRE existir, e pelos Sinais de Regulamentação R-8a ou R-8b, respectivamente, Proibido 
Mudar de Faixa ou Pista de Trânsito da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, conforme 
ilustrado na Figura 227. 
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MT/DNIT/IPR 
Figura 227 – Linha simples contínua (LMS-1) 
 
 
3.3.2.2. Linha simples tracejada (LMS-2) 
É a linha de divisão de fluxos aplicada sobre o limite entre as faixas de rolamento, com mesmo 
sentido de tráfego, com o objetivo de regulamentar a permissão das manobras de mudança de faixa e 
ultrapassagem, conforme ilustrado na Figura 228 a seguir: 
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MT/DNIT/IPR 
A Tabela 22, a seguir, apresenta as dimensões recomendadas para a LMS-2. 
Tabela 22 – Dimensões recomendadas para a LMS-2 
VELOCIDADE 
v 
(km/h) 
LARGURA 
l 
(m) 
CADÊNCIA 
t : e 
TRAÇO 
t 
(m) 
ESPAÇAMENTO 
e 
(m) 
v < 60 
0,10* 1 : 2* 1* 2* 
0,10 
1 : 2 2 4 
1 : 3 2 6 
60 ≤ v < 80 0,10** 
1 : 2 3 6 
1 : 2 4 8 
1 : 3 2 6 
1 : 3 3 9 
v ≥ 80 0,15*** 
1 : 3 3 9 
1 : 3 4 12 
* situação restrita a ciclovias 
** pode ser utilizada largura maior, nos casos em que estudos de engenharia indiquem a necessidade, por questões de 
segurança. 
*** a largura deve ser definida em projeto, levando-se em consideração a classe da rodovia, o volume e a composição do 
tráfego e a largura da pista de rolamento. 
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MT/DNIT/IPR 
Figura 228 – Linha simples tracejada (LMS-2) 
 
 
 
3.3.3. Linhas de borda de pista (LBO) 
As Linhas de Borda de Pista delimitam para o usuário a parte da pista destinada ao tráfego, 
separando-a dos acostamentos, das faixas de segurança ou simplesmente do limite da superfície 
pavimentada (quando a pista não for dotada de acostamento ou faixa de segurança). 
Sua maior importância reside no fato de fornecer de forma nítida aos usuários o trajeto a ser seguido 
pela definição contínua da pista de rolamento, principalmente à noite ou em condições atmosféricas 
adversas, como neblina ou fortes chuvas. 
As Linhas de Borda de Pista são sempre contínuas, não se admitindo que sejam tracejadas, ainda que 
por motivos de economia, devido ao risco de serem confundidas com Linhas de Mesmo Sentido 
(LMS-2), o que representaria sérios riscos de acidentes, especialmente à noite e sob condições severas 
de visibilidade. 
As Linhas de Borda de Pista têm a cor branca, largura igual à das LMS (ver largura na Tabela 22) e 
podem vir acompanhadas por tachas monodirecionais com elementos retrorrefletivos na cor branca. 
 
 
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Figura 229 – Linha de borda (LBO) 
 
 
 
Figura 230 – Linha de borda de pista 
 
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3.3.4. Linhas de continuidade (LCO) 
É a linha que dá continuidade à LBO, nas entradas e saídas de pista, delimitando faixas de aceleração 
ou desaceleração, quando existem. É sempre tracejada, nas cores branca ou amarela, deve ter a largura 
da linha que a antecede, pode vir acompanhada de tachas monodirecionais com elementos 
retrorrefletivos na cor da linha e deve ter dimensões conforme Tabela 23 a seguir. 
Tabela 23 – Dimensões recomendadas para LCO 
VELOCIDADE 
v 
(km/h) 
CADÊNCIA 
t : e 
TRAÇO 
t 
(m) 
ESPAÇAMENTO 
e 
(m) 
v ≤ 60 1 : 1 1,00 1,00 
V > 60 1 : 1 2,00 2,00 
 
A Figura 231 ilustra as linhas