Espécies Tributárias - Resumo
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Espécies Tributárias - Resumo


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As espécies tributárias e suas características
Conceito de tributo e sua natureza jurídica
Conceito de tributo
O tributo é o objeto sobre o qual recai o poder de tributar. Ou seja, é por meio do tributo
que o Estado consegue captar recursos nanceiros para viabilizar o seu próprio custeio.
Artigo 3º do CTN: Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo
valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
Natureza jurídica
Conforme prevê o artigo do Código Tributário Nacional, a natureza jurídica especíca
de cada tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. Tal disposi-
tivo aplica-se aos impostos, taxas e contribuições de melhoria. No entanto, o mesmo
não ocorre quanto aos empréstimos compulsórios e as contribuições especiais, haja
vista terem sido criados pela Constituição da República, em 1988, portanto, posterior
ao diploma legal.
Espécies tributárias
A) Impostos
Os impostos são a principal espécie de tributo e, na prática, são a fonte primordial do
custeio da Administração Pública. Possuem as seguintes características:
Previsão normativa: art. 145, I, da CRFB; art. 16, do CTN.
Fato Gerador: manifestação de riqueza.
Base de Cálculo: quanticação da riqueza revelada.
Demais características (alíquota, sujeito ativo e sujeito passivo): são previstas con-
forme a lei instituidora de cada tipo de imposto.
Direito Constitucional Tributário
Direito Tributário
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B) Taxas
São tributos contraprestacionais, ou seja, o contribuinte só paga a taxa se houver algu-
ma prestação estatal ou disposição de serviço público. Melhorando a explicação. Veja-
mos que temos dois tipos de taxas: taxa de serviço e taxa de polícia.
Taxa de serviço = seu fato gerador é a utilização efetiva ou potencial de serviço público,
que tem que ser divisível e especíco. Podem ser prestados ou postos à disposição do
contribuinte. Exemplo: paga-se a taxa de coleta de lixo mesmo não produzindo ne-
nhum resíduo passível de coleta.
Taxa de polícia = é aquela em que o contribuinte paga pelo exercício concreto do poder
de polícia. Se este não ocorrer, não haverá a cobrança de taxa. Exemplo: taxa de licença
para construção; taxa de publicidade. (Portanto, serão cobradas a partir do momento
em que se der o efetivo exercício do poder de polícia)
Observação: Serviço público divisível e especíco = é preciso que o Estado tenha a possi-
bilidade de identicar os usuários e que os usuários saibam por qual serviço estão pagando.
Possui as seguintes características:
Previsão normativa: art. 145, II, da CRFB; art. 77, do CTN.
Fato Gerador: um fato derivado da atuação estatal.
Base de Cálculo: de acordo com o custo do serviço prestado (não possuem a base
de cálculo própria dos impostos).
Demais características (alíquota, sujeito ativo e sujeito passivo): dependem da
atividade estatal, sendo cobrada por aquele ente federativo que exerce a atividade.
C) Contribuição de Melhoria
Este tributo possui como objetivo a vedação ao enriquecimento sem causa, pois ele é
instituído quando o Estado realiza uma obra que causa uma valorização do imóvel do
contribuinte. Desta forma, o ente cobra este tributo a m de repor os cofres públicos,
haja vista o desembolso feito para a realização da obra ensejadora do recolhimento.
A lei instituidora deste tributo deve ser especíca para cada obra.
Possui as seguintes características:
Previsão normativa: art. 145, III, da CRFB; art. 81, do CTN.
Fato Gerador: valorização do imóvel.
Base de Cálculo: quantum de valorização experimentada pelo imóvel.
Sujeito ativo: ente federativo que realizou a obra.
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Sujeito passivo: é o contribuinte proprietário do imóvel valorizado.
Alíquota: A alíquota deverá vir na lei que instituir o tributo. Será um percentual a
ser aplicado sobre a base de cálculo, isto é, sobre o montante reconhecido como
incremento na propriedade imóvel valorizada pela execução da obra pública. Para
Aliomar Baleeiro1, a aplicação da alíquota da Contribuição de Melhoria sobre a sua
base de cálculo resultará na quota parte que cada contribuinte deverá atribuir aos
cofres públicos em consequência do valor que a sua propriedade imóvel particu-
lar recebeu como benefício, congurando o limite individual do tributo. Ainda nas
lições do ilustre Professor, o somatório de todas as quotas relativas a todos os con-
tribuintes não poderá exceder ao valor total do custo da obra pública.
D) Empréstimos Compulsórios
Este tributo é criado por lei complementar, sendo a competência para sua instituição
apenas da União. As hipóteses de incidência são: guerra ou calamidade; e, investimento
urgente e relevante.
O empréstimo compulsório possui como peculiaridade a obrigatoriedade por parte do
Estado de devolver o valor arrecadado ao nal do motivo ensejador de sua instituição.
Além disso, este montante só pode ser utilizado na despesa que o gerou. Ou seja, é um
tributo com receita vinculada.
Possui as seguintes características:
Previsão normativa: art. 148, da CRFB; art. 15, do CTN.
Fato Gerador: guerra ou calamidade; e, investimento urgente e relevante, de for-
ma genérica (o fato gerador deve vir especicado na lei complementar instituidora
do tributo).
Base de Cálculo e demais características (alíquota, sujeito ativo e sujeito passivo):
precisam vir especicados na lei complementar instituidora do tributo.
E) Contribuições Especiais:
Este tributo, antigamente, era conhecido como os tributos parascais. Atualmente, seu
nome é Contribuição Especial. Trata-se de um gênero que comporta espécies. São elas:
Contribuições
especiais
Contribuições
especiais
Seguridade
Social
Cont. de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE
De interesse das Categorias Profissionais
Gerais
1BALEEIRO, Aliomar. Direito tributário brasileiro. 12 ed. rev. ampl. e atual. por Misabel Abreu Machado Derzi. Rio de Janeiro: Forense, 2013. p. 897.