Obrigação Tributária - Resumo
4 pág.

Obrigação Tributária - Resumo

Pré-visualização4 páginas
1
Obrigação Tributária
Relação Jurídica Obrigacional Tributária
Ela nasce com a ocorrência do fato gerador. Vejamos.
Obrigação Tributária
A relação jurídica obrigacional tributária pode dar ensejo a dois objetos que podem ser
opostos ao sujeito passivo. São a obrigação principal e a obrigação acessória.
De forma geral, podemos dizer que tudo aquilo que signica dever de pagamento será
obrigação principal. E quando for qualquer outro tipo de dever exigido do sujeito passivo,
que não seja pagamento, será obrigação acessória.
Obrigação principal = apenas deveres de pagamento.
Obrigação acessória = deveres procedimentais (objetivo: evitar a sonegação scal)
(elas não possuem conteúdo econômico).
Ainda nesse tema, também precisamos analisar o sujeito ativo e o sujeito passivo da obri-
gação tributária.
O art. 119, do CTN diz que o sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público,
titular da competência para exigir o seu cumprimento.
Os artigos 121 e 122 do CTN dizem que o sujeito passivo sempre será a pessoa obrigada a
cumprir as obrigações principal e acessória.
Existem duas modalidades de sujeito passivo. São: contribuinte e responsável.
Lei R.J.O.T
Hipótese de
incidência
Fato típico
Fato gerador
Direito Obrigacional Tributário
Direito Tributário
2
Contribuinte é aquele que possui relação direta e pessoal com o fato gerador. Por outro
lado, responsável é aquele que possui um vínculo indireto com o fato gerador e deve ser
indicado expressamente pela lei.
Responsabilidade Tributária
A responsabilidade tributária se divide em: por substituição e por transferência.
Vejamos:
Responsabilidade por Substituição. A responsabilidade surge contemporaneamen-
te ao fato gerador.
Temos dois tipos: regressiva e progressiva.
Regressiva/para trás/antecedente: nesse caso, pessoas ocupantes das posições
anteriores nas cadeias de produção e circulação são substituídas no dever de pagar
tributo por aquelas que ocupam as posições posteriores. O fato gerador já ocorreu.
Progressiva/para frente/subsequente: nesse caso, pessoas ocupantes das posi-
ções posteriores nas cadeias, no dever de pagar tributo, por aquelas que ocupam
as posições anteriores. O tributo é pago de uma vez só, sendo calculado sobre o
valor pelo qual se presume que a mercadoria será vendida. O fato gerador vai ocor-
rer, sendo presumido.
Responsabilidade por Transferência. No momento do surgimento da obrigação, de-
terminada pessoa gura como sujeito passivo, no entanto, em um momento posterior,
um evento denido em lei causa a alteração da pessoa que ocupa o polo passivo da
obrigação. Assim, surge o responsável, conforme denido em lei.
Temos as seguintes modalidades: por sucessão, por solidariedade, de terceiros.
Por sucessão:
Imobiliária: os tributos que gravam o bem imóvel são obrigações propter rem,
ou seja, acompanham o bem quando é alienado, exceto se for imóvel arrematado
em hasta pública ou se constar no título de aquisição as certidões negativas que
provam sua quitação.
Responsabilidade
tributária
Por substituição
Por sucessão
Por solidariedade
De terceiros
Por transferência
3
Do adquirente ou do remitente: a responsabilidade do adquirente de bem mó-
vel é a mesma do bem imóvel, mas as exceções que beneciam o adquirente de
imóvel não se aplicam ao adquirente de bem móvel. No caso da remição, ou seja,
do resgate, ela ocorre quando o cônjuge, ascendente ou descendente exerce a
preferência na adjudicação de bem do devedor expropriado numa execução.
Herança: o espólio vai ser responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a
abertura da sucessão, passando a gurar como contribuinte, a partir de então, até
a partilha ou adjudicação. Já os sucessores e o cônjuge meeiro são responsáveis
pelos devidos até a partilha ou adjudicação, sendo, depois, contribuintes.
Empresarial: as pessoas jurídicas resultantes das operações empresariais são
responsáveis pelos tributos devidos até a data do ato pelas pessoas jurídicas
sucedidas.
Por solidariedade: não existe benefício de ordem nas obrigações tributárias. Temos
a solidariedade ativa e passiva. A solidariedade ativa ocorrerá, quando, no polo ativo
de uma obrigação, existe mais de um credor. Já a solidariedade passiva ocorrerá
quando, no polo passivo da obrigação, exista mais de um devedor que tenha que
pagar a dívida toda. No Direito Tributário, o credor de uma obrigação é o ente fede-
rado. Por outro lado, temos dois grupos de devedores solidários:
De terceiros: tem previsão nos artigos 134 e 135, do CTN. Apesar de o CTN mencio-
nar responsabilidade solidária, sua característica é de subsidiária, porque a lei esta-
belece a possibilidade de responsabilidade apenas no caso de impossibilidade de
cumprimento de obrigação pelo contribuinte. Já no artigo 135 traz a responsabilida-
de dos administradores de empresa nos artigos praticados em excesso de poder ou
infração à lei, contrato social ou estatuto.
Capacidade Tributária
Capacidade tributária é a aptidão para ser sujeito passivo na relação obrigacional tributária.
A capacidade tributária passiva independe da capacidade civil; independe de encontrar o
sujeito passivo com limitação do exercício de suas atividades; e independe no caso de pes-
soa jurídica, de estar devidamente constituída.
Então, percebam que, mesmo com as limitações, caso seja praticado o ato que gere a obri-
gação tributária, haverá a obrigação de pagamento.
Devedores
Solidários
Interesse comum na
situação que constitua o FG.
Pessoas expressamente
designadas por lei.