Processo Legislativo: fase constitutiva e fase complementar - Resumo
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Processo Legislativo: fase constitutiva e fase complementar - Resumo

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Processo Legislativo: fase constitutiva
Segunda fase do processo legislativo.
Conjugação de vontades do Legislativo e do Executivo.
O Legislativo vai se manifestar a partir da deliberação parlamentar, que se dá a partir
da discussão e da votação. O Executivo se manifesta por meio da deliberação execu-
tiva, que pode ser a sanção ou o veto.
Deliberação parlamentar
Em razão do bicameralismo federativo, em um processo legislativo de lei federal, sem-
pre vai ser necessária a apreciação das duas casas: a Câmara dos Deputados, que a
Casa iniciadora, e o Senado Federal, que é a Casa revisora. Assim, para que o projeto de
lei seja apreciado pelo Chefe do Executivo, primeiro ele precisa ser apreciado e aprova-
do pela Câmara e pelo Senado.
Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da Repú-
blica, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara
dos Deputados.
Além dos projetos de lei de iniciativa do Presidente, do STF e dos Tribunais Superiores,
a gente pode acrescentar também os projetos:
De iniciativa concorrente dos Deputados ou de Comissões da Câmara.
De iniciativa do Procurador-Geral da República.
De iniciativa popular (art. 61, §2º).
Por isso a Câmara dos Deputados é chamada de Casa iniciadora, como a gente acabou de
mencionar, e o Senado Federal, é chamado de Casa revisora.
Só são propostos perante o Senado Federal os projetos de lei de iniciativa dos Se-
nadores ou de iniciativa de Comissões do Senado. Nesses casos, a Câmara funciona
como Casa revisora.
Processo Legislativo
Direito Constitucional II
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Uma vez iniciado o processo legislativo, o projeto de lei deve ser apreciado pelas Comissões.
Em primeiro lugar, o projeto deve ser analisado por uma comissão temática, que vai
analisar a matéria da proposição.
Em seguida, ele vai ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que
analisa, dentre outros pontos, a constitucionalidade do projeto.
Quando o projeto envolver aspectos nanceiros ou orçamentário público, logo de-
pois da comissão temática, ele precisa ser apreciado pela Comissão de Finanças e Tri-
butação, pra que seja feito o exame de compatibilidade ou adequação orçamentária.
As comissões, em razão da matéria de sua competência, podem, além de discutir e
emitir pareceres sobre o projeto de lei, aprovar os projetos, desde que, respeitando
o regimento interno da Casa, seja dispensada a competência do plenário e que não
tenha sido interposto recurso de 1/10 dos membros da Casa. No caso de recurso, é
inviável a votação do projeto de lei pela comissão temática, que é transferida para o
plenário da Casa.
A votação pode ser:
Ostensiva, adotando:
O processo simbólico.
Processo nominal.
Ou secreta, por meio de:
Sistema eletrônico.
Cédulas.
O processo simbólico é usado na votação das proposições em geral. Para aprovar a ma-
téria, os Parlamentares das respectivas Casas permanecem sentados, e só se levantam
aqueles que votarem pela rejeição.
Se for solicitada a vericação da votação ela vai ser repetida pelo processo nominal.
Artigo 186 do RICD: o processo nominal vai ser utilizado:
I - Nos casos em que seja exigido quorum especial de votação.
II - Por deliberação do Plenário, a requerimento de qualquer Deputado.
III - Quando houver pedido de vericação de votação, respeitado o que prescreve o
§ 4º do artigo anterior.
IV - Nos demais casos expressos neste Regimento.
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Artigo 187 do RICD prevê que a votação nominal deve ser realizada pelo sistema
eletrônico de votos, de acordo com as instruções estabelecidas pela Mesa.
Artigo 188, também do RICD determina que a votação secreta vai acontecer pelo
sistema eletrônico nos casos de:
I - Deliberação, durante o estado de sítio, sobre a suspensão de imunidades de Depu-
tado, nas condições previstas no § 8º do art. 53 da Constituição Federal.
II - Por decisão do Plenário, a requerimento de um décimo dos membros da Casa ou de
Líderes que representem este número, formulado antes de iniciada a Ordem do Dia.
III - Para eleição do Presidente e demais membros da Mesa Diretora, do Presidente e
Vice-Presidentes de Comissões Permanentes e Temporárias, dos membros da Câma-
ra que irão compor a Comissão Representativa do Congresso Nacional e dos 2 (dois)
cidadãos que irão integrar o Conselho da República e nas demais eleições.
IV - No caso de pronunciamento sobre a perda de mandato de Deputado ou suspen-
são das imunidades constitucionais dos membros da Casa durante o estado de sítio.
No §1º a gente encontra a previsão de que o voto secreto vai se dar mediante cédula,
quando o sistema eletrônico de votação não estiver funcionando.
Se o projeto for rejeitado na Casa Iniciadora, ele vai ser arquivado. Se ele for aprovado,
ele segue pra Casa Revisora, passando pelas Comissões, e por m, a Casa Revisora pode
aprovar, rejeitar ou emendar o projeto.
No caso de aprovação, em um só turno de discussão e votação, que é a regra geral
pra leis ordinárias e complementares, o projeto é enviado para sanção ou veto do
Chefe do Executivo.
No caso de rejeição, o projeto vai ser arquivado. Nesse caso o projeto só pode ser
reapresentado na mesma sessão legislativa anual, mediante proposta da maioria
absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional, de acordo
com o art. 67, da CRFB. Se ele for reapresentado na sessão legislativa seguinte essa
formalidade não é exigida.
No caso de emenda, só a parte alterada, que é a emenda, deve ser apreciada pela
Casa Iniciadora, conforme o art. 65, parágrafo único, CRFB. É vedada a apresenta-
ção de emenda à emenda, a subemenda. Nesse caso, se a Casa Iniciadora aceitar a
emenda, o projeto segue para deliberação executiva. Se a Casa Iniciadora rejeitar a
Emenda, o projeto segue com a sua redação original para apreciação executiva.
No processo legislativo de elaboração de leis do sistema brasileiro predomina a Casa Ini-
ciadora sobre a Casa Revisora.
Aprovado o projeto de lei, ele vai ser encaminhado para o autógrafo. O autógrafo é a re-
produção de todo trâmite legislativo e do conteúdo nal do projeto aprovado e/ou emen-
dado para posterior sanção ou veto presidencial, para promulgação (no caso de Emendas
Constitucionais) ou pra outra Casa.