Competência para julgamento das autoridades - Resumo
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Competência para julgamento das autoridades - Resumo


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Competência para julgamento das autoridades
Sistematização
Foros competentes pra cada autoridade:
Presidente e do Vice-Presidente da República:
Infração penal comum é julgada pelo STF (art. 102, I, b).
Crime de responsabilidade é julgado pelo Senado Federal (art. 52, I e II).
Ministros de Estado são julgados
Por infração penal comum e crime de responsabilidade pelo STF (art. 102, I, c).
Por crime de responsabilidade conexo ao pratico pelo Presidente, pelo Senado
Federal (art. 52, I).
Membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público:
Crime comum, a competência vai ser xada individualmente, de acordo com o car-
go de origem de cada membro dos Conselhos.
Crime de responsabilidade, serão julgados pelo Senado Federal (art. 52, II).
Governadores de Estado
Julgados por crime comum pelo STJ (art. 105, I, a).
Julgados por crime de responsabilidade por Tribunal Especial (art. 1079/50).
Vice-Governadores de Estado
Julgados por crime comum, de acordo com a Constituição Estadual, sendo a regra
o Tribunal de Justiça.
Julgados por crime de responsabilidade, de acordo com lei federal.
Poder executivo
Direito Constitucional II
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Prefeitos serão julgados
Por crime comum pelo Tribunal de Justiça (art. 29, X).
Por crime de responsabilidade de natureza criminal também pelo TJ (art. 29, X c/c
art. 1º DL 201/67).
Por crime de responsabilidade de natureza político-administrativa, pela Câmara
dos Vereadores (art. 31, c/c art. 4º, DL 201/67).
Pelo TRE em casos de crime eleitorais.
Prefeitos Municipais
Os Prefeitos podem cometer tanto crime comum quanto crime de responsabilidade. Em
regra, o Prefeito seve ser julgado:
Pelo TJ local, nas hipóteses de crime comum (art. 29, X).
Pela Câmara Municipal, nos casos de crime de responsabilidade (art. 31).
Pelo TRE, nos crimes eleitorais.
Pelo TRF nos crimes federais (art. 109, IV) .
Súmula 702/STF: A competência do tribunal de justiça para julgar prefeitos restringe-se
aos crimes de competência da justiça comum estadual; nos demais casos, a competência
originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau.
Crimes comuns
A competência originária é do TJ; o STF entendeu que o julgamento pode ser reali-
zado tanto pelo Plenário quanto por órgão fracionário, como por exemplo, uma das
Câmaras Criminais do Tribunal, ou pelo Órgão Especial.
Os crimes dolosos contra a vida devem ser julgados perante o TJ.
Os crimes comuns tipicados no art. do DL 201/67, tem competência originária
do TJ, que essas tipicações tem natureza criminal. Esse DL foi alterado pela Lei
10028/2000 que trouxe outras tipicações, dá uma olhada depois.
Os crime funcionais descritos no CP dos arts. 150, §2º, 300, 301, 312 a 326, 359-A e
359-H são de competência do TJ, conforme art. 29, X.
O abuso de autoridade, previsto na Lei 4898/1965 deve ser julgado pelo TJ.
O crime de Prefeito em detrimento de bens, serviços ou interesses do Município são
de competência do TJ.
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O crime de Prefeito em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, empre-
sas públicas e autarquias federais, ou em razão de malversação de verbas recebidas
da União são de competência do TRF, de acordo com o art. 109, IV.
Os crimes eleitorais são de competência do TER.
As ações de natureza civil, que não gozam de foro privilegiado do TJ. Elas devem ser
ajuizadas em 1º grau de jurisdição.
Crimes de responsabilidade
As infrações do art. 4º do DL 201/67 devem ser julgadas pela Câmara Municipal.
Responsabilidade scal e infrações administrativas contra as leis de nanças públicas
Responsabilidade scal e regras trazidas pela LC n. 101/2000 (estabelece normas de -
nanças públicas, voltadas pra responsabilidade na gestão scal, além de outras providên-
cias que precisas ser observadas pela União, pelos Estados, pelo DF e pelos Municípios).
De acordo com a LC 101/2000, no que se refere à União, aos Estados, ao DF e aos Municí-
pios, estão compreendidos o Poder Executivo, o Poder Legislativo, que inclui os Tribunais
de Contas, o Poder Judiciário e o MP. Além disso, estão incluídas também as respectivas
administrações diretas, fundos, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes.
O objetivo do legislador foi equacionar os gastos públicos, vinculando esses gastos às
receitas. O administrador se obriga a realizar um planejamento administrativo, contábil
e patrimonial da sua gestão scal, de maneira transparente e responsável. Essa perspec-
tiva foi ampliada pela LC n. 131/2009, que acrescenta dispositivos à Lei 101/2000, com o
intuito de determinar a disponibilização em tempo real de informações detalhadas sobre
a execução orçamentária e nanceira da União, dos Estados, do DF e dos Municípios.
O art. 1º, §1º da Lei 101/2000 determina que
§ 1º A responsabilidade na gestão scal pressupõe a ação planejada e transparente,
em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das
contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e
despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita,
geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada
e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de
garantia e inscrição em Restos a Pagar.
De modo geral, a lei dispõe sobre:
Planejamento público.
Receita pública.
Despesas públicas.