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P2   Distúrbios Circulatórios

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Anatomia Patológica – P2
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Medicina Veterinária
Aluno: Jeferson Bruno da Silva – Matrícula: 201406074-4
27 de setembro de 2016 – Distúrbios Circulatórios
 
Servem para avaliar as lesões de maneira geral. Se o hospedeiro é o campo de batalha (onde o campo de batalha dessa guerra, são os órgãos que são interligados pelo sistema circulatório), o agente agressor é o inimigo e o sistema imune o combatente.
Coração funciona como uma bomba.
Hiperemia
Congestão
Edema
Hemorragia
Trombose
Embolia
Infarto 
Choque
Hiperemia/Congestão:
*Saber diferenciar hiperemia de congestão.
	Se o processo foi excitado com uma resposta é um chamado de ativo. Quando ele é consequência de uma estímulo, ele é passivo.
Hiperemia
- Aumento do volume sanguíneo no leito vascular.
Quando o sangue chega por via arterial à um dado local e causa aumento do volume sanguíneo, esse processo ativo é denominado de Hiperemia. É um processo ativo. Um grande exemplo desse efeito são as inflamações, onde o processo ativo é executado pela chagada do sangue via artérias. – Aumento da chegada do sangue. 
Congestão
O aumento do volume sanguíneo no leito vascular, causado pelo processo passivo é chamado de Congestão, como por exemplo uma obstrução vascular. – Bloqueio da saída do sangue. 
Órgão parte do órgão dilatação vascular
OBS: Quando tem um aumento do volume sanguíneo (chegada de sangue) é hiperemia. A dificuldade de sair do sangue é a congestão (obstrução).
Hiperemia Ativa:
Hiperemia Fisiológica
A hiperemia pode ser fisiológica. É devido a ela a nossa sobrevivência. Ocorre o aumento do suprimento de O2 e nutrientes, paralelamente à demanda de sangue.
A hiperemia faz quando que estamos estudando, um processo ativo de ativação dos neurônios. Os tecidos encefálicos vão ficar hiperêmicos. Mandando mais energia, para os neurônios fazerem mais sinapses do que quando estamos dormindo, por exemplo. Precisa de mais energia, mais oxigênio, resultando em hiperemia fisiológica no tecido encefálico.
O sono depois do almoço pesado é devido a energia que deve ser usada para digerir. Ocorrendo uma hiperemia do trato gastrointestinal – sangue se concentra ao redor do estômago, se concentrar ao redor do intestino, quimo, que é a absorção do líquido recém absorvido do trato gastrointestinal que está próximo dos vasos do intestino. E ele é causado por hiperemia fisiológica quando se tem digestão. Afim de facilitar a digestão levando mais facilmente e rapidamente os nutrientes para o corpo. 
Na academia malhando, tem-se hiperemia do músculo esquelético.
Rugor facial quando pensamos em uma situação de vergonha.
Glândula mamária.
Hiperemia patológica
Inflamação (aumento do fluxo sanguíneo devido à liberação local de mediadores bioquímicos), 
Injúria térmica (queimaduras).
Irradiações intensas, infecções.
Inflamação aguda.
Traumatismos.
Síndrome de Horner (paralisia dos nervos vasoconstrictores).
Ocorre o aumento do fluxo sanguíneo devido a liberação local de mediadores bioquímicos da inflamação.
Aumento de volume, calor, rubor e vermelhidão – sintomas do processo inflamatório. Perda de função do tecido local devido ao processo de reparação.
Características macroscópicas:
- “In vivo” = aumento de volume, avermelhamento, aumento da temperatura local e às vezes pulsação.
Características microscópicas:
- Ingurgitamento vascular pelas hemácias. Repleto de hemácias no vaso.
Doenças do SNC – geralmente associada a hiperemia das leptomeninges (pia-máter e aracnoide) que são ricamente vascularizadas, essa hiperemia vai indicar doenças inflamatórias. 
Geralmente a hiperemia é local e a congestão pode ser local, sistêmica ou setorial.
Hiperemia local: Inflamação terá hiperemia localizada (área pré-delimitada) nas áreas de inflamação (ex: intestino na parvovirose).
Congestão sistêmica: é por exemplo em insuficiência cardíaca (choque circulatório causa congestão sistêmica) na necropsia observa-se que todas as mucosas estão congestas, pois o coração não foi suficiente para bombear o sangue e que ele entrasse em circulação e que aquele sangue da periferia entrasse em circulação. Fica retido na periferia, com as mucosas se encontram na periferia, as mucosas estão congestas.
Congestão setorial: quando está em uma área pré delimitada. Ex: em um membro, ou em uma área do intestino.
OBS: obstrução da artéria ilíaca em felinos: o sangue não vai conseguir chegar no local. Terá uma necrose secundária a obstrução. Se a obstrução fosse nas veias o sangue não conseguiria ser drenado naquele membro, quando é na artéria vai suprimir a irrigação. Consequentemente sem irrigação, aquele tecido vai sofrer necrose. A veia está fazendo drenagem e obstruiu, o sangue vai ficar retido no membro, tende a ficar congesto.
Hiperemia passiva / Congestão
Local: diminuição da drenagem venosa por aumento da resistência pós-capilar
Obstrução ou compressão vascular
Ex: Garroteamento na punção venosa, bandagens apertadas, torção das vísceras, trombos venosos, embolias em sistema porta, postura (ação da gravidade), compressão vascular por neoplasias, abscessos, granulomas e útero gravídico (H. passiva crônica).
A hiperemia passiva crônica é sinônimo de congestão.
Hiperemia/congestão local:
	Intussuscepção – quando uma alça intestinal se invagina sobre a alça subjacente (entra uma alça dentro da outra), o tecido vem a necrosar, porém também apresenta congestão.
Hiperemia Passiva/Congestão:
	Geral/sistêmica ou setorial.
	Insuficiência cardíaca congestiva 
- Direita – toda a circulação sistêmica vai estar congesta. Acumula sangue em vários órgãos, congestão difusa, principalmente observada no fígado. Fígado cardíaco, tem uma conformação patológica que faz lembrar o aspecto de nós moscada). Chamado de fígado de nós moscada. O sangue flui no sentido espaço-porta. Se o fígado está congesto, ele sendo uma rede capilar enorme, o sangue não consegue chegar no coração. A insuficiência cardíaca congestiva tem esse nome por causar congestão em outros órgãos. Sendo mais facilmente observada no fígado. Se o cão tem que bombear 80ml, doente a cada sístole ele bombeia 40 a menos, esses 40 fica sistemicamente. Ele passa irriga, a hemácia vai acabar com oxigênio de toda a sua hemoglobina, a hemácia fica afuncional. Com o tempo os hepatócitos vão morrendo devido a falta de oxigênio, principalmente a região centro lobular. Vai se formar uma área de necrose, escura e congesta. Vai tomar uma cor que macroscopicamente fica vermelha escurecida. E formará uma área de degeneração mais pálida e a outra área do fígado ficará com uma cor mais “natural”. Macroscopicamente parece uma nós moscada – consequência da insuficiência cardíaca congestiva do lado esquerdo. Lembrando que essa congestão também ocorre em outros órgãos, podendo verificar nos rins também, entre outros orgãos.
- Esquerda – os pulmões vão estar congestos. O pulmão vai aumentar de volume. O sangue se choca contra os vasos, fazendo uma pressão de dentro para fora. Vai sair um pouco de líquido possuindo um edema associado. Macrocospicamente: úmido, pesado, líquido gelatinoso. A hemácia fica velha, perde seu oxigênio, e as vezes ela escapa dos vasos e é fagocitada por macrófagos, como ela tem a molécula de hemoglobina dentro do citoplasma, ao ser fagocitada por macrófagos, essa hemoglobina é degradada em hemossiderina (um pigmento), com grande quantidade de hemácias fagocitadas e transformadas em hemociderina, esse pigmento é alaranjado. O pulmão inteiro toma um aspecto pardo, alaranjado, acastanhado – característico da insuficiência cardíaca congestiva do lado esquerdo.
Consequências:
Edema – aumento da pressão hidrostática eleva a filtração e reduz a reabsorção capilar. (pressão hidrostática - aumento da força que o sangue faz no vaso)
Hemorragias (ativa e passiva) – por diapedese ou por ruptura de capilares e pequenas vênulas. (Micro hemorragia, hemorragia por diapedese: quando a hemácia sai do vaso sem que haja um