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Direito Processo Penal   Renato Brasileiro

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contamina o processo?
NÃO. Portanto, eventuais vícios constantes do inquérito policial não contaminam o processo a que deram origem, salvo no caso de provas ilícitas (HC 94.034/08 – STF).
Finalidade do inquérito
Colheita de elementos informativos quanto à autoria e à materialidade do delito. Art. 155 do CPP.	Comment by Everton: Art. 155. O Juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. (Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008)
	Elementos Informativos
	Prova
	São aqueles colhidos na fase investigatória;
	Em regra*, é produzida na fase judicial;	Comment by Everton: Provas Cautelares, não repetíveis e antecipadas podem ser produzidas durante a investigação.
	Não há necessidade de observância do contraditório e da ampla defesa;
	Observação do contraditório real e da ampla defesa;	Comment by Everton: Dá-se no momento da produção da prova.
	Papel do Juiz – o Juiz só deve intervir quando necessário e desde que seja provocado (atua como “garante das regras do jogo”);
	Papel do Juiz – Princípio da Identidade Física do Juiz. Art. 399, §2º do CPP. Durante o curso do processo, o Juiz tem certa iniciativa probatória, a ser exercida de maneira subsidiária;	Comment by Everton: § 2o  O Juiz que presidiu a instrução deverá proferir a sentença.
	Finalidades –
Servem como subsídio para a decretação de medidas cautelares;
Servem para a formação da convicção do titular da ação penal.	Comment by Everton: “OPINIO DELICTI”
	Finalidade – 
Serve para formar a convicção do Juiz (condenação ou absolvição do acusado).
O Juiz Pode condenar ou absolver alguém com base em elementos informativos?
Elementos informativos, isoladamente considerados, não podem fundamentar uma decisão. Porém, não devem ser desprezados, podendo se somar às provas produzidas em juízo para formar a convicção do Juiz no sentido da absolvição ou condenação do acusado. (RE 425.734 STF); (RE 287.658 STF).	Comment by Everton: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OFENSA AO ART. 5º, INCISOS LIV E LV. INVIABILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF Nº 279. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INQUÉRITO. CONFIRMAÇÃO EM JUÍZO DOS TESTEMUNHOS PRESTADOS NA FASE INQUISITORIAL.1. A suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa passa, necessariamente, pelo prévio reexame de fatos e provas, tarefa que encontra óbice na Súmula STF nº 279.2. Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do art. 5º da Constituição.3. Ao contrário do que alegado pelos ora agravantes, o conjunto probatório que ensejou a condenação dos recorrentes não vem embasado apenas nas declarações prestadas em sede policial, tendo suporte, também, em outras provas colhidas na fase judicial. Confirmação em juízo dos testemunhos prestados na fase inquisitorial.4. Os elementos do inquérito podem influir na formação do livre convencimento do Juiz para a decisão da causa quando complementam outros indícios e provas que passam pelo crivo do contraditório em juízo.5. Agravo regimental improvido.
Provas cautelares – são aquelas em que há um risco de desaparecimento do objeto da prova em virtude do decurso do tempo, em relação às quais o contraditório será diferido (postergado); podem ser produzidas na fase investigatória ou em juízo. Em regra, dependem de autorização judicial. NATUREZA URGENTE. EX: interceptação telefônica, busca domiciliar;
Provas não repetíveis – são aquelas que não têm como ser novamente coletadas ou produzidas, em virtude do desaparecimento da fonte probatória, em relação às quais o contraditório será diferido. Podem ser produzidas tanto na fase investigatória quanto em juízo. Em regra, não dependem de autorização judicial. EX: exame pericial nas infrações cujos vestígios podem desaparecer;
Provas antecipadas – são aquelas produzidas perante a autoridade judiciária com a observância do contraditório real, em momento processual distinto daquele legalmente previsto ou até mesmo antes do início do processo em virtude de situação de urgência e relevância. Podem ser produzidas na fase investigatória e em juízo. Dependem de autorização judicial. EX: Art. 225 do CPP (Depoimento “AD PERPETUAM REI MEMORIAM”); Art. 366 do CPP.	Comment by Everton: Art. 225. Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da instrução criminal já não exista, o Juiz poderá, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o depoimento.	Comment by Everton: Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o Juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996) (Vide Lei nº 11.719, de 2008)
Presidência do Inquérito Policial
Em regra, a presidência do inquérito é de atribuição do Delegado de Polícia.
O Delegado tem atribuição e não competência. Delegado e Promotor possuem atribuições. Competência é exclusiva de Juiz.
	Natureza do Crime e a
Competência para o julgamento
	Atribuição para as investigações
	Crime militar: Justiça Militar da União;
	Forças Armadas – Oficial encarregado de Inquérito Policial Militar;
	Crime militar: Justiça Militar Estadual;
	Polícia/Bombeiro – Oficial encarregado;
	Crime eleitoral: Justiça Eleitoral;
	Polícia Federal; *	Comment by Everton: Se no município não houver delegacia da PF podem as investigações ser feitas pela Polícia Civil.
	Crime “federal”: Justiça Federal;
	Polícia Federal;
	Crime comum: Justiça Estadual;
	Polícia Civil/Polícia Federal Lei 10.446/02;	Comment by Everton: Art. 1o Na forma do inciso I do § 1o do art. 144 da Constituição, quando houver repercussão interestadual ou internacional que exija repressão uniforme, poderá o Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça, sem prejuízo da responsabilidade dos órgãos de segurança pública arrolados no art. 144 da Constituição Federal, em especial das Polícias Militares e Civis dos Estados, proceder à investigação, dentre outras, das seguintes infrações penais:I – sequestro, cárcere privado e extorsão mediante sequestro (arts. 148 e 159 do Código Penal), se o agente foi impelido por motivação política ou quando praticado em razão da função pública exercida pela vítima;II – formação de cartel (incisos I, a, II, III e VII do art. 4o da Lei no 8.137, de 27 de dezembro de 1990); eIII – relativas à violação a direitos humanos, que a República Federativa do Brasil se comprometeu a reprimir em decorrência de tratados internacionais de que seja parte; eIV – furto, roubo ou receptação de cargas, inclusive bens e valores, transportadas em operação interestadual ou internacional, quando houver indícios da atuação de quadrilha ou bando em mais de um Estado da Federação.
Características do Inquérito Policial
Peça escrita – Art. 9º do CPP.	Comment by Everton: Art. 9o Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade.
Art. 405, §1º do CPP. É possível sua aplicação analógica no inquérito policial.	Comment by Everton: § 1o Sempre que possível, o registro dos depoimentos do investigado, indiciado, ofendido e testemunhas será feito pelos meios ou recursos de gravação magnética, estenotipia, digital ou técnica similar, inclusive audiovisual, destinada a obter maior fidelidade das informações.
Peça dispensável – se o titular da ação penal contar com elementos informativos quanto à autoria e materialidade obtidos a partir de peças de informação distintas do inquérito, este

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