A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
162 pág.
Direito Processo Penal   Renato Brasileiro

Pré-visualização | Página 5 de 50

por si só, enseja evidente constrangimento, abalo moral e, muitas vezes, econômico e financeiro, principalmente quando se trata de grandes empresas e empresários e os fatos já foram objeto de Inquérito Policial arquivado a pedido do Parquet Federal.6. Ordem concedida, para determinar o trancamento do Inquérito Policial 2001.37.00.005023-0 (IPL 521/2001), em que pese o parecer ministerial em sentido contrário.
Formas de instauração do inquérito policial
Crimes de ação penal privada (1) e de ação penal pública condicionada à representação (2)	Comment by Everton: Crimes contra a honra.	Comment by Everton: Estupro.
Nesses casos a instauração do inquérito está condicionada a manifestação da vítima ou de seu representante legal. A manifestação da vítima não necessita de formalismos, ou seja, basta o inequívoco interesse desta ou de seu representante em agir.
ATENÇÃO
Antes de instaurar o inquérito, deve o Delegado verificar a procedência das informações.
Crimes de ação penal pública incondicionada
Várias formas de instauração: Art. 5º do CPP.	Comment by Everton: Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: I - de ofício;II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
De ofício – o Delegado toma conhecimento da prática de um crime de ação penal pública incondicionada através de sua atividade rotineira. Vigora aqui o princípio da obrigatoriedade/oficiosidade. Neste caso a peça inaugural do inquérito vai ser uma portaria;	Comment by Everton: Não confundir com o princípio da oficialidade. Este estabelece que o inquérito deve ser instaurado por órgão oficial do Estado (polícia).
Requisição do Juiz ou do MP – Art. 5º, II do CPP. Importante destacar que a requisição do Juiz viola o sistema acusatório e a sua imparcialidade.
Caso um Juiz tome conhecimento de uma infração penal, deve encaminhar o caso para o MP para este, como dono da ação penal, decidir pela instauração do inquérito. Art. 40 do CPP.	Comment by Everton: Art. 40. Quando, em autos ou papéis de que conhecerem, os juízes ou tribunais verificarem a existência de crime de ação pública, remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia.
Neste caso a peça inaugural do inquérito será a própria requisição do MP. Art. 129, VIII CF.	Comment by Everton: Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: VIII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais;
Requerimento do ofendido ou de seu representante legal – não há necessidade de formalismo. Antes de instaurado o inquérito deve ser verificado a procedência das informações. A portaria é a peça inaugural do inquérito.
Na hipótese de indeferimento por parte do Delegado, o código prevê a possibilidade de interposição de um recurso inominado para o chefe de polícia. Art. 5º, §2º do CPP. Atualmente o chefe de polícia pode ser o chefe da polícia civil ou o Secretário de Segurança Pública. No âmbito da PF a atribuição é do Superintendente da PF.	Comment by Everton: § 2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia.
Notícia oferecida por qualquer pessoa do povo – o Delegado pode instaurar o inquérito. Contudo, é necessário que o Delegado tome os cuidados necessários e averigue a procedência das informações. DELATIO CRIMINIS. Art. 5º, §3º do CPP. O inquérito se inicia através de uma portaria.	Comment by Everton: § 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito.
ATENÇÃO
DELATIO CRIMINIS inqualificada ou apócrifa – conhecida como denúncia anônima. A denúncia anônima, por si só, não serve para fundamentar a instauração de inquérito policial. Porém, a partir dela a autoridade policial pode realizar diligências preliminares para apurar a veracidade das informações e, então, instaurar o procedimento investigatório. HC 95.244 STF.	Comment by Everton: 
A Turma, por maioria, indeferiu habeas corpus no qual se pleiteava o trancamento de investigação ou qualquer persecução criminal iniciada com base exclusivamente em denúncias anônimas. Tratava-se, na espécie, de procedimento investigatório — que culminara com a quebra de sigilo telefônico dos pacientes — instaurado com base em delação apócrifa para apurar os crimes de associação para o tráfico de entorpecentes (Lei 6.368/76, art. 14) e de corrupção passiva majorada (CP, art. 317, § 1º),supostamente praticados por oficiais de justiça que estariam repassando informações sobre os locais de cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão. Destacou-se, de início, entendimento da Corte no sentido de que a denúncia anônima, por si só, não serviria para fundamentar a instauração de inquérito policial, mas que, a partir dela, poderia a polícia realizar diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito. HC 95244/PE, rel. Min. Dias Toffoli, 23.3.2010. (HC-95244)
Auto de prisão em flagrante – Art. 27 do CPPM.	Comment by Everton: Art. 27. Se, por si só, for suficiente para a elucidação do fato e sua autoria, o auto de flagrante delito constituirá o inquérito, dispensando outras diligências, salvo o exame de corpo de delito no crime que deixe vestígios, a identificação da coisa e a sua avaliação, quando o seu valor influir na aplicação da pena. A remessa dos autos, com breve relatório da autoridade policial militar, far-se-á sem demora ao Juiz competente, nos termos do art. 20.
NOTITIA CRIMINIS
É o conhecimento pela autoridade, espontâneo ou provocado, acerca de um fato delituoso. Nada mais é do que quando uma autoridade policial toma conhecimento do fato.
CLASSIFICAÇÃO:
De Cognição Imediata - Espontânea: a autoridade policial toma conhecimento do fato delituoso por meio de suas atividades rotineiras. “NOS CASOS DE OFÍCIO”;
De Cognição Mediata: a autoridade policial toma conhecimento do fato delituoso através de um expediente escrito. “NOS CASOS DE REQUISIÇÃO DO MP; REQUERIMENTO DA VÍTIMA; NOTÍCIA POR QUALQUER DO POVO”;
De Cognição Coercitiva: toma-se conhecimento do fato obrigatoriamente. “NOS CASOS DE PRISÃO EM FLAGRANTE”.
Identificação Criminal
A identificação criminal envolve dois tipos de identificação: identificação fotográfica e a identificação datiloscópica.
O Delegado pode fazer a identificação criminal de toda pessoa?
Este assunto deve ser analisado em um momento anterior e um momento posterior. Antes da CF/88, a identificação criminal era a regra, mesmo para quem se identificasse pessoalmente (Súmula 568 do STF). Diante da CF/88 (Art. 5º, LVIII), o que antes era a regra, agora se tornou a exceção, ou seja, somente nos casos previstos em lei, quando será possível a identificação criminal. As leis que versam sobre este tema são: Lei 8.069/90 em seu Art. 109 (ECA); Art. 5º da Lei 9.034/95 (ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS); Lei 10.054/00 em seu Art. 3º (IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL).	Comment by Everton: A identificação criminal não constitui constrangimento ilegal, ainda que o indiciado já tenha sido identificado civilmente. (Superada pelo Art. 5º, LVIII, CF - RHC 66881-RTJ 127/588)	Comment by Everton: LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei;	Comment by Everton: Art. 109. O adolescente civilmente identificado não será submetido a identificação compulsória pelos órgãos policiais, de proteção e judiciais, salvo para efeito de confrontação, havendo dúvida fundada.	Comment by Everton: Art. 5º A identificação criminal de pessoas envolvidas com a ação praticada por organizações criminosas será realizada independentemente da identificação

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.