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Direito Processo Penal   Renato Brasileiro

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que preste seus esclarecimentos acerca do fato, em termo de declaração; junte documentos e indique providências no caderno investigatório.
Sujeito passivo
Em regra, toda e qualquer pessoa pode ser indiciada.
Exceções:
Membros do MP. Art. 18, II, “f”, parágrafo único LC 75/98;	Comment by Everton: Art. 18. São prerrogativas dos membros do Ministério Público da União:II - processuais:f) não ser indiciado em inquérito policial, observado o disposto no parágrafo único deste artigo;Parágrafo único. Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de infração penal por membro do Ministério Público da União, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá imediatamente os autos ao Procurador-Geral da República, que designará membro do Ministério Público para prosseguimento da apuração do fato.
Membros da magistratura (Juízes);
Deputados Federais e Senadores podem ser indiciados?
INQ. 2411/MT STF.	Comment by Everton: 3. Antes da intimação para prestar depoimento sobre os fatos objeto deste inquérito, o Senador foi previamente indiciado por ato da autoridade policial encarregada do cumprimento da diligência.4. Considerações doutrinárias e jurisprudenciais acerca do tema da instauração de inquéritos em geral e dos inquéritos originários de competência do STF: i) a jurisprudência do STF é pacífica no sentido de que, nos inquéritos policiais em geral, não cabe a Juiz ou a Tribunal investigar, de ofício, o titular de prerrogativa de foro; ii) qualquer pessoa que, na condição exclusiva de cidadão, apresente "notitia criminis", diretamente a este Tribunal é parte manifestamente ilegítima para a formulação de pedido de recebimento de denúncia para a apuração de crimes de ação penal pública incondicionada.iii) diferenças entre a regra geral, o inquérito policial disciplinado no Código de Processo Penal e o inquérito originário de competência do STF regido pelo art. 102, I, b, da CF e pelo RI/STF. A prerrogativa de foro é uma garantia voltada não exatamente para os interesses do titulares de cargos relevantes, mas, sobretudo, para a própria regularidade das instituições. Se a Constituição estabelece que os agentes políticos respondem, por crime comum, perante o STF (CF, art. 102, I, b), não há razão constitucional plausível para que as atividades diretamente relacionadas à supervisão judicial (abertura de procedimento investigatório) sejam retiradas do controle judicial do STF. A iniciativa do procedimento investigatório deve ser confiada ao MPF contando com a supervisão do Ministro-Relator do STF. 5. A Polícia Federal não está autorizada a abrir de ofício inquérito policial para apurar a conduta de parlamentares federais ou do próprio Presidente da República (no caso do STF). No exercício de competência penal originária do STF (CF, art. 102, I, b c/c Lei nº 8.038/1990, art. 2º e RI/STF, arts. 230 a 234), a atividade de supervisão judicial deve ser constitucionalmente desempenhada durante toda a tramitação das investigações desde a abertura dos procedimentos investigatórios até o eventual oferecimento, ou não, de denúncia pelo dominus litis.6. Questão de ordem resolvida no sentido de anular o ato formal de indiciamento promovido pela autoridade policial em face do parlamentar investigado.
Em se tratando de acusado com foro por prerrogativa de função, o Supremo entende que é indispensável a autorização do Ministro/Desembargador relator não só para o início das investigações, como também para o indiciamento.
Conclusão do inquérito policial
Prazos para a conclusão do inquérito policial
	
	Preso
	Solto
	CPP
	10 dias
	30 dias
	Polícia Federal
	15 dias + 15 dias
	30 dias
	Inquérito Militar
	20 dias
	40 dias
	Crimes Economia Popular
	10 dias
	10 dias
	Lei de Drogas
	30 dias + 30 dias
	90 dias + 90 dias
	Crimes Hediondos	Comment by Everton: Prisão Temporária
	30 dias + 30 dias
	
A prorrogação é possível se o investigado estiver solto. Em se tratando de acusado solto o prazo pode ser prorrogado inúmeras vezes. No entanto, no caso de indivíduo preso, se o excesso do prazo for abusivo e desproporcional, a prisão deve ser objeto de relaxamento. Exemplo, 02 dias, 04 dias... sem problemas; já no caso de meses é abusivo.
A contagem do prazo, como é feita?
No caso de investigado solto, o prazo é processual penal, sem dúvida alguma. Porém, quando o indivíduo está preso tem-se 02 correntes que se divide na doutrina: uns dizem que o prazo é penal e outros que dizem que é processual.	Comment by Everton: Adotar
Quando o prazo é penal o dia do início é computado, mas se o prazo é processual penal, o prazo começa a correr a partir do 1º dia útil subsequente.
Relatório do inquérito policial
Peça de caráter descritivo, com a descrição das principais diligências realizadas durante o curso das investigações. Em regra, não deve ser feito juízo de valor, pois o Delegado não é o titular da ação penal.
ATENÇÃO
Cuidado com a hipótese da Lei de Drogas. Art. 52, I da Lei 11.343/06.	Comment by Everton: Art. 52. Findos os prazos a que se refere o art. 51 desta Lei, a autoridade de polícia judiciária, remetendo os autos do inquérito ao juízo:I - relatará sumariamente as circunstâncias do fato, justificando as razões que a levaram à classificação do delito, indicando a quantidade e natureza da substância ou do produto apreendido, o local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa, as circunstâncias da prisão, a conduta, a qualificação e os antecedentes do agente; ou
O Delegado deve fundamentar a classificação no sentido do tráfico ou do porte para consumo pessoal.
O relatório não é indispensável para o início do processo.
Destinatário dos autos do inquérito policial
Segundo o CPP os autos devem ser remetidos para o Juiz.
Art. 10, §1º do CPP.	Comment by Everton: Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.§ 1o A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao Juiz competente.
Resolução 63 do CJF – estabelece uma tramitação direta dos autos de inquérito policial entre a Polícia Federal e o MPF, salvo nas hipóteses em que houver necessidade de intervenção do Poder Judiciário.
Providências a serem adotadas pelo MP após a remessa do inquérito policial
Crime de ação penal privada – o Promotor deve requerer a permanência dos autos em cartório aguardando-se a iniciativa do ofendido;
Crime de ação penal pública –
Denúncia;
Promoção de arquivamento;
Requisição de diligências – desde que imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. Art. 129, VIII da CF. Essas diligências devem ser requisitadas diretamente à autoridade policial, salvo se for necessária a intervenção do Poder Judiciário (interceptação telefônica, quebra de sigilo telefônico, etc.);	Comment by Everton: Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: VIII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais;
Pedido de declinação de competência – Se o promotor entender que o juízo não é dotado de competência deve requerer a remessa dos autos ao Juiz natural;
Suscitar um conflito de competência ou um conflito de atribuições – no pedido de declinação de competência, não há prévia manifestação de outra autoridade jurisdicional acerca da competência. Quando o MP suscita um conflito de competência, isso significa dizer que já houve anterior manifestação de outro órgão jurisdicional acerca da competência.
	Conflito de competência
	Conflito de atribuições
	Conflito entre dois ou mais órgãos jurisdicionais acerca da competência; Art. 113 e Art. 114 CPP.	Comment by Everton: Art. 113. As questões atinentes à competência resolver-se-ão não só pela exceção própria, como também pelo conflito positivo ou negativo de jurisdição.	Comment

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