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Direito Processo Penal   Renato Brasileiro

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by Everton: Art. 114. Haverá conflito de jurisdição:I - quando duas ou mais autoridades judiciárias se considerarem competentes (conflito positivo), ou incompetentes (conflito negativo), para conhecer do mesmo fato criminoso;II - quando entre elas surgir controvérsia sobre unidade de juízo, junção ou separação de processos.
	Conflito estabelecido entre órgãos do MP acerca da responsabilidade ativa para a persecução penal.
Quem decide o conflito de competência?
	Juiz Estadual de SP
	X
	Juiz Federal SP
	STJ
Procura-se a instância superior comum aos dois Juízes.
	STM
	X
	Juiz Eleitoral
	STF
Sempre que houver um Tribunal Superior envolvido o conflito vai para o STF.
	Juiz do JECRIM Federal de SP
	X
	Juiz Federal SP
	TRF
Súmula 348 STJ. CANCELADA. O Supremo entendeu que a competência é do TRF da 3ª região (caso de SP) RE 590.409 STF. O STJ editou a Súmula 428.	Comment by Everton: Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir os conflitos de competência entre Juizado especial federal e juízo federal, ainda que da mesma seção judiciária.	Comment by Everton: Compete ao Tribunal Regional Federal decidir os conflitos de competência entre Juizado especial federal e juízo federal da mesma seção judiciária.
	Juiz do JECRIM Federal de SP
	X
	Juiz Federal MG
	STJ
Procura-se a instância superior comum aos dois Juízes.
Quem decide o conflito de atribuições?
	Promotor da BA
	X
	Promotor da BA
	Procurador Geral de Justiça
	Procurador do AM
	X
	Procurador do PA
	Câmara de Coordenação e Revisão do MPF
	MPM de SP
	X
	MPF do RJ
	Procurador Geral da República
O MPU subdivide-se em 04 ramos: MPM; MPT; MPDFT e MPF. O chefe é o PGR.
	Promotor de SC
	X
	Procurador do RS
	STF
(Art. 102, I, “f” da CF). Há um conflito entre um Estado e a União.	Comment by Everton: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente:f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta;
	Promotor do RN
	X
	Promotor do CE
	STF
Mesma hipótese do caso anterior. Conflito entre Estados. Art. 102, I, “f” da CF.
Arquivamento do inquérito policial
Trata-se de uma decisão judicial (ato complexo).
O MP pede a promoção do arquivamento do inquérito à autoridade judiciária.	Comment by Everton: É plenamente possível o arquivamento do TCO.
Fundamentos do arquivamento
Ausência dos pressupostos processuais ou das condições da ação (falta de representação, por exemplo);
Falta de justa causa para o início do processo – falta de lastro probatório;
Atipicidade formal/material da conduta delituosa – princípio da insignificância (atipicidade material);
Causa excludente da ilicitude – Art. 23 do CP;	Comment by Everton: Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: I - em estado de necessidade; II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. 
Causa excludente da culpabilidade – coação moral irresistível, obediência hierárquica, inexigibilidade de conduta diversa, salvo na hipótese de inimputabilidade do Art. 26, “caput” do CP. O inimputável deve ser denunciado, porém com pedido de absolvição imprópria (sujeita a medida de segurança);	Comment by Everton: Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Presença de alguma causa extintiva da punibilidade – Art. 107 do CP.	Comment by Everton: Art. 107 - Extingue-se a punibilidade:I - pela morte do agente;II - pela anistia, graça ou indulto;III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;IV - pela prescrição, decadência ou perempção;V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada;VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;VII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)VIII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
Coisa julgada na decisão de arquivamento
Coisa julgada é a decisão jurisdicional contra a qual não cabe mais recurso, tornando-se imutável.
Coisa julgada formal – é a imutabilidade da decisão dentro do processo em que foi proferida (endoprocessual);
Coisa julgada material – pressupõe a coisa julgada formal. É a imutabilidade da decisão fora do processo em que foi proferida (extraprocessual).
O arquivamento do inquérito faz coisa julgada?
Depende do fundamento do arquivamento.
Ausência dos pressupostos processuais ou das condições da ação. CJF;
Falta de justa causa para o início do processo – falta de lastro probatório. CJF;
Atipicidade formal/material da conduta delituosa. CJFM;
Causa excludente da ilicitude. CJFM*;	Comment by Everton: 1ª turma STF– HC 95.211 o arquivamento só gera CJF;Plenário STF (em tramitação) – HC 87.395 o arquivamento gera CJFM (3x1) 
Causa excludente da culpabilidade. CJFM;
Presença de alguma causa extintiva da punibilidade. CJFM.
ATENÇÃO
Certidão de óbito falsa – a decisão que extingue a punibilidade com base em certidão de óbito falsa é tida como inexistente, logo pode ser anulada. Assim, um inquérito arquivado com base nesta certidão falsa pode ser reaberto.
Desarquivamento do inquérito policial e posterior oferecimento de denúncia
Desarquivamento nada mais é do que a reabertura das investigações nas hipóteses de arquivamento por falta de justa causa.
Para desarquivar o inquérito é necessária apenas a notícia de provas novas. Art. 18 do CPP. Não há necessidade de autorização judicial.	Comment by Everton: Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia.
Para que seja possível oferecer denúncia é necessário o efetivo colhimento de provas novas (são aquelas capazes de alterar o contexto probatório dentro do qual foi proferida a decisão de arquivamento).
Prova formalmente nova – é aquela que já era conhecida, mas ganhou nova versão após o arquivamento;
Prova substancialmente nova – é aquela prova que estava oculta à época do arquivamento. Súmula 524 STF.	Comment by Everton: Arquivado o inquérito policial, por despacho do Juiz, a requerimento do Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.
Procedimento do Arquivamento
Justiça Estadual
O Promotor de Justiça encaminha a sua promoção de arquivamento ao Juiz.
Se o Juiz concorda com o pedido de arquivamento, estará arquivado o inquérito policial.
Se por acaso o Juiz não concordar, ele irá aplicar o Art. 28 do CPP e mandar os autos ao Procurador Geral de Justiça.	Comment by Everton: Art. 28.  Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o Juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o Juiz obrigado a atender.
O princípio que está inserido no Art. 28 é o princípio da devolução (ocorre quando o Juiz, aplicando o Art. 28 devolve a apreciação do caso à chefia do MP).
Quando o Juiz aplica este artigo, ele estará exercendo uma função anômala, qual seja, a função de fiscal do princípio da obrigatoriedade.
O Procurador Geral de Justiça tem as seguintes possibilidades:
Requisitar diligências para formar sua opinião;
Pode oferecer denúncia;
Pode designar outro órgão do MP para o caso, ou seja, ele não pode designar o mesmo Promotor que pediu o arquivamento (independência

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