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TCC   Uso da História da Matemática no Ensino

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culturais, políticas e econômicas, relacionadas a outras culturas estudadas, sugerindo uma interdisciplinaridade, possibilitando o trabalho integrado com professores de diferentes disciplinas.
 Ainda temos outro exemplo, Tales de Mileto, que calculou a altura da Grande Pirâmide�. Como uma maneira de contemplar a História da Matemática em sala de aula podemos nos fazer do fato citado acima, e tentar reproduzir durante uma aula sobre triângulos. Pode ser proposto aos alunos uma pesquisa sobre o referido assunto, e após os alunos conhecerem o contexto em que problema se apresentou Tales, eles podem ser desafiados a descobrir maneiras de como reproduzir a mesma experiência em sala de aula, realizando os devidos cálculos, e a medida que os alunos forem desenvolvendo os conteúdos o professor disponibilizaria os recursos necessários para a realização da proposta. Para ficar bem didático, os alunos poderiam utilizar-se de uma vela, representando o sol, ou até mesmo uma lanterna, uma pirâmide feita de papel e um palito representando o bastão utilizado por Tales:
Depois dessa atividade dentro de sala de aula, os alunos poderiam ser levados em campo aberto, com a iluminação solar, para poderem encontrar outras alturas, como prédios ou árvores, dessa vez em altura real.
Esse foi um exemplo de muitos outros que poderão ser realizados em sala de aula, utilizando a história da matemática acompanhado da resolução de problemas, e fazendo com que os alunos reproduzam na prática as ações que levaram ao desenvolvimento de certo conhecimento, aplicando a história da matemática para que eles entendam o contexto, e qual problema cotidiano esse conhecimento resolveu.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em sala de aula, podemos utilizar a História da Matemática em vários contextos diferentes, como uma forma lúdica com problemas curiosos, como fonte de pesquisa e conhecimentos em geral, como introdução ou complementação de conteúdos, etc. Também pode apresentar a matemática com muitas possibilidades de atividades diferentes que fogem das sequências de exercícios e memorização de métodos e fórmulas.
A História da Matemática fornece a possibilidade de buscar uma nova forma de ver e entender a matemática, tornando-a mais contextualizada e integrada com outras disciplinas, além de ficar mais agradável e criativa. Segundo D’Ambrosio (1999): 
As ideias matemáticas comparecem em toda a evolução da humanidade, definindo estratégias de ação para lidar com o ambiente, criando e desenhando instrumentos para esse fim, e buscando explicações sobre os fatos e fenômenos da natureza e para a própria existência. Em todos os momentos da história e em todas as civilizações, as ideias matemáticas estão presentes em todas as formas de fazer e de saber. (p. 97).
A finalidade desse trabalho é auxiliar professores de matemática em sua atividade de ensino. Contextualizando o ensino da matemática, situando os alunos no espaço e tempo de um dado raciocínio, permite motivar os alunos e despertar sua curiosidade no conteúdo ministrado. É importante ter na lembrança que a matemática de hoje é o resultado de um processo histórico que levou muito tempo para ser sistematizada, e conhecer a parte histórica é muito importante para seu desenvolvimento.
A História da Matemática pode contribuir para a construção de um olhar mais crítico sobre as partes do conhecimento e esclarecer ideias matemáticas que estão sendo construídas pelo aluno.
Ter conhecimento sobre o contexto daqueles que desenvolveram determinado conceito matemático, a época em que viveram, sobre o que estudaram e os problemas que os levaram a encontrar determinado conhecimento ou modelo, sendo um recurso que instiga a curiosidade de muitos estudantes e que pode minimizar alguns obstáculos que dificultam o processo de ensino.
O maior desafio é elaborar propostas que possibilitem aos alunos aprender Matemática de uma maneira diferente e com uma perspectiva crítica, percebendo diferentes modos de materializar e compreender as etapas percorridas no desenvolvimento de um determinado conceito ou modelo matemático.
Como em todos os meus trabalhos, sempre coloco uma frase do Albert Einstein para encerrar, essa me pareceu a mais apropriada para este:
“O mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que os olham e não fazem nada.” (Albert Einstein). 
REFERÊNCIAS
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ESTRADA, Maria F.; SÁ, Carlos C.; QUEIRÓZ, João F.; SILVA, Maria do C.; COSTA, Maria J. História da matemática. Lisboa: Universidade Aberta, 2000.
GASPERI, Wlasta N. H. De; PACHECO, Edilson R. A história da matemática como instrumento para a interdisciplinaridade na educação básica. 2013.
MARTINELLI, Liliam M. B; MARTINELLI, Paulo. Materiais concretos para o ensino de matemática nos anos finais do ensino fundamental. Curitiba: InterSaberes, 2016.
MIGUEL, Antônio; MIORIM, Maria A. História na educação matemática: propostas e desafios. 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011.
MUNHOZ, Maurício de O. Propostas metodológicas para o ensino de matemática. Curitiba: InterSaberes, 2013.
ROQUE, Tatiana. História da matemática: Uma visão crítica, desfazendo mitos e lendas. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.
ROQUE, Tatiana; PITOMBEIRA, João B. Tópicos de história da matemática. Rio de Janeiro: SBM, 2013.
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LARA, Isabel C. M. De. O ensino da matemática por meio da história da matemática: possíveis articulações com a etnomatemática, disponível em <http://sites.unifra.br/portals/35/artigos/2013/n2/05.pdf >. Acesso em: 28 junho de 2017.
FRAZÃO, Dilva. Tales de Mileto, disponível em <https://www.ebiografia.com/tales_de_mileto/ >. Acesso em: 28 de junho de 2017.
SILVA, Tiago F. Da. Pirâmide de Queops, disponível em <http://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/piramide-de-queops/ >. Acesso em: 28 de junho de 2017.
Figura � SEQ Figura \* ARABIC �1� – Escrita de números de 1 à 60
Figura � SEQ Figura \* ARABIC �2� - Representação de Números acima de 60
Figura 3 - Exemplo de Disposição de Material
�	 Aluno do Centro Universitário Internacional UNINTER. Artigo apresentado como trabalho de conclusão do curso. Matemática Licenciatura Plena – 2017 (2º Semestre).
�	 Karl Friedrich Gauss nasceu a 30 de Abril de 1777 em Brunswick, Alemanha. Filho de uma família humilde, desde muito cedo foi visto como uma criança prodígio. Matemático, astrónomo e físico alemão, criador da geometria diferencial, conhecido como o “Príncipe dos Matemáticos”, a ele se devem importantíssimos estudos de matemática, física, geometria e astronomia. Entre outras coisas, desenhou o heptadecágono, inventou o telégrafo e definiu o conceito de números complexos. 
�	 Tales de Mileto (624 a.C.-558 a.C.) nasceu em Mileto, antiga colônia grega, na Ásia Menor, atual Turquia. Foi o fundador da Escola de Mileto. Acreditava na existência de um "princípio único". Foi um filósofo, matemático e astrônomo grego. Foi considerado um dos mais importantes representantes da primeira fase da filosofia grega, chamada de Pré-Socrática ou Cosmológica. 
�	 Conhecida também como Pirâmide Quéops e é considerada a maior e mais pesada obra já construída pelo homem. Com cerca de 140 metros de altura sustentados por 2,3 milhões