Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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aborrecimentos oriundos do cotidiano que não merecem indenização. Não é pelo fato do réu não ter contestado que a indenização será devida.
Art. 322 - trata apenas quando o réu está sem patrono. No momento que passa a ter patrono nos autos, ele deve ser intimado.
Exceções de incompetência
Terça, 5 de maio
Peguei com Mirella
DAS EXCEÇÕES
Art. 305 \u2013 Da ciência do fato pela parte. Ex. juiz recebeu propina em 1/1/10 e a parte toma conhecimento em 15/4 que foi prejudicada por esse fator, a partir do conhecimento iniciar-se-a o prazo para a exceção.
Só há verdadeiramente preclusão nos casos de comp. Relativa e suspeição e não nos de impedimento, em que os motivos são mais graves. Isso não é absoluto. Ex. o art. 485 \u2013 juiz impedido, permite o rompimento do mantro da coisa julgada.
Não é preciso um despacho do juiz, que recebe a exceção para que seja suspenso o processo e os prazos ainda em curso. No momento em que a exceção é oposta se da a suspensão dos demais prazos (para contestar, revonvir..). o dia da oposição não se conta para fim de suspensão, logo, começa a contagem do dia seguinte.
Quando a exceção for liminarmente rejeitada (ex. se intempestiva, oposta por quem não é parte, ou não alega um dos motivos \u2013 alegação de incomp., impedimento ou suspeição- que devem ser argüidos por meio de exceção), a rigor o prazo não para, continua a correr por todo o tempo. Na pratica os juízes devem considerar assim para aqueles prazos que obviamente são rejeitáveis.
Em que momento se recomeça a contagem do prazo?
Uma vez julgada a exceção pelo tribunal a contagem retomara seus cursos quando as partes forem intimadas da chegada dos autos para o juízo para o qual foi declinada a competência. Em tese, vez que o juiz agora \u201ccompetente\u201d poderá suscitar um conflito negativo de competência, a ser decidido pelo STJ.
Se rejeitada a exceção, mantendo a competência, o prazo retomara o seu curso no momento em que essa decisão for publicada no DO. Basta ser rejeitada pelo juiz de primeiro grau. (Art. 306 \u2013 não há necessidade de considerar a parte final)
Art. 307
Da exceção de incompetência relativa \u2013 petição de exceção é considerada inepta quando não for indicado o juízo competente.
Art. 308: o juiz devera ouvir o excepto em 10 dias e decidir Tb em 10 dias (prazo impróprio)
Art. 309: se houver necessidade de prova testemunhal (raro na hipótese de incompetência Relativa do juízo) \u2013 o juiz designara a audiência de instrução, decidindo dentro de 10 dias.
Art. 310: hipótese de indeferimento liminar qdo manifestamente improcedente.
Art. 311: hipótese de deferimento - os autos serão remetidos ao juízo comp. 
Dessas decisões (deferimento ou indeferimento em primeiro grau) caberá AI - art. 522.
DAS EXCEÇÕES DE IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO
Art. 135 \u2013 suspeição
Art. 134 \u2013 impedimento
Art. 312: será preciso alem de indicar o juízo que seria comp., tem que se especificar o motivo da recusa, fundar a alegação. Aqui é mais fácil entender-se a necessidade de prova testemunhal.
Diferente da exceção de incompetência, não é o juiz o primeiro julgador de sua exceção de suspeição ou impedimento, podendo ele no máximo reconhecer o imp. ou suspeição e se afastar do processo. Os autos irão ao seu substituto legal, segundo o art.313. Caso não reconheça cria-se um incidente entre o juiz e a parte que entrou com a exceção. A verdade é que o juiz é parte no \u201cprocesso\u201d (na verdade um incidente processual). Art. 314 \u2013 se perder, o juiz arcará com custas. Nesse caso de recusa no momento em que o acórdão for disponibilizado voltara a correr o prazo. Caso não admita a incompetência e o acórdão seja proferido em favor de novo juízo, volta a correr a partir da chegada dos autos ao novo juízo. 
Cessa a suspensão, caso haja reconhecimento feito pelo proprio juiz, qdo as partes são intimadas que os autos são recebidos por seu substituto. O processo continua sendo processado na vara de origem sendo apenas encaminhado para o subst. Legal
DA RECONVENÇÃO
É modalidade de contra ataque e não defesa do réu.
É proposta no mesmo processo uma demanda/ ação contra o autor.
Nessa segunda demanda as posições das partes ficam invertidas \u2013 o autor vira réu e vice-versa. O autor é chamado reconvinte(réu, ou autor da reconvenção) enquanto o réu da reconvenção chama-se reconvindo.
Tudo que foi estudado sobre ação, petição inicial, autor, réu....aplica-se a reconvenção, na qual somente há inversão dos pólos.
Há uma peculiaridade: A legitimidade. Tem legitimidade ativa o réu da ação originaria e passiva o autor. Caso haja litisconsórcio passivo, qualquer dos réus poderá reconvir, bem como, se houver litisconsórcio ativo qualquer dos autores poderão ser reconvindos.
É possível reconvir contra o autor e uma terceira pessoa no processo? HAVIA ENTENDIMENTO PRATICAMENTE CONSOLIDADO DE QUE ISSO NÃO ERA POSSIVEL. Art. 315 nota 5, A (Teotônio Negrão). Excluía-se a possibilidade de pôr terceiros seja no pólo ativo seja no passivo da reconvenção. Argumenta a tese que admite: desde que a reconvenção cotemple no pólo ativo ou passivo o terceiro ex. litisconsorte necessário, matéria precisa envolver Tb terceiro. Ex. reconvenção de B contra A. B quer ajuizar demanda para decretar anulabilidade de cto em que C Tb é parte, apesar de não na parte em que B quer pleitear de A. Nesse caso, a nulidade do contrato afetara C.
Se, entretanto existe vinculo entre os fatos debatidos na ação originaria e os que serão debatidos na reconvenção a ampliação, incluindo o terceiro, a tese se torna defensável.
(Marcio continua inclinado para a tese que nega essa possibilidade, pois sempre se terá o direito de ajuizar ação contra o terceiro em processo autônomo e não no mesmo processo).
A não apresentação da reconvenção no prazo não impede a interposição de ação autônoma. Espécie de conexão, ira se prosseguir com ambas para depois julgá-las conjuntamente, sendo alegada a conexão. Havia jurisprudência consolidada, logo, poderia não ter sido modificada, isso só abre espaço para táticas advocatícias para discutir a matéria...
 Quinta, 6 de maio
Peguei com Mirella
Na reconvenção a legitimação deve ser da mesma natureza
Ex. legitimação ordinária, extraordinária (qdo tratam se por ex. de d. de consumidores sendo violados. Não será licito a coca-cola reconvir dizendo que tem uma divida a ser cobrada dessa associação que defende os consumidores dizendo que forneceu produtos a uma festa pois tratam-se de naturezas diferentes. )
Ninguém precisa reconvir para pedir a improcedência do pedido, tendo em vista que se for julgado improcedente já se considera inexistente aquela relação jurídica, não havendo necessidade Tb de pedir a improcedência, vez que a sentença já terá em vista esse objetivo em caso de improcedência. Ou do contrario ex. formulo um pedido de declaração negativa(divida não existe) porque precluiu. A reconvenção deve conter algo mais, não um pedido de improcedência ou uma declaração negativa, que já estarão sendo apreciadas. É preciso que haja necessidade da reconvenção, o que não ocorre nos casos em que quer-se alegar apenas a não realização do que o autor pediu...
Não e possível reconvenção qdo o autor desiste da ação, não pode o réu apresentar reconvenção após a desistência.
Art.315 \u2013 \u201cnum mesmo processo\u201d
Art. 317 \u2013 a desistência ou extinção aposteriori da ação não obsta a reconvenção. A reconvenção precisa da ação antes de existir, a partir de sua existência torna-se independente.
Não se admitira a reconvenção nas ações sobre procedimento sumário. Art. 278 §1 há uma simplificação da reconvenção pq deve estar fundada nos mesmos fatos referidos na inicial
Tb no JEC art. 31 da lei 9.099 : não se admite a reconvenção. É licito ao réu formular em sua contestação formular pedido em seu favor, desde que fundados nos mesmos fatos que constituem objeto da controvérsia.
Logo, nem nos procedimentos Sumários, nem JEC e nem em ações de naturezas dúplices (ex. ação possessória