Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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de modos distintos, ou seja, mais profundo ou menos profundo. A classificação da atividade cogntiva de juiz é entre (art. 923):
a)	Plano horizontal
1.	Cognição plena \u2013 divide a cognição em um sentido horizontal. Em boas partes do caso, ela é plena.
2.	Cognição limitada \u2013 significa que não será qualquer matéria que será objeto de cognição do juiz. Art.896 \u2013 as matérias elencadas aqui são objeto de cognição. 
b)	Plano vertical
1.	Cognição exauriente \u2013 esgota toda a matéria. Alcança-se através de um processo de conhecimento. 
2.	Cognição perfunctória \u2013 juízo superficial
3.	Cognição sumária \u2013 Art. 273 que trata da antecipação de tutela. 
Obs.: Discussão sobre o § 7º do art. 273. Posições: \u2018fungibilidade de mão dupla\u2019 - aproveitamento do pedido de antecipação de tutela para pedir uma medida cautelar \u2013 pediu atencipação mas obteve cautelar. Há quem defenda que tendo havido por equívoco um pedido cautelar que tenha natureza antecipatória, estaríamos diante de uma possibilidade do juiz adotar essa medida antecipatória caso seja possível. Há ainda que não haja diferença entre medidas cautelares e antecipatórias, sendo a fungibilidade absoluta. O prof. adota como está no código \u2013 \u2018fungibilidade de mão única\u2019, pois para a antecipação de tutela, o autor já deve ter desenvolvido seu raciocínio por inteiro, e se servido apenas para algo menor que a concessão de tutela cautelar, não prejudica.
A não concessão da tutela é requerida caso se verifique o periculum in mora. 
\uf0b7	Fase postulatória \u2013 dominada pela atividade das partes. O que o juiz tem nesse momento é uma versão apresentada pelo autor e outra apresentada pelo réu. O juiz, então, precisa descobrir quais fatos são mais críveis e quais não passam de uma criação, fantasia da parte. O juiz conhece o direito, mas não os fatos \u2013 a ponte entre o juiz e os fatos é a prova. É preciso que no processo de conhecimento se desenvolva uma atividade probatória, ou melhor dizendo, instrutória (tudo aquilo que prepara o provimento final). Para que o juiz julgue é preciso que ele conheça os fatos, mediante uma técnica de reconstituição desses fatos, que é feita através da prova.
\uf0b7	Fase instrutória \u2013 nem sempre essa fase é necessária, pois antes o processo já pode ter reunido todas as questões de direitos necessárias para o julgamento da lide \u2013 art. 330 (julgamento antecipado da lide).
\uf0b7	Fase decisória \u2013 a luz das provas o juiz resolve o conflito de interesses.
Quanto mais abreviado for um processo, como é o dos Juizados Especiais (quanto mais concentrada a atividade das partes e a atividade jurisdicional), mais difícil será de enxergar a atividade predominante em determinado momento.
Obs.: Fase de saneamento \u2013 adota certas providências preliminares.
4 fases: Postulatória, saneatória, instrutória e decisória (VER MELHOR ISSO)
Procedimento especial
-Uma primeira classe possui
-A segunda classe
-A terceira classe 
Quinta, 18 de março
AULA SUPER IMPORTANTE (de acordo com minha opinião!)
Extinção e suspensão do processo
O processo envolve, no mínimo, três personagens \u2013 sujeitos parciais, que são as partes (autor e réu) e o sujeito imparcial, que é o juiz. Só estará completo o processo quandoe esses três sujeitos estiverem integrados.
O processo se forma em três etapas:
1.	Propositura da ação \u2013 o autor se dirige ao juiz pleiteando a tutela jurisdicional mediante a apresentação de um pedido, que é veiculado em uma petição inicial. Três figuras: ato de demandar (provimento jurisdicional), pedido (justamente o que é postulado, especificado no seu objeto mediato e imediato), e por último, a petição inicial que é o instrumento da prática desse ato. A petição é distribuida ao juiz. 
Art. 263 \u2013 estabelece quando é considerada proposta a ação. Ele regula duas hipóteses: quando houver mais de uma vara, a pessoa se dirige ao foro com a petição para apresentar sua demanda. Após isto, ela é recebida e protocolada. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial é despachada ao juiz. É importante marcar o momento da propositura da ação
Distribuição por competência \u2013 art. 87. A competência será apurada no momento da propositura. Não há erro em dizer que o processo já se iniciou, tanto que pode acontecer do juiz indeferir a petição etc \u2013 o processo não prossegue mas já se reconhece que ele existe, tanto que o juiz profere uma sentença. Mas para que ele esteja completo, não basta autor e juiz. É preciso que a formação se complete com a citação. 
Combinando a parte final do art. 263 com o art. 219, entende-se que...perdi! Olhar art. 263.
Aspecto da extinção do processo \u2013 por que isso ocorre e em que casos? 
Para que o processo se extingua, é necessário que haja uma sentença, que terá capacidade de extinguir o processo. Se o juiz indefere a petição inicial, temos um ato que em princípio pode vir a gerar a extinção do processo. Nem sempre ela determinará a extinção, pois ela põe fim a relação, pois ainda há o segundo grau. Em algum momento, claro, haverá o trânsito em julgado, o que significa que uma decisão não comporta mais recursos. Isso quer dizer que só neste momento o processo tem fim. A extinção desejada pelo legislador é a que analisa o mérito.
As hipóteses que extinguem o processo sem julgamento do mértio estão no art. 267. 
Inciso I \u2013 pode acontecer do juiz indeferir apenas um dos pedidos da petição inicial, mas de qualquer forma, quando ele indefere todos os pedidos, ele profere uma sentença capaz (em tese) de extinguir o processo. Em tese porque pode vir a apelação ainda. Obs.: as causas de indeferimento da petição inicial estão no art. 295. 
Inciso IV do art. 295 \u2013 decadência e prescrição são assuntos de mérito. O inciso IV não é o caso de uma sentença apenas no aspecto processual, pois esta atingirá a relação jurídica material com o reconhecimento da decadência ou prescrição.
Art. 284, pár. ún.
Art. 285-A
 
Voltando ao art. 267:
II \u2013 se o ato que paralisou o processo é um ato do juiz, não se trata de negligência das partes. Ao juiz compete dar andamento ao processo (P. do Impulso Processual). Se o ato for do réu é irrelevante, não acarretando em nada. 
Perdi um pedacinho aqui
Ausência dos pressupostos processuais \u2013 pressupostos subjetivos de acordo com Aragão:
-figura do juiz e sua investidura
-competência do juiz 
-juiz imparcial e independente, constituindo um pressuposto da sua capacidade de julgar.
Litispendência \u2013 pendência de uma lide. Consiste na identidade de demandas, e o juiz portanto só deverá julgar aquela primeira e extinguirá a segunda, terceira, quarta
Terça, 23 de março
Art. 87 \u2013 essa regra foi feita para impedir fraude na distribuição. A prevenção tem que voltar ao momento da propositura, salvo nas hipóteses que o caso tenha sido extinto antes da citação.
Casos de extinção do processo pela litispendência e pela coisa julgada\u2013 inciso V, art. 267.
Para que haja coisa julgada material, deve haver coisa julgada formal, maso contrário nem sempre é observado.
A sentença que reconhece a existência de coisa julgada é meramente terminativa \u2013 o juiz não pode julgar a mesma lide nem para julgá-la de forma idêntica.
Art. 267, VI \u2013 proclamação da extinção do processo por falta das condições da ação. Essas condições da ação são as condições genéricad da ação (legitimidade, interesse e possibilidade jurídica do pedido).
Inciso VII \u2013 o juiz proferirá uma sentença terminativa quando estiver diante de uma convenção de arbitragem. 
Obs.: Cláusula de arbitragem X compromisso
-Claúsula de arbitragem ou compromissória: no caso de contrato, se assina um pacto adjeto ele, este por sua vez autônomo. Esta cláusula prevê que qualquer litígio ou disputa que surja em decorrência ou relaçao com aquele contrato deverá ser decidida por árbitros a escolha das partes;
-Compromisso: lide já existente, concretra. Já existe o conflito com o adversário e ambos concordam em submeter o julgamento da questão a arbitros,