Processo Civil II Resumo
32 pág.

Processo Civil II Resumo


DisciplinaProcesso Civil II1.616 materiais12.764 seguidores
Pré-visualização12 páginas
principal ato de comunicação não so da existência da demanda mas Tb da sua possibilidade de defesa.
Art. 213 e SS. A validade da citação pode ser alegada mesmo após o transito em julgado da sentença proferida em processo no qual não houve citação regular \u2013 art.475 \u2013 L
O comparecimento espontâneo do réu para responder elimina esse vicio, descaracterizando essa invalidade art. 214, caput \u2013 invalidade do processo sem a citação, importantíssima e declarada de oficio e a qualquer tempo, mesmo após o transito.
O réu que vem ao processo simplesmente declarar a falta de citação, comparecendo espontaneamente não para se defender mas para declarar a nulidade da citação, não fará o vicio ficar sanado, e sim, caberá o juiz declarar a existência e validade da citação. A partir de intimado da decisão que acolheu a impugnação a citação, será considerado citado, e, caso perca a impugnação, o réu terá sua revelia decretada, pois na verdade já teria sido citado. Ou seja, só se deve aparecer para avisar da falta de citação(alegar nulidade da citação) ou qdo já houver perdido o prazo para a resposta (como uma ultima chance de não ser considerado revel) ou qdo tiver absoluta certeza que vencera sua impugnação.
 Terça, 20 de abril
 
Peguei com Marianna.
Modalidades de Citação
Depende do destinatário.
Quando o destinatário é o réu, faz-se pessoalmente ao réu, seu representante ou procurador com poderes expressos para recebimento da citação (art. 215 CPC).
Estando o réu ausente, admite-se a citação excepcionalmente em pessoas diferentes das expostas acima (§1º). Poderá ser feita ao mandatário do réu, mesmo que sem poderes especiais. Só que nesta hipótese a citação deve ter relação com atos praticados pela pessoa que receberá a citação.
Se o réu estiver ausente do país e não tiver deixado pessoa capaz de receber a citação, a citação poderá se dar na pessoa do administrador do imóvel (§2º).
Regra Geral: citação na pessoa do réu.
Pessoas Jurídicas
No caso das pessoas jurídicas, a jurisprudência facilita a citação, admitindo-a na pessoa do gerente, mesmo sem poderes específicos para receber a citação.
Normalmente, pessoas jurídicas que tem muitas ações judiciais constituem procurador com poderes específicos.
Modalidades de Citação (art. 221 CPC)
a)	Oficial de Justiça
Não é hoje a modalidade padrão adotada pelo CPC, apesar de ser a forma mais segura.
A maior parte das citações hoje são feitas através do correio.
Art. 224 \u2013 trata dos casos em que a citação deverá ser feita através de oficial de justiça.
1.	Casos em que a citação por via postal não é admitida ou é deixada de segundo plano;
2.	Quando for ré pessoa incapaz;
3.	Quando for ré pessoa de direito público (proteção à ineficiência Estatal, isto é para que a carta não se perca);
4.	Nos casos de execução;
5.	Quando o réu residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência;
6.	Quando o autor requerer a citação por outra forma (não é necessária fundamentação do pedido); e
7.	Quando a citação postal não produzir efeito.
A citação por oficial envolve a expedição de um Mandado de Citação (determinação do juiz). Esse mandado terá como conteúdo o especificado no art. 225 do CPC:
- Nomes do autor e do réu, bem como domicílios ou residências;
- finalidade da citação com explicação do que se está pedindo em relação aquele réu;
- imposição de alguma penalidade, se cabível;
- dia, hora e local do comparecimento (quando o mandado disser respeito a processo que se inicia com o comparecimento do réu. Este dispositivo não se aplica ao procedimento ordinário);
- Cópia do despacho que recebeu e deferiu a inicial;
- prazo para defesa (variável em função da ação proposta), nos termos do artigo 285 CPC. O professor considera que esse prazo deve vir explícito, pois direcionado a pessoa leiga que se presume não ter conhecimento a respeito dos prazos processuais (há jurisprudência nesse sentido). A falta desse prazo, que enseja nulidade do mandado, deve ser alegado no primeiro momento possível (contestação);
O mandado pode ser expedido de forma mais simplificada, quando for encaminhado com cópia da inicial (§ 1º
). Hoje em dia isso é quase automático. É dever do autor apresentar as cópias (contrafé) necessárias para compor a citação. Isso elimina a necessidade que conste o nome do autor e sua residência, as especificações do caso. Porém, o Mandado deve ter expressa menção ao prazo para contestação.
Ver o art. 226 do CPC que trata da forma que será feita a citação pelo oficial de justiça.
O oficial deverá anotar no Mandado que voltará aos autos o fato de que o réu recebeu ciência do conteúdo.
O Oficial também deverá esclarecer se houve recusa em receber a citação ou se o réu não impôs objeção à citação.
Da juntada do Mandado de Citação cumprido aos autos (art. 241, II do CPC), correrá o prazo para contestação do réu. Será excluído o dia da juntada, começando a correr o prazo no primeiro dia útil subseqüente.
Se forem diversos os réus, a contagem do prazo se dará da juntada do último Mandado de Citação devidamente cumprido (art. 241, III CPC).
Será feita exceção para os casos em que os prazos são contados individualmente para cada réu como, por exemplo, nos casos de ação popular.
Pode haver no caso de litisconsórcio passivo, a desistência da ação por parte do autor frente a um dos réus. Nesse caso, o prazo começa a correr da homologação da desistência do autor. Não se aplica aos casos de litisconsórcio necessário.
CITAÇÃO POR HORA CERTA
Aplicada nos casos em que o réu tenta evitar a citação.
Requisitos:
1.	O Oficial de Justiça deverá ter procurado o réu por 3 vezes sem o encontrar;
2.	Que o Oficial tenha apurado algum fato ou dificuldade que gere suspeita de ocultação. O Oficial deverá narrar as circunstâncias que levaram a essa suspeita de que o réu está se furtando propositadamente (art. 227 CPC);
Presente esses requisitos, o Oficial poderá citar parente informando que comparecerá em determinada data (dia seguinte) e hora para realizar a citação do réu.
Não há necessidade de que o juiz despache novamente para que o Oficial retorne para realizar a citação.
Caso o réu não esteja novamente presente, mantida a suspeita de ocultação, pode o Oficial dar a citação por realizada, entregando a Contrafé com pessoa da família ou vizinho, declarando-lhe o nome (art. 228, §2º CPC).
Como nesta hipótese a citação não é feita diretamente ao réu, o art. 229 exige a expedição de uma carta ao réu comunicando sua citação por hora certa.
Não é a partir desta ciência que se contará o prazo. O prazo será contado quando da juntada do Mandado de Citação aos autos (o Mandado deverá ser apresentado dentro do prazo para resposta). Entretanto, a regularidade da citação depende do envio dessa comunicação ao réu. 
(b) Citação pelo Correio (art. 222 CPC)
A citação poderá ser feita para qualquer comarca do País. Logo, não se admite a citação por correio para países estrangeiros, mesmo quando admitidos no país de destino. Tampouco se admite a citação estrangeira por correio de réu domiciliado no Brasil.
Carta Rogatória: pode ter várias finalidades. Se a finalidade for a citação de réu, tal citação será cumprida na forma prevista no Código do país de destino.
Art. 223 do CPC reproduz as estipulações do art. 225.
A carta deverá ser registrada para entrega ao citando, exigindo o carteiro na entrega quer o réu assine o recibo. Isto é, a carta deve ser entregue ao próprio réu.
Pessoa Jurídica
No caso da Pessoa Jurídica, será válida a entrega para pessoa com poderes de gerência geral ou administração. Jurisprudência entende que a entrega a funcionário da empresa é admitida.
(c)